Como Enlouquecer Um Vampiro

29 Capítulo 29 - Desencalhou.


PVB

Acordei e espreguicei-me na cama, estava me sentindo bem e percebi com alegria que a agulha não estava mais em meu braço, o dia estava claro o que significa que eu dormi demais, mas queria o que? Depois de dias angustiantes e sofridos sem comer e dormir direito, é claro que estava muito cansada, mas esse cansaço passou e me sinto novinha em folha e pronta pra outra.

Sentei-me na cama e respirei fundo, a casa estava silenciosa, havia umas roupas em cima de uma cadeira, aposto que o papito pegou pra mim enquanto eu dormia, levantei-me e segui até o banheiro caminhando lentamente, estava um pouco dolorida e me sentindo fraca, mas assim que eu comesse alguma coisa me sentiria melhor.

Tomei um banho relaxante, com meus produtos de beleza preferidos, saí tranquilamente me enxugando e paralisei, o que Edward fazia aqui?

-desculpe-me — ele pediu levantando-se rapidamente da cama — não sabia que você sairia do banho...pelada.

-Edward, e como queria que eu saísse do banho? Vestida? Eu não sei como vocês vampiros tomam banho, mas nós humanos tomamos banho pelados — disse lentamente pra ver se a criatura entendia, eu continuei me enxugando bem a vontade.

-nós também tomamos banho nus — olhei maliciosamente pra ele, já imaginando como deve ser bom e prazeroso tomar banho com Edward completamente nu. — mas sua roupa estando aqui, achei que você a vestiria lá dentro. — explicou indicando a porta do banheiro, desanimei, achei que ele estava aqui pra me espiar.

-primeiramente — disse me aproximando dele sem me cobrir com a toalha — bom dia Edward — e dei um beijo em seu peito por cima da roupa.

-bom dia bella — disse suavemente e me olhou nos olhos, como poderia existir alguém tão cuti-cuti como ele? Impossível não abrir um sorriso o qual ele retribuiu com muita vontade.

-não vai me dar um beijo — perguntei confusa enquanto meu sorriso desaparecia, poxa vida, eu quero um beijo.

-quantos quiser — colou sua boca na minha enquanto passava suas mãos por minha costas nuas, estremeci com o contato e arfei quando sua mão desceu e ele apertou minha bunda, espera ai? Quem ele pensa que eu sou? Afastei-me rapidamente me cobrindo com a toalha, a gente pede um beijinho e ele vem querendo outras coisas? E ele ainda me olha confuso.

-olha Edward, eu não sei qual o tipo de mulher que você está acostumado, mas já adianto que eu não sou assim, eu sou uma moça de família e você invade meu quarto enquanto estou no banho e ainda me agarra desse jeito — falei com toda a indignação que sentia. — peço por gentileza que se retire da minha casa antes que eu chame o papito.

-espera aí? — ele disse confuso — sua casa?

-eu avisei — eu tinha avisado mesmo. — PAPITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO — minha garganta chegou doer com a força do grito, em seguida respirei fundo e expulsei Edward do meu quarto batendo nele com a toalha — saia daqui seu tarado pervertido.

-bella me escute... — ele dizia enquanto eu dava toalhada nele.

-escute uma ova, pensa o que hein? Seu gregolândia exibido, acha que é só sorrir que eu vou me jogar nos seus braços? Pois está muito enganado Edward Cullen, você não imagina do que um Swan é capaz de fazer pra defender sua honra. — disse e bati a porta na cara dele, onde esse mundo vai parar? Virei-me e paralisei, o papito reformou meu quarto? Olhei curiosamente o quarto e mexi em algumas coisas, aposto que o papito aproveitou a reforma da cozinha e mandou rede corar meu lindo quartinho, mas ele esqueceu de mandar por a banheira ele sabe que sem banheira não dá pra ser feliz, vou cobrar isso dele agora mesmo, abri a porta e paralisei outra vez, ele mandou reformar a casa inteira? E ainda fala de mim que não sei economizar nos gastos, não havia necessidade dele ter gasto com isso, sendo que a única coisa que precisava de reforma era a cozinha. Quando dei o primeiro passo em direção a escada só senti meu corpo erguer-se do chão e me senti flutuar, a sensação durou poucos segundos, mas foi ótima, em seguida senti a cama a baixo de mim, olhei com curiosidade tentando me localizar e meus olhos encontraram com os do papito, sorri pra ele.

-bom dia papito — cantarolei imensamente feliz e dei-lhe um abraço bem gostoso.

-bom dia bebê — ele cantarolou também e me abraçou de volta, depois disso nunca mais vou cantar nem em baixo do chuveiro, minha voz lembrava o barulho de uma taquara rachando em comparação a do papito.

-onde estava — perguntei me soltando dele, ele me alcançou as roupas e comecei vesti-las.

-por aí, correndo um pouco — disse dando de ombros. — percebeu que estava saindo sem roupa?

-é mesmo — disse impressionada com minha falta de atenção, tudo culpa do Edward que me distraiu. — obrigada por não me deixar andar pelada pela casa — disse e terminei de me vestir, fui até o banheiro e me olhei no espelho, estava tudo em seu devido lugar, voltei pro quarto e o papito estava sentado na cama, peguei minha bolsa em cima da cadeira e sentei-me ao seu lado, retirei minhas maquiagens e me maquiei enquanto o papito assoviava, fiz uma make um pouco mais marcante que o normal, pra disfarçar as leves olheiras, andei doentinha e isso é terrível pra pele, que dó de mim.

-como ficou — perguntei olhando pra ele, ele me olhava o tempo todo com uma curiosidade evidente, mas não quis invadir sua privacidade por isso não perguntei nada.

-está perfeita — disse sorrindo largamente, ele ficava deslumbrante assim, sorri de volta satisfeita com sua resposta. — vamos tomar café da manhã? — agora fiquei confusa.

-mas você disse que não come — ele tem que se decidir, ou ele come ou não.

-mas vou lhe fazer companhia, a menos que não me queira por perto — fez um draminha básico e um biquinho.

-sempre quero sua companhia — disse carinhosamente e guardei minhas coisas de volta dentro da bolsa, em seguida levantei-me. — vamos e não fique fazendo drama, isso não faz parte da nossa família.

-porque somos fortes — ele disse rindo e fomos em direção a porta.

-somos ricos — completei também rindo.

-somos gostosos...

-somos bonitos...

-você é insana...

-e você é um mulherengo — disse e me acabei de rir do lema idiota dos Swan's inventados por mim e pelo papito em um momento tedioso que não tinha mais nada pra fazer.

-quanta maturidade — disse Emmet cruzando por nós e descendo as escadas.

-o que Emmet faz aqui? — perguntei pro papito que me olhou confuso.

-ele mora aqui bella — ele disse lentamente, como assim? Temos visitas e ninguém me avisou?

-poderia ter me avisado que temos visitas, achei que Edward tinha invadido nossa casa e expulsei-o do meu quarto — tadinho dele, não é assim que se trata as visitas e eu fui muito grosseira com ele. Apesar de que ele mereceu, pois invadiu meu quarto e me agarrou. Olhei pro papito que estava paralisado ao meu lado. — vou pedir desculpas a Edward. — quando me virei o papito me segurou pelo braço. — o que foi?

-venha comigo — ele disse me pegando no colo e em seguida saiu correndo, não tenho certeza, mas acho que meu amigo James perderia numa corrida com o papito, e outra coisa, acho que vou por os bofes pra fora, algum tempo depois, não sei se foram segundos ou minutos o papito parou próximo a um riacho e me colocou no chão, mas eu não consegui me manter em pé e fui amparada por ele.

-oh meu deus, me desculpe você ainda está fraca e nem comeu nada, eu não deveria ter corrido com você desse jeito — disse o papito se lamentando, eu queria falar que estava tudo bem, que logo esse enjôo e essa tontura passaria, mas não conseguia, sentia tudo rodar.

Ele sentou-se no chão comigo no seu colo, acho que vou vomitar.

-respire fundo — fiz o que ele disse e aos poucos me senti melhor.

-achei que já estava boa — disse e encostei a cabeça no seu peito — você nem me avisou que correria comigo, fui pega desprevenida — eu não queria que o papito se sentisse culpado por meu mal estar.

-já está com uma cor melhor — ele disse olhando meu rosto. — desculpe querida, não foi minha intenção piorar o seu estado de saúde.

-foi só um mal estar, mas porque correu desse jeito, foi tão rápido que nem tive tempo de pensar no que estava acontecendo.

-imagino que você saiba que nós vampiros temos os nossos sentidos mais aguçados — concordei com a cabeça, eu já imagina isso. — queria conversar com você sem ninguém estar ouvindo.

-privacidade é tudo — falei e ele deu um risinho concordando.

-isso mesmo, e você sabe que nós preservamos muito isso — novamente concordei, eu e o papito nos dávamos bem e preservávamos nossa privacidade acima de tudo, tanto que ele jamais levou uma mulher pra nossa casa e eu nunca levei um namorado, mas no meu caso os relacionamentos não duravam tanto a ponto de levá-lo pra casa. Edward foi uma exceção, mas eu não o levei, ele foi sozinho.

-então porque convidou os Cullen's pra ficar na nossa casa? — perguntei repentinamente, onde ficaria nossa privacidade com toda aquela gente andando de um lado para o outro? Porque não se pode negar que eles são muitos, onde eles vão dormir? — lá não tem quarto suficiente pra todos eles. — o papito suspirou profundamente e ficou me observando um pouco, enquanto ele não sabia o que fazer em relação aos quartos eu comecei arrancar uns matinhos e esfregar nas mãos, depois cheirava, até que peguei um bem cheiroso. — que cheirinho bom — murmurei cheirando.

-você gostou da decoração do seu quarto? — perguntou rindo, ri junto com ele.

-na verdade não, preferia a anterior, não sei por que resolveu mexer no meu quarto e em toda a casa, sem contar que você esqueceu de por a banheira, precisa resolver isso logo. — enquanto eu falava continuava brincando com os matinhos.

-bebê — ele disse meloso e imediatamente eu esqueci dos matinhos, mas não os joguei fora, olhei rapidamente pra ele que sorria levemente, sorri também. — não são os Cullen's que estão na nossa casa, somos nós que estamos na casa deles. — congelei no lugar enquanto meu cérebro absorvia essa informação. — mas não se preocupe com isso, em breve vamos embora daqui. — senti meus olhos marejarem, eu nunca mais teria coragem de olhar na cara de Edward depois do que fiz me sentia muito constrangida.

-BELLA — olhei em direção a voz e lá estava Edward me encarando, esquece sobre nunca mais olhar pra ele.

-oi — falei num fio de voz, ele se aproximou movendo os lábios, mas eu não ouvi nada.

-por que não voltamos pra você tomar um café da manhã bem reforçado, foi Charlie quem fez — sorri pra ele e olhei pro papito.

-esquece o que eu disse — pediu o papito me olhando sugestivamente.

-ninguém precisa saber — perguntei só pra confirmar, ele concordou e eu me levantei saltitante, novamente fiquei tonta, droga de vida mesmo.

-não precisa ficar pulando desse jeito — o papito me repreendeu e eu abaixei a cabeça envergonhada.

-deixe eu levar você — pediu Edward ansioso — prometo que tomarei cuidado, é que eu nunca corri carregando você — ohhh que fofo, sorri grande pra ele.

-vou na frente pra esquentar o chá — disse o papito me dando um beijo na testa e saiu murmurando alguma coisa.

-o que ele disse? Eu sei que você ouviu — falei firmemente e Edward sorriu.

-nada de mais, só pediu que eu cuidasse direitinho de você — ele disse e se aproximou me abraçando, percebi com muita alegria que tinha mais alguém no mundo que eu jamais recusaria um abraço, agora além do papito eu tinha Edward, respirei fundo, era agora.

-Edward — falei me afastando e olhando em seus maravilhosos olhos. — me ouça e não me interrompa, por favor — pedi e ele me olhou parecendo tenso, mas respirou fundo e concordou com a cabeça — olha, eu sei que é um pouquinho difícil lidar comigo e me entender, ninguém consegue além do papito, eu sei que às vezes eu estrago as coisas, mas é bem raro isso acontecer então eu garanto que prejuízo comigo você não vai ter. — ele deu um risinho concordando com a cabeça. — eu também esqueço das coisas, mas só às vezes, tenho medo do escuro e só durmo com a luz acesa, tenho várias alergias, mas quanto a isso não se preocupe que eu sou saudável, e se eu ficar doente o papito cuida de mim, quando chove e tem trovões eu durmo com o papito então você não corre o risco de eu ir bater na sua porta em busca de socorro só pra perturbar você, eu tenho poucos defeitos, eu sei que isso não parece nada modesto, mas pode perguntar pro papito que ele confirma, sou uma pessoa cheia de qualidades e boas intenções, prometo ser fiel, se você me der uma chance e aceitar namorar comigo, não precisa do seu número de identidade porque o papito conhece você, eu gosto de você, na verdade eu gosto muito, muito mesmo de você, e só quero uma chance, você aceita namorar comigo? — respirei fundo, eu tinha medo que ele me rejeitasse, eu fiz minha propaganda sem mentir em absolutamente nada, eu já tinha passado por isso inúmeras vezes, algumas deu certo, outras não, tudo o que eu queria era que dessa vez desse certo, eu amava tanto ele, nunca senti isso por ninguém e tenho muito medo de ele não querer um relacionamento sério comigo. Nesse momento o que eu mais queria era que ele dissesse sim.

-sim — olhei de olhos arregalados pra ele, eu achei que teria que repetir tudo de novo, já que ele permaneceu quieto. Ouvi direito? — sei que isso não soa muito convencional a garota pedir o rapaz em namoro, pelo menos terei uma namorada linda e corajosa, que não tem medo de admitir o que sente. — foi um elogio? Ebaaaaaaaa, sorri imensamente pra ele. — será que posso selar o nosso compromisso com um beijo? — me joguei em cima dele o beijando com toda a vontade e a felicidade que sentia, céus EU TENHO UM NAMORADO. Enquanto nos beijávamos não resisti e comecei pular de alegria, agora só faltava marcar o jantar.

-preciso fazer as reservas — falei quase chorando de felicidade.

-sossega — ele disse rindo e me segurou pelos ombros pra mim ficar quieta. — que reservas?

-como assim que reservas Edward? Estamos namorando, preciso marcar as reservas no melhor restaurante, reunir nossas famílias e comemorar. — falei o que era óbvio. — a meu deus preciso de uma lista telefônica urgente, preciso ver o vestido e como o tempo vai estar, dependendo preciso comprar um sobretudo pra vestir por cima do vestido, não gosto de passar frio, preciso ver a roupa do papito, preciso ver qual a comida preferida pra só então escolher o restaurante ideal, preciso marcar manicure e pedicure e também uma maquiadora profissional, nossa são tantas coisas — disse colocando as mãos na cabeça, mas parei na metade do caminho já que eu segurava um matinho cheiroso. — preciso...Edward me leve pra casa, tenho muitas coisas pra resolver. — nossa que namorado lerdo eu fui arrumar, olhei pra ele que estava de olhos arregalados. — o que foi? Não quer comemorar? Me desculpe nem perguntei sua opinião, que indelicadeza a minha — disse com os olhos marejados. — céus Edward, se você não quiser eu vou entender — disse enxugando as lágrimas que caiam livremente. — juro que entendo, esquece o que eu falei — falei fungando, droga, eu queria tanto, mas tanto comemorar meu namoro, mas se ele não quer, mesmo eu ficando muito triste com isso, eu entenderia, se não conseguisse me conformar com isso eu não contaria a ele, tinha meu papito pra me consolar.

-bella... — o cortei antes que ele me magoasse.

-não precisamos fazer isso, quem precisa comemorar? Eu não. — disse enxugando as lágrimas.

-bella escute — ele disse firme e eu olhei com meu lábio tremendo. — sabe que somos vampiros — disse lentamente e eu concordei. — não seria legal comemorarmos em um restaurante sendo que só você vai comer, Alice adora organizar festas, então falamos com ela e organizamos uma recepção, com vestidos longos e ternos elegantes, fazemos isso na minha casa e será do jeito que você quiser com tudo o que tem direito, musicas, bebidas importadas, será como você quiser. — ele parecia cauteloso enquanto falava, porque será? Mas isso não importa, sorri pra ele, nem chorava mais.

-está falando sério ou só quer me agradar? — eu tinha que confirmar mesmo o motivo não importando muito.

-só quero agradá-la, por isso faço qualquer coisa, até agüentar você e Alice juntas organizando uma festa. — ele disse sorrindo, sorri também.

-me leve pra casa, tenho que conversar com a Alice e preciso me alimentar — ele sorriu concordando e me pegou no colo, ele correu cuidadoso e de forma protetora, nunca tinha apreciado com tranqüilidade a corrida com vampiro, estar assim com Edward me fez crer que não precisamos morrer pra estar no paraíso, podemos criar e viver o nosso próprio paraíso estando vivos aqui na terra.

-adoro seu cheiro — murmurei cheirando seu pescoço.

-e eu adoro e seu — disse me dando um beijo, sorri com seu carinho.

PVE

Enquanto corria com bella agarrada a mim fiquei pensando sobre seu pedido de namoro, é claro que eu estava imensamente feliz, mesmo não sendo o correto ela me pedir, eu deveria ter tomado essa decisão assim que saí do seu quarto naquela noite, ela nos disse o quanto queria um namorado e mesmo assim eu e minha insegurança não fizemos o pedido, um dos principais motivos pra isso era que eu não imaginava que bella sabia sobre nós e que aceitaria tudo tão facilmente, tinha receio dela sair gritando e em pânico quando soubesse o que sou, contar a ela que eu era um vampiro nem sequer passou pela minha cabeça.

Agora tenho uma namorada que amo muito, me sinto completo como nunca havia me sentido, nem quando era humano, só que agora vou ter que agüentar Alice, com certeza ela vai exagerar na festa, ainda mais com bella ao seu lado, vai ser difícil agüentar essa dupla.

Chegamos na MINHA casa, e coloquei bella no chão, só a soltei quando tive certeza que ela estava firme, mas fiquei segurando sua mão, meu sorriso mal cabia no rosto, agora era só achar um meio delicado de conversar com Charlie, contar e fazer o pedido de namoro formal, dessa vez eu faria as coisas direito.

-PAPITOOOOO — bella não precisava gritar Charlie a ouviria do mesmo jeito, em segundos ele estava diante de nós respirei fundo, era agora.

-diga — estava claro pra todos nós que eu faria algo formal, quando abri a boca pra falar...

-PAPITOOOOO — gritou bella novamente e soltou minha mão pulando em cima de Charlie, ele nem se moveu e a segurou pra que ela não caísse no chão. — você não vai acreditar — ela disse se remexendo toda no colo dele. — adivinha.

-ganhou na loteria — sério que Charlie vai fazer isso, estava claro que ele já sabia.

-errou, tenta de novo — pediu bella, ela estava com os olhos brilhando de felicidade, nem Jasper conseguia esconder o sorriso enorme ao ver que estávamos felizes.

-deixe-me ver, achou um bichinho pelo caminho.

-errou, tenta de novo.

-achou um pote de ouro? — ele perguntou com dúvida, será que bella não percebia que ele já sabia sobre nós?

-errou, papito tem que se esforçar mais — ela disse manhosa — se não vou eu vou ganhar. — ganhar o que? Olhei confuso pra minha família, "eles se entendem, deixe que eles façam o que sempre fizeram, vamos procurar não interferir tanto em suas vidas" pediu Esme mentalmente, suspirei, ela tinha razão.

-agora eu acerto, encontrou uma caverna pelo caminho — ele perguntou falsamente convicto. Bella gargalhou alto.

-claro que não, pedi Edward em namoro e ele aceitou — ela disse olhando pra mim e sorrindo, impossível não retribuir. — desencalhei e agora cadê a Alice? — perguntou olhando em volta, como assim cadê a Alice?

-bella estou aqui — disse Alice confusa e preocupada, já que se encontrava ao lado de Jasper pouco atrás de Charlie.

-é mesmo — disse bella impressionada e desceu do colo de Charlie correndo até Alice — tenho uma novidade pra você — Alice não sabia qual era a novidade, já que ela praticamente não via bella através de seu dom.

-e qual é — perguntou um pouco receosa, vindo de bella se espera tudo.

-Edward decidiu que quer fazer uma festa ou uma recepção aqui na casa de vocês pra comemorar o namoro, quero saber se podemos fazer isso juntas. — olhei incrédulo pra ela, eu não decidi nada, quem decidiu foi ela, por mim não precisava nada disso, quando abri a boca pra corrigi-la...

-e você está feliz com isso? Digo você quer fazer isso, se for só pra agradar meu filho não se preocupe, Edward entenderá que você não quer uma festa — disse Esme com medo do que bella poderia fazer, então ela pensou "e você Edward? Que nunca gostou de festas resolveu dar uma justo agora? O que está acontecendo?", quando abri a boca novamente pra dizer que a idéia era da bella...

-não poderia estar mais feliz, sogrinha. — respondeu bella saltitando. — Edward me deu carta branca pra fazer a festa do jeito que eu quisesse e eu estou passando essa carta branca pra Alice, se ela quiser — disse e olhou com olhos pidões pra Alice, ela não conhece minha irmã, e eu que pensei que as coisas não pudessem piorar...

-ahhhhhhhhhhhhhh — Alice começou gritar e pular de alegria. — é claro que eu quero, vou fazer a melhor festa que essa cidade já viu, claro que não terá convidados por causa de Charlie, mesmo assim será glamurosa, deixe comigo que eu faço tudo o que for preciso, vocês terão a melhor festa de início de namoro que o mundo já viu e você bella já pra cozinha, precisa comer alguma coisa e ficar forte, temos muito o que fazer. — saíram as duas em direção a cozinha tagarelando animadas, animadas de mais pro meu gosto. Assim que elas sumiram de nossas vistas todos me olharam mortalmente, até Charlie, não tendo mais o que fazer imitei a bella.

-a culpa não foi minha — disse e não agüentei, acabei gargalhando alto, a diferença era que eu dizia a verdade.

-foi sua sim — meu sorriso morreu ao ouvir Charlie. — ouça Edward, você é o namorado dela, precisa entender uma coisa, se não por freios em bella ela dá uma festa toda semana e por qualquer motivo. — arregalei os olhos enquanto Alice comemorava da cozinha e agradecia aos céus por suas preces serem atendidas e dar a ela a oportunidade de ter uma amiga como bella. — seja firme, mas ela é muito sensível e chora por qualquer coisa, então precisa medir as suas palavras.

-a idéia da festa foi dela — falei e novamente ele me olhou repreendendo.

-se você contar todas as coisas que bella faz é sinal que você não é um namorado confiável, tem coisas que ninguém precisa saber. — ele estava muito sério, mas não vi motivo pra tanta seriedade.

-mas sobre a festa estamos todos em família, não temos segredos entre nós, não vejo motivos pra não contar a eles. — achei que Charlie fosse me atacar agora, ele estava muito bravo.

-bella não é uma pessoa de fácil convivência, você não tem idéia de tudo o que eu já fiz por ela, não tem idéia do tanto tive que mentir pra que ela não sofresse, em relação a festa era só dizer que preferia um jantar romântico a luz de velas porque queria ficar a sós com ela que ela aceitaria de bom grado. — fiquei quieto absorvendo suas palavras. — se você não controlar bella, ela enlouquece você. — ele disse e foi pra cozinha. — e você ta cheio de mato — completou rindo. Olhei pra mim mesmo, realmente, tinha mato até por dentro da minha camisa, mas da onde.........não precisei pensar muito, quando fui atrás deles os encontrei e bella estava com matos na mão, agora esses matos estão em mim. Que maravilha.