Como Enlouquecer Um Vampiro

2 Capítulo 2- Uma professora diferente Parte I


PVE


Eternidade, algo que muitos gostariam de ter, o lindo sonho e a beleza da imortalidade, a ilusão da vida perfeita abastecida e saciada pelo sangue que correm em suas veias, no caso da minha família, nas veias dos animais, nosso estilo de vida diferente não altera o fato de sermos o que somos, a monstruosidade que vive em cada um de nós continua lá, mas muito mais controlada, fixa e presa pra tentarmos ser menos monstros que os outros, não sei se adiantava alguma coisa mas cada um aprende a viver da melhor maneira possível, a nossa maneira era essa, não matar pessoas, assim nos misturamos aos humanos e fingimos ser como eles.
Mas a palavra escola confesso que desanimava mais que todos os meus trezentos anos, se existe inferno acredito que seja lá, eram sempre as mesmas coisas, as mesmas pessoas e os mesmos assuntos, as meninas sem nenhuma vergonha usando roupas indecentes apesar do frio e da humidade de Forks tudo pra chamar a atenção dos garotos que só pensavam em sacanagens e no time de futebol americano da escola, nunca ganharam nenhum jogo, mas mesmo assim se gabavam pras meninas só porque estavam no time, as líderes de torcida eram as piores, nem dançaram direito e se achavam superiores aos demais, Alice ficava indignada com a falta de senso de moda delas, dizia que as roupas não era de marcas e os sapatos era da coleção passada, isso quando eram de marcas famosas geralmente eram só marcas que ninguém sabia o nome, isso pra Alice era pior que enfrentar lobisomens.
Como se não bastasse todo o nosso tédio três transformos começaram estudar conosco pra garantir que não ataríamos ninguém e assim quebrar nosso tratado, Jacob, Seth e Paul ficavam no seu canto rodeados de garotas e nós no nosso isolados de todos os alunos, como sempre fizemos, eles não saíam com elas mas eram até educados tanto que não as expulsavam de sua mesa embora essa fosse suas vontades, ao contrário de nós que sempre deixamos claro que não queríamos nenhum tipo de amizade ou companhia.
Logo que chegamos aqui não foi fácil pra mim sendo o único solteiro da família enfrentar as adolescentes cheias de hormônios, mas nunca fui mulherengo, ainda mais ter qualquer tipo de relação com elas que só queriam me exibir pras amigas e dizer que estavam na minha lista de conquistas, também não é fácil viver entre eles e saber todos os seus pensamentos.
A pequena cidade de Forks hoje se encontrava em polvorosa, o novo chefe de polícia estaria chegando com sua filha, não havia necessidade de ter um delegado em Forks, nunca acontecia nada e quando acontecia era em Port Angeles que a população pedia socorro, na delegacia só havia dois policiais pra pequenas causas, principalmente brigas entre vizinhos, isso tinha muito, mas parece que o novo delegado era próximo de alguém importante, conseguiu um encaixe como delegado e de quebra um emprego pra sua filha como professora de história, nós estávamos sem ter aulas de história a duas semanas porque nosso antigo professor teve que se afastar por motivos de saúde e aproveitando seu estado pediu a aposentadoria. Agora só restava aguentar mais chatices e tédio durante as aulas, duvido que essa professora fosse ensinar alguma coisa pra nós, nós vivemos a história, sabemos mais que todos os humanos, antes iríamos pra casa mais cedo mas agora teríamos mais aulas em que desejaria sumir.
-Edward vai vir ou não? — resmungou Rosalie, minha odiada e vaidosa irmã, eles estavam me esperando pra irmos juntos pra escola, como sempre.
-vamos — disse e passei por eles em direção a garagem, era sempre a mesma coisa.
Dei tchau a Esme, minha mãe pra todos os efeitos e fomos em direção ao inferno.
-precisamos inventar alguma coisa, essa monotonia está me matando — reclamou Alice fazendo manha.
-nem morrer nós podemos — Emmet respondeu como se lamentasse isso, pra ser sincero as coisas só não são piores porque Emmet sempre está animado, menos pra ir a escola é claro.
Éramos um grupo silencioso, chegamos a escola e fomos direto pra sala, ignorando tudo e todos, estudávamos todos juntos no segundo ano, juntos com os transformos também, eles chegaram e se sentaram em lugares opostos a nós, como sempre seus cheiros eram insuportáveis, isso não dava pra se acostumar, Seth nos cumprimentou com um aceno de cabeça, ele era o mais jovem deles mas era muito controlado e educado, não nos via como inimigos mas não se aproximava por ordem do alfa, Sam Uley, que estava no comando até Jacob Black se sentir pronto e assumir a liderança que era sua por direito, mas Jacob não queria isso, pelo menos por enquanto. O pior deles era Paul, que só estava aqui e não nos atacava também por ordem do líder, mas ele era insuportável, já o Black sempre estava no seu canto, simplesmente cumprindo o trato.
-amanhã a professora de história começa dar aulas — chegou quase gritando uma patricinha loira e líder de torcida.
-mas já? — perguntou Jéssica Stanley, uma das piores de todas.
-eles chegaram no sábado, mas parece que já estava tudo pronto, até seus horários ela recebeu por e-mail — respondeu Lauren, uma garota muito metida.
-que nojo ela já vai chegar se achando — resmungou outra.
-Cida disse que eles foram até o super-mercado ontem de manhã — Cida era a velha fofoqueira dona do único mercado da cidade.
-e como eles são — Jessica era a maior fofoqueira da escola.
-muito bonitos, mas parece que a professora é muito jovem e só conseguiu esse emprego porque seu pai conhece alguém do governo e arrumou pra ela. — Lauren respondeu cheia de veneno como sempre.
-deve ser uma incompetente, melhor pra nós — e deram risinho idiotas, segurei o impulso de revirar os olhos.
-mas parece que ela é estranha — disse Lauren como se contasse um segredo — acredita que ela comprou vinte pacotes de absorventes internos no mercado.
-mas isso dá pra quase dois anos.
-absorventes internos eh — debochou Jéssica — mas que professora safadinha — e continuaram rindo da nova professora fazendo fofocas.
O dia se passou chato e a noite também, quando chegamos novamente a escola os alunos estavam quase enfartando de curiosidade pra conhecer Isabella Swan a nova professora que só tem emprego graças ao pai e quase tão jovem que deveria estar estudando e não ensinando, as fofocas só pioraram porque Jéssica espalhou pra todos a conversa sobre os vinte pacotes de absorventes internos, eu e minha família sentimos um pouco de solidariedade para com ela, seria muito difícil pra ela que estava iniciando sua profissão e dar de cara com um bando de abutres.
Nos acomodamos em nossos lugares e ficamos esperando a chegada da Swan, nós teríamos a primeira aula com ela.
Ela estava atrasada a quase dez minutos e as fofocas aumentando, quando uma mulher muito jovem entrou quase derrubando a porta e um monte de livros que carregava mais uma bolsa enorme, todos ficaram em silêncio olhando pra ela, era sem dúvida muito jovem e muito bonita, usava um salto tão alto que poucas mulheres usam no dia a dia, ela parou a caminho de sua carteira e deu duas voltas bem rápidas ao redor de si mesma e saiu da sala, ninguém entendeu nada, ela nem olhou nem falou nada a ninguém, mas foi engraçado de se ver ela parecia que nem tinha visto que havia entrado na sala, ela tinha os olhos verdes intensos que se destacava ainda mais pela maquiagem marcante mas não vulgar, os cabelos lisos com cachos coloridos nas pontas, usava roupas comportadas mas via-se que eram de grife, e o sapato altíssimo que Alice adorou. Aposto que os demais alunos não viram tudo isso, mas nossa visão era melhor e mais rápida que a deles.
Após dez minutos de sua rápida aparição ela voltou do mesmo jeito que antes, quase derrubando a porta e tudo o que carregava, mas porque tudo aquilo, ela largou as coisas sobre sua mesa e respirou fundo, chequei seus pensamentos mas não conseguia ouvir nada, como assim nada? tentei outra vez me concentrando muito e tudo que vi foi o mesmo nada de antes, eu me sentia meio tonto nunca tinha passado por isso, mas deixei pra falar com os outros em casa, com certeza eles tinham uma explicação pra isso.
-Sou Isabella Marie Swan — ela se apresentou com um sorriso de covinhas, as alunas estavam com inveja e os meninos excitados por sua presença, ninguém imaginava que ela seria tão bonita, até mesmo nós vampiros tínhamos que admitir isso, mas ao longo dos séculos conhecemos todos os tipos de beleza, isso também não era novidade pra nós. — como vocês já sabem, serei sua nova professora de história até o fim do ano...-mas foi interrompida por Lauren e seu veneno.
-não acha que é muito jovem pra dar aulas pra o ensino médio, já pensou em começar pela pré-escola? — suas seguidoras deram risinhos "pobrezinha da professora" pensou Seth um pouco revoltado, na verdade não havia necessidade dela ser tão venenosa. Mas a Srta. Swan continuava sorrindo e isso irritou Lauren.
-na verdade tenho vinte e três anos obrigado por me achar jovem — ela estava toda animada com o "elogio", — mas acho que já estou na pré-escola, pois você tá parecendo uma criança querendo ferrar com sua nova professora — ela não sorria mais, nem Lauren — mas já te adianto que terá de se empenhar muito mais, seu argumento de provocação está bem fraquinho — e voltou a sorrir olhando pra turma que permanecia em absoluto silêncio — podem perguntar qualquer coisa que quiserem — e ficou esperando, o engraçado é que ela não parava de sorrir.
-é verdade que só conseguiu esse emprego por causa do seu pai? — Jéssica perguntou com falsa inocência, Isabella terá muito trabalho pela frente.
-não, ele conseguiu por minha causa — agora me surpreendi — afinal vocês precisavam de uma professora mas a cidade não precisava de um delegado, abriu essa vaga pra mim mas meu papito não deixaria eu vir sozinha, então falei com um amigo e ele arrumou tudo pra mim, mais alguém? — o interessante era que ela não estava sendo arrogante e nem sentiu vergonha de falar que seu "papito" não deixaria ela vir sozinha, mas se ela já era independente então porque fazia isso?
-porque comprou vinte pacotes de absorventes internos? -perguntou Lauren, agora os alunos riram com vontade, que gente mais idiota.
-porque, está precisando de um? — ela respondeu assustada e quem riu fomos nós, discretamente é claro, ela correu pra sua enorme bolsa toda esbaforida e remexeu lá dentro, achou um pacote de absorventes e correu até Lauren — vamos pegue e pode ir banheiro, eu sempre tenho reservas isso já aconteceu comigo e eu sei o quanto é constrangedor — estávamos de olhos arregalados agora — não seja tímida, pode pegar e mais tarde voçê me paga, não é por nada mais o salário de professor é uma vergonha se não fosse meu pai eu não conseguiria pagar por um sapato descente — tagarelou indignada, agarrou a mão de Lauren colocou o pacote alí, arrastou Lauren chocada pra fora da sala — espero que saiba usar esse, sabe nó início eu me atrapalhava toda mas agora sou expert nisso, demore o tempo que prescisar — será que ela não viu que lauren perguntou por pura maldade? — CORRE MULHER ANTES QUE VAZE — berrou e lauren correu dalí querendo um buraco pra enfiar a cara, dessa vez todos nós rimos com vontade. — eu exijo respeito com a colega de vocês, não quero ninguém zuando com ela por isso — avisou bem séria, parece que ela não gosta de injustiças, mesmo com Lauren.

Notas finais
o que acharam???
bjkssss