Como Água e Óleo
16 Bônus - II
Notas iniciais
P.O.V. ANTHONY ZABINI
Cath estava linda como sempre. Seus cabelos loiros estavam soltos e trajava um vestido rosa claro. Ao meu ver, parecia um anjo.
Estávamos indo para a praia, conversando. À nossa frente, tio Draco e a senhorita Granger estavam brigando. Como sempre. Acho que esse é o passatempo favorito deles.
Atras de nós, Scorpius e Amélia estavam... Estranhos. Totalmente. O que será que eles fizeram, hein? Só sei que é estranho, já que eles não estão nem se olhando. Bom, olhando eles estão. E corados também. Meu Merlin, o que aconteceu?
E por ultimo, o Alvo. Aquele sempre foi estranho, mas ele estava com uma expressão bem, bem, bem, bem estranha. Parecia que estava no mundo da lua, sabe?
Bom, eu não estava diferente. Na verdade, em vez de estar no mundo da lua, eu estava no mundo da Cath. Aquele sorriso dela, aqueles olhos, aqueles lábios... Eu estava com uma vontade imensa de beijá-la, mas não poderia. Não sem saber se ela sente o mesmo que eu. Cara, é muito difícil ser apaixonado pela melhor amiga e ela ser a irmã do seu melhor amigo. Se eu pudesse te dar um conselho, aconselharia a não se apaixonar por uma pessoa assim. Mas quer saber? Esquece isso. A Cath é perfeita e mesmo se ela fosse a filha de Voldemort eu me apaixonaria por ela. É impossivel não se apaixonar.
-Thony? — escutei ela me chamando. É, acho que viajei um pouquinho...
-Oi? — indaguei ainda aéreo.
-Tá no Moonland? — ela riu de sua própria piada (autora: que vamos confessar, foi meio sem graça). Autora, caladinha, ouviu? (autora: ih, tá nervosinho? Vai pescar! Além do mais, a história é minha. Se eu quiser te matar, eu mato). Mas... Mas, você não vai fazer isso, né? Autora! Autora! Por favor!
Bom... Voltando... Eu não estava na Moonland. Eu estava na Cathland (ô trocadilho horrível!). Sério, eu penso nessa garota 25 horas por dia, 8 dias por semana, 367 dias por ano. Desde que a conheci, eu sou gamado nessa garota. Por que ela tinha que ser perfeita?
-Eu tava meio que pensando...
-Pensando em quê? — ela perguntou, olhando-me curiosa. Merda, tenho que pensar rápido!
-Na viagem. Na casa. E todo mundo junto. É meio estranho, não?
-É estranho mesmo. Parece que o destino quer nos unir! Mas esse papo de destino é furada.
-Quem sabe? — eu falei, fazendo-a me olhar divertida. Naquela hora, finalmente tínhamos chegado à praia. Eu tinha até esquecido aquela sensação boa do sol batendo na minha face e da areia no meu pé.
-Ei, Thony, vamos passear por aí? — Cath me convidou. Eu, como sempre, não recusei.
Fomos andar pela praia, respirar outros ares. Sair um pouco daquele clima estranho que estava na atmosfera. Conversávamos coisas bobas. Sobre Hogwarts, quadribol, sobre nós...
-O que você quer fazer depois que se formar, Thony? — Cath me perguntou, andando até uma pedra grande na qual dava para sentar-nos.
-Não sei. Talvez um auror. Ou quem sabe, professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. São muitas opções. E você? — perguntei interessado.
-Sinceramente eu não sei. — ela sorriu um pouco e foi até a pedra, sentando-se nela e olhando para o horizonte. Ela estava divina. A brisa que vinha do mar jogava seu cabelo para trás, fazendo-a parecer uma daquelas modelos trouxas de propaganda. Na verdade, ela sempre parecia.
Sentei-me do seu lado e também olhei para o horizonte. Mas vira e mexe eu a olhava. Eu não me cansava de contemplar sua beleza. Mas algo parecia errado. Não parecia, estava.
-Ei, o que houve? — perguntei chegando mais perto ao notar que ela chorava. Sim, chorava. Só não sei por qual motivo.
-Nada não. — ela tentou secar as lágrimas com o dorso da mão, mas eu a impedi. Eu mesmo as sequei.
-Ei, pode contar comigo. Fale, eu não vou te julgar nem nada.
-Não sei... — ela disse indecisa.
-Qual é, sou eu. O Anthony! Você sabe que pode confiar em mim. — encorajei-a.
-OK. Vou contar. Mas não ria, ok?
-Pode deixar. Prometo. — cruzei os dedos e os beijei, em sinal de promessa. — Agora me conte. O que houve? — tornei a perguntar.
-Nada demais. Eu só pensei na minha mãe. Eu nunca a conheci e isso me deixa triste. Eu sei que não é só eu que sinto falta dela, mas eu sou a que mais se afetou. É difícil crescer numa casa onde só tem eu de mulher... Eu sei que você quer rir. É bobo, eu sei. Pode rir, eu deixo. — olhei-a com compaixão. Essa era minha Cath. Nunca deixava os outros perceberem suas fraquezas.
-Sabe o que é bobo? Você. — ela me olhou indignada. — Você achou mesmo que eu iria rir disso? Eu não sei o que você sente, mas sei que é verdadeiro. Não se importe em mostrar suas emoções. Pelo menos na minha frente. Eu sempre estarei aqui com você, não importa o problema. Comigo você pode desabafar a qualquer hora.
-Você sempre vai estar aqui? Comigo? — ela perguntou inocentemente, assim como uma criança pergunta aos pais se eles sempre a irão proteger.
-Sempre aqui. Com você. — em um rompante, Cath me abraçou. Abracei-a de volta e sorri. Suas emoções tão sinceras me deixavam em êxtase. Ela era uma garota forte por fora, mas que merecia mais atenção para o que havia dentro.
Depois de alguns minutos, nos separamos. Na verdade, só deixamos de nos abraçar. A proximidade entre nós ainda era curta. Cath sorriu para mim assim como sorri para ela. Olhávamos um nos olhos do outro. Víamos o que cada um foi pensando. E fomos nos aproximando cada vez mais. Cada vez mais perto.
E aconteceu. Algo que há muito tempo eu esperava. Beijamos-nos. E foi o melhor beijo da minha vida. Pois foi com a pessoa que eu estou apaixonado. Sim, estou. Depois de tanto tempo, eu já devia saber o que eu sentia por essa garota.
Nossas bocas se moviam de forma única, como se tivéssemos ensaiado aquilo há muito tempo. Minhas mãos ganharam vida; minha mão direita foi para o seu rosto e minha mão esquerda foi para sua cintura. Eu sentia suas mãos em meus cabelos, puxando-os, motivando-me a beijá-la mais ainda.
Mas, infelizmente, somos humanos. E precisamos respirar. Assim nosso momento mágico foi quebrado quando separamo-nos. E toda a magia se quebrou quando nos olhamos e percebemos o que fizemos.
-Meu Merlin! Eu-eu... Eu... Des...
-Descul... Eu... Não... Desc...
Enrolávamos para falar sobre o que aconteceu. Era difícil acreditar. Mas apesar de tudo, não me arrependo de nada. Foi um dos melhores momentos da minha vida.
-Acho melhor a gente ir. – ela disse levantando-se. Assenti e levantei-me também. Depois disso, um clima estranho se instalou entre a gente. Mas eu sabia que iríamos contornar isso. Eu pressentia. E o meu sexto sentido nunca falha.
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