Como Enlouquecer Um Vampiro
45 Capítulo 45 - Distraindo vampiros.
Notas iniciais
PVE
Bella dormia tranquilamente em meus braços, ela estava um pouco suada e minha temperatura fria ajudava a refrescá-la, me lembrei quando Charlie saiu, ele foi até a casa dos Denalli pra ir caçar com Tânia, senti pena dele, ela sabe ser bem grudenta e chata quando quer, estranhei ele se arrumar todo, tomou banho, trocou de roupa, até parecia que ia a um encontro, depois deu um beijo na testa de bella que mesmo dormindo deu um leve sorriso, ela sentia a presença de Charlie e isso a deixava feliz. Dei-lhe um rápido conselho sobre Tânia e ele saiu, eu voltei a observá-la dormir, ela dormiu o restante da tarde e a noite toda, mas acordou bem cedo e a primeira coisa que fez foi perguntar por Charlie, respondi que ele havia ido caçar e que Tânia o acompanhou.
-ele se arrumou pra sair? — estranhei sua pergunta.
-sim. — respondi e ela me olhou com uma expressão engraçada de horror.
-o problema é que o papito não pode ver um rabo de saia, se der confiança então...
-mas você acha que ele vai...você sabe o que com Tânia?
-meter a vara nela? — arregalei os olhos e a repreendi.
-isso não é coisa que se diga, tem que dar o exemplo. — ela olhou entendendo e acariciou a barriga, ela estava linda assim. Deu-me um beijo gostoso e foi tomar um banho, preferi não acompanhá-la, pra não cair na tentação de amá-la, tudo o que eu não queria era que por causo do meu desejo por ela, piorasse seu estado, ela estava muito bem, mas isso pode mudar rapidamente. Enquanto ela tomava banho eu arrumei o quarto e fiquei a aguardando sentado na cama. Ela saiu se enxugando tranquilamente, a barriga já aparecia e ficava linda assim.
-está tão linda grávida. — falei e ela me olhou animada.
-e você está tão lindo assim. — falou apontando meu corpo, me segurei na beirada da cama. — enquanto o papito não chega pra preparar meu café da manhã vamos dar bom dia aos Denalli. — sugeriu e eu pensei um pouco.
-posso preparar seu café da manhã. — me ofereci, afinal posso tomar conta dela enquanto Charlie não está, e eu sei cozinhar.
-mas não fica igual o do papito, TEM que ficar igual. — e la estava ela fazendo manha.
-tudo bem, coloque uma roupa quente e eu a levo até a casa dos Denalli. — ela ficou super animada e como conseqüência eu me animei também. Ela disse que queria um momento a sós com ela mesma, lhe dei um beijo e fui esperar na sala. Ela demorou uma meia hora e quando desceu a peguei no colo e fomos até os Denalli, só estava Carmem em casa.
-oieeee Carmem, viemos lhe dar bom dia. — bella disparou assim que Carmem abriu a porta.
-bom dia bella, Edward. — ela nos cumprimentou educada. — como está se sentindo hoje?
-a coisa ta feia viu, dói tudo. — olhei pra ela incrédulo, ela estava bem. — piora quando fico no frio e venho dar bom dia e não me convidam pra entrar. — olhei pra Carmem, nós dois estávamos de olhos arregalados.
-entrem. — ela disse rapidamente e deu espaço para nós, assim que ela fechou a porta coloquei bella no chão. — estou tão acostumada com nossa espécie que as vezes esqueço que você é humana e precisa de cuidados. — Carmem se desculpou e bella lhe sorriu meio falsa, ela não gostou do que Carmem disse. Sabe-se la porque.
-Edward amorzinho de toda minha vida. — ela disse e seus dentes bateram um no outro, já me preocupei.
-o que foi? O que está sentindo?
-frio, muito frio, aqui não tem aquecedor? — perguntou a Carmem.
-tem sim, mas faz tanto tempo que não é usado que talvez nem preste mais. — percebi de relance um brilho nos olhos de bella, mas ela estava concentrada em "um bebezinho, dois bebezinho, três bebezinho..." olhei confuso para ela.
-você bem que poderia ir la em casa e pegar a bibinha pra mim. — falou manhosa e eu lhe dei um sorriso.
-claro, Carmem cuida de você eu não demoro, se não tiver problema. — falei e olhei pra Carmem.
-não tem problema algum, eu tomo conta dela. — ela garantiu e eu fui em direção a nossa casa, entrei e fui até nosso quarto, em cima da cama havia uma roupinha de bebê, via-se claramente que era usada, era um tip tope rosinha com branco e umas pequenas flores, sentei-me observando e peguei curioso, o que isso fazia aqui? O bordado feito com muito capricho foi minha resposta: Bem vinda ao mundo, Isabella, fiquei emocionado, era uma roupinha de bella bebê, ela só pode ter colocado aqui quando saí do quarto atendendo seu pedido. Analisei o quanto bella era pequena. Saber que em breve estarei segurando meu filho nos braços me deu uma sensação tão boa, tudo o que mais quero é segurá-lo com todo o carinho enquanto bella prepara a mamadeira, isso me alarmou, se bella entra na cozinha sozinha é bem capaz dela incendiar a casa. Com esse pensamento larguei a roupinha carinhosamente em cima da cama e fui procurar pela bibinha e adivinha? Não achei em lugar algum, será que Charlie havia colocado pra lavar? Desci tranquilamente até a área de serviço e nem sinal dela, parei e fiquei pensativo, a cobertinha de bella estava sempre nas nossas vistas, será que alguém pegou? Descartei isso, quem aqui precisaria de coberta? Voltei para nosso quarto e fui até o closet entulhado das coisas da bella, isso precisava de uma organização, mais tarde se ela quiser eu arrumo pra ela, fucei em algumas coisas e encontrei a bibinha escondida dentro de uma caixa de uma bota dela, a bota não tenho a mínima idéia de onde foi parar, mas porque ela estava escondida? E quem escondeu? Paralisei ao constatar o obvio, bella pediu um momento a sós com ela mesma, nesse tempo ela escondeu a bibinha e colocou a roupinha de bebê dela em cima da cama, ela sabia que eu iria me distrair com isso, depois eu teria que procurar pela sua coberta sabendo que eu não voltaria sem ela, isso me levou a uma constatação alarmante, o que bella vai aprontar? Só escutei o barulho da explosão e saí correndo apavorado, será que aconteceu alguma coisa com ela e com meu filho? Não me importei com as enormes chamas que consumiam a casa dos Denalli, a única coisa que me importava era bella, a avistei correndo em minha direção no mais puro pânico, ela chorava e gritava de tanto horror que sentia, mas em sua mente "deu certo, deu certo, deu certo, dessa vez eu consegui, isso,isso, isso", parei chocado e ela me abraçou chorando, automaticamente passei um braço por sua cintura de forma protetora, mas éramos nós quem precisávamos de proteção. Caminhei um pouco e me sentei em baixo de uma árvore, a enrolei com a bibinha e fiquei ninando ela até ela se acalmar. Os parentes chegaram antes que eu conseguisse esse feito.
-alguém tem que controlar essa garota. — olhei mortalmente pra Carmem.
-você disse que cuidava dela, confiei em você e quase perdi bella. — falei bravo, se ela não tivesse dito que cuidaria dela eu nem teria a deixado. Eu sei que bella agiu errado, muito errado, mas ela não está em condições de estar sendo repreendida, ela precisa de compreensão e atenção, a trouxe para perto de mim com todo o cuidado que possuía.
-porque incendiou nossa casa bella? É só isso que eu quero saber. — pediu Kate e bella a olhou chocada.
-está dizendo que fui culpada por isso? — falou magoada apontando para as chamas. — eu jamais faria alguma coisa parecida com isso de propósito. — disse chorosa e me olhou com o lábio tremendo. — você ouviu pantufinho? Ouviu o que ela disse sobre minha humilde pessoinha? — mas eu não tinha o que fazer nem o que dizer, então lhe sorri concordando e ela suspirou aliviada encostando a cabeça no vão do meu pescoço, ficou ali encolhidinha ouvindo os demais tentando achar uma solução para o problema, na opinião deles, o único problema se chamava Isabella Marie Swan, em breve Cullen. Todos estavam preocupados, mas Alice, Jasper e Rose estavam mais preocupados que algo tivesse acontecido a bella, Rose estava satisfeita em ver a casa de Tânia pegando fogo.
Foi quando Charlie chegou com Tânia que as coisas ficaram...err...estranhas, bem estranhas. Rose ficou tão furiosa que fincou os pés no chão pra não partir pra cima de Tânia, ela escondeu seus pensamentos pra mim não saber o motivo, Alice ficou chateada por que agora Tânia ficaria enfurnada na casa deles e ficaria mais próxima de bella, havia mais algum motivo, só que ela também não pensou sobre isso. Tinha um pequeno detalhe que eu mal acreditei, bella já havia me dito que seu pai não pode ver um rabo de saia, mas dessa vez ele foi rápido, eles estavam deploráveis e apesar do meu espanto tive que segurar o riso. A única roupa que estava em Charlie era a calça, estava sem camisa e descalço, também estava sujo de sangue, a calça estava toda torta. Já Tânia estava bem pior, seu shorts estava torto assim como a regata, mas os cabelos que ela sempre os manteve em um coque bem feito parecia que bella havia passado por ali, digo, parecia que um furacão havia passado pelos cabelos dela, eu nunca havia visto Tânia nesse estado, sem contar que cheiravam fortemente a sexo. Apesar disso o que mais me chamou a atenção foram os olhos deles, estavam brilhantes e quando olhavam um para o outro esse brilho aumentava, será que Tânia estava apaixonada? Isso seria ótimo, assim me livrava dela de uma vez, só tinha um problema, se eles fossem ter algo sério, ela vai fazer parte da família dos Swan, sei que desde quando bella a convidou para ser madrinha do bebê Tânia não me enche mais o saco, nem me olha direito, mas acho que fiquei traumatizado pelo tanto que ela me azucrinou.
Depois de mais alguma discussão Tânia colocou ordem na bagunça e de quebra ela vai morar na nossa casa até a dela ficar pronta, Charlie foi pra sua casa e Tânia foi atrás dele alegre e saltitante, coitado de Charlie, mas confesso que minha antipatia por Tânia diminuiu um pouco depois dela defender bella, Tânia até ficou animada por morar com Charlie, isso está esquisito. Levantei-me com bella no colo e fui em direção a nossa casa, ela precisava se alimentar, mas parei e dei a volta voltando para a casa da minha família, os pensamentos de Charlie e Tânia gritavam o que estavam fazendo e eu não preciso ficar ouvindo certas coisas. Ignorei a cara de pânico de Esme ao entrar pela porta.
-porque não fomos pra casa? — perguntou bella confusa e eu a coloquei sentadinha no sofá.
-achei que queria passear mais um pouco. — eu não falaria: sabe o que é meu amor furacãozinho, seu pai está lá com Tânia e fazendo aquilo que é proibido pra nós, pelo menos até o bebê nascer., isso ficaria estranho.
-até que não é má idéia, mas estou com fome. — e agora?
-eu faço seu café. — se ofereceu Esme e bella fez uma careta.
-eu ajudo. — quando Carmem disse isso os olhos de bella brilharam outra vez, eu entrava em pânico quando isso acontecia.
-obrigada. — bella agradeceu animada, animada de mais pro meu gosto, deitei-me no sofá e coloquei minha cabeça em seu colo, fiquei quieto sentindo ela passar as mãozinhas neles e por todo meu rosto, eu ouvia as batidas frenéticas do seu coração e seu pensamentos amorosos pensando o quanto é sortuda por ter-me como namorido. Dei um riso.
-cadê a fadinha? — ela mal terminou a pergunta e Alice entrou e sentou-se de frente para bella, agora elas teriam aquela conversa.
-estou aqui e magoada por convidar Tânia e não eu que sou sua melhor amiga. — se lamentou e bella revirou os olhos.
-não seja dramática, só queria saber se você ainda está disposta e se quer fazer o enxoval do bebê?
-mas você não queria tudo artesanal? — abafei um riso com a cara confusa de Alice.
-e será, mas você pode encomendar os tecidos e fazer tudo, sei o quanto você é ótima costureira, mas se não quiser, eu vou entender... — Alice a cortou eufórica, toda sua tristeza por Tânia ser a madrinha da bebê foi esquecida.
-claro que eu faço, na verdade, vou começar agora mesmo. — falou alegre, deu um beijo em bella e em mim e subiu cantarolando. Agora podia-se esquecer de Alice por um bom tempo. Virei minha cabeça e observei bella, ela olhava em direção a cozinha com um sorrisinho malicioso no rosto, essa não.
-porque está assim? — perguntei e ela rapidamente disfarçou e olhou para o teto, seus pensamentos estavam uma bagunça, como ela fazia isso eu não tinha a mínima idéia, era enlouquecedor. — bella?
-ai ai fofuchinho. — disse suspirando. — sei-lá... — esperei ela terminar a frase, mas ela parou.
-continue. — incentivei e ela me olhou parecendo impaciente.
-continuar o que Edward? — dei de ombros, eu não tinha mais o que fazer a não ser isso.
Quando fomos pra cozinha pra ela tomar café, percebi o que ela iria fazer, não sei porque, mas não a repreendi e não contei para Esme e Carmem o que bella pensava em dizer, bem no fundo eu sabia que bella não mudaria de idéia, mas eu me senti um moleque ansioso só pra ver a cara delas. Fiquei quieto enquanto bella comia, percebia suas caretas de desgosto e segurava o riso, vi o momento em que ela empurrou o prato e colocou as mãos na boca, era agora, me remexi inquieto.
-gostou? — perguntou Carmem docemente.
-eca. — bella falou. — sem ofensas, mas você deveria se manter longe da cozinha pra não causar uma catástrofe. — seu tom de voz era bem honesto e Carmem arregalou os olhos e trancou a respiração, bella pensou "essa foi por você me acusar de incendiar sua casa", e olhou pra Esme. — vou ser honesta com você sogrinha, mas ainda bem que sua família de vampiros não depende de seus dotes culinários, se não, morreriam de fome, sem contar que não vou mais comer aqui, não quero que meu bebê nasça destruindo, por deus, como puderam me servir uma comida dessas. — se lamentou e uma lágrima caiu de seus olhos, ela pensou "essa foi por você Tânia", olhei pra Esme e Carmem e sem pensar duas vezes peguei bella no colo e a tirei dali, no caminho soltei a gargalhada que eu tanto segurei.
(...)
Estávamos sentados em frente a lareira, bella me contava algumas coisas sobre sua vida e eu contava da minha, ela estava animada, minha mão estava sobre sua barriga e eu sentia o bebê se mover calmamente, mas foi Charlie entrar pela porta pra bella o olhar com uma cara de tristeza, juro que não entendo.
-o que aconteceu? — perguntou ele preocupado e sentou-se ao seu lado segurando suas mãos.
-me sinto tão...tão...tão milinculica. — que raios de palavra é essa? Olhei pro teto e respirei fundo, pra não rir.
-tão o que? — nem Charlie acreditava no que tinha ouvido, busquei rapidamente em minha mente algo que pudesse definir isso, não encontrei nenhuma palavra. Charlie fazia o mesmo.
-milinculica papito. — ele deixou escapar um riso e encontrou a palavra certa praquilo.
-melancólica bebê. — e o que quê uma palavra tem a ver com a outra?
-mas não estou com cólica. — foi meu riso que escapou, se eu não me controlasse, em breve estaria rindo horrores, tornei a respirar fundo.
-que bom que não está com cólica, mas porque se sente...milinculica? — ele deixou escapar mais um riso, assim não consigo me controlar.
-me sinto entediada e sem nada pra fazer, porque não me leva pra ver eles construindo a casa? Prometo não mexer em nada. — vimos ela cruzar rapidamente os dedos quebrando sua promessa, não precisava ler mentes pra saber que Charlie estava em pânico, ele não era o único, bella+construção= catástrofe, de novo.
-lá está a maior bagunça e você precisa de repouso. — ele disse e bella murchou, mas não havia a menor possibilidade de levar bella até lá.
-quais são suas intenções com Tânia? — quando bella viu que não havia jeito de convencer Charlie, resolveu deixá-lo numa saia justa, "como falar a ela que estou namorando?" ele pensou.
-você o que? — mal acreditei nisso, Charlie está namorando? Mas foi tão rápido. Ele me mostrou quando fez o pedido, o olhar maravilhado e apaixonado de Tânia, seu receio dela dizer não, mas ele não recuou, quando ela aceitou e quando desembestou a falar como se ela conhecesse sobre bella e tivesse feito à mesma coisa, não foi por isso que eu ri, eu já estava segurando o riso a um bom tempo, a gota d’água foi lembrar que quando bella me pediu em namoro e quis fazer a festa, Charlie me repreendeu dizendo que eu deveria colocar freios em bella, ele não conseguiu refrear Tânia e ainda estava feliz, meu riso aumentou a níveis alarmantes.
-porque está rindo? — a ansiedade e curiosidade estava estampada na voz de bella, a muito custo consegui me controlar.
-depois te conto. — eu sabia que bella esqueceria rapidamente, mas eu contaria mesmo assim.
-bella, pedi Tânia em namoro e ela aceitou. — ele disse sem prévio aviso e bella congelou no lugar, eu segurava o riso porque Charlie disse uma vez que não usássemos a palavra Charlie e casamento numa mesma frase, ele estava se encaminhando pra isso tão rápido que nem ele percebia. Eu estava feliz por ele, e admito que por Tânia também, agora fico livre dela de uma vez por todas. — diga alguma coisa. — ele disse ansioso quando bella permaneceu quieta, e lá estava sua mente pensando em tudo, menos no que Charlie disse.
-ela esqueceu. — murmurei por baixo do fôlego e dei um riso.
-bella, estou namorando com Tânia. — ele disse lentamente e bella deu um pulo ficando pé.
-você o que? — ela quase gritou, depois respirou fundo se controlando. — repete que minha ilustre mente não está acompanhando esse raciocínio muito raciocinante, está dizendo que está namorando, mas quem é a louca pra namorar com você? — arregalei os olhos enquanto Charlie ria.
-Tânia aceitou meu pedido. — ele disse e bella me olhou feio, mas o que foi que eu fiz?
-você sendo tão cafajeste a pediu em namoro, pra mim ter um namorado tive que me ajoelhar aos seus pés, me humilhar e fazer o pedido. — Charlie riu da minha cara, ela só fez o pedido, não se ajoelhou e muito menos se humilhou.
-não foi correta minha atitude, eu deveria ter feito o pedido, me desculpe. — pedi e não prolonguei o assunto, ela sorriu animada.
-tudo bem, já passou. — disse e olhou seriamente pra Charlie. — você está namorando. — falou como que consigo mesma, depois...caiu no riso, bella riu tanto, mas tanto que tive que abaná-la porque não conseguia respirar, Charlie correu pegar um copo de água pra ela. Demorou alguns minutos pra ela parar de rir.
-porque riu tanto? — perguntei preocupado, ela não pode ter esses surtos, precisa manter a calma.
-meu papito que sempre teve horror a relacionamentos, que sempre disse que nunca iria se amarrar a alguém, que repudiava a palavra casamento com todas as suas forças, agora está namorando com uma mulher que ele mal conhece, Edward, você não vê? Ele encontrou sua tampinha da panela, a metade distorcida pra sua metade mais distorcida ainda, seu macaco pro seu galho, sua banana pro seu pijama, seu Tom pro seu Jerry, seu cirigueixo pro seu dimdim... — ela começou falar e não parava mais, eu já sabia que agora ela iria falar horrores, mas não iria nos distrair, Charlie precisava de seu apoio e de sua permissão, Charlie jamais colocaria uma namorada sobre o mesmo teto que bella sem ela dizer que podia, pra ele, bella que nunca soube fazer nada como cozinhar ou limpar sempre foi a dona da casa, e de toda sua vida, bastava uma palavra de bella e ela voltava atrás e terminava seu relacionamento com Tânia, ele sofreria, mas na mente dele, tem coisas que não podemos abrir mão, e tem coisas que não podemos ter. Na minha opinião, bella tinha que entender que seu pai tem o direito de escolher o que acha melhor pra ele, na opinião dele, o que é melhor pra bella é sempre o melhor pra ele, não achei que fosse possível, mas minha admiração por ele cresceu ainda mais.
-o que acha sobre eu estar namorando? — ele perguntou quando bella parou de falar, dessa vez ela não conseguiu nos distrair e ficou frustrada com isso.
-ela não vai mudar nossa relação de belita e papito? — ela perguntou receosa, ele deu um leve sorriso.
-nem ela nem ninguém, prometo. — ele garantiu mostrando as mãos, pra ela ver que não havia dedos cruzados.
-e quando eu tiver pesadelos ela vai brigar por você acordar no meio da noite e deixá-la na cama pra ir me socorrer? — O QUE?
-eu não durmo. — ele disse. — se ela brigar por deixá-la sozinha, eu me entendo com ela e mesmo assim vou socorrê-la, como sempre fiz.
-e quando eu for dormir no seu quarto como que fica? — bella estava com medo de que Charlie se esquecesse dela, alisei sua mãozinha passando confiança. Ela relaxou um pouco.
-agora você tem Edward, mesmo assim minha cama está sempre a sua disposição, sorte que não durmo mais, assim não acordo com dor nas costas por dormir no chão. — ele brincou, mas ele estava receoso.
-e...e...e... — bella nem tinha mais o que dizer ou argumentar, ela tinha que dizer se gostava disso ou não.
-você nunca estará sozinha. — falei a ela, seu olhar estava tão receoso quanto o de Charlie. — tem um pai que faz qualquer coisa por você, que cuida e que a ama muito, quero ser um pai assim pro nosso filho, bella, você sabe que seu pai merece ser feliz assim como nós. — falei carinhosamente, seus olhos encheram de lagrimas.
-eu sei disso. — sua voz estava embargada.
-se quiser termino com Tânia agora mesmo. — Charlie garantiu e o coração dela acelerou muito. Joguei as mãos pra cima e sentei-me frustrado, agora sei porque tanto receio.
-porque não me disse que era com Tânia? — ela disse animada e enxugou os olhos cheio de lágrimas. — eu gosto dela, se tivesse me dito logo de cara que a louca que aceitou namorar com você era Tânia, teria nos poupado tanta preocupação, vocês combinam, são sem vergonha e adoram uma boa foda, sem contar que não dormem então continuo tendo a casa a minha disposição, sabe papito, acho que seria ótimo fazermos uma festa de inicio de namoro pra vocês, acha que Tânia concorda com isso? — perguntou sentando-se ao seu lado, se ainda tinha uma mínima chance de Charlie convencer Tânia a não fazer uma festa, agora as chances acabaram completamente.
-ela vai adorar, tanto que já está planejando tudo, assim que puder ela vem aqui falar com você, ela não quer brigas por causo do nosso relacionamento, e gostaria de saber se você não ficou chateada com ela. — disse Charlie aliviado e preocupado, "esses lapsos de memória estão muito freqüentes", observei bella de cima a baixo, a pele branquinha e saudável, os cabelos brilhosos, os olhos mais ainda e disse murmurando.
-talvez seja por causo da gravidez, mas ela é assim mesmo. — ele me olhou rapidamente concordando. Sentimos a presença de Carlisle e Eleazar. — Carlisle e Eleazar vieram conversar com a gente.
-é importante? To com fome. — disse bella com o bico enorme.
-acredito que sim. — falei e olhei sugestivamente para Charlie, ele levantou-se e foi recebê-los.
-algum problema? — disparou preocupado, ele não quer mais confusão.
-nenhum, ficamos um bom tempo trancados no escritório e acreditamos ter encontrado o motivo pra bella estar tão bem com a gravidez. — disse Carlisle animado e eu dei um pulo do sofá.
-diga logo. — pedi, eu estava ansioso, qualquer coisa sobre bella é importante pra mim.
-entrem. — convidou Charlie e eles entraram sentando-se no sofá, Eleazar olhava bella fascinado, só não fiquei com raiva porque Carlisle também a olhava assim.
-bom, conversamos muito e demos uma pesquisada, juntamos o que já sabíamos sobre os híbridos e acreditamos ter encontrado o motivo pra bella não estar definhando com a gravidez, vomitando e passando mal. — bella olhou seriamente para Carlisle e deu um risinho do tipo "só agora percebeu?", a olhei confuso.
-porque esse sorrisinho? — perguntei.
-eles só descobriram agora, ficaram reunidos pra encontrar uma solução pra minha gravidez anormal estar tão normal, fala sério. — disse jogando as mãos para o alto.
-você já sabe o por quê? — perguntou Eleazar com um certo deboche.
-claro que sim, estamos falando de mim e do meu bebê, tenho que estar atenta, enquanto vocês ficam aí pesquisando e compartilhando informações, eu também compartilho informações comigo mesma, eu sou especial, simples assim. — disse animada, não estou entendendo nada.
-e você sabe porque é especial? — perguntou Carlisle curioso.
-sei sim, o papito sempre disse isso e eu acredito nele. — segurei o riso que veio rápido e forte, mesmo assim saiu um som estranho e bella me olhou diferente. – credo, que horror pantufinho, parece que está rinchando. – gargalhei alto sem conseguir mais me segurar. Ela observou meu sorriso, e ficou com uma carinha fofa parecendo deslumbrada, era isso mesmo, ela se deslumbrava comigo quando eu sorria.
Notas finais
Bjksss.
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