Como Enlouquecer Um Vampiro
15 Capítulo 15 - A morte de James
Notas iniciais
Motivo do atraso: fim de semana muitoooo bommmm.kkkk
PVB
Desci e vi o papito mexendo no microondas, aposto que foi ele que estragou, ele olhou pra mim com uma expressão estranha no rosto, me preocupei.
-como foi em Port Angeles — vai que ele está assim porque aconteceu alguma coisa grave.
-lá está tudo certo, o problema é aqui — me desesperei, céus havia um assassino em Forks.
-precisam prender o assassino o quanto antes, já até imagino o caos se a população souber que tem um serial killer aqui — não sei por que o papito começou rir.
-bebê, não tem nenhum serial killer em Forks — disse ainda rindo, me senti aliviada — o que tem é uma mão assassina na nossa casa — olhei para os lados procurando, mas aí lembrei que se eu a encontrasse ficaria assustada.
-então encontre e se livre dela, não quero vê-la — disse séria e o papito veio até mim e pegou minhas mãos.
-aqui está as mãos assassinas, você assassinou mais um microondas — o olhei bem e minha fixa caiu.
-não estraguei o microondas, era você que estava mexendo nele quando entrei aqui — me defendi rapidamente.
-está me dizendo que quando estava sozinha não mexeu nele — olhei bem pro papito e meus ombros caíram.
-desculpe, não fiz de propósito, só fiquei entediada e apertei as teclinhas, mas você tem que concordar comigo que essas coisas são muito frágeis — disse rapidamente e ele sorriu concordando.
-o que mais você achou frágil aqui em casa — tentei lembrar de alguma coisa mas não consegui.
-mais nada — garanti a ele que me olhou desconfiado mas acabou concordando, não tinha porque desconfiar de mim, eu sou um anjo.
-tudo bem — disse suspirando e se sentando, o acompanhei.
-continua com uma expressão preocupada — disse o analisando.
-os corpos encontrados em Port Angeles me deixaram muito confuso.
-porque, estavam vivos? — agora quem ficou confusa fui eu.
-não, eles estavam mortos — disse dando um risinho e depois ficou sério — não havia sangue em seus corpos nem qualquer sinal de ferimento — fiquei atenta e coloquei todos os meus maravilhosos neurônios pra funcionar, o papito ficou em silêncio, ele me conhecia o suficiente pra saber que em breve eu teria uma resposta.
-que horário os corpos foram encontrados — perguntei pensativa, toda informação era útil.
-poucas horas depois de eu encontrá-la em casa — depois disso não precisei pensar em mais nada, eu já sabia quem, ou melhor, o que os matou, eu sou um gênio, agora só preciso encontrar um meio de contar ao papito sem ele me internar num hospício.
Fui pra sala e me sentei confortavelmente no sofá, o papito me seguiu e fez o mesmo, comecei de forma bem leve.
-foi um vampiro — saiu sem querer, o papito me analisou cuidadosamente e colocou a mão na minha testa, bem feito bella, quem manda ser linguaruda.
-está me dizendo que um vampiro foi o responsável pelas mortes — ele perguntou lentamente e eu só confirmei com a cabeça não tinha mais jeito, eu sabia o que viria agora, ele diria que estou delirando depois vinha a negação e só então a aceitação, por fim vinha o surto quando a realidade o atingisse, esperei pacientemente.
-bella você não pode sair dizendo uma coisa dessas por ai, não quero que pensem que enlouqueceu — ele me repreendeu, continuei olhando pra ele com minha melhor expressão de "eu sei o que estou dizendo", o papito me conhecia melhor do que qualquer pessoa nesse mundo, então sabia que eu estava falando sério e tinha certeza do que falava. — então me explique como chegou a essa incrível conclusão.
-o cara que me ajudou a voltar pra casa era um vampiro e seu nome é James — com isso o papito começou andar de um lado para o outro — ele me pegou no colo e me trouxe até aqui correndo, ele estava descalço e não se cansou ou reclamou de dor nos pés, sem contar que ele correu tão rápido que eu só via borrões. — com o olhar dele eu me calei, era agora que ele acreditava neh? Me perdi e comecei chorar, eu não queria passar por mentirosa, antes que o papito viesse até mim eu sai correndo e fui até meu quarto, peguei o livro e desci rapidamente — não estou mentindo papito, eu juro — disse chorando e alcancei o livro a ele.
-onde você arrumou esse livro? — disse curioso e analisando-o.
-estava na casa do Billy guardado dentro do sofá — não precisei explicar do porque ter pego o livro, o papito já sabia que eu não suportava maus tratos com o pobrezinho, ele se sentou desconfiado e começou ler o livro.
PVCHARLIE
Eu conhecia a filha que tinha, duvido que algum pai conhecesse seu filho como eu conhecia a minha, vi que ela dizia a verdade, mas era impossível acreditar nisso, dei uma olhada naquele livro e olhei pro meu bebê que estava chorando e torcendo as mãozinhas umas nas outras, ela fazia isso quando ficava nervosa ou se achava injustiçada, mas ela sempre cometeu muitos erros e sempre se achou na razão.
-bella me explique porque acredita em vampiros — precisava entender seu ponto de vista pra só então tomar uma decisão, ela respirou fundo e parou de chorar, ela é assim, num minuto está se desmanchando em lágrimas e no outro nem lembra porque chorava.
-não sou uma mentirosa — se lamentou e fungou agora ela estava fazendo mânha — sei que é difícil acreditar nisso, mas é a verdade além de vampiros existem lobisomens, eu li muito sobre isso e esse livro na verdade é um diário passado de geração em geração pela família Black, aí conta as lendas, contém relatos sobre os frios, que é como eles chamam os vampiros, não são só histórias essa é a realidade deles, não percebeu como aqueles garotos são enormes apesar da idade? — agora ela falava séria e com convicção, quando ela fazia isso eu sabia que não conseguiria mudar sua opinião, agora eu fazia o que fiz a vida toda por ela, eu mentia.
-você tem razão, desculpe por desconfiar de você, mas me prometa que não contará isso a mais ninguém, prometa bella — disse seriamente, uma coisa era eu saber sobre suas teorias, outra é ela espalhar por aí e ser chamada de louca como já aconteceu muitas vezes, uma vez ela disse que conheceu a fada do dente e contou pra todos os coleguinhas da escola, ela mesmo sendo uma criança inocente foi chamada de louca, eu a transferi de escola e retirei todos os benefícios que dava a antiga escola, a renda extra que eu dava pra garantir que sempre teria alguém de olho em bella e a segurança que minha empresa fornecia vinte e quatro horas por dia, depois disso eu fiquei ainda mais atento a ela, quando ela dizia coisas sem nexos eu a instruía a não contar a ninguém, era o que estava fazendo agora.
-papito o mundo precisa saber que eles realmente existem — era disso que eu estava falando, ela não pode espalhar isso por aí.
-as pessoas vão duvidar de você e chama-la de mentirosa, nem eu nem você queremos que isso aconteça — eu tinha que argumentar logo ela esqueceria esse assunto como muitos outros — além do mais se eles se escondem é por vontade própria, não queremos que eles sofram sendo apontados na rua e chamados de monstros — com isso era arregalou os olhos.
-tem razão papito, as pessoas são muito preconceituosas por isso eles se escondem — disse cheia de pena, concordei com meu bebê mais aliviado do que nunca, olhei ao redor e meus olhos se prenderam nos restos do controle remoto, agora eu a distraia com isso.
-gostaria muito de saber quem foi o responsável por assassinar mais um controle — disse segurando o riso e olhando pra ela, bella olhou na direção do monte de peças e sua boca se abriu.
-não fui eu — ela me olhou e balançou a cabeça rapidamente, ela fazia isso quando mentia então me lembrei de algo "não encontrei sozinha — disse bella aos Cullen's — quando cheguei à estrada encontrei um moço e ele me acompanhou até aqui" quando bella falou isso eu sabia que ela estava mentindo só não sabia porque, agora sei que ela mentiu pra esconder sua teoria sobre vampiros, naquela hora ela já sabia sobre isso mas não contou, parece que meu bebê estava crescendo.
Ontem à noite eu sabia que bella estava aprontando alguma coisa porque ela concordou rápido de mais com Alice e subiram pra ela tomar banho, bella sempre foi muito curiosa e jamais sairia da sala tendo visitas pra tomar um banho a não ser que fosse aprontar algo, só não imaginava que a vítima da vez seria meu rádio.
PVB
Como já disse antes, eu sempre acreditava no papito, se ele dizia pra mim não contar que vampiros existem eu não contaria, mas tinha algo que eu ainda tinha que contar a ele.
-papito — disse manhosa e ele me olhou estreitando os olhos, qual é eu não fiz nada — agarrei um aluno hoje, mas já adianto que eu não tive culpa ele que ficou excitado na minha frente e eu estou muito necessitada — expliquei rapidamente quando ele arregalou os olhos.
-ele pode processá-la por isso, não pode ser irresponsável.
-ele correspondeu com muito entusiasmo — lembro bem dele me prensando na parede e me chamando lagartixa, ta que ele não chamou, mas me prensou na parede e passou a mão nas minhas costas, tarado isso sim.
-e posso saber quem foi o felizardo que deu uns pegas na professora — disse rindo.
-o gregolândia — disse rindo.
-o nome, não o apelido — pediu.
-Edward Cullen — quase cantei o nome dele, mas o papito ficou sério, o que foi agora?
-ele é irmão da sua amiga e de uma boa família, não queremos problemas com eles, isso não vai se repetir bella — disse seriamente, mas já estava até planejando uma forma de agarrá-lo outra vez, quase chorei de tristeza, mas concordei com o papito.
-não vou mais dar uns pega nele — disse triste.
-isso mesmo, lembre-se que ele é seu aluno e é muito jovem, seja responsável filha — ele me alertou e eu concordei mesmo minha vontade sendo outra.
(...)
No outro dia quando cheguei à escola fui direto pra sala, cheguei bem antes porque hoje marcaria uma prova e precisava fazer uma revisão, estava me organizando quando Edward entrou na sala, meu humilde coração deu um salto ao vê-lo, era impressão minha ou ele estava mais arrumado do que ontem? Não era impressão parecia que ele ia a um encontro, já que eu não posso desfrutar alguém vai, suspirei.
-bom dia Edward — disse feliz da vida.
-bom dia bella — ele respondeu sorrindo largamente, tentei respirar normalmente pra acalmar meu coração, mas estava difícil, ele continuou sorrindo e não foi se sentar no seu lugar pelo contrário se aproximou e se sentou na minha mesa, onde está o respeito?
-olha o respeito garoto e tira essa bunda branca de cima da minha mesa e vá já pro seu lugar — falei brava e apontei pra sua carteira, ele arregalou os olhos surpreso e fez rapidamente o que eu disse murmurando um desculpe, é bom me obedecer mesmo, ele pode até parecer um modelo de capa de revista, mas na minha sala quem manda sou eu.
Ele permaneceu no seu lugar e em silêncio enquanto os alunos iam chegando, ele parecia confuso com alguma coisa, mas isso não era assunto meu, revisei a matéria e tirei algumas duvidas dessas pestes, eu que não queria ser mãe de um filho burros desses.
Mas enquanto eu explicava algumas coisas estava prestando atenção nos meninos de La Push, o céus eu dava aulas pra lobisomens, mas de acordo com os livros eram transformos, eu sou mesmo um gênio, mas não seria eu se não provocasse um pouco.
-LOBISOMENS — gritei pra turma e bati as mãos na minha mesa, os alunos se assustaram e os garotos de La Push enrijeceram, de relance vi que os Cullen's se entreolharam, hummm que interessante, mas agora tenho certeza que não estou louca, comemorei.
-que lobisomens bella — disse o bebê seboso rindo e dando uma piscadinha pra mim, fala sério se eu prestar mais atenção garanto que vejo leite escorrendo de sua boca.
-só gritei pra vocês ficarem mais atentos, se continuar nesse ritmo daqui a pouco estarão dormindo e babando — na verdade eu exagerei, todos estavam bem atentos a minha explicação e alguns meninos na minha bunda, mas tudo bem.
Quando chegou à hora do almoço fui guardar minhas coisas na sala dos professores, mas quando cheguei lá dou de cara com Edward, ele está me perseguindo é uma pena que prometi ao papito não agarrar mais nenhum aluno, suspirei triste.
-desembucha — falei indo na direção do meu armário, mas não cheguei até lá, o gostosão segurou meu braço e me puxou, mas eu me desequilibrei e minhas coisas foram ao chão, olhei pra ele pronta pra xingá-lo, mas perdi a voz, ele estava bem próximo de mim com os olhos negros, mas não eram dessa cor.
-não gosto de dever nada a ninguém — disse bem baixinho, o que eu estava pensando mesmo?
-não entendi — fui sincera, se ele tem dívidas problema dele eu não pago nem as minhas.
-vim devolver o beijo — ele sussurrou no meu ouvido e deu alguns beijos no meu pescoço, eu prometi ao papito que não agarraria ninguém, mas não falamos nada sobre eu ser agarrada, senti um frio no estômago e a respiração ficou presa, olhei bem pro seu rosto e perdi a linha do pensamento quando ele me beijou, mas seu beijo era delicado e cuidadoso, nada comparado ao que dei nele ontem, sem duvidas eu tinha mais experiência, não faz mal eu ensino ele. Parei o beijo e disse.
-faz assim — e grudei minha boca na dele de uma forma que a algumas décadas atrás seria considerado pecado, suguei seus lábios e a invadi sua boca com minha língua, seu gosto era muito diferente mas muito gostoso, então senti suas mãos deslizando por minhas costas e eu fiz o mesmo, mas fui direto na sua bunda onde apertei com vontade, sua bunda também era muito dura, com uma das mãos apertei seu membro por cima da calça, ops acho que assustei ele, porque ele parou o beijo e se afastou.
-não fiz nada — me defendi rapidamente, ele que não se sentisse assediado foi ele que me agarrou e eu só retribui.
-você é muito apressada — disse respirando fundo, eu apressada? Ele é virgem por acaso, o analisei bem, ele passava as mãos nos cabelos sinal de que estava nervoso, sim ele era virgem, mas eu esperava o que, um garoto de dezessete anos experiente em sexo? é, eu esperava isso mesmo.
-você é virgem — afirmei e segurei o riso porque ele ficou constrangido, mas não corou estranho, sussurrei pra mim mesma — que delicia — e passei a língua nos lábios.
-acha uma delicia estar com um virgem — ele ouviu? Bom isso não importa.
-não muito, mas eu sendo uma ótima professora adoro ensinar — disse dando uma piscadinha e me abaixando pra pegar meus materiais que estavam no chão, propositalmente virei a bunda em sua direção e tive o prazer de ouvi-lo suspirando, os juntei sem pressa alguma e me levantei pra guardá-los — deseja mais alguma coisa — perguntei sem olhar pra ele.
-desejo sim, mas não é certo — com isso olhei pra ele que estava com uma expressão culpada no rosto, fiquei triste por ele.
-não se preocupe, não vou acusá-lo por assédio, por mim ninguém além de nós dois e o papito fica sabendo que você me beijou — não entendi sua expressão, o que foi que eu disse?
-contou a Charlie que me beijou ontem? — perguntou com duvida.
-contei que você — apontei meu dedinho indicador pra ele — ficou excitado na minha frente — disse e me aproximei colando meu corpo no dele, o safado não se afastou e ainda passou um braço por minha cintura impedindo que eu me afastasse — e eu não sou de ferro e confesso que estou sem sexo a um tempão, e você é a porra de um gostoso — com isso ele me beijou desesperado, ISSO, me esfreguei nele com vontade e senti sua mão apertar minha bunda, mas a felicidade do pobre dura muito pouco, quando percebi eu estava sozinha na sala, olhei confusa ao redor, será que eu sonhei com isso? Senti meu lábio um pouco inchado e passei os dedos nele, não foi sonho, foi real, mas porque ele saiu tão rápido e sem me dizer nada exatamente como ontem, senti uma raiva imensa dele, ele não tem o direito de fazer isso e sumir, senti meus olhos arderem pela vontade de chorar.
-BELLA — algum infeliz gritou
-PORRA DO CARALHO QUE SUSTO — gritei de volta e olhei pro Sr. Cloope que ficou sem graça, sorte que Edward havia saído se não esse jumento teria nos visto juntos.
-desculpe, mas não vimos você em lugar nenhum, vim chamá-la pra almoçar — me convidou e fez um gesto pra mim ir na frente, ele não precisou dizer duas vezes eu sai correndo a toda velocidade o deixando para trás, só parei quando cheguei ao refeitório e bati em uma parede, mas não havia parede ali, senti uma forte dor na cabeça e tudo escureceu, outra vez.
PVE
Ouvi na mente do Sr. Cloope que ele estava procurando bella, senti muita raiva, não era educado deixar bella sem dizer nada, mas ele não poderia nos ver juntos daquela forma, nos beijando e eu pegando na sua bunda, simplesmente sai correndo e dei a volta na escola, entrei tranquilamente no refeitório e fui me sentar com meus irmãos.
-onde está Emmet? — perguntei a eles, já que eu não o vi em lugar algum.
-foi espiar pra ver pessoalmente você com ela — disse Alice dando um risinho, bella me distraiu de tal forma que me admiro ouvir o Sr. Cloope.
-não fique chateado com ele, nós também queríamos ir, só pra ter certeza que você estava mesmo dando uns pega — falou Jasper rindo abertamente, me afundei na cadeira, onde está minha privacidade?
-ele está vindo — disse Alice e olhou em direção a porta, ele entrou e ficou parado se sentindo confuso, até coçou a cabeça e se perguntou "pra onde eu estava indo?" só revirei os olhos, mas então vimos bella entrando correndo no refeitório parecia estar fugindo de alguma coisa, trancamos a respiração ao vê-la ir direto pra cima de Emmet que continuava parada feito uma estátua, para o azar dela, ela não desviou e bateu com força nas costas dele, com a força do impacto ela caiu pra trás e apagou, imediatamente sentimos o cheiro de sangue e Emmet parou de respirar olhando pra ela, mas nossa preocupação era Jasper, olhamos e não o vimos ao nosso lado, travei o corpo ao vê-lo ao lado bella.
-Jazz, por favor — sussurrou Alice em pânico, senti muito medo de que ele fizesse algo a ela, não poderia permitir que ele machucasse a única pessoa que me despertou paixão em todos meus anos de vida, levantei-me pronto pra defendê-la quando ouvimos ele dizer.
-saiam da frente, ela precisa de um médico — imediatamente os alunos que se amontoaram em volta deles se afastaram e vimos Jasper saindo com bella no colo e dizendo a Emmet — ligue para Carlisle e diga que estamos levando bella — e depois murmurou muito irritado para Emmet — seu irresponsável.
Saímos atrás dele que entrou com bella no banco de trás do meu carro, Alice foi dirigindo, mas também estava preocupada com bella e Jasper, ele poderia perder o pouco controle que tinha a qualquer momento mesmo estando focado em não machucá-la, Emmet e Rosalie permaneceram na escola, já era perigoso um humano sangrando ao lado de três vampiros, imagine se fosse cinco.
Quando chegamos ao hospital vimos Carlisle estacado no lugar vendo Jasper saindo do carro com bella no colo, não era pra menos, já que sua testa estava sangrando, por pouco que ele não pisou num coelho, sorte do bicho que sentiu o perigo e correu para floresta.
-me dê ela — pediu Carlisle muito orgulhoso, Jasper entregou bella e só depois que Carlisle se afastou que ele foi respirar.
-fui ainda mais irresponsável do que Emmet, não deveria ter me aproximado dela — ele se lamentou e apoiou as mãos na parede.
-Jasper estamos orgulhosos de você — disse sinceramente, Jasper jamais havia se controlado dessa forma e isso só aconteceu porque gosta muito de bella, seu carinho e sua preocupação por ela foi maior que sua cede.
-você conseguiu se controlar numa situação dessas, não pode se lamentar e sim comemorar — disse Alice o abraçando e o beijando, Jasper se sentiu melhor mas não muito.
-e você Edward, gosta tanto dela que me permitiu ficar com ela enquanto sangrava — ele acusou.
-estava monitorando cada pensamento seu, e todos eles estavam concentrados em ajudá-la — falei ainda orgulhoso, hoje Jasper havia dado um grande passo, precisávamos comemorar.
-vou avisar Charlie — quando Alice disse isso vimos à viatura policial entrar a toda velocidade no estacionamento do hospital e um Charlie em pânico sair dela vindo em nossa direção, aqui as noticias corriam rápidas.
-onde ela está — disparou.
-papai está cuidando dela — respondi e ele entrou feito um furacão no hospital, achei que ele derrubaria a porta.
-ele a ama muito — comentou Jasper sentindo o quanto ele estava preocupado.
Depois de alguns minutos Jasper já estava se sentindo melhor e entramos pra saber como bella estava, procurei pela mente de Carlisle e vi que bella já havia acordado e estava bem, comuniquei a eles e todos relaxamos, quando foi que nos apegamos tanto em bella, mesmo sabendo que ela não era normal eu não saberia responder.
Aguardamos até bella ser liberada, quando ela apareceu estava abatida e com uma aparência sofrida, mas foi só olhar pra nós ali esperando por ela que veio correndo e se jogou em cima e Jasper, parece que ela não aprendeu a lição.
-fiquei sabendo que você me ajudou obrigada leãozinho — disse sorrindo abertamente, nem parecia que sofreu um acidente e que havia ficado inconsciente.
-de nada, é bom vê-la bem — disse Jasper a abraçando e a erguendo do chão, ela gargalhou com isso.
-obrigado por trazê-la até aqui — agradeceu Charlie à nós, ele estava tranqüilo, o susto já havia passado.
-não foi nada de mais — disse Alice — pode levá-la para casa que eu levo o carro dela — se ofereceu e eles concordaram antes deles irem embora bella praticamente me comeu com os olhos e sussurrou "vai ser gostoso assim lá na minha cama" foi inevitável não ficar constrangido, porque ela saiu com Charlie ainda murmurando "no meu sofá, no meu banheiro, oh céus" e Jasper sentiu que ela estava ficando excitada, fiquei muito sem graça.
Fomos logo atrás, mas estacamos com uma cena muito estranha, mas muito mesmo.
Bella estava parada no meio do estacionamento olhando ao redor como se procurasse alguma coisa, depois franziu o cenho e Charlie perguntou.
-o que foi? — disse também olhando ao redor.
-nada — ela sussurrou — mas estava aqui que eu sei — o que estava ali? Olhamos ao redor pra ver se encontrávamos alguma coisa que pudesse pertencer a bella, mas não achamos nada, nos olhamos confusos. Então bella enfia o dedo indicador na boca o tira e cospe nele, o ergue apontando para o céu, dá um giro com uma expressão bem atenta e sai correndo em direção a floresta, mas ela era bem rápida, porque rapidamente sumiu entre as árvores.
Charlie olhou pra nós de olhos arregalados, eu olhei pra Alice que olhou pra Jasper que olhou pra mim e pensamos na mesma coisa: bella+floresta= problemas, trancamos a respiração e saímos numa velocidade considerável até entrar na floresta, depois saímos procurando e usando nossas habilidades, mas não encontramos nada, como ela fazia isso nós não imaginávamos, o cheiro dela se confundia na floresta por isso ficava difícil encontrá-la, poucos minutos depois ouvimos os gritos de Charlie pedindo que voltássemos, foi o que fizemos e qual não foi nossa surpresa ao ver bella encostada na viatura segurando "o" coelho, mas como? Não era só a mim que ela estava enlouquecendo. Mas espera um pouco... Como bella viu o coelho se ela estava desmaiada quando chegamos aqui? Ou ela não estava? Rapidamente pensei sobre o que conversamos dentro do carro e foi com alívio que constatei que não havíamos conversado sobre nada, ficamos muito preocupados enquanto ela permanecia quieta, sabe-se lá o motivo.
PVB
Minha consciência voltou e eu estava no colo de alguém, quando isso acontece sempre à primeira coisa que penso é que fui seqüestrada, portanto permaneci em silêncio, na primeira oportunidade eu escaparia, senti quando o carro parou e alguém se movimentou comigo no colo, abri só um olho e a primeira coisa que vi foi um coelho muito fofinho, ele era branquinho e tinha os olhinhos vermelhos, não sei por que me lembrei de James, quero o coelho pra mim e vou chamá-lo de James em homenagem ao meu amigo vampiro, a segunda coisa que vi, ou melhor, ouvi foi a voz de Carlisle, fechei meu olho rapidamente e senti ser passada à alguém, deduzi ser o doutor.
Quando me senti confortável "acordei", nesse exato momento o papito entrou no pronto socorro, respirei aliviada, essa foi por pouco, o papito sabia quando eu estava fingindo ele era o único. Depois me examinaram e viram que eu só tinha um pequeno corte na testa, mas era fundo e foi preciso dar pontos, como não sou mais nenhuma criança não reclamei.
Na saída agradeci aos Cullen's por me ajudar, mas quando cheguei ao estacionamento lembrei de James, eu precisava saber a direção do vento pra deduzir onde ele estava com meu dedo molhado ficou fácil saber, saí correndo antes que ele mudasse a direção, o encontrei paradinho no meio do mato, era como se ele estivesse me esperando, tanto que não correu quando me aproximei e o pequei, fiz um carinho nele, mas ele estava precisando de um banho, corri de volta para o estacionamento e vi o papito aflito.
-bella o que você foi fazer no ......- e parou de falar olhando James, resolvi fazer as apresentações.
-esse é James Junior Swan, e esse é o papito Swan, digam oi — pedi alegremente.
-oi James, seja bem-vindo a família — papito estava com a voz um pouco esganiçada, porque será? — vou chamar os Cullen's que foram procurá-la na floresta — falou e foi rapidamente chamá-los, mas porque eles foram atrás de mim? Que gente mais doida.
Encostei-me na viatura e fiquei fazendo carinho no meu James, sério ele estava precisando urgentemente de um banho, depois de alguns minutos eles chegaram e olharam estranho pra mim e pro James.
-James esses são os Cullen's, digam oi pro James — pedi mas eles não se aproximaram e não falaram nada e James ficou agitado, o segurei com mais força pra ele não escapar, continuei apertando com toda minha força até o papito gritar.
-ESTÁ MATANDO ELE — olhei pro James e ele estava com a lingüinha de fora, aliviei o aperto e dei uma sacudida pra ele respirar normalmente, mas não teve jeito, aquele foi o ultimo dia de vida de James Junior Swan.
FIM DE SEMANA
Eu não fui trabalhar a semana toda, e na sexta não quis ir pra uma boate, estava muito abatida por ser uma assassina de coelhos, ele estava lá no cantinho dele no meio do mato e fui atrás só pra acabar com sua vida e suas chances de construir uma família, o papito estava sempre por perto e me alertava para uma possível depressão, eu não me importava, merecia morrer seca e desnutrida pelo que fiz ao falecido James.
Só me animei no sábado de manhã porque Alice me passou uma mensagem dizendo que estava com visitas e que era pra mim ir conhecê-los, eu adoro conhecer pessoas novas. Levantei-me, tomei um banho demorado e relaxante, me vesti e desci tomar café da manhã.
-bella meu anjo que bom que saiu daquele quarto — disse o papito vindo me dar um beijo e um abraço bem caloroso, comecei chorar.
-papito, viu o que eu fiz ao James.
-mas já passou agora me diga aonde vai — pediu e puxou a cadeira pra mim me sentar e eu parei de chorar imediatamente.
-Alice está com visitas e pediu pra mim ir conhecê-los, me animei com isso — disse quicando na cadeira o papito ficou feliz em me ver bem outra vez.
Tomamos café da manhã rindo e falando bobagens, o papito me acompanhou até o carro e disse.
-não mexa em nada e esteja em casa antes do almoço — disse sério e eu concordei, assim que me despedi dele já havia me esquecido o que ele disse, só lembrava pra vir antes do almoço. Fui o caminho cantando feliz da vida e pensando no quanto sou sortuda por ter uma amiga como Alice, a semana toda ela mandou mensagens dizendo que ela e sua família estavam preocupados comigo, ela é um amor de fadinha.
Cheguei e estacionei na frente da casa deles, era sem dúvida muito bonita mas na minha opinião não precisava ter tanto vidro, limpar tudo isso deve dar um trabalhão, se eu morasse ai a primeira coisa que faria era quebrar todos eles e fechar com tijolos e muito cimento, faria até uns piches com desenhos coloridos e escreveria "aqui jaz uma parede de vidro" não sei porque achei graça disso, só sei que sai do carro quase caindo de tanto rir e quando cheguei as escadas não agüentei, me sentei e esperei minha crise de riso passar, só que quanto mais eu tentava parar mais eu ria, eu estava até sem ar quando uma alma piedosa veio me socorrer.
-bella porque está rindo — disse Jasper vindo me levantar, tive que me segurar nele pra não cair.
-não sei — disse entre risos e ele me pegou no colo, encostei minha cabeça no seu ombro e continuei rindo, pedi a deus me ajudasse a parar, caso contrário me achariam louca, senti uma superfície e percebi que estava na cozinha e sentada numa cadeira, ele continuou me segurando, alguém me deu um copo d’água e com muito esforço de minha humilde pessoa eu consegui beber, depois eu respirei fundo e consegui controlar, obrigada deus.
-obrigada — agradeci e soltei o copo em cima da mesa, então percebi que ali estava cheio de gente e algumas me olhavam como se eu fosse um E.T. — oi, sou Isabella Swan — me apresentei educadamente afinal o papito me educou muito bem, eu tinha que demonstrar isso. SILÊNCIO...
-bella esses são alguns parentes que moram no Alaska e vieram nos visitar — disse Alice depois de um minuto de silêncio. — esses são nossos tios Carmem e Eleazar Denalli — segurei o riso, que nome mais feio Eleazar deve ser muito azarado, quero ele longe de mim — essas são nossas primas Katy — ela apontou pra uma loira que acenou com a cabeça — Irina — apontou para outra loira, segurei o riso outra vez, que família com nomes feios — e essa é Tânia — adivinhem, ela também é loira.
-é um prazer conhecer a professora dos meus primos — falou Tânia, sorri feliz da vida.
-imagina o prazer é todo meu de conhecer pessoas tão...tão — céus cadê a palavra, olhei pra eles, os Cullen's pareciam segurar o riso e os Denalli estavam sérios, mas eu não fiz nada, lembrei — pessoas tão brancas. — quando falei isso Jasper que estava ao meu lado soltou uma gargalhada enorme, olhei pra ele com uma sobrancelha arqueada — não falei nada engraçado — falei a ele e me virei para Alice — preciso conversar com você, em particular — sibilei pra ela.
-claro — ela disse e saiu pra fora, antes de segui-la olhei pro pessoal, meus olhos dispararam em Tânia que me olhava de uma forma esquisita, tadinha dela.
-até mais — disse e sai atrás de Alice, a encontrei encostada na parede, corri até ela e a abracei fortemente — obrigada pelo que fez a minha Magali, não tive oportunidade de agradecê-la antes, obrigada mesmo — ela me abraçou de volta.
-você merece, e como ela está — perguntou rindo e nos soltamos.
-está inteira, não fico pegando nela, sabe, tenho medo de estragá-la — disse um pouco constrangida.
-faz bem, mas vamos entrar — disse e nós voltamos pra dentro da casa, encontramos todos amontoados nos sofás, bando de desocupados isso sim. Nos juntamos a eles.
-então você é professora de história — comentou Carmem, só concordei vagamente, meus olhos estavam presos numa bolsa esquisita que estava num cantinho do sofá.
-e como conseguiu essa façanha? — tive a ligeira impressão que essa frase de Tânia saiu meio maldosa.
-estudando — disse o óbvio e vi os Cullen's segurando o riso.
-mas você parece muito jovem pra ser professora — ela disse ainda num tom esquisito, não me importei sua voz era chata mesmo.
-sou muito inteligente e muito dedicada, tendo essas duas qualidades se consegue qualquer coisa — respondi educadamente.
-mas você não tem namorado, ou tem? — e deu um risinho maldoso, me irritei com isso, quem ela pensa que é pra falar assim comigo, essa loira nem me conhece, mas vou mostrar a ela que não se discute com um gênio como eu.
-não tenho sorte em relacionamentos — confessei humildemente — mas parece que somos duas encalhadas — disse apontando pra mim e para ela, ela fechou a cara, bem feito, era óbvio que ela é solteira por dois motivos, um: se ela tivesse um namorado ele estaria com ela, dois: ela devorava Edward com olhos e ele nem liga, dei um risinho.
-eu não tenho namorado porque não quero, mas ouvi dizer que você quer mas não tem — a bicha loira sabe responder a altura, mas agora acabo com ela, sou muito madura pra ficar discutindo isso com uma estranha.
-como disse não tenho sorte — levantei — nem você — falei e peguei na mão de Alice que parecia concentrada em alguma coisa.
-como assim nem eu? — ela disse e me puxou pela mão, mas ela quase arrancou, segurei o gemido de dor, mantenha a elegância bella, disse a mim mesma e me aproximei cochichando no ouvido dela.
-sabe por que Edward nem olha pra você? Porque ele prefere as morenas — falei e subi com Alice até seu quarto, mas percebi que todos tentavam abafar os risos, menos Emmet que ria alto e Edward que estava olhando minha bunda descaradamente, chegamos ao quarto dela e ela fez gestos positivos com as mãos, mas porque não falou nada? Olhei em sua mão e tinha uma necessaire rocha, meus olhos cresceram e eu a peguei rapidamente.
Quando a abri vi que só tinham perfumes, cremes e maquiagens fiquei decepcionada até ver uma caixa grande de maquiagem, mas ela estava desmontando e eu a peguei distraidamente.
-que má qualidade — murmurei pensativa e ouvi um risinho de Alice, mas nem liguei, como alguém gasta dinheiro numa coisa horrível dessas, eu não me conformava, a analisei bem e derrepente ela desmontou inteirinha, seus pedaços caíram de minha mãos e alguns foram parar no chão, pensei por um segundo, ela já estava em situação precária e eu só acelerei o processo, me senti bem com isso.
-o que fez com meu estojo de maquiagem — olhei e Tânia estava parada na porta com um olhar que deveria causar medo, mas em algum medroso, jamais em uma Swan.
-não tive culpa, ela já estava desmontando, só acelerei o processo — disse sorrindo feliz da vida.
PVALICE
Quando vi bella pegar o estojo de maquiagem na mão fiquei muito animada, eu detestava Tânia por não deixar meu irmão em paz, e eu já aprendi que se bella pegar alguma coisa com esse olhar admirado era certeza que ela estragava, a deixei a vontade pra fazer o que quisesse, até me surpreendi com o que ela fez, ela não desmontou o estojo, ela o quebrou inteirinho, até vi suas veias saltarem nas mãos do tanto de força que ela fez pra conseguir quebrar, parecia que o estojo de Tânia havia sido triturado, e quando ela disse sorrindo abertamente pra Tânia que ele estava desmontando e ela só acelerou o processo eu não agüentei e gargalhei alto sendo acompanhada por bella, tenho certeza que ela nem sabia do motivo pra mim estar rindo, mas mesmo assim ela riu comigo. Eu amo muito essa minha amiga maluca.
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