Como Enlouquecer Um Vampiro

4 Capítulo 4- Bella e sua maneira de ver as coisas


Notas iniciais
Apesar da fic estar no início já tem vários comentários, obrigada.
Quem se interessar e quiser, tem minha outra fic "The mark of the vampire"
Bjksss

PVB


Eu estava atrasada para meu primeiro dia de aula, mas que azar, mas não era culpa minha, a culpa foi do despertador que não despertou, simples assim, tá que eu esqueci de programar ele mas continua sendo culpa dele, todos esses anos ele já deveria ter acostumado comigo, mas é burro, ri muito dele.

Desci desesperada, havia uma calça no corrimão da escada, mas porque? respirei fundo eu sabia que estava esquecendo de algo importante, mas o que? me analisei e....puta que pariu cadê minha calça,mas meu sapato lindo e maravilhoso estava ali no meu pé, preciso achar uma calça urgente, levantei os olhos e ali estava minha salvação no corrimão da escada, meu papito sabia que se eu me atrasasse eu esqueceria delas então a deixou onde eu pudesse vê-la, sabe é bem constrangedor sair sem calças sei porque já aconteceu comigo, mas agora preciso ir pra escola, primeiro dia nossa to tão animada.

-bella está atrasada — disse meu papito, corri dar um beijo de bom dia e agradecer pela calça, ele nem ligou muito já estava acostumado — já deixei seu carro na rua, mas antes de ir tome pelo menos um chá — e me serviu, eu amava meu pai mais que tudo nessa vida, mas ele não me deixava tomar café disse que eu fico muito agitada, mas eu sou tão calma.

Eu não sei lavar, passar ou cozinhar, e quando tentava o resultado era catastrófico, então tínhamos uma máquina bem moderna pra lavar roupas, colocava as roupas lá e ela saía seca, era só passar e vestir, mas tinha muitos botões e eu me confundia, então só coloco as roupas sujas lá dentro e quando o papito chega ele liga, ele me proibiu de apertar qualquer botão, mas não sei porque, tá que eu já estraguei uma vez mas foi sem querer, sabe a luzinha tava piscando e apertei um monte de vezes então tudo apagou, ele também passa as roupas.

-deixa eu tomar só um pouquinho de café — fiz cara de choro pra ele.

-não vou cair nessa, eu acompanho você até o carro — me tirou da cozinha quase a força, eu queria café. — boa sorte, eu vou pra delegacia e se você chegar antes, tem comida no forno é só esquentar mas não mexa em mais nada — disse sério, eu que já estava animada murchei, dei tchau a ele e também desejei boa sorte no trabalho.

Ele também fazia a comida e sempre deixava um prato servido pra mim no forno micro-ondas, mas eu só podia apertar um botão onde estava escrito "+ 2 minutos" as vezes ele era chato.

Fui dirigindo meu mini coo per que só tenho porque o papito comprou pra mim, eu queria um maior mas ele achou mais seguro esse mas não disse porque, ou disse? a tanto faz, mas o carro tava meio sem graça então enchi ele de adesivos de desenhos animados, ele ficou com uma aparência alegrinha mas meu papito quase chorou quando viu, mas foi de alegria ele disse assim "que horror" eu o olhei sem entender mas eu estava tão feliz, então ele sorriu parecendo nervoso "que horror eu não ter pensado nisso antes, ficou ótimo bebê" me senti ainda mais feliz pelo seu elogio, quem não gosta de receber elogios?

Quando cheguei a escola peguei minha bolsa e fui receber os livros, minha bolsa estava pesada por causa do meu notebook, não iria usá-lo mas se eu deixasse em casa corria o risco do papito ver que estava estragado outra vez, essas tecnologias são só preço porque de durabilidade não tem nada, não me conformo com isso.

-olá — cumprimentei a secretária — sou Isabella Swan onde estão os livros?

-olá, são esses aqui — e apontou pra uma pilha de livros ao lado do balcão, mas só aquilo?

-são só esses? — perguntei confusa e ela me olhou mais confusa ainda.

-como?

-tem certeza que estão todos aqui?

-tenho sim.

-então tá neh, obrigado — catei os míseros doze livros, nossa aquilo estava pesado, por isso o ensino está tão fraquinho as escolas não tem livros suficientes para o aprendizado dos alunos, mais tarde eu resolvo isso, agora tenho que achar a sala dos professores pra guardar alguns desses livros que não vou usar agora. Os corredores já estavam vazios mas eu já tinha decorado o mapa da escola então sabia por onde andava, vi a sala onde daria minha primeira aula e não resisti, corri pra lá, mas depois que entrei lembrei que tinha que guardar alguns livros na sala dos professores então refiz meu caminho, lá também não havia ninguém mas tinha um armário com meu nome, coloquei um livro lá dentro e abri minha bolsa, retirei um pacote de absorvente e guardei junto com o livro, pra prevenir, nunca se sabe, além do mais alguém pode precisar. Peguei as coisas outra vez, nossa nem deu muita diferença de peso, resmunguei, voltei pra sala pra começar a aula, nossa estou bem atrasada.

Entrei e coloquei minhas coisas sobre minha mesa, respirei fundo e me virei pros meus aluninhos fofinhos, GSUIS o que é aquela coisa linda no fundo da sala? nossa fiquei sem palavras agora, lindo mesmo ahhh eu quero um pra mim se eu roubar será que vão sentir falta? quando a sala estiver fazia eu volto aqui e pego aquele mural pra mim.

-Sou Isabella Marie Swan — me apresentei de forma educada — como vocês já sabem, serei sua professora de história até o fim do ano... — mas uma aluna me interrompeu, ela era esquisita, loira e apesar do frio estava com uma roupa bem curta. Na verdade parecia uma criança querendo ferrar com a professora mas a coloquei em seu devido lugar, mas então a pobrezinha menstruou, apesar de não ter sido muito educada comigo eu não poderia deixar a pobrezinha na mão então a socorri me senti tão bem por ajudá-la, era sempre assim eu ajudava alguém e me sentia em paz comigo depois.

Enquanto eles se apresentavam eu fazia minhas anotações, tinha que me organizar, mas eu tinha um modo extra-ordinário pra isso, ao lado de cada nome anotado eu dava um apelido, assim jamais me esqueceria seus nomes, acho muita falta de educação não lembrar o nome de alguém, tudo estava indo tranquilo até Jacob Black(lobinho fofo) se apresentar, ele era muito parecido com um colega de faculdade homossexual, mas ninguém sabia a não ser eu, pensei na possibilidade de apresentá-los pra que juntos pudessem sair do armário, então ri disso seria tão bom se eles se casassem então eu seria a madrinha, nada mais justo pois fui eu que os apresentei.

Tinha Paul(cão raivoso), Mike(bebê seboso),Ângela(tomatinho), entre outros, não fiquei ofendida por Rosalie(mal amada) porque pra ter um humor daqueles era falta de homem, eu também estava em falta mas não descontava nos outros, as vezes ela estava mais necessitada que eu, Emmet(armário ambulante), Jasper (emo loiro), Alice(fadinha),e Edward(gregolândia).

No mais não tive muitos problemas, expliquei um pouco sobre a matéria, mas meu pai ligou avisando da minha fatura do cartão que estava atrasada, por Deus eu não sei viver sem cartão de crédito e no momento não tinha nem um centavo no bolso, até o dinheiro do almoço foi o papito que deu, mas ele disse que já havia pagado mas que seria a última vez, desde que me conheço por gente ele sempre diz isso, eu sou uma pessoa muito mimada por meu pai, ele tinha dezesseis anos quando teve um caso com minha mãe, quando nasci ela me entregou a ele e disse que não perderia sua juventude pra cuidar de uma criança e que se ele quisesse poderia me colocar num orfanato, mas ele ficou comigo e me criou sozinho, nunca se casou mas dava uns pegas por aí que eu sei, vovó Swan cuidou de mim pra ele terminar os estudos, então ele assumiu a gerência da empresa de segurança que pertencia a família, nunca tivemos problemas com dinheiro a família Swan tinha uma ótima estabilidade financeira, vovó morreu quando eu tinha cinco anos e meu papito se recusava a contratar uma babá, eu ia com ele pra empresa e ficava lá o dia todo, todos os funcionários gostavam de mim, mas não sei se eram verdadeiros ou não, ninguém trataria mal a filha do chefe.

Quando comecei estudar na melhor escola de Phoenix ele me levava e depois buscava, íamos direto pra empresa, no fundo eu sei que nunca foi fácil lidar comigo eu era muito diferente das outras crianças, não tinha paciência de brincar de boneca e cuidar dela, eu desmontava e depois chorava porque não conseguia concertar, desmontei muitas coisas ao longo da minha vida e nunca consegui concertar nada.

Eu era muito adiantada nos estudos, terminei o ensino médio com dezesseis anos e o papito transferiu a empresa pra Cambridge — Massachusetts pra ficar perto de mim quando fui pra Harvard, eu fazia faculdade mas dormia todos os dias em casa, papai achava que uma república não era lugar pra alguém como eu, que eu era especial de mais e que poderia colocar fogo nos alunos sem querer, o que realmente aconteceu uma vez mas foi um acidente ninguém teve culpa, nem eu que acendi o fogo no momento errado, papito pagou uma boa quantia em dinheiro pra que o aluno não me processasse, ele era bolsista e o dinheiro veio a calhar pra ele e pra família que passava por dificuldades financeiras, apesar da bolsa de estudos não era fácil manter os materiais e a estadia dele na faculdade, seu nome era Victor e depois do ocorrido se tornou meu primeiro namorado, mas me largou depois do jantar na casa dele onde eu e meu papito fomos convidados, eu tentei ser prestativa e ajudei lavar a louça, ou melhor, eu tentei ajudar mas não sei como a torneira não abria e eu forcei, o cano estourou e inundou parte da casa humilde dele, saí de lá toda molhada e arrasada com meu papito me consolando, ele também estava molhado, todos estavam.

Terminei minha aula e fui para a próxima, o restante da manhã se passou tranquilo, conheci alguns professores inclusive o de educação física o Sr. Cloope, ele tinha em torno de uns trinta anos e estava solteiro, só não sei porque me contou isso.

Na hora do intervalo descobri que os professores almoçavam no mesmo refeitório junto com os alunos, nem me importei com isso estava morrendo de fome não tive tempo de comer antes de sair e casa, me dirigi até lá com a Sra. Wilson que dava aula de matemática, descobri que a nossa fila era outra exclusiva para os professores, menos mal, a outra fila estava enorme.

Peguei meu almoço mas na hora de pagar o Sr. Cloope apareceu e insistiu em pagar pra mim, então respondi.

-claro e se quiser pagar mais vezes eu não me importo — estava animada que se continuasse assim em breve teria uns trocados pra pagar o concerto do notebook sem o papito saber. Ele ficou todo contente, eu hein, quem fica contente em pagar comida a alguém que nem conhece?

Nos sentamos e eu comi como se minha vida dependesse daquilo, não estava acostumada sair de casa sem o café da manhã reforçado do papito.

-não tomou café da manhã? — disse o diretor chegando com uma bandeja de comida, engoli com ajuda do suco.

-não deu tempo, não tenho o costume de sair sem comer — e voltei minha atenção ao meu prato, meu papito cozinhava bem melhor, talvez devêssemos sair pra jantar em Port Angeles no fim de semana, nossos programas juntos eram os melhores.

-olha que gato na porta do refeitório — disse uma das professoras suspirando, opa!! homem bonito é comigo mesmo, olhei e trinquei os dentes de ódio.

-gostaria que respeitasse meu papito, se não for pedir muito — disse irônica pra ela que ficou envergonhada, meu papito não é pra qualquer uma.

-ela não fez por mal — apaziguou o diretor — mas nos apresente.

-claro — disse animada e esqueci até da comida, mas percebi que as alunas estavam babando nele, segurei as lágrimas e fui correndo até ele, pulei no seu colo e ele me segurou. Dei um beijo no rosto dele.

-o que está fazendo aqui? — perguntei contente em vê-lo.

-nada de mais — deu de ombros e me desceu do seu colo. — só vim ver como está e se não houve acidentes. — disse rindo.

-sem acidentes.

-até agora — ele lembrou

-até agora — concordei rindo e olhei em volta, todos olhavam pra nós, segurei as lágrimas e desviei o rosto, mas o papito viu meu lábio tremer.

-ei bebê o que foi — falou meloso, adorava quando ele falava assim.

-as meninas estão olhando pra você como se fosse um pedaço de carne — sussurrei indignada, onde está o respeito pelo pai da professora deles, ele deu uma olhada em volta como quem não quer nada.

-jovens de mais pro meu gosto — reclamou com cara de desgosto nos olhamos e gargalhamos.

-vem conhecer o diretor e os professores. — e o puxei pela mão.

-o que seria dessa gente se não fossem as fofocas — disse no meu ouvido falsamente apavorado, esse meu papito era uma figura mesmo. — gente esse é Charlie swan e esses são os professores — fiz questão de não dizer nomes, as professoras estavam muito assanhadas — e esse é o diretor Gabriel — o diretor o convidou pra sentar conosco e começaram jogar conversa fora e eu voltei a comer, tô precisando de um namorado mas se eu não achei um que preste numa cidade grande imagine aqui, pensei desanimada.

-bella por Deus o prato não vai sair correndo — disse meu papito assustado, pegou um guardanapo e limpou ao redor da minha boca, será que estava tão lambuzado assim? pela cara dele estava ainda pior. — pronto agora está limpo mas preste atenção — ele brigou comigo.

-desculpe — disse o mais digna possível, odiava quando ele chamava minha atenção na frente dos outros.

-a comida está boa? — perguntou como se não tivesse brigado comigo, pegou o garfo da minha mão e experimentou, fingi que não percebi sua intenção de puxar assunto — modéstia parte eu cozinho melhor — brincou mas eu estava brava — descobri que tem uma boate muito boa em Seattle — com isso olhei pra ele, já nem lembrava o motivo de estar brava.

-paga minha entrada — pedí quicando na cadeira, até a fome tinha passado.

-bella só por curiosidade, você fez um acerto salarial com seu antigo emprego, o que fez com ele — ele analisava cada movimento meu, eu não queria ter essa conversa na frente de ninguém — em casa conversamos — respirei aliviada e concordei.

-podemos chamá-la de bella também — disse a Sra Wilson, só acenei com a cabeça. O que diria ao papito? que gastei todo meu acerto num sapato e numa bolsa? não posso falar isso e eu não sei mentir pra ele nem pra ninguêm, céus, disfarcei olhando o movimento do refeitório e meus olhos se prenderam num mar de wiski maravilhoso, eu sabia quem era claro que eu sabia, desviei os olhos e continuei observando o movimento.

-bella presciso ir, nos vemos em casa — disse o papito e me deu um beijo na testa.

-vai estar lá quando eu chegar — estava animada com a idéia de ter a casa só pra mim, pra poder mexer a vontade, mas parece que nunca engano ele, meus ombros caíram de tristeza antes mesmo de ouvir sua resposta.

-com certeza — ele disse rindo — quero a casa no lugar por muito tempo — e saiu ainda rindo, eu estava muito triste.

-já terminei, se me dão silença — falei educadamente e saí com a bandeija, cruzei o refeitório e a depositei no lugar, respirei fundo, eu queria tanto ver um radinho antigo que papito tinha no seu quarto, mas eu só queria ver não iria estragar nada, ele já me mostrou mas não deixou eu pegar na mão, disse que era de família mas eu também sou da família. Minha vida é tão triste, presciso me controlar pra não acabar chorando, respirei fundo outra vez.

-com licença Srta. Swan — olhei pro dono da voz, claro além de tudo eu estava atrapalhando os outros.

-claro Edward — respondí e me virei em direção a saída do refeitório, mas antes....

-bella — me virei e era Sr. Cloope, mas o que queria agora.

-sim.

- tem algum compromisso na sexta — ele estava todo sorrisos, pensei um pouco, ainda tínhamos muita coisa pra fazer em casa, nem tinha desempacotado algumas coisas, mas sexta a noite era sagrado pra nós.

-tenho sim — respondí animada e ouví um risinho baixo, olhei e ví que Edward estava parado onde eu estava antes ainda segurando a bandeija e comprimindo os lábios pra esconder um sorriso, foi dele que veio o risinho, me voltei para o Sr. Cloope.

-ouví que talvez vão a uma boate em Seattle, se quiser companhia — ele insistiu e pensei melhor, ir a uma boate com o papito era o máximo, levar alguêm junto nunca fez parte dos planos e tenho certeza que o papito paga minha entrada.

-o papito sempre me acompanha, mas obrigado pela preocupação — estava satisfeita por ele ser meu amigo e se preocupar, no mínimo achou que lá eu ficaria sozinha enquanto o papito pegava alguêm, mas ele não sabe como as coisas são conosco, mas valeu a intenção — o papito cuida de mim — sorrí grande pra ele e dei uns tapinhas no seu ombro, saí dalí ouvindo os risos de Edward que pareciam uma música, o fato de mais alguêm além do meu pai se preocupar comigo tirou toda minha tristeza pelo radinho protegido. Protegido por enquanto.