Como Enlouquecer Um Vampiro
12 Capítulo 12 - A Pescaria e o "Amigo"
Notas iniciais
Bjksss
PVB
Enquanto íamos pra La Push eu não parava quicar no banco do carro, eu amava pescar, era uma das minhas grandes paixões, mas a maior delas era os livros seguidos de homens, papito ia me contando sua noitada de farra, não fiquei com inveja porque também me diverti muito, no próximo fim de semana vou convidar a fadinha pra dormir lá em casa, combinamos em quase tudo, principalmente em gostar de se vestir bem, ela é a pessoa mais legal que conheci na vida, tirando o papito,as pessoas sempre tiveram problemas em se relacionar comigo, agora que encontrei alguém como Alice, vou aproveitar sua amizade e com certeza vou lembrar dela pelo resto da minha humilde vida.
-papito eles me trataram tão bem — eu estava muito feliz — Edward até fez uma jarra de suco pra mim, e você viu o café da manhã? tinha tudo o que eu gosto.
-isso é muito bom bebê, você pode chamar Alice pra ir lá em casa quando quiser, percebi o quanto ela gosta de você — meu sorriso quase rasgava o rosto chegou doer.
-vou chamá-la pra dormir lá em casa no sábado porque na sexta eu vou tirar o atraso — caímos na risada, mas a coisa estava ficando insuportável e ficar olhando Edward só piorava minha situação, como ele é lindo, tudinho nele é perfeito não consegui encontrar um defeito nele, mas era meu aluno, não precisava de um processo nas minhas costas por assédio sexual, mas eu seria absolvida, era só a juíza olhar pra ele pra entender meus motivos.
A estrada até La Push era de terra e ao redor só se via floresta, era tudo muito lindo, muito mesmo, mas eu não andaria por ela sozinha e nem acompanhada, tinha muito medo de me perder, meu censo de direção não é muito bom, na verdade ele é péssimo.
Quando chegamos observei bem o lugar, as casas eram próximas e muito simples, mas tinha um ar de aconchego e mistério que me fascinou, fiquei besta, demos uma volta de carro, papito estava procurando a casa do Billy, um cara que ele conheceu na cidade e se deram bem, papito estacionou na frente de uma casa vermelha desbotada e tinha uma picape da mesma cor na frente dela, então vi o Jacob, Seth, Paul e mais alguns armários junto deles, desci com o papito e Seth correu me cumprimentar.
-e aí bella pronta pra mostrar como se pesca de verdade — disse divertido, mas não entendi porque os outros riram e papito ficou sério.
-com certeza — respondi pulando e batendo palmas, estava tão feliz que não me continha, só estranhei eles estarem de bermuda e sem camisa, mas não perguntei, não gosto de ser intrometida.
-sabe onde mora o Billy — papito perguntou a ele, é mesmo precisávamos encontrá-lo.
-bem aqui — e apontou pra casa a nossa frente, nossa que sorte, papito agradeceu e eu dei um tchauzinho a eles e corri atrás do papito ouvindo seus risos, que bom que estão felizes.
Papito bateu na porta e fiquei com medo que ela caísse com a força que ele bateu, o olhei feio, mas era desastrado mesmo, sorte a minha que isso não puxei dele, um homem de cadeira de rodas nos atendeu, pelo olhar de reconhecimento que ele deu ao papito esse era Billy, ele nos cumprimentou e nos mandou entrar, mas ele estava com o nariz franzido como se sentisse um cheiro ruim, cheirei em baixo do braço pra ver se era eu, mas estava cheiroso, papai me deu um cutucão me repreendendo, que é, não posso nem cheirar meu próprio sovaco em paz? o olhei feio outra vez mas ele riu.
-então você é a famosa professora de história — disse Billy me analisando, sorri e confirmei, gostei do "famosa" — sou o pai de Jacob.
-não brinca — disse feliz da vida, era bom conhecer a família dos alunos, assim sabia de seu caráter e não precisava trancar a bolsa com medo se ser roubada, isso já aconteceu comigo e chorei por quase uma semana, levaram minhas moedinhas da sorte.
-isso mesmo, espero que ele não esteja dando trabalho na escola — mas não parecia preocupado com isso, até riu alto, sério mesmo, não é por nada mas esse povo de Forks não regula bem, se eles quiserem eu indico meu ex psicólogo, ele não é muito bom mas com indicação cobra mais barato.
-não dá trabalho nenhum — garanti a ele e o olhei compreensiva e ele me olhou confuso, acho que ele não sabe da homossexualidade do filho, eu o vejo rodeado de garotas mas não pega nenhuma, eu que não vou contar, disfarcei olhando pro lado meus olhos pararam por alguns segundos no sofá deles, tinha um buraco na parte de baixo e aparecia a pontinha de um livro, desviei os olhos mas eu queria ele pra mim, eles não sabem que ali não é lugar de guardar livros? que são especiais e que merecem seu lugar ao sol? me revoltei e segurei o choro, essa vida era tão injusta milhares de crianças não tem acesso a livros e uma boa educação e eles maltratando o pobrezinho o deixando dentro de um sofá velho enchendo de poeira.
-bebê o que foi — disse o papito preocupado, nem tinha visto que estava chorando.
-nada — respondi com a voz embargada e as sequei rapidamente — só me lembrei do José — disse baixinho e não encarei o papito, ele sabia que eu estava mentindo, na primeira oportunidade que tive peguei o livro e o guardei na bolsa, corri até o carro e a deixei lá, depois eles reuniram as varas e fomos na caminhonete chevy vermelha desbotada dele, o papito dirigiu e eu fui no meio deles, depois que peguei o livro me senti bem e voltei minha animação de antes.
Chegamos num rio enorme e o papito o ajudou a sentar na cadeira de rodas, depois levamos as coisas e ele foi na frente indicando o caminho, ele contou que era nascido e criado aqui, e que não existe lugar melhor e mais seguro pra se morar, não entendi porque aqui poderia ser perigoso, só tem mato e poucas pessoas, nem de delegado eles precisavam.
-bella coloque as varas no barco — pediu o papito e eu fiz rapidamente só achei o barco pequeno, caberia o máximo quatro pessoas ali, e não é por nada mas eu sou um pouquinho espaçosa, mas pra tudo tem um jeito, o papito o ajudou a entrar e se acomodar no barco, quando saímos fiz questão de remar, estava tão contente.
-estou impressionado, você é bem forte — Billy me elogiou quando paramos no meio do rio, eu era forte e rápida, foi o papito que me ensinou a remar depois de um pequeno acidente que tive quando fazia aulas particulares de natação, ele me ensinou nadar depois que fui expulsa injustamente, eu já fui muito injustiçada nessa vida, a última foi a Sra. Wilson que me acusou de quebrar seu note book.
-obrigada, mas foi o papito que me ensinou — falei orgulhosa, mas ele riu, gente que cara estranho, começamos pescar mas ele parecia querer competir comigo, mas é muito machismo mesmo.
Mostrei a ele que não se desafia uma Swan, a cada peixe que ele pegava eu pegava três, no fim ele estava desapontado e tínhamos peixe pra dar a todos os pobres do mundo sem necessidade de usar a fé e fazer multiplicar. Mas foi na volta que a desgraça aconteceu, o papito remava e eu e Billy contávamos os peixes pra passar o tempo, ele era muito divertido, me empolguei um pouco e o empurrei mas nem foi tão forte, só que ele caiu no rio e começou se afogar e pedir socorro, mas porque ele não nadava? estávamos quase chegando quando isso aconteceu, então lembrei que ele não andava, como poderia nadar, entrei em pânico e comecei chorar, só então vi que o papito já chegava a margem carregando Billy que parecia estar morto, me desesperei ainda mais, matei o homem, eu sou uma assassina, escondi meu rosto entre os joelhos e pedi a deus que tivesse misericórdia de sua alma e que o recebesse de braços abertos, escutei gritos, tive certeza que ele havia morrido, entrei em choque, e depois tudo escureceu.
PVJACOB
Aquela mulher só pode ser louca, agora eu acreditava em Paul, aquilo não era normal, ficamos reunidos ao longe olhando eles pescarem, mas pela nossa audição ouvíamos seus risos e o quanto estavam felizes, humanos normais seguindo com sua vida,no caso de bella não tão normal mas era não monstros como nós, quando eles voltaram, vimos meu pai dar um empurrãozinho em bella, eles estavam brincando, fazia tempo que não via meu pai tão animado, então aquela louca o empurrou tão forte que o derrubou no rio, não ficamos parados, corremos até eles, mas quando chegamos perto Charlie já saia o carregando, ele estava fraco, mas foi mais o susto, ele tossiu um pouco e respirou fundo, quando fomos perguntar se ele ficaria bem ouvimos os gritos de Charlie, olhei e bella estava com o rosto entre os joelhos e puxava os próprios cabelos, então ela tombou para o lado indo direto para dentro da água, me desesperei, pulei na água e com minha força e rapidez cheguei nela antes de Charlie, v seu belo rosto em baixo d’água, ela estava inconsciente, a peguei e nadei com ela até a margem, a depositei com cuidado no chão.
-bella acorda — disse Seth parecendo desesperado, ele gostava muito dela, até zoávamos com ele por causo disso.
-bella — disse Charlie saindo dá água e vindo socorrer a filha, havia tanta aflição em seu rosto que até o insensível do Paul sentiu pena, ele fez respiração boca a boca nela ele não parou até ela jogar um monte de água pela boca — graças a deus — suspirou Charlie e a abraçou, ela tremia muito, precisava ajudar mas não sabia como.
-ela precisa se aquecer — disse a ele, não poderia dizer "minha temperatura é muito mais quente porque sou um lobisomem então deixe que eu a esquento" isso não pegaria bem.
-bella querida vou levá-la até Carlisle, você vai ficar bem — ele dizia aflito porque ela parecia em choque, ela tremia e revirava os olhos, não gostamos de saber que ela seria atendida pelo sanguessuga, mas ela vivia grudada na anã e não poderíamos fazer nada, esse Carlisle não tinha outra profissão pra seguir, tinha que ser justo médico.
-antes vamos pra casa do Jacob, lá tem fogão à lenha e é bem quente, ela não pode perder temperatura até chegar em Forks — disse Seth, e não é que o pirralho estava preocupado com ela, ta que todos estávamos mas ele era o pior.
-tem razão, vamos logo — falou Charlie e pegou bella no colo, ele correu com ela até a picape e eu levei meu pai, que não tremia tanto porque Embry disfarçou estar o ajudando mas na verdade estava o esquentando, mas Charlie não viu nada, seus olhos não deixavam bella.
Nos amontoamos dentro da caminhonete e insisti para segurar bella e disse que ele era mais experiente e devia dirigir, no caminho eu a abraçava firme pra que ela se esquentasse, ela estava bem gelada, no fundo fiquei com pena dela, mas não posso esquecer que ela quase matou meu pai.
Chegamos e eu entreguei bella a Charlie, fui ajudar meu pai, não poderia usar minha força, não queria levantar suspeitas, mas confesso que perdi a linha do pensamento quando vi Charlie deitar bella no sofá e retirar seu casaco, não era hora pra ficar como uma estátua olhando a blusinha que estava colada ao corpo dela, e que corpo.
-acorda paspalho — disse meu pai e me deu um tapa na orelha, não doeu, mas fiquei sem graça, o levei para o banheiro ouvindo suas piadinhas e seus risos.
Quando voltei Seth estava ali grudadinho nela, estavam sentados na frente do fogão e bella coberta com um cobertor, Seth é o dono da casa agora?
-como ela está? — perguntei colocando mais lenha no fogão.
-está quentinha mas não acordou.
-mas porque? — disse Seth.
-bella não costuma se assustar com as coisas e quando isso acontece ela fica em choque — respondeu Charlie a abraçando, será que ele não tinha visto que ela não era mais um bebê pra ficar no seu colo e ele a ninando?
-ela se assustou quando Billy caiu na água — deduziu Seth
-caiu não, bella o empurrou — o corrigi, foi meu erro.
-onde estavam? só os vi quando retirei Billy da água — disse Charlie confuso, Seth sibilou "linguarudo" agora ele estava certo, preciso me controlar melhor quando fico nervoso.
-fomos ver como estava à pescaria e chegamos a tempo de ver — respondi simplesmente, pra minha sorte ele não fez perguntas.
-a coloque na cama Charlie — disse meu pai entrando já vestido e com uma aparência melhor — ficará mais confortável pra ela.
Depois de meu pai insistir ele concordou, foram para meu quarto e a acomodaram lá, sério que nem privacidade eu tenho, parece a casa da mãe Joana, Charlie ficou um tempo com ela e voltou pra perto do fogão ele estava mais calmo mas não menos preocupado.
-logo ela acorda, vamos lá pra fora esfriar a cabeça — convidou meu pai e saímos juntos, por milagre não estava chovendo, uma coisa eu admirava em Charlie, ele ainda permanecia com as roupas úmidas mas nem por isso reclamou ou pareceu estar incomodado com isso, ele era forte e saudável, pelo visto bella puxou muitas coisas dele, sem contar a aparência, bella era a versão feminina de Charlie de tão parecidos, e bota feminina nisso, mudei os pensamentos depois disso.
Fomos até a oficina mostrar a Charlie nosso meio de sobrevivência, ele achou muito interessante nós sermos tão jovens e responsáveis, ele era rico mas não era esnobe, conversava tranquilamente e até tomou um café que Su trouxe, a conversa estava boa mas Charlie continuava preocupado, então ele foi vê-la e nós permanecemos na oficina rindo e falando bobeiras, mas as coisas mudaram quando Charlie voltou desesperado dizendo que bella não estava no quarto e não conseguia encontrá-la, o pior é que estava escurecendo, mas pra nós lobos seria muito fácil achá-la, pensei mas estava errado, era mais fácil localizar um vampiro do que ela.
Nos dividimos e fomos procurá-la em nossa forma humana, mas não teve jeito, nos transformamos porque não a achávamos em lugar nenhum. Já estava completamente escuro quando cruzei com um cheiro de vampiro desconhecido, como estávamos conectados, entramos em pânico, não acharíamos bella porque um vampiro nômade a havia encontrado antes de nós, mas não desistiríamos tão fácil, Seth voltou pra casa, ele iria instruir Charlie a ligar para os Cullen's, que assim que soubessem que bella estava na floresta e que ninguém a encontrava perceberiam que era grave, eles poderiam procurar fora da nossa reserva, não gostávamos disso, mas era melhor que perder uma inocente pra um deles. Voltamos a nossas buscas, mas nenhum de nós lobos tínhamos esperança de encontrá-la sã e salva. Estávamos revoltados porque ela estava no meu quarto, na minha cama e não fomos capazes de protegê-la, agora na floresta seria impossível.
PVE
Estávamos na sala quando Alice ficou estranha, não era uma visão.
-o que foi Alice — disse Jasper angustiado por sentir a agonia dela, isso não era típico dela, era sempre alegre e saltitante.
-um pressentimento ruim — ela disse e o abraçou.
-desde quando uma vidente tem pressentimentos — ignoramos Emmet, então ela teve uma visão, um vampiro nômade cruzava Forks, só isso.
-o que isso quer dizer? — perguntei confuso.
-ele cruza nosso caminho ou....- mas o toque do telefone a interrompeu, Alice estava tão confusa e preocupada que não viu que ele iria tocar.
-casa dos Cullen's — Carlisle atendeu sem tirar os olhos de Alice.
-é Charlie, preciso de ajuda bella se perdeu na floresta a duas horas e ninguém consegue encontrá-la — disse aflito, todos nós ouvimos e congelamos no lugar, é impossível os lobos não encontrar alguém e se não a encontram....ouvimos Seth pedir pra falar.
-aqui é Seth Charlie está muito nervoso — disse e baixou o tom de voz — Jacob sentiu o cheiro quando procurava por bella, não conseguimos achá-la — resumiu e Alice soltou um grito, era a primeira visão que ela teve de bella, seria motivo pra comemorar se ela não estivesse sozinha numa floresta escura acompanhada por um vampiro de olhos negros, ele estava caçando.
-o vampiro está com ela — quase gritei e saí correndo sendo acompanhado pelos outros, Alice saiu só seu transe e correu comigo, ela estava decidida a não deixar que ele fizesse mal a ela, mas isso não estava ao nosso alcance, começou chover e a visão não mostrava o local onde estavam, me desesperei com a possibilidade de chegarmos tarde demais, o que seria de Charlie, de Alice e de mim?
PVB
Acordei confusa num quarto que não era o meu, e nunca o tinha visto, MEU DEUS FUI SEQUESTRADA pensei desesperada e vi que a janela não estava trancada, nem refleti sobre não estar trancada sendo que fui seqüestrada, pulei a janela e vi que estava quase escurecendo, eu vi num filme que quando anoitece os seqüestradores voltam pra matar o refém, mas eu não entraria pra essa lista, encarei a floresta a minha frente, eu a enfrento mas não serei pega por vagabundos, corri pra que ninguém me alcançasse, estava frio e eu estava sem blusa, eles tiraram minha roupa, será que fui estuprada? então parei subitamente quando lembrei o que houve, pescaria, La Push, barco, Billy na água, morte, escuridão, céus eu estava na casa do Billy, e agora de que lado eu vim? olhei em volta e era tudo igual, apesar do pânico que ameaçava sufocar-me ficar parada não ajudaria, gritar também não, quem ouviria? comecei caminhar sem rumo tentando achar uma saída daquele labirinto assombroso, enquanto escurecia eu caminhava, você é uma Swan, seja forte, pensava comigo mesma, eu precisava ficar calma e voltar pro papito e pra Alice, tenho certeza que o papito pediu ajuda a eles, não gosto de pensar que os deixei preocupados, andei andei e andei, parei quando cheguei perto de um rio, sentei-me porque não agüentava o próprio peso, estava acabada, os braços arranhados os cabelos desgrenhados, céus que dó de mim, e se ninguém me procurar? espantei isso da minha mente, o papito jamais desistiria de me encontrar, não queria pensar em nada a não ser num plano de sair daqui, eu tenho medo do escuro.
-que bela visão — olhei imediatamente em direção da voz, estava escuro e eu não via direito mas fiquei aliviada que alguém havia me encontrado, agora sabendo que não estava sozinha todo o pânico sumiu, suspirei aliviada — seu medo sumiu — sua voz parecia confusa.
-não gosto do escuro, agora que não estou sozinha não tenho medo — disse indo em sua direção.
-pois devia — ele parecia divertido, tadinho estava tentando me animar.
-como disse não estou sozinha e como não reconheço sua voz deve ser da equipe de buscas, sou bella Swan — me apresentei e estiquei a mão pra ele, eu não o via direito, somente sua sombra.
-bella Swan eu sou James e não sou da equipe de buscas — disse pegando minha mão, pelo amor de deus, mais um perdido.
-então vamos ficar juntos, já que estamos perdidos — disse olhando para os lados, é impressão minha ou está ficando mais claro? olhei pro céus e a lua estava aparecendo fracamente, a chuva havia passado, olhei pra ele com pena, tão bonitinho e tão perdido quanto eu.
-você é estranha — comentou se aproximando — mas muito cheirosa.
-não sou estranha — disse chateada e ele riu, pelo menos ele não está apavorado — posso não estar limpinha mas sempre tomei banho — sua gargalhada ecoou pela floresta, ri junto, não sabia do que mas fiz companhia a ele, como já tinha ouvido os risos assustadores de Emmet esse parecia um miado.
-porque está rindo?
-sei — lá — dei de ombros ainda rindo, me sentia leve por não estar sozinha — você riu e quis acompanhar — disse e o analisei melhor, roupas velhas e rasgadas e estava descalço, o cabelo que parecia claro estava preso, no seu rosto encontrei um sorrisão, retribui e seu sorriso morreu, tadinho deve estar sofrendo tanto.
-não me olhe assim — ele disse e saiu um som estranho parecia sei — lá, um rosnado? é bella você pirou.
-desculpe, não deve ser fácil pra você estar sozinho e nessas condições — apontei pras suas roupas, eu não queria humilha-lo por sua vida humilde — mas assim que sairmos daqui vamos até minha casa, tem várias roupas do papito e servirão em você, ele é grandão também, e tem comida na geladeira, você toma um banho come alguma coisa e depois segue seu rumo, olha eu nunca passei por dificuldades financeiras mas não sou esnobe, se você precisar de ajuda pode falar comigo e com o papito se quiser até emprego a gente lhe arruma — ofereci, meu lado bondoso de ajudar as os necessitados entrou em ação, quando ele foi retrucar eu o cortei — não se sinta envergonhado por sua vida humilde e difícil, o que importa é o que temos aqui — e apontei pro meu coração — só estou oferecendo ajuda, não estou pedindo nada em troca, só quero que fique aqui comigo até me acharem, tenho medo do escuro e de ficar sozinha, só isso que peço — não segurei mais as lágrimas, se ele se ofendesse por minha oferta iria embora e me deixaria ali, tentei secar as lágrimas e percebi que ele estava paralisado, o olhei mas mal conseguia vê-lo pelo tanto de lágrimas que saiam dos meus olhos.
-repito, você é muito estranha — ele disse depois de um tempo, ficamos em silêncio enquanto eu me acalmava — não vou a lugar algum.
-obrigada — disse como se não estivesse chorando rios, se ele ficaria então tinha que me animar, dei uns pulinhos feliz da vida e enxuguei meu rosto — obrigada mesmo — e o abracei, o que veio a seguir foi algo que jamais esquecerei.
-acredita em milagres? — disse no meu ouvido, fui sincera com ele.
-não muito.
-então presencie um — e me pegou no colo e correu, mas aquilo não existia, ninguém corria tão rápido, o vento chegava jogar meus cabelos para trás e eu me agarrei nele pra não cair, mas não consegui segurar a gargalhada, eu adorava velocidade mas o papito me colocava muito limites, mas isso aqui era ualllllll, então paramos, o olhei confusa — não diga a ninguém — disse sério e eu concordei com meu maior sorriso.
-faz de novo — fiz minha melhor carinha, e ele riu.
-não, Adeus — me soltou e sumiu isso mesmo ele foi embora e eu que estava olhando pra ele nem vi, céus estou sozinha outra vez, olhei em volta, e fiquei confusa, era minha casa? ELE ME TROUXE PRA CASA, mas como ele sabia onde eu morava? esquece o que importa é que estou sã e salva, corri mas ela estava trancada, então sentei nos degraus, e esperei, se eles estavam me procurando em breve alguém viria aqui, enquanto esperava me pus a pensar no meu amigo James, era quieto mas tão legal, e não importa como, ele me trouxe de volta pro papito.
Notas finais
Bjksss
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