Como Enlouquecer Um Vampiro
13 Capítulo 13 - Adeus ao radinho
Notas iniciais
Bjksss
PVE
Procuramos bella por algum tempo e não encontramos nada, como isso é possível, nem o cheiro do vampiro nós sentimos, a chuva havia passado mas nosso desespero não, todos nós não fomos capazes de proteger uma humana. Era lamentável isso.
Nossa aflição passou quando Charlie ligou para Carlisle agradecendo a ajuda e avisando que bella estava em casa, que estava com alguns arranhões mas estava bem, fomos imediatamente até lá ver com nossos próprios olhos, ninguém entendia o que havia acontecido, a não ser que por algum motivo o vampiro não esteve com ela, mas a visão da Alice foi concreta como uma rocha, estávamos confusos.
Chegamos quase ao mesmo tempo em que os lobos, eles queriam ter certeza que ela não havia sido mordida, se fosse eles teriam que destruí-la, eu me sentia ainda mais confuso, pois não permitiria que eles a machucassem, na melhor das hipóteses nós cuidaríamos dela nem que fosse preciso ir embora de Forks.
-sinto o cheiro dele — resmungou Paul olhando para os lados, nós também sentimos, saia da floresta e terminava no quintal da casa dos Swan's.
-vou vê-la — anunciou Carlisle e se dirigiu a porta.
-nós também — disse Sam e seguiu Carlisle, todos nós fomos atrás, mas quem se adiantou e nem bateu na porta foi Alice, ela abriu e entrou como se fosse a dona da casa, nós a seguimos.
-desculpe entrar assim mas estava preocupada com bella.....- disse a Charlie que estava servindo bella com uma xícara de chá, mas não foi por nada que vimos que fez Alice parar de falar, foi o que sentimos.
Bella estava enrolada numa coberta bem grossa e encolhidinha no sofá, não parecia triste ou assustada por ter se perdido, parecia manhosa e satisfeita por ver seu pai todo atencioso, mas isso ele era sempre, ela nos viu e sorriu pra nós, havia alguns arranhões no rosto e nas mãos, Jasper nem se incomodou com isso, estava aliviado por ela estar bem, mas tinha um problema e dos grandes, o cheiro do vampiro estava impregnado nela, então ele esteve com ela, a pergunta é, como?
-obrigado por sua ajuda, mas bella está bem, mesmo assim eu gostaria que desse uma examinada nela — pediu Charlie a Carlisle, isso era muito útil, qualquer coisa que tenha acontecido Carlisle veria.
-claro — respondeu e foi até ela, pra variar Alice e Jasper estavam ao seu lado, preocupados e aliviados por motivos óbvios — como chegou aqui — perguntou "casualmente" a ela retirando o cobertor, nos ombros também haviam arranhões mas não era grave, olhamos atentos ao seu pescoço e braços, respiramos aliviados, não havia sinal de mordida, ta que se isso acontecesse ela estaria gritando, mas ter certeza tirou um grande peso dos nossos ombros.
-caminhando — disse como se óbvio e olhou confusa pra ele.
-que bom que achou o caminho até em casa — comentou Seth satisfeito por ela estar bem, mas alguma coisa não fazia sentido.
-não encontrei sozinha — falou e a olhamos com atenção — quando cheguei na estrada encontrei um moço e ele me acompanhou até aqui — ela explicou franzindo o cenho por nossa reação.
-e quem era? — insistiu Alice prendendo os cabelos dela, parecia a irmã velha cuidando da irmã mais nova.
-não conheço muitas pessoas aqui, não sei quem era.
-sorte que aqui as pessoas tem boas intenções — disse Charlie, mas ele estava muito desconfiado, Jasper percebeu isso, mas não sabíamos porque.
-você teve muita sorte, mas porque saiu de lá e entrou na floresta — perguntou Jacob, eles queriam entender como ela saiu de lá sem ninguém ver e sumir a tal ponto que ninguém a achou.
-acordei confusa e pensei que haviam me seqüestrado, pulei a janela e corri depois que lembrei que eu havia matado o Billy e que estava em La Push, tentei encontrar o caminho mas não achava — nessa altura ela estava chorando — fui parar na estrada e conheci um anjo que me ajudou e me estendeu a mão, quando chegamos aqui ele foi embora, o meu deus como tenho uma vida sofrida — se lamentou ainda chorando, apesar do pânico de saber que ela esteve com o vampiro foi difícil disfarçar o riso, ela era muito exagerada.
-calma bebê já passou — disse Charlie — e então doutor, ela está bem mesmo — ele parecia divertido por ouvir bella.
-está sim, foi só o susto — respondeu e se afastou.
-o que acha de tomar um banho, eu a ajudo — Alice sugeriu.
-mas estou cheirosa, o moço bonito disse que eu tenho um cheiro muito bom — depois de ouvirmos isso trancamos a respiração.
-ela é louca — murmurou Paul inconformado, vi em sua mente o que houve durante a pescaria, depois disso tive que concordar, bella poderia ser tudo, menos normal.
-e o que respondeu? — perguntou Jasper completamente perdido.
-eu briguei com ele, eu sempre estou cheirosa, não é porque estava perdida que estaria cheirando mal — respondeu tranquilamente e se levantou com a ajuda de Alice, como assim ela brigou com um vampiro? e ainda saiu viva pra contar a historia.
-posso dormir aqui e faço companhia, amanhã meus irmãos levam meus materiais pra escola e você me empresta uma roupa — Alice queria conversar a sós com bella, estava confusa e queria garantir sua segurança, o vampiro poderia voltar.
-se seus pais não se importarem eu quero sim — bella estava muito quieta, provavelmente pelo susto que levou, imaginei.
-Alice pode ficar aqui — Esme concordou, Jasper ficou um pouco chateado mas se era o melhor para bella ele entendia.
-que ótimo, agora vamos que eu lhe ajudo — e Alice e bella e caminharam em direção a escada, mas antes...
-como era o rapaz que a acompanhou — Jacob queria ter certeza se era mesmo um vampiro, apesar do cheiro era impossível bella ter estado com ele e não ter acontecido nada grave.
-não vi direito, estava escuro — respondeu e balançou rapidamente a cabeça como se estivesse concordando com ela mesma — e obrigada por me procurarem, e lob....digo Jacob — é impressão minha ou ela iria chamá-lo de lobo? disfarçamos o máximo que podíamos nossa surpresa — papito me disse que Billy está bem, essa semana vou até lá me desculpar pessoalmente — e sorriu feliz da vida e Jacob entrou em pânico.
-então vou me despedir dele enquanto ainda está vivo.
-como assim? o meu deus ele vai morrer tadinho dele — ela disse de olhos arregalados e assustada — sorte que eu já pedi a deus que o recebesse de braços abertos e que tivesse piedade de sua pobre e desgraçada alma — nós nos olhamos e seguramos o riso, mas Charlie riu alto.
-bebê meu amor — ele disse e foi até ela que estava quase chorando — foi uma frase fora de contexto do Jacob, ele não vai morrer e tenho certeza que está ansioso para vê-la outra vez — e caiu no riso de novo, bella olhou bem séria pra ele.
-papito porque está rindo — e fez um carinho no rosto dele — divida comigo também quero rir.
-só lembrei de uma coisa engraçada mais tarde eu te conto, boa noite meu anjo — a abraçou e a beijou na testa carinhosamente.
-pra você também, eu te amo — ela disse também carinhosamente e olhou pra nós — tenham uma boa noite e Jacob quero meus peixes — disse séria e subiu com Alice, mas ouvimos ela cochichar.
-vigie o papito, quando ele subir me avisa e corre pro meu quarto.
-bella o que vai fazer — disse Alice no mesmo tom,mas vi em sua mente bella a deixando para trás e terminou de subir as escadas, então Charlie diz.
-me dêem licença só um segundo, pela expressão da bella ela vai aprontar alguma coisa — disse meio nervoso e foi em direção a escada, todos nós ouvimos a conversa delas e agora bella estava encrencada. Alice assim que ouviu o que Charlie disse correu no máximo até bella, a encontrou no quarto do pai dela, ela estava em cima de uma cadeira e mexendo em cima do guarda-roupa.
-seu pai está vindo — disse Alice desesperada e bella pulou da cadeira com uma habilidade incrível, quando vi pela mente de Alice o que bella segurava, não agüentei e soltei uma gargalhada, mas não muito alta.
-diga logo, que mania que tem de nunca contar nada — exigiu Emmet
-diz logo filho — até Carlisle estava curioso.
-não conto — disse ainda rindo, bella segurava um radinho bem antigo, lembrei de uma conversa em que ela citava esse radinho e que seu pai não deixava ela pegar, mas para a desgraça dela, ao invés de correr pro quarto dela ela correu pro.........
PVB
O plano era perfeito, eu não precisava de muito tempo e como o papito estava com visitas não viria atrás de mim, pedi a Alice que o vigiasse e corri em direção ao meu objeto de adoração, encostei a cadeira no guarda-roupa subi em cima e estiquei o braço, quando o senti em minha mão o puxei e dei de cara com Alice me avisando que o papito estava vindo, mas eu disfarcei tão bem onde errei dessa vez, mas ele não pode ver o radinho, olhei para os lados e corri pro banheiro quando entrei ouvi o papito me chamar, dessa vez ele foi rápido mas eu sou esperta, o guardei e sai do banheiro como quem não quer nada dando de cara com ele que estava sério e com os braços cruzados sobre o peito, ops.
-bella — ele disse bem devagar trocando olhares entre mim e a cadeira encostada no guarda-roupa, olhei feio pra Alice porque ela não tirou? tudo culpa dela. — me diga onde está.
-onde está o que, eu não peguei nada — e mostrei as mãos vazias pra ele.
-pela segunda vez, onde está — ele falava bem calmo e bem sério, entrei em pânico olhei pra Alice pedindo socorro — Alice querida, nos dá um minuto por favor.
-claro — ela disse e sibilou um desculpe, só acenei, não tinha jeito mesmo.
-papito eu não fiz nada — menti a ele.
-então o que queria aqui.
-só...só... é isso mesmo só isso — disse firmemente então me toquei na merda que falei — mas e você o que faz aqui?
-esse é o meu quarto e temos um trato, você não entra aqui sozinha.
-não entrei sozinha — o corrigi rapidamente — Alice estava comigo.
-corrigindo — falou ainda sério — o trato é que você não entra aqui sem mim.
-mas você está aqui — isso era óbvio — ou não está — agora fiquei na dúvida, céus ele está ou não.
-não estou — ele afirmou e pareceu segurar o riso, mas isso não importa, se ele não está posso pegar o radinho que essa miragem não vai falar pro papito, sorri feliz da vida e dei pulinhos de alegria, corri de volta pro banheiro na minha máxima velocidade, e freei chocada com o que vi, pedi socorro.
-PAPITOOOOOOOOOOOOOOOO — gritei alto pra ele ouvir da sala.
-bella por deus pra que gritar desse jeito — nossa ele chegou bem rápido.
-alguém fez isso — e apontei horrorizada pro radinho dentro do vaso sanitário, céus como alguém teve coragem de fazer isso com o pobrezinho.
-meu deus tenha pieda....- mas ele parou a frase e respirou fundo — bella quem poderia ter feito isso — ele ficou pensativo e eu também — você não tem idéia de quem pode ter jogado meu rádio, que está a gerações na família que todos os detalhes são em ouro e que custa um bom dinheiro, sem contar o valor sentimental e agora está dentro do vaso sanitário — ele disse bem lentamente e pareceu que alguém riu na sala, mas eram vários risos, porque será que estão rindo? mas qual era o assunto mesmo, LEMBREI e comecei chorar, eu sou uma assassina de radinhos.
-pa...pa..pi..- eu queria pedir desculpas mas não conseguia falar, eu sou sempre tão esperta como pude fazer isso.
-bebê não fique assim — ele disse e me abraçou aí chorei ainda mais, eu era a pessoa mais sortuda no mundo por ter um papito assim, eu não o merecia, não depois de ter estragado seu radinho. — BELLA OLHE PRA MIM — parecia que ele gritava, mas porque gritava, senti alguém me sacudindo e o olhei, estava tão envergonhada, mas ele sorriu e suspirou aliviado — está pálida querida, foi um dia muito difícil pra você, vá para seu quarto tome um bom banho e não se preocupe com mais nada. — ele fez um carinho em meu rosto e chorei mais um pouquinho e resmunguei, se ele não estava bravo comigo o mundo poderia cair sobre minha cabeça que eu suportava, mas jamais suportaria ver meu papito magoado ou bravo comigo.
-o que eu seria sem você — disse e o abracei, ele riu.
-o mesmo que eu seria sem você, nada — me abraçou forte e me levou para meu quarto no colo, eu gostava quando ele fazia isso, me sentia em paz e protegida.
-sinto muito pelo que fiz — mesmo sabendo que estava tudo bem eu precisava me desculpar.
-são bens materiais bebê, essas coisas o próprio tempo destrói, mas os verdadeiros sentimentos são eternos — ele já me disse isso muitas vezes — mas se cair em suas mãozinhas você destrói antes do tempo — completou rindo, só dei um risinho contra isso não tinha argumentos.
-eu te amo — disse quando me colocou no banheiro.
-eu sei, mas eu a amo mais — disse e deu uma piscadinha, dei um sorriso enorme a ele — agora tome seu banho que vou pedir a Alice que fique com você — me falou e desceu, entrei no banho e comecei refletir sobre meu dia catastrófico, quase matei Billy, mas ele está bem isso não importa mais, me perdi na floresta mas meu amigo velocista e nada humano James me ajudou, isso era importante, era impossível alguém correr daquele jeito ainda mais carregando alguém, apesar de estar contente durante a corrida sobrenatural não pude deixar meu lado curioso entrar em ação, ele estava descalço e não parecia machucar seus pés ele era muito duro parecendo uma pedra, mas não era desagradável pelo contrário e tinha um maravilhoso cheiro, parecia viciante e estava gelado como o gelo, todos os livros que já li me faz ter uma leve idéia do que ele seja, mesmo sendo impossível eu não poderia deixar de acreditar, isso era a coisa mais fascinante que já vi.
-bella tudo bem — despertei e olhei para Alice, ela estava encostada na porta do banheiro segurando uma toalha, parecia confusa e preocupada, enquanto refletia esqueci onde estava.
-estou bem, só acho que tudo que me aconteceu hoje me deixou abalada — desabafei com ela, não era totalmente verdade só não estava preparada para ser internada em um sanatório por isso não contarei a ninguém sobre o que verdadeiramente houve, só contarei ao papito.
-venha se enxugue que seu pai está trazendo uma xícara de chá bem quentinho — desliguei o chuveiro e peguei a toalha, sai do banheiro me secando e vi o papito entrando no quarto.
-bella se vista rápido e se deite, não quero que pegue um resfriado — ele disse e pegou outra toalha vindo secar meus cabelos, vi que Alice estava de olhos arregalados e a boca aberta.
-por que está assim — perguntei confusa.
-nada — disse baixinho e não mudou sua expressão, então o papito sussurrou no meu ouvido.
-você está nua na minha frente — agora compreendi, sorri pra ela.
-o papito sempre cuidou de mim, não temos segredos um com o outro — expliquei.
-desculpe minha reação, só achei diferente.
-mas você namora seu irmão de criação e eu não achei estranho — disse tranquilamente terminando de me enxugar.
-vista isso — disse o papito e me alcançou um pijama quentinho, o vesti rapidamente, me senti confortável, ao sentar na cama olhei pra Alice que estava quieta.
-Alice — a chamei e ela me olhou sorrindo.
-vou secar seu cabelo — enquanto ela secava com o secador o papito foi dormir — você não havia me dito que sabia sobre meu namoro.
-e você não me disse que tinha namorado — a cobrei mesmo — mas não faz mal, aqui em Forks são todos fofoqueiros, isso chegou a mim no primeiro dia de aula.
-não contei porque me chateio com julgamentos — ela se desculpou e terminou de secar meu cabelo.
-eu entendo, sabe acho você e Jasper um casal tão bonitinho, você parece uma fadinha e ele um leãozinho.
-fico feliz em saber que não está chateada por isso — e me olhou maliciosamente — o que você acha do Edward. — pensei um pouco.
-ele é muito bonito e inteligente — disse simplesmente e ela me olhou estranho — você quer que diga estou louca pra dar uns pegas no seu irmão que é meu aluno de dezessete anos? — perguntei e ela riu concordando com a cabeça, parecia satisfeita com algo — boa noite Alice — disse rindo com ela e nos deitamos na minha cama.
-boa noite cunhadinha — depois dessa dei uma travesseirada nela que riu ainda mais, ficamos quietas e acabei adormecendo com uma sensação de estar sendo observada.
PVJAMES
Estava cruzando a floresta do estado de Washington, precisava caçar, hoje eu faria a festa com quem cruzasse meu caminho, torci o nariz quando senti cheiro de lobisomens, raça desgraçada, por mim nós organizaríamos um exercito e matava todos eles.
Quando anoiteceu me encaminhei para a cidade mais próxima, também senti cheiro de vampiro, mas não tenho medo de cruzar com eles, eu me garanto.
Mas antes de chegar a cidade um cheiro humano cruzou meu caminho, estava com cede e o segui, só achei estranho sentir um único cheiro, talvez esse humano gostasse de andar pela floresta a noite, azar o dele e sorte a minha, eu gostava de me divertir durante a caça, mas mesmo sendo fácil não desperdiçaria um humano.
O encontrei perto do rio, mas não era ele, era ela, sentia seu medo mesmo a distância, isso era combustível que alimentava meu ego, adorava quando sentiam medo de mim, me aproximei.
-que bela visão — disse a ela, sem dúvida era muito bonita, era raro encontrar humanos tão bonitos hoje em dia, ela olhou rapidamente pra mim e suspirou aliviada, todo seu medo havia desaparecido como um passe de mágica — seu medo sumiu — falei confuso, era pra ela gritar pedir misericórdia e sair correndo então eu sairia atrás a caçando enquanto ela tentava inutilmente se salvar.
-não gosto do escuro, agora que não estou sozinha não tenho medo — disse e se aproximou de mim, interessante.
-pois devia — a alertei e ela pareceu feliz ao ouvir isso.
-como disse não estou sozinha e como não reconheço sua voz deve ser da equipe de buscas, sou bella Swan — disse como se me conhecesse a vida toda, então estava perdida, que sorte a minha, peguei sua mãozinha quente e macia.
-bella swan sou James a não sou da equipe de buscas — e ela arregalou seus olhos verdes, era muito bonita, parece que agora ela entendeu sua situação.
-então vamos ficar juntos já que estamos perdidos — fiquei surpreso, ela quer ficar junto comigo? mas era idiota mesmo, ela olhou ao redor e depois me olhou com ternura.
-você é estranha — disse me aproximando e inalei seu cheiro — mas muito cheirosa.
-não sou estranha — retrucou e colocou a mão na cintura, sua expressão indignada era divertida e não segurei o riso — posso não estar limpinha mas sempre tomei banho — depois dessa gargalhei alto, mas então ela começou rir também, ela era muito estranha.
-porque está rindo — perguntei pra ela, não sei nem porque estou batendo papo com minha comida, mas ela continuou rindo.
-sei — lá — disse rindo e deu de ombros, deixe-me ver se entendi, ela estava rindo daquele jeito sem saber do porque ria, senti minha mente dar um nó. — você riu e quis acompanhar — disse e começou me analisar, quando ela olhou em meu rosto encontrou meu sorriso mais maldoso, mas meu desespero ela retribuiu meu sorriso e percebi que ela tinha covinhas, resumindo ela era uma gracinha, mas meu sorriso morreu porque ela me olhava cheia de compaixão.
-não me olhe assim — rosnei furioso e me preparei pra atacá-la, mas ela não se assustou com meu rosnado.
-desculpe, não deve ser fácil pra você estar sozinho e nessas condições — e apontou cheia de pena pras minhas roupas, a medida que ela falava, achando que eu estava perdido e que era possivelmente um mendigo, minha boca ia se abrindo em incredulidade, me ofereceu comida, roupas a até um emprego, disse que não importa nossa situação financeira mas sim o que se guarda no coração, e começou chorar pedindo que eu não a deixasse, eu um monstro sem alma e uma pedra de gelo no lugar do coração e ela queria minha companhia porque tinha medo do escuro.
-repito, você é muito estranha — disse e esperei ela se acalmar, mas senti tanta pena dela por vê-la chorar, não sei porque senti isso, nem sabia que era possível gostar de uma humana insana por sua companhia e não só pelo alimento. — não vou a lugar a algum — informei depois que seu choro passou.
-obrigada — agradeceu e não havia sinal em seu rosto que havia chorado um monte, a única coisa que identificava era seus olhos vermelhos inchados, mas até esses brilhavam de felicidade, então ela começou dar uns pulinhos e murmurar: ele vai ficar ele vai ficar...., segurei o riso — obrigada mesmo — ela agradeceu novamente e me abraçou, fui pego de surpresa, nunca fui abraçado por um humano e nunca quis, mas gostei do seu abraço, lembrei-me de minha irmã quando eu era humano, fazia séculos que eu não lembrava dela.
-acredita em milagres — sussurrei em seu ouvido sentindo minha garganta se fechar de sede e minha boca se encher de veneno, tranquei a respiração.
-não muito — ela disse sinceramente.
-então presencie um — a peguei no colo sem muito cuidado e corri em direção a cidade, enquanto corria ela ria, eu tinha duas opções, me alimentar dela, descartei isso assim que pensei, ou levá-la para casa, foi o que fiz, me pareceu que ela não tem muito juízo é bem capaz de ficar andando pela floresta e pedir ajuda ao próximo vampiro que encontrá-la, não estou me arriscando por nada, só tinha uma certeza, ela ficaria bem. — não diga a ninguém — disse seriamente assim que chegamos, eu sendo um excelente rastreador foi fácil pegar seu cheiro e seguir na direção correta, parei quando vi a casa que estava impregnada com seu cheiro.
-faz de novo — pediu e fez uma carinha muito fofa, tive que rir.
-não, adeus — e a soltei, isso já tinha ido longe de mais, corri dali sem olhar para trás, se alguém soubesse o que fiz, ririam de mim por toda a eternidade, mas que merda dos infernos, resmunguei e voltei, fiquei observando ela que estava sentada nos degraus da escada, esperando por alguém ela fez uma cara pensativa e murmurou olhando para o céu : Deus tenha piedade do Billy, perdoe seus pecados mas só o conduza a vida eterna se ele merecer.
Saí de lá quando um carro muito bonito parou e um homem que era tão parecido com ela que só poderia ser seu pai desceu desesperado e correu até ela a abraçando e a beijando, era um momento carinhoso demais para meu gosto, por isso fui embora, mas fui rindo de tudo o que ela murmurou sozinha, ela era não era normal, eu não fui normal ao ajudá-la. Não quis caçar ali, vai que me mato algum amigo seu, quando virei um idiota? minha fixa caiu e me desesperei.
Notas finais
Bjksss
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