Como Enlouquecer Um Vampiro
34 Capítulo 34 - Bella é um caso perdido.
PVB
Estava terminando de me arrumar, eu queria estar linda e maravilhosa para impressionar Edward, queria que ele tivesse orgulho de mim, nunca ninguém teve orgulho de mim além do papito e nunca me importei, mas com Edward eu queria que as coisas fossem diferentes, queria ser sua namorada pra sempre, ou quem sabe depois que eu ser uma vampira ele me peça em casamento, eu não hesitaria em aceitar.
Olhei-me no espelho, eu vestia um vestido azul com um decote discreto e para equilibrar e ser sensual ele tinha uma fenda que saía de cima da minha coxa, com uma faixa marcando bem a cintura e um salto maravilhoso que Alice havia escolhido. Na verdade o conjunto todo foi escolha dela, eu confiei em seu bom gosto e não me arrependi disso. Minha maquiagem estava marcante, mas jamais usei algo que me deixasse vulgar, que é? Eu sou uma Swan elegante, até imagino como o papito deve estar lindo vestindo um smoking com sua beleza sobre humana, já Edward não quero nem pensar, se não terei que descer segurando um balde em baixo do queixo pra segurar a baba que com certeza estaria escorrendo.
Sorri feliz e contente, festas são tudo de bom, só perde pra sextas feiras com o papito, pros momentos ao lado de Edward, compras com um cartão com um limite bem alto, o sorvete do papito...espera ai? O que aconteceu com Alice e Rosalie? Até poucos minutos elas estavam tão felizes quanto eu e agora estão sérias e rígidas, seja o que for, juro que não fui eu? Oi foi? Céus fiquei confusa.
-porque estão assim? — perguntei com medo de ter feito algo sem querer e acabar perdendo a amizade delas, pelo menos a amizade de Alice eu não queria perder, a da Rosalie eu nem tinha.
-teremos visitas. — avisou Alice de forma tensa e me olhou sorrindo forçado. Era agora que ela dizia que não me agüentava mais? Isso sempre acontece, teve uma vez que uma amiga fez um jantar de despedida pra mim, achei que iria morrer por ter alguma doença e o papito não havia me contado, mas era ela que estava se despedindo e no fim disse que apesar de gostar muito de mim não me suportava mais, que não agüentava mais ver suas coisas estragadas pela minha humilde pessoa, disse também que eu precisava crescer e amadurecer pra só então merecer sua amizade. Depois que ela foi embora fiquei um tempo pensativa e só depois fui embora. Cheguei em casa e subi até meu quarto, medi a minha altura na parede e vi que eu já havia crescido, então peguei uma corda que usávamos em alguns esportes mais radicais e a amarrei na cintura, desci com a corda pendurada e fui até o jardim onde havia algumas árvores, joguei a ponta da corda em um galho e me arrumei de uma forma que eu ficasse pendurada, agora era só esperar amadurecer, a corda era pra mim não cair no chão quando já estivesse madura. Resultado? O papito viu e riu tanto que chegou ficar roxo, em seguida o maldito galho arrebentou e eu me espatifei no chão como uma jaca podre e o galho ainda bateu na minha cabeça, sorte que ele era fino.
-entendeu bella? — olhei rapidamente pra Alice que me olhava ansiosa, mas não parecia brava, sorri de forma educada e respondi mesmo não tendo a mínima idéia do que ela estava falando.
-com certeza eu entendi. — afirmei convicta e ela sorriu aliviada.
-ótimo, vamos Rose, e bella não esqueça de tudo o que eu falei. — ela me alertou e eu concordei rapidamente com a cabeça.
-não vou esquecer. — garanti e ela alargou o sorriso e saiu rapidamente com Rosalie. Eu só não disse que não posso esquecer algo que nem sei o que é, de certa forma eu não menti. Perguntei-me de repente porque elas desceram e não me chamaram, não tem problema nenhum a festa é pra mim e para Edward, por causo do nosso namoro, provavelmente elas desceram antes pra quando chegar minha vez eu faça uma entrada triunfal, provavelmente era sobre isso que ela estava falando, então me analisei outra vez no espelho balançando meus cachos, meu cabelo estava preso em cima e todo o restante estavam com maravilhosos cachos, sem dúvida eu vou fazer uma entrada triunfal, sentei-me elegantemente na cadeira e aguardei alguns minutos, pra dar tempo de eles se organizarem para receber minha ilustre pessoa.
Fazia quase meia hora quando levantei-me e me olhei no espelho, respirei fundo e fui em direção a sala com toda a beleza e a elegância que uma Swan possui, meu vestido arrastava pelo chão. Cheguei ao corredor e então a escada, somente quando estava na metade dela que eu levantei meus olhos estranhando tanto silêncio. Paralisei surpresa, Alice sua danadinha, pensei dando uma piscadinha a ela que me olhava de olhos arregalados, sem dúvida eu estava maravilhosa, me enchi de orgulho de mim mesma. A sala estava repleta de pessoas, mas Alice disse que não teria convidados, ela conseguiu me enganar direitinho e fez uma surpresa pra mim, ai ai como eu amo minha amiga. Observei melhor e vi que os Denalli também vieram, iupi iupi iupi saltitei alegremente e me recompus respirando fundo e terminei de descer as escadas.
Assim que coloquei os pés na sala todos os Cullen's ficaram na minha frente, o papito do meu lado direito e Edward do esquerdo, assim eu não conseguia ver os convidados, mas foi só olhar pra Edward que eu me esqueci de todos eles, pelo amor de deus como pode existir alguém tão lindo e tão perfeito? Ele vestia um smoking preto com uma camisa branca por baixo e a gravata era da mesma cor do meu vestido, Alice sua danadinha parte dois, dei um risinho com isso e não desviei meus olhos de Edward. Era impressão minha ou estava um clima tenso no ar?
-Edward — falei e ele me olhou dando um leve sorriso, mas ele estava preocupado, resolvi tranqüilizá-lo. — não fique preocupado eu bebo pouco e as vezes quando exagero sei me comportar. — até parece que eu iria ficar bêbada na minha festa de namoro e dar vexame. — pode perguntar pro papito, ele confirma. — completei e apontei pro papito ao meu lado.
-depois eu pergunto. — ele me garantiu e voltou a olhar pra frente, ele é meio lerdo às vezes.
-Edward. — falei dando um cutucão na sua costela, ele respirou fundo e me olhou. SÓ ISSO? Fiquei magoada, tipo, nem um elogio? Nada? — esquece. — resmunguei e me estressei com a falta de educação deles. — será que dá pra me darem licença? Tenho que passar pra receber e me apresentar aos convidados. — será que só eu via a falta de educação deles? Olhei pro papito, mas ele não me olhava de volta, tentei passar por eles e fui bloqueada, meu deus do céu eles não podem me fazer passar tamanha vergonha diante dos outros.
-bebê, se comporte e mais tarde conversamos. — disse o papito me olhando daquele jeito que dizia claramente "cala a boca ou está de castigo" deixei os ombros caírem de tristeza e enxuguei uma lágrima, me sentia envergonhada diante dos convidados e olha que nem os conhecia, a maioria pelo menos eu não conhecia. Eu percebia que eles falavam bem baixinho e eu não entendia, funguei e me virei de volta para o quarto, não ficaria ali passando por essa humilhação, não mesmo.
-ela não sai daqui. — disse uma voz de trovão que mesmo sendo educada tinha um timbre de falsidade. Como eu estava envergonhada pela atitude do papito e dos Cullen's o ignorei e continuei subindo as escadas tristemente, enxuguei outra lágrima, eu nem havia bebido a maravilhosa champagne, eu adorava abri-la por causa do barulhinho, agora já era.
-bella. — parei porque era o papito me chamando, virei lentamente e olhei em seus olhos desviando logo em seguida, agora onde eu estava podia enxergar a sala toda e todas as pessoas que estavam nela, quer dizer, vampiros, mas pra mim dá no mesmo, nunva fui preconceituosa. Os Denalli me olhavam com pena menos Tânia que tinha um olhar de gelar os ossos, menos o meu, porque não sou uma covarde, a encarei e ergui minha perfeita sobrancelha.
-olá bellinha. — seu tom era meio debochado, ainda acho que ela não gosta de mim, então porque veio na minha festa?
-olá taninha. — falei meigamente, o que importava era que ela veio me parabenisar pela minha sorte de um homem como Edward me amar, mas eu acho que o sortudo é ele por ter uma namorada linda e incrível como eu, suspirei de emoção.
-não gosto que me chamem assim. — a olhei surpresa, surpresa essa que não consegui disfarçar.
-me desculpe, não quis ofendê-la. — comecei me desculpando por minha falha, falha essa que não iria se repetir, isso eu garanto, ela me olhou de forma superior. — além do mais se a gente não gosta de apelidos também não devemos apelidar os outros, mas não se preocupe, eu já tinha percebido da outra vez que nos vimos que você não é muito inteligente, mas tudo bem, ninguém é perfeito principalmente você. — a olhei com toda a pena e compaixão que sentia enquanto ela arregalava os olhos e trincava os dentes.
-bella, por favor, agora não é hora para isso. — disse Edward, olhei bem pro meu amorzinho e dei um risinho.
-não se preocupe querido, não estou começando nada, só acho sua prima meio burrinha pra ser uma vampira, talvez se ela voltasse pra escola as coisas mudassem, tenho quase certeza que nem uma conta direito ela sabe fazer. — falei compreensiva pra ele, algo me diz que estou deixando passar algo, mas o que será? LEMBREI. — e a propósito, obrigado pelo elogio, se soubesse que nem iria olhar pra mim nem teria perdido tempo me arrumando. — falei magoada e recomecei subir as escadas, mas ele segurou meu braço, eu não o olhei.
-claro que percebi que está linda, mas pra mim você sempre está, com qualquer roupa que use. — disse suavemente e eu ergui a cabeça encontrando seus olhos, ele esta preocupado e se alguém não me explicasse eu não saberia o motivo. — venha comigo. — pediu oferecendo o braço e eu o peguei, descemos as escadas sobre o olhar atento de todos, se eles acham que eu vou tropeçar podem tirar o jumentinho da sombra. Ao terminarmos de descer as escadas os Cullen's se afastaram e agora sim eu pude olhar mais de perto os vampiros que eu não conhecia, em resumo não eram diferentes dos outros, somente a cor dos olhos, no mais eram brancos e brancos de tão brancos que são. Sorri educadamente para o que estava mais a frente, ele tinha os cabelos na altura dos ombros, negros como a noite e um leve sorriso nos lábios.
-e você é a alegre e saltitante Isabella. — disse o moço bem branco me olhando estranho, dizem que a primeira impressão é a que fica, então dei meu melhor sorriso a ele, quase rasguei a boca do tamanho do meu sorriso, mas não o tirei do rosto, então pra não desmanchar o sorriso de comercial de creme dental só disse sem mover um músculo.
-huhum. — eu estava animada porque ele já me conhecia, isso é o máximo, tirando o fato de eu não conhecê-lo.
-não precisa ficar paralisada assim. — disse o papito ao meu lado, quando ele chegou? Mas me movi livremente e relaxei.
-mas e você quem é? Já vi que conhece minha pessoa, mas eu não conheço a sua pessoa. — era educado ele se apresentar, isso é praticamente um ultraje.
-claro, perdoe-me pela indelicadeza. — ele disse me alcançando a mão, percebi todos tensos, menos eu. Segurei sua mão sem pensar duas vezes e ele franziu o cenho e depois fechou a cara, que cara esquisito. Mas eu continuei com um sorriso educado no rosto. — sou Aro Volturi. — até que enfim ele contou o nome, refleti sobre isso, Aro? Que nome horrível, parece com arame, usei de toda a força pra não rir diante de um nome horrendo desses, mas eu o olhei com pena enquanto ele soltava minha mãozinha abençoada.
-tadinho de você, ao invés de te darem um nome te deram um castigo, não deve ser fácil...- parei de falar por que o papito tapou minha boca com a mão. Fiquei resmungando e ele não tirava a mão pra mim terminar minha frase, então usei mímica. Fiz chifrinho com os dedos pra dizer que ele com certeza foi amaldiçoado por causo do nome, mostrei o dedo do meio pra saber se ele era o irmão do meio, já que havia mais dois com roupas iguais as dele que estavam ao seu lado só que um pouco atrás. Deduzi que fossem irmãos já que tem o mesmo tom de pele. Fiz gesto com as mãos imitando alguém que está batendo em outro pra saber se ele é o fodão da turminha do barulho. Quando pensei em dar um chute no saco dele pra saber se doía, fui segurada pelas mãos e me distraí com a audácia dessa pessoa, olhei e vi que era Edward, bom, sendo ele tudo bem.
-Isabella Marie Swan. — olhei e o papito estava muito, mas muito sério, eu queria dizer que não fui eu, mas ele continuava tapando minha boca com a mão. — sim, foi você. — como sempre ele conhecia cada gesto meu, neguei com a cabeça enquanto ele acenava positivamente com a dele. — fique quieta e em silêncio. — ele disse mandão, respirei fundo e concordei com a cabeça, então eles me soltaram e eu permaneci quieta, era tão injusto.
-mas... — comecei e o papito me olhou sério, fiquei quieta e resmungando que minha vida era muito injusta.
-alguém poderia explicar o que foi isso que acabou de acontecer? — perguntou o tal de arame, digo, Aro, dei um risinho, ai ai, quando a memória falha é complicado, sorte a minha que isso é difícil de acontecer.
-acredito que você entenderá. — disse meu sogro e estendeu a mão para Aro, o azarado de nome feio segurou ansioso a mão de Carlisle, mas não fez nada, simplesmente ficou la concentrado e segurando sua mão, parece que o azarado não é tão azarado assim, pra mim ficou claro que ele também possui um dom, qual será? Quando pensei em perguntar qual era o dom dele ele soltou a mão de Carlisle e riu tão alto, mas tão alto que as paredes tremeram, ele chegou jogar a cabeça para trás. Caraca veio, o moço é doidão.
Fiquei ali com cara de trouxa vendo o arame rir horrores, deixei minha cara com minha melhor expressão de "enlouqueceu?" e fiquei quieta olhando pra ele, assim que ele olhou pra minha cara seu sorriso foi morrendo.
-já acabou com seu showzinho? Não é por nada, mas é MINHA festa de namoro, portanto, quero beber e dançar, então se me dão licença. — falei mesmo, eles aqui sem fazer nada, era pra estar rolando a maior festança. — Alice ligue o som. — pedi tranquilamente e me encaminhei para o centro da sala onde improvisamos um salão. Fechei os olhos e esperei pelo som da música, e adivinhe? A música não veio. Abri só um olho dando de cara com todos me olhando, abri o outro e sorri imensamente.
-acredito que as apresentações não foram feitas corretamente. — disse Carlisle e me chamou com o dedo, fiquei confusa, mesmo assim fui até ele, como assim não foram feitas corretamente? — essa é Isabella Swan filha de sangue do recém criado Charlie Swan. — falou apontando de mim para o papito. — e esses são os líderes do mundo vampírico, o que os humanos chamariam de realeza. — arregalei os olhos nesse momento. — são eles que mantêm a ordem no nosso mundo, são Aro, Caius e Marcus Volturi, os outros são a sua guarda de guerra. — arfei com isso. ESTÃO BRINCANDO COMIGO? Olhei pra eles como se nunca tivesse os visto antes, e percebi o quão idiota eu fui, a áurea de poder e arrogância que exerciam, é claro que só poderiam ser alguém muito importante...e VIERAM PRA MINHA FESTA.
-parece impressionada minha criança. — disse o senhor Aro Volturi, ele parecia muito satisfeito com algo, eu mal me agüentava de tanta emoção, céus será que eu mereço tudo isso? Que boba eu, é claro que eu mereço. Pigarreei para encontrar minha voz e dei um pequeno passo para trás, arrumei minha postura e me curvei numa rara, delicada e perfeita reverência. Eu sabia exatamente o que fazia, por isso não me abaixei muito e dobrei levemente os joelhos, como uma senhorita muito educada da época renascentista. Ouvi claramente alguns arfares, é, eu sou foda.
-impressionada é pouco. — falei erguendo os olhos a ele que acenou com a cabeça, esse era um sinal que eu poderia voltar a minha posição normal, foi o que fiz, mas não perdi minha elegância.
-me admiro que uma criatura humana dessa época saiba dessa antiga forma de agradar as majestades. — ele continuava com uma expressão satisfeita.
-sou formada em história, acredite, nada me fascina mais do que estar diante de alguém que a viveu e que presenciou cada mudança. — então me corrigi rapidamente. — mas no momento isso se torna o quarto item mais importante da lista.
-e quais seriam os primeiros? — não entendi sua curiosidade, mas tanto faz. Falei como se fosse óbvio.
-o papito, o Edward e meus amigos. — disse apontando para os cullen's, Alice e Jasper sorriram grande pra mim, sorri de volta mais animada que o normal, olhei ao redor e vi uma vampira loira que me olhava com nojo, ela era pequena e o cabelo preso num coque bem feito, então ela me olhou nos olhos e sorriu de maneira macabra em minha direção, a olhei confusa e perguntei humildemente.
-bebeu sabão estragado? — droga, falei errado, eu iria perguntar se ela havia bebido sangue estragado, mas agora já foi. Ela rosnou pra mim e em segundos num movimento muito rápido eu estava novamente atrás dos Cullen's, levantei os braços pra cima cheia de frustração, eu só queria aproveitar minha festa, mas tava difícil viu?
-contenha-se Jane. — mandou Aro e ela parou de rosnar, cochichei no ouvido do papito.
-ela não parece ameaçadora, você viu o tamainho dela? Parece uma anã loira de jardim, lembra papito daquele filme que a gente assistiu, Gnomeu e Rumieta, digo, Julieta? Então, ela parece aquela... — e novamente minha foi tapada pela mão do papito. Assim não dá, e lá vai eu fazer mímica pra ele, revirei bem os olhos e os deixei ficarem vesgos pra ele saber que além de ver as coisas eu tinha o direito de falar, peguei duas mexas de cabelo e puxei pra cima desmanchando meu belo penteado, pra ele saber que isso estava me deixando careca de tanto pensar, retirei as mãos dos cabelos e puxei os dele pra ele acordar pra vida e me deixar curtir minha festa, quando comecei fazer uns passos indicando que eu queria dançar o papito caiu na risada, riu um monte, mas não tirou a mão da minha boca. Todos os outros olhavam pra nós, alguns riam e outros disfarçavam, e tinha também as loiras que me olhavam sérias, eu hein, que povinho mais esquisito.
Assim que os risos cessaram...
-acho muito diferente uma humana assim conviver com vampiros. — disse um outro moço me olhando de cima a baixo, me senti nua diante de seu olhar e o olhei desafiadora.
-que é, vai encarar? — perguntei e me preparei pra quebrar a cara dele. Eu não devia qualquer respeito a ele, esse estropício era tão importante que nem foi apresentado.
-talvez vocês devessem controlar Isabella, não queremos que a coisas se compliquem por aqui. — disse o vampiro chamado Caius, nesse momento perdi o encanto e qualquer respeito que poderia ter por algum deles.
-me controlar? — perguntei incrédula e respirei fundo em busca de paciência que nesse momento eu não tinha nenhuma. — não sou eu que fui convidada pra uma festa e ao invés de se divertir ficam quietos e ainda me olham estranho.
-bella. — olhei pra Alice que estava um pouco aflita, desanimei ao vê-la assim. — eles não foram convidados. — senti o sangue ferver ao ouvir isso e olhei mortalmente pra eles. Usurpadores de reinos.
-são penetras na MINHA FESTA? — eu não acreditava nisso, eu aqui feliz e saltitante por ter em minha humilde festa os líderes do mundo vampírico e eles vem de penetras? Não da pra se conformar.
-bella, esse não é o momento. — disse Edward também aflito, respirei fundo e concordei com a cabeça, mas não desviei meus olhos dos vampiros fajudos.
-vejo que será uma vampira destemida. — comentou Aro.
-você também vê o futuro? Mas duvido que seja tão bom quanto a fadinha. — na minha opinião vidente só existe uma pessoa. E das boas.
-infelizmente eu não tenho esse dom, mas a maravilhosa Alice o possui. — disse Aro em tom de lamento, fiquei com pena dele, não gosto de ver ninguém sofrer.
-mas tenho certeza que você tem um dom. — o consolei. — não precisa se sentir inferior a Alice por causo disso, mesmo o sendo. — o dom de Alice era maravilhoso, pra mim nem o dom de Edward e de Jasper era tão incrível quanto o dela. Percebi que todos enrijeceram e o papito murmurou algo como "hoje ela está incontrolável, justo hoje", mas acho que entendi errado, não há ninguém descontrolado por aqui, até olhei em volta pra ter certeza.
-sim, eu possuo um dom. — ele disse entre dentes. — posso ver todos os pensamentos de uma pessoa através de um único toque. — terminou amigavelmente, tenho a impressão que ele fica mais ameaçador falando assim.
-todos? — perguntei impressionada e ele acenou parecendo orgulhoso. — os meus também? — falei divertida, pra mim era óbvio que eu também era imune a ele.
-menos os seus. — disse desgostoso. — me pergunto se você também é imune a Jane, se importa de testar o dom dela em você? — olhei para a vampira que sorria satisfeita.
-o que ela faz? — eu tinha que saber pra só depois tomar uma decisão.
-uma coisinha simples. — respondeu dando de ombros e os Cullen's e o papito ficaram tensos.
-se quiser testar teste em mim, também sou imune a alguns dons. — falou o papito ficando na minha frente, ele estava nervoso.
-papito, não precisa fazer isso. — falei ficando ao seu lado e o olhando carinhosamente. — se ela machucar você quando eu virar uma vampira eu a mato sem pensar duas vezes, então deixa que ela se divirta enquanto pode. — novamente ouve arfares dos dois lados e Jane riu debochada.
-deveria medir suas palavras "bella" — ela disse meu apelido com ironia. — quando você virar vampira, se é que estará viva para isso, podemos nos reunir e veremos quem é a melhor, por hora me contento em testa-la com meu dom. — arqueei uma sobrancelha em direção aquela coisa loira, de relance vi o olhar ganancioso de Aro para minha digníssima pessoa. Acho que estou vendo coisas, pensando bem, minha festa já estava acabada mesmo.
-cai dentro projeto de vampira mal amada — falei firmemente e apontei pra mim mesma. — to esperando e não tenho a noite toda. — falei mesmo.
-bella se comporte. — disse o papito, mas eu preferia eu estar na mira do dom de Jane, seja qual for, do que deixar meu papito pra agüentar a barra sozinho.
-somos companheiros pra todas as horas, lembra? — falei dando um risinho e o olhando sugestivamente, me doía tanto ver seu olhar preocupado em minha direção.
-Jane. — foi tudo o que Aro disse, então eu senti...uma sensação estranha, mas agradável, não sei o que era, mas gostei. Olhei em direção a Jane que já me olhava séria, ela se concentrou em mim e a sensação gostosa aumentou, cheguei suspirar de satisfação, então ela tirou seus olhos de mim e olhou pro papito já sorrindo e novamente seu sorriso morreu.
-isso é incrível. — falou Aro em júbilo e bateu palmas, olhei pro papito pra ter certeza que ele estava bem, respirei aliviada quando constatei que sim. — meu caro Eleazar, nos diga quais dons eles têm, Isabella minha querida. — sorri pra ele ao ouvir isso. — você possui uma genética fascinante. — seus olhos brilharam de satisfação e olhou pro papito. — e você meu caro Charlie, porque não se junta a nós e trás consigo sua maravilhosa filha? — não sei por que, mas não gostei disso. Eleazar se aproximou e ficou ao nosso redor.
-esconda a carteira, nunca se sabe — falei baixinho pro papito e olhei sugestivamente em direção a Eleazar. Prevenir nunca é demais.
-olhe os modos bella. — ele respondeu me repreendendo, fiz um bico horrendo e cruzei os braços emburrada. Ele riu.
-o dom de Charlie é fácil de ver. — começou Eleazar depois de uns minutos. Meu papito tem um dom? Olhei orgulhosa pra ele que me deu uma piscadinha, dei um risinho. — ele possui um escudo físico, muito forte, mas com certeza é puramente físico, não entendo como ele é imune aos outros dons. — ele disse confuso, eu não entendi o que isso quer dizer.
-assim como Renata. — afirmou Aro.
-exatamente, só que muito mais forte Renata só protege um de cada vez e se ela bem próxima da pessoa. — explicou Eleazar. — mas Charlie, se ele treinar com certeza pode expandi-lo e proteger outras pessoas. — concluiu, pensei comigo mesma, escudo físico? Algo físico é algo que se pode tocar, algo concreto, escudo é uma arma de defesa. Meu papito era especial, mas eu já sabia disso.
-isso é muito interessante. — disse Aro amigavelmente. — e quanto a bella? — eu? Olhei confusa pra ele.
-desculpe Aro, mas você ta viajando na maionalga, não sei se você sabe, mas fumar um baseado não faz bem pra memória, além do mais, eu sou humana. — apontei pra mim mesma. — como posso ter um dom?
-alguns seres humanos já os possui antes de se transformar. — quem disse foi Edward. — dons são habilidades que possuímos, mas só com a transformação que aprendemos administra-los. — então eu tenho um dom e não sabia disso? Que ódio.
-diga logo, ta me matando de ansiedade. — falei estressada pra Eleazar que deu um riso nervoso.
-aparentemente você possui um escudo mental, também muito forte, tanto que está bloqueando ... — ele parou de falar porque ouvimos uivos ensurdecedores, isso me assustou e eu agarrei o braço do papito, eu estava com medo.
-dos uivos ela tem medo, mas de nós não. — afirmou Aro inconformado. Só me perguntei uma coisa: E eu com isso?
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