Como Enlouquecer Um Vampiro

8 Capítulo 8- Alguêm interne ela, por favor!




PVE

Depois de nossa crise de riso fomos para escola animados, isso era uma novidade, vimos quando charlie deixou bella no estacionamento com seu BMW modelo X6, sem dúvidas eles tinham muito dinheiro, os alunos ficaram maravilhados pelo carro, era novidade um carro assim em Forks.
Quando bella entrou na sala parecia estar ligada na tomada, saltitando e com um sorriso que quase rasgava seu rosto, Jasper sentiu que ela estava exultante de tanta alegria, pra ele isso era raro de se ver então se concentrou em suas emoções e relaxou, chegou soltar um suspiro de satisfação, mas antes dela chegar na sua mesa tropeçou nela mesma e tentou se equilibrar o pior nem foi isso, ela caiu de bunda no chão e suas pernas chegaram pular pra cima, todo a material que ela carregava caiu em cima dela e provavelmente ela não havia fechado direito a bolsa porque várias coisas caíram de dentro dela, ninguém sabia o que fazer por que dentre as coisas saiu rolando uma cabecinha de boneca quase sem cabelos, uma banana, uma bateria de celular, depois avistei um bracinho de boneca e as outras partes dela, um bichinho virtual, uma pilha descascada, alguns botões de roupas, então virei o rosto mas mesmo assim vi um pacote de camisinhas, olhei pro meu lado e não vi Alice nem Jasper, olhei em volta e vi eles ajudando bella a levantar, fiquei tão perdido analisando seus objetos inúteis que não tinha percebido que ela precisava de ajuda, me senti um incompetente, Rose ria descaradamente, emmet apesar de achar graça estava com pena, quando bella levantou todos explodiram em gargalhadas e ela riu junto, ela não estava nem um pouco constrangida por cair e pela turma ver algumas coisas pessoais que haviam na bolsa.
-não se machucou? — perguntou jasper, ele não queria que ela sofresse ainda queria desfrutar de suas emoções que segundo ele eram nobres, sinceras e muito alegres, ele não admitia, mas estava se apegando a ela, ou melhor, nas suas emoções tanto quanto Alice com sua companhia.
-estou bem — disse analisando seu calçado — pelo menos o sapato está inteiro — murmurou aliviada, ela havia caído com um monte de coisas por cima dela e estava preocupada com o sapato? Bella não batia muito bem da cabeça, disso eu não tinha a menor dúvida.
Alice juntou suas coisas e guardou na bolsa tentando segurar o riso a todo custo quando pegou na mão a cabeça da boneca quase careca, mas ela tinha perguntar o motivo.
-bella porque guarda isso — disse baixinho mas não conseguiu se segurar e gargalhou, só que se conteve pra não assustar ninguém, éramos muito diferentes de emmet.
-Alice guarda logo a Magali — disse brava e tomou das mãos de Alice a cabeça esquisita e guardou com todo o carinho na bolsa, respirei fundo eu não podia gargalhar agora, fui rápido em tapar a boca Emmet, essa foi por pouco.
-desculpe bella mas por favor qual o nome do furacão que fez isso com a coitada da boneca — Alice disse entre risos.
-não tem nome nenhum, obrigado por me ajudarem — ela agradeceu meio sem graça e pediu que se sentassem que ela começaria a aula.
Parece que Lauren não havia aprendido a lição e interrompeu a explicação de bella pra soltar seu veneno diário.
-Srta. Swan — ela chamou "inocentemente"
-sim?
-qual a marca do seu preservativo? Ele é bom? — alguns alunos deram risinhos maldosos e cheios de intenções.
-sabe que eu não sei — ela respondeu sinceramente e ficou pensativa — não tenho a mínima idéia, mas porque a curiosidade?
-se fosse bom eu compraria pra mim — disse safada e piscou pra Tayler do time da escola, ele já se animou, nesses momentos eu detestava meu dom.
Bella foi até sua bolsa, pegou o pacote de camisinhas e foi até Lauren.
-pode ficar com eles, acredito que sejam bons, meu papito não compra coisas de má qualidade — ela disse orgulhosa e colocou o pacote na mesa de lauren.
-seu pai que compra? — disse ela confusa, não era a única, isso é muito pessoal, porque ela mesma não compra?
-sim por quê?
-porque você mesma não compra? — perguntou novamente.
-ele não compra exclusivamente pra mim — ela explicou e continuou a aula, o pai dela compra para os dois? Onde está a privacidade deles?
A conversa de que a professora de história andava com preservativos dentro da bolsa se espalhou rapidamente por toda a escola, Jéssica e sua turma se encarregaram disso, durante o intervalo todos estavam ansiosos para vê-la, alguns diziam que ela era uma tarada e safada, alguns até imaginavam como ela era na cama, isso estava começando me irritar, a Alice e jasper também, bella era meio desligada mas via-se que não era uma qualquer, só levava a vida como todos os humanos, ela não tinha porque ser diferente.
Ela entrou e foi pegar seu almoço, o falatório aumentou e o diretor ficou sabendo do ocorrido na sala, foi até ela, "ela vai ter problemas” Alice pensou irritada por causa dos comentários que iriam prejudicar bella.
-Srta. Swan precisamos conversar — seu tom de voz era muito sério.
-se vai me afastar do meu trabalho porque ando com preservativos na bolsa deveria ver primeiro o século que estamos. — disse também séria.
-como assim?
-século XXI, andar com isso é ser responsável, ter consciência que precisa se proteger, vai me culpar por isso?
-claro que não, mas todos estão comentando.
-estão comentando sobre mim que sou adulta e responsável, não devo nada a ninguém e se devo o papito paga, era só isso? — ela disse tranquilamente e o diretor saiu, não poderia proibi-la disso, ela estava certa e ele errado, mas ele não iniciar uma discussão com uma mulher tão bonita, esqueceu até do profissionalismo.
-ela não tem vergonha de falar que o pai paga suas contas? — disse Rose com seu jeito arrogante.
-nós temos mais de duzentos anos e até hoje Carlisle paga as nossas — Emmet ainda dá de ombros.
Eu não sei por que prestava atenção em cada movimento de bella, mas mesmo assim eu fazia. Ela se sentou com os demais professores e começou almoçar, mas o tempo todo ela fazia caretas e dava uns risinhos, se não fosse sua alta competência e ser formada com honras pela universidade de Harvard todos pensariam que ela tinha problemas mentais, alguns ainda pensavam isso.
-bella é diferente — comentou jasper, ele estava conectado nela, olhei curioso — quando sinto somente suas emoções fico tão aliviado que até a ardência em minha garganta diminui — era muito difícil a nossa dieta pra jasper, mas ele iria superar e aprender lidar com a sede tão bem quanto nós e isso com bella o ajudava muito.
-não liga das fofocas sobre você? — perguntou Rennê, nossa professora de português, ela estava curiosa, geralmente falatórios são muito desagradáveis.
-Só há duas coisas que a mulher não consegue fazer sozinha: sexo e fofoca — disse bella rindo, era impressionante a forma com que ela levava as coisas, tudo na brincadeira.
-gosta de poemas? — Rennê sendo formada em língua portuguesa e literatura adorava poesias.
-dependendo de quem escreve, gosto dos poemas engraçados.
-me diga algum, só um — pediu Rennê ansiosa, prestamos atenção, bella pensou um pouco tomou seu suco e disse muito sexy e sedutora.
-Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!!!! — depois dessa só ouve risos na mesa, e nós disfarçamos o nosso, não se pode negar que bella falando um poema daquele e naquela voz ficava divina.
-ela é boa nisso — elogiou Alice orgulhosa, concordei com ela, boa, muito boa.
Quando saímos pra ir embora charlie estava encostado no seu carro conversando com Rennê alegremente, na mente dela ela gostaria de conhecê-lo melhor, na mente dele ele a achava divertida mas estava preocupado, se bella se atrasasse perderiam o horário do dentista e mais alguma coisa que não consegui ver, sua mente também era um enigma.
Bella saiu correndo e saltitante, mas estacou quando viu Charlie com Rennê, Jasper sentiu sua tristeza e seu ciúme, ficou triste por isso. Vimos que bella parecia estar segurando o choro, ela foi até eles sem a mesma alegria de antes.
-precisamos ir, até mais Rennê. — ele despediu rapidamente quando viu bella.
-tchau Charlie, tchau bella — mas bella só acenou com a cabeça e entrou no carro com os ombros caídos, quando ela fazia isso dava um dozinho dela. Fomos pra casa, hoje era quinta feira e Alice quer que organizemos tudo pra sábado, ela vai seguir a maioria das instruções de Charlie mas não todas, algumas eram ridículas, pra que trancar a porta enquanto ela dorme ou verificar se ela está vestida? Não havia necessidade disso, bella era adulta e responsável como ela mesma disse, não sei porque mas acho que no fundo bella e responsabilidade não combinam.


PVB


Eu estava triste, vi o papito todo alegrinho com Rennê, logo eles se casam e tem um filho, papito vai me mandar morar sozinha e eu morrer de fome, minha vida é tão difícil.
-porque está assim? — olhei pra ele tão lindo ele era, com os cabelos e olhos da mesma cor que o meu, era também bem branquinho, tinha um metro e oitenta e cinco e o corpo bem definido, eu tinha puxado a ele, em absolutamente tudo, eu era bonita como ele. — porque está me olhando assim — disse divertido.
-sou bonita porque puxei você — falei
-agora meu ego está elevado e quero pegar umas gatas — depois dessa caímos no riso, ele era bem mulherengo mas nunca teve sequer uma namorada, apreciava e muito a vida de solteiro, eu também gostava mas sempre quis ter um namorado que durasse mais de uma semana, nunca tive, mas não perco as esperanças, acho que era por isso que eu queria tanto, porque não poderia ter.
-não gostou de Rennê — perguntei o olhando de canto.
-gostei, mas é sua colega de trabalho, não ultrapasso certos limites, já bastou uma vez — rimos disso, ele saiu com uma colega de faculdade, ela era dois anos mais velha que eu e grudou nele pior que carrapato, ele não se importava mas então ela grudou em mim e eu me estressei, disse a ela que o papito era muita areia pro caminhãozinho dela e que ele só pegava uma vez, ela chorou gritou e esperneou e o papito teve que marcar um encontro com ela pra por as coisas em seus devidos lugares, fui junto com ele, a conversa não foi fácil, ela chorava e dizia que o amava, se lamentava, perguntava se ele não havia gostado, disse que faria qualquer coisa por ele, então o papito disse "então saia da minha vida, está me atrapalhando e a bella também, se gosta tanto de mim me deixe em paz" e saímos de lá, resultado: ela não deixou, ia a todos os lugares que ele, ligava e mandava recados, a situação ficou incontrolável e envolveu até os pais dela, aquele dia ficou marcado. Então o papito nunca mais se envolveu com pessoas muito próximas de nós.
Chegamos a port Angeles e fomos direto ao dentista, ele estava atendendo e tivemos que esperar um pouco, papito se retirou pra atender um telefonema e eu olhei pro lado, meus olhos cresceram com o que vi, era um aquário lindo e bem grande com vários peixes coloridos e modéstia a parte sou ótima com pescaria, resolvi pescar um deles, tinha tantos um só não faria falta, olhei pra secretária mas ela estava secando o papito que estava de costas pra nós do outro lado do vidro, me levantei e fui até os bichinhos, mas o aquário estava alto então subi na beiradinha e me estiquei pra pegar um vermelhinho mas ele fugiu, só tinha um vermelhinho e eu queria aquele, desci e fui pro outro lado, subi na beiradinha e esperei um pouco, eu teria que ser rápida, e eu era, quando ele subiu um pouco o agarrei com toda minha força e puxei pra fora, rapidamente enfiei ele na minha bolsa e voltei pro meu lugar mais feliz do que nunca, assim que chegasse em casa colocaria ele na água pra ele não morrer, agora teríamos um peixe e um cachorro, fazia tempo que não me sentia tão feliz.
O papito voltou e olhou pra mim, não sei por que ele arregalou os olhos e olhou em volta, então respirou fundo e se sentou do meu lado, mas ele parecia cauteloso com algo, olhou em baixo do banco, pro teto.
-está procurando alguma coisa? — perguntei confusa se ele tivesse perdido eu ajudava a achar.
-nada não, mas está tão feliz o que houve — novamente ele analisava todos os meus movimentos, mas eu não tinha feito nada de errado.
-quando chegarmos em casa eu conto — sussurrei pra ele observando a secretária que tinha aberto mais um botão da blusa, a safada estava se exibindo pro papito mas ele nem olhava pra ela, parecia que ele estava em choque com alguma coisa, — porque está assim?
-só pensando, vou ficar sábado em Seattle e domingo de manhã busco você na casa dos cullen's, conheci Billy e ele nos convidou pra uma pescaria no domingo, então vamos a La Push — meu dia não poderia ficar melhor, eu adoro pescar e viram como sou boa?
-que legal você arruma as coisas ou...
-deixe comigo, arrumo tudo inclusive levo seu repelente por causo das suas alergias — disse fazendo um carinho no meu rosto, eu gostava quando ele fazia isso, mas eu tinha uma leve impressão que ele ainda me analisava, mas deixei pra — lá.
Chegou minha vez e o papito entrou comigo, eu não entraria sozinha de jeito nenhum, até que não demorou muito, mas ele ficou curioso pra saber o que tinha acontecido com o dente e o papito inventou uma história, não seria legal falar a verdade vai que ele pensa que eu sou louca.
Saímos de lá e fomos à loja de animais atrás do nosso cachorro, mas o papito não saía do me lado, vimos algumas marcas de cães e encomendamos um Betowem, era grande, mas era dócil, enquanto o papito acertava os últimos detalhes da encomenda eu olhei pro lado e meus olhos cresceram outra vez, tinha um tipo de gaiola bem grande cheio de pinto dentro, saí lentamente de perto do papito e fui até eles, eram tão bonitinhos, amarelinhos e faziam "pui-piu" juro que não tive culpa do que aconteceu a seguir, vi que o cadeado não estava trancado, que falta de atenção dessa gente, o retirei e resolvi pegar um pinto pra mim, já tinha o peixe que dei o nome de José, tinha o istrépinho, porque não um pinto? Enfiei minha cabeça dentro e fiquei escolhendo qual deles eu pegaria mas todos eram iguais, quando escuto um grito.
-O QUE ESTÁ FAZENDO? — eu me assustei com o homem que gritou e fui sair rapidamente mas enrosquei meus cabelos na gaiola, resultado: enquanto eu tentava puxar os cabelos os pintos fugiam, quando consegui me desprender me virei rapidamente e bati em alguém e fui ao chão caindo sentada em cima de um pinto que ficou duro, de morto, olhei ao redor pra dizer que eu não tinha culpa mas estavam todos correndo atrás dos pintos e gritando "não deixa escapar, vai pro outro lado" mas porque todo esse escândalo, que horror que gente mais sem classe, ficar gritando "pega o pinto, segura o pinto, não pise no......." e muitas outras coisas, eu hein, respirei fundo e me levantei com a ajuda de alguém, eu sabia que era o papito sem precisar olhar, saímos do meio daquele bando de loucos, mas parece que ouvi alguém gritar"alguém interne ela, por favor" céus alguém estava passando mal, quando pensei em voltar pra socorrer essa pobre alma sofredora o papito me impediu e saiu me arrastando até o carro.
-que gente doida papito — disse assustada quando já estávamos a caminho de casa — você viu, pra que gritarem daquele jeito. — e olhei indignada pra ele, mas ele parou o carro e teve uma crise de risos tão grande que eu quase dormi ali mesmo, mas porque ele estava rindo, que dividisse comigo eu também queria rir.
-do que está rindo?
-bella meu amor, minha vida seria um tédio completo sem você — não entendi, mas ele estava me elogiando então tudo bem.
-o que você tem pra me contar em casa, poderia contar agora. — sugeriu, pensei um pouco, porque não?
-olha só — disse e retirei o José de dentro da bolsa mas o vagabundo estava dormindo,êita vidão neh, quem dera ter uma vida tranqüila assim — esse é José Swan — disse toda contente mas o papito estava segurando o riso outra vez, ele está tão estranho.
-onde encontrou o José — fiz cara feia pra ele que deu um risinho — olá José bem-vindo a famíl.....-e não conseguiu terminar a frase teve outra crise de risos, sério vou internar o papito ele não anda nada bem e o bem estar dele é tudo pra mim.
-estava no aquário do dentista — disse e olhei brava pro José — acorda — e sacudi ele mas ele não se mexia, céus será que ele morreu, olhei direito, o papito não ria mais, e agora?
-ele está morto bebê — disse o papito guardando ele na bolsa outra vez, um Swan merecia ser enterrado com todas as honras e o papito sabia disso, mas ele parecia tão saudável — esses peixes de aquário são assim mesmo, muito frágeis, aposto que já estava doente, você aliviou a dor dele bella — papito parecia orgulhoso, o José estava sofrendo e eu o salvei, me senti tão bem por isso, mas não recusaria um abraço do papito.