Como Enlouquecer Um Vampiro
21 Capítulo 21 - Buscas
Notas iniciais
Bjksss
PVB
Depois da aula fui pra casa me sentindo nas nuvens, figurativamente falando é claro, já que é impossível estar realmente nas nuvens, mas isso não importa, Edward era a coisinha mais fofa do mundo, mesmo sendo duro como pedra e muito gelado, ele sabia como me deixar fervendo, ele não devia me beijar daquele jeito ou falar ao meu ouvido o quanto gostava de mim, ele pode ser imortal, mas eu não passo de uma frágil humana com um coração mais frágil ainda, pelo menos por enquanto.
Cheguei em casa e tudo estava parecendo tão triste, suspirei, eu gostava de ter a casa só pra mim, mas nesse momento não me sentia animada ou curiosa, esquece isso, acabei de lembrar que eu não havia entrado no quarto do papito nessa nova casa, saí correndo até lá e adivinha? Estava trancada, lamentei pelo papito ser tão atento, suspirei outra vez e olhei ao redor procurando o que fazer, aqui não tinha nada de interessante então troquei de roupa e fui dar uma volta na praia, apesar de estar um pouco frio a vista era incrível. Sentei-me num tronco caído e fiquei observando o mar, vi ao longe algumas crianças brincando pensei no quanto elas são desagradáveis e barulhentas, sem contar que são intrometidas, saí dali antes que me vissem e viessem até mim só pra incomodar, eu atraio criança pra mim de uma jeito que não posso me conformar, até parece que ainda sou uma.
Comecei caminhar no rumo ao contrário de onde estavam as crias, e percebi que não havia visto nenhum dos meus aluninhos lobisomens, onde será que estão e principalmente o que estão fazendo? Maldita curiosidade, caminhei observando tudo, eu precisava saber onde estavam. Resolvi ir até a casa do Billy, provavelmente ele sabe onde está Jacob, mas bati na porta e ninguém atendeu, a abri e entrei curiosa, mas tudo estava silencioso, o que indica que não havia ninguém, não me importei e sentei-me no sofá pra esperá-lo, olhei ao redor procurando o controle da TV, depois de revirar algumas coisas e acabar derrubando outras por acidente o encontrei e voltei a sentar, liguei a TV e estava passando um programa idiota, derrepente o controle estava mais interessante, pensei comigo mesma, se eu mexer nele tem uma pequena, mas bem pequena chance de eu estragá-lo, mas tem uma grande chance de eu não estragar, como as probabilidades estavam a meu favor comecei mexer nele e acabei desmontando sem querer, e lá fui eu tentar montar essa praga, quem disse que eu consegui levanta a mão, pois errou feio, não consegui montá-lo e no fim nem as peças mais simples se encaixavam, o abandonei lá e já que ninguém apareceu não vão saber que fui eu, saí correndo pra ninguém me ver e voltei pra casa na esperança do papito ter chegado, mas estava tudo do mesmo jeito que havia deixado, diferente dos outros eu sempre trancava a porta, vai que algum desavisado entra sem ser convidado e acaba estragando alguma coisa.
E assim passou meu tedioso e inquietante dia, comi alguns biscoitos e fiquei nessa malemolência até escurecer, só então entrei em pânico, droga, eu tenho medo de dormir sozinha, resolvi ligar pra Alice, assim ficávamos batendo papo e o tempo passava mais depressa, chamou chamou e ela não atendeu, então liguei na casa dela, mas assim como no celular ninguém atendeu, será que aconteceu alguma coisa grave? Sem desistir liguei no hospital atrás do meu sogro, mas fui informada que ele saiu logo depois do almoço pois teve uma emergência familiar, pensei comigo mesma, eles são vampiros o que significa que estão seguros por aí, mas meu papito é só um humano numa floresta assombrosa como essa em companhia de um bando de frouxos, merda e agora? Eu não sei viver sem meu papito. Não sei e não quero viver sem ele, que graça tem viver sem a pessoa que você mais ama? Nenhuma. Levei um susto quando bateram na porta, sai correndo na esperança de que fosse alguém com notícias do papito. A Abri rapidamente dando de cara com uma moça, ela sorria de uma maneira nervosa.
-quem é você e o que fez com ele — perguntei pra esse ser estranho com uma enorme cicatriz no rosto, ela tem cara de culpada, maldita seja.
-sou Emily — ela se apresentou depois que fez uma cara de falsa surpresa, mas a mim ela não engana.
-diga o que fez a ele — repeti minha pergunta e a puxei para dentro, ela não vai escapar, assim que tranquei a porta virei-me pra ela que estava rindo alto. — está rindo do que? Não me faça repetir a pergunta — a ameacei.
-desculpe, mas não sei de quem está falando — ela pensa que me engana — bem que me disseram que é muito estranha, mas muito divertida — ela disse rindo, parti pra cima dela sem pensar duas vezes.
-escuta aqui sua pilantra, peça o quanto quiser que eu dou um jeito e pago pelo resgate, mas diga logo o que fez a ele antes que eu acabe com você — falei e dei tapa numa vasilha que ela carregava, ela parou de sorrir e dei um soco bem forte na cara dela, nem deu tempo dela se defender, ela não pode seqüestrar meu papito, vir pedir resgate e achar que eu não vou fazer nada com ela.
-SOCORRRO, SAM — ela gritou enquanto eu batia nela.
-onde ele está — eu falei dando mais um soco nela, ouvi um estrondo na porta e pensei: to fudida, a pilantra gritou para seu comparsa e agora ele está bravo porque sua companheira pilantra veio buscar resgate e acabou apanhando da filha da vítima, merda.
-sua maluca solte ela agora — disse um homem que não me era estranho, mas não lembrava de onde o conhecia. Levantei-me rapidamente saindo de cima da vadia e o encarei mortalmente, posso estar em desvantagem, mas não sou covarde, o olhei bem, era moreno e enorme, céus o que o meu papito não passou nas mãos desse monstro?
-maluca é o caralho seu seqüestrador de merda — falei e me preparei pra partir pra cima dele também, quem ele pensa que é pra me chamar de maluca?
-BELLA — olhei e vi Seth e Jacob entrando pela porta, minha casa tem cara de bordel por acaso? Que entra quem quiser e a hora que quiser? Será que eles estão pos trás do seqüestro? Acho que não, eles são humildes mais honestos. — o que você fez — ele disse assustado olhando a vadia se levantando com certa dificuldade, o moreno alto foi rapidamente até ela pra ajudá-la.
-só me defendi — falei — vocês vão ficar aí parados feito estátuas? Os amarrem antes que fujam — falei desesperada quando vi o casal de seqüestradores indo em direção a porta.
-ela precisa de ajuda, você a machucou — disse Jacob de forma acusatória, ele é um seqüestrador também? Meus olhos encheram de lágrimas quando percebi o óbvio, eu estava num ninho de cobras. Os observei e vi que infelizmente eu não tinha chances de lutar contra dois lobisomens, olhei em direção a porta e depois à janela, medindo minhas opções de fuga, vi que a vadia disse alguma coisa mas não prestei atenção, eu tinha que escapar deles pra ir encontrar meu papito, eu sentia que ele estava precisando de mim.
-vai ficar tudo bem — disse Seth levantando as mãos — ninguém vai machucar você — ele falou e foi dando passos para trás, me senti um pouco melhor quando eles chegaram a porta, mas infelizmente não saíram.
-Emily fez bolinhos para você, é assim que agradece? — Jacob falou e eu olhei no chão, haviam bolinhos espalhados, os mesmos que Billy trouxe esses dias, ele havia dito alguma coisa sobre eles, mas eu não lembrava o que era.
-quero que saiam da minha casa AGORA — disse firmemente, mas eles não se mexeram, somente se olharam — não tenho medo de vocês, não sei o que fizeram com meu papito, mas aviso que se encostaram um dedo nele eu não sei como, mas acabo com vocês — deixei claro que eu não esqueceria disso, meu aviso na verdade era uma ameaça, eu sabia o que eles eram e poderia ir atrás de respostas, se eles fizeram algum mal ao meu papito eu obrigo os Cullen's a me fazer ser uma vampira e eu caço esses lobos filhos da puta nem que pra isso eu tenha que desistir de ser professora.
-não sabemos onde está seu pai — falou Jacob, mas estava claro que ele estava mentindo.
-mentiroso, estou vendo no seu rosto a culpa que carrega o que fez com ele — disse já começando chorar, ele fez cara de surpresa e depois baixou os olhos, me desesperei — por favor, diga que não o machucou — pedi aos prantos, aquela cara de culpado dele estava estampado pra quem quisesse ver.
-não fizemos nada com ele, por que faríamos? — ele disse entre dentes e começou tremer o que foi agora? Mas antes que eu falasse alguma coisa Seth o tirou de dentro de casa, em seguida somente o silêncio foi ouvido, depois um uivo e depois novamente o silêncio.
Sentei-me no chão e chorei como nunca havia chorado e meu papito não estava aqui pra me consolar, mas ele estava em algum lugar e eu precisava encontrá-lo, respirei fundo e enxuguei as lágrimas, eu precisava ser forte por ele, levantei-me e corri até meu quarto, coloquei uma roupa bem quente e arrombei a ponta pé a porta do quarto do papito, nesse momento eu não tinha tempo de ser discreta. Entrei no quarto e fui até sua cama, me abaixei e tirei de lá algumas coisas que eu precisaria na minha operação resgate ao papito, eu sabia que jamais poderia mexer nessas coisas, esse era o principal motivo pra mim nunca entrar aqui, pois haviam armas de fogo, lanternas e bússolas, resumindo objetos do seu trabalho, e se eu pegasse poderia sair matando todo mundo, até parece, eu sou super calma e na paz, desde que não mexa com meu papito, se não, viro bicho. Enxuguei algumas lágrimas que insistiam em cair e guardei numa mochila meus equipamentos, segurei a lanterna firmemente na mão e a liguei pra ter certeza que estava funcionando, mas ela funcionou normalmente e eu respirei fundo, era agora.
Saí com o rosto banhado em lágrimas mas meus passos eram firmes e decididos, não precisei trancar a porta, aquele brutamontes a havia estragado, fui em frente e entrei na floresta escura, eu sentia medo e as vezes pensava em recuar, mas ele precisava que eu fosse forte, pra poder encontrá-lo e trazê-lo de volta para mim.
Liguei a lanterna e iluminei ao meu redor, estava tudo silencioso, na minha opinião silencioso de mais. Repetia comigo mesmo o tempo todo "não seja covarde quando ele precisa de você" isso foi o que me manteve firme, eu estava um pouco desapontada, nunca tive amigos pra todas as horas, quando conheci os Cullen's achei que isso havia mudado, pelo visto eu havia me enganado outra vez, onde estão meus amigos quando eu mais preciso deles? É fácil ter amigos pra festas e farras, mas é nos momentos difíceis da vida que os verdadeiros amigos aparecem, entendo que eles não sabiam sobre isso, mas eu tentei ligar pra eles e não fui atendida, novas lágrimas desceram dos meus olhos, esse não era o momento de eu rever minhas possíveis amizades, tinha alguém mais importante e que sempre estaria acima de qualquer um deles, amigos ou vampiros, meu papito.
Em determinado momento tive a sensação de estar sendo observada, girei ao redor iluminando a floresta escura com a lanterna, não vi nada, mas fiquei ainda mais atenta do que já estava e continuei meu caminho, repetindo meu mantra e pedindo a Deus que eu encontrasse o cativeiro. Não sabia quanto tempo havia se passado quando lembrei da bússola, a observei iluminando com a lanterna e respirei fundo, eu tinha andado muito e me sentia exausta, bebi um pouco de água da garrafinha e sentei-me um pouco, minhas pernas estavam muito doloridas, mas eu não poderia desistir, descansei por alguns minutos e levantei-me pronta pra seguir meu caminho, mesmo não sabendo qual era.
-mas que surpresa agradável — disse uma voz que eu conhecia muito bem, mesmo a tendo ouvido somente uma vez na vida. O iluminei e não fiquei surpresa por encontrá-lo por aqui, de certa forma me senti segura por isso, mas mesmo assim eu tinha um objetivo pra estar aqui, será que ele também tinha?
-oi James como vai? — disse o mais animada que consegui, mas meu choro me denunciou que eu poderia estar tudo, menos animada.
-não parece estar perdida dessa vez — ele disse vindo até mim e me abraçando de uma forma protetora, em seguida ele rosnou furiosamente, tive a impressão que não estávamos sozinhos. — achei primeiro — ele disse ainda rosnando em meu ouvido, achou o que? Será que tinha alguém me procurando? Será que haviam encontrado o papito? Tentei me libertar de seu abraço, mas foi impossível, me debati e de nada adiantou, então quando comecei gritar ele tapou minha boca, mas eu não desistiria, a lanterna havia caído em algum canto por culpa dele, mas o que diabos ele está fazendo? Fiquei me debatendo por alguns segundos e fiquei quieta, estava assustada e com medo, foi o mesmo que sair atrás de um vampiro a noite na floresta, a diferença era que eu havia encontrado. Então do nada ele não estava mais aqui, olhei rapidamente ao redor e tudo estava escuro, respirei fundo e movi lentamente os meus pés, teria que ter cuidado pra não pisar em falso, tudo o que não preciso agora é torcer o pé ou quebrar alguma coisa, tudo culpa dele. Derrepente uma luz forte foi colocada na minha cara, fechei os olhos rapidamente e gritei.
-droga James para com isso, está me assustando — eu estava irritada com ele.
-desculpe-me bela senhorita — ele disse risonho e retirou a maldita luz da minha cara — mas pelo menos eu consigo assustá-la.
-sério mesmo que está convencido por isso — falei irônica e peguei a lanterna de sua mão, dei uma olhadinha em volta — quem estava aqui? — perguntei curiosa — e porque me segurou daquele jeito.
-alguns conhecidos em busca do mesmo que eu — respondeu misteriosamente, conhecidos? Até parece que eu acredito, são vampiros isso sim. — mas eu a defendi, então mereço um beijo — ele disse divertido e inclinou a cabeça em minha direção. Ele me defendeu, com isso minha mente deu um click e dei um beijo carinhoso em sua bochecha, em seguida o abracei e desandei a chorar, se eu continuasse assim em breve estaria seca de tanto liquido que saia através dos meus belos olhinhos.
-me ajude a encontrá-lo — supliquei a ele enquanto eu chorava e ele me abraçava.
-está aqui a procura de outro perdido — ele parecia inconformado com algo.
-meu papito saiu de manhã pra tentar encontrar alguns adolescentes que haviam se perdido na floresta, até agora não tenho noticias dele — disse tentando parar de chorar, minha voz saiu rouca e embargada, senti que ele ficou rígido. — você pode me ajudar, tenho certeza que ele foi seqüestrado.
-acha que ele foi seqüestrado? — ele estava surpreso, só não sei com o que.
-foi sim, até bati numa mulher que foi lá em casa pedir resgate, mas ela não me enganou com aquele jeito de santinha.
-você é muito estranha — ele já havia me dito isso na primeira vez que nos vimos, preferi ignorar esse comentário.
-me ajuda ou não a encontrar o cativeiro. — falei séria e o soltei, enxuguei as lágrimas enquanto ele parecia indeciso com algo, será que ele me negaria ajuda? Seria tão mal a ponto de fazer isso com uma pessoa maravilhosa e querida como eu? Pelo menos é isso que meu amado papito dizia sobre mim. Ha como eu sofro.
-seu papito não foi seqüestrado — ele disse lentamente depois de um tempo, o olhei confusa. — durante a tarde alguns conhecidos encontraram um grupo de policiais na floresta. — meus olhos tornaram-se a encher de lágrimas, ele quis dizer que outros vampiros haviam encontrado meu papito e que...que...eu nem conseguia assimilar essa informação. Dei alguns passos para trás o olhando com toda a mágoa que eu sentia, ele não havia ajudado meu papito.
-porque não o ajudou — falei e meu lábio tremeu, eu odiava isso porque quando isso acontecia eu parecia uma criança birrenta, foi isso que ele viu porque deu um risinho.
-o ajudei, foi fácil reconhecê-lo, ele é sua versão masculina de tão parecidos que são — ele disse pensativo — versão masculina e bem mais alto — ele caiu no riso e eu fechei a cara, eu não era baixinha, desde que não me comparasse ao papito, uma única coisa gritava na minha mente e eu resolvi perguntar depois que seus risos cessaram.
-o ajudou de que maneira?
-ele estava morrendo — estremeci com isso, meu papito morrendo? Isso era tão injusto. — o transformei. – disse simplesmente.
-o transformou? — transformou o papito em que? O analisei bem lentamente, ele sendo um vampiro só poderia tê–lo transformado em vampiro — onde ele está.
-não sei — ele parecia frustrado com isso. — boa noite bela senhorita.
-o que? — perguntei confusa quando ele veio até mim, então ele passou a mão na parte de trás do meu pescoço e tudo ficou escuro.
Acordei no meu quarto em Forks, e nem sinal do papito.
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