Era Novembro. Faltavam apenas dois meses para o início das gravações do segundo CD da banda, o Three Cheers For Revenge.Tudo corria muito bem. Até que...

Era sábado e Gerard dormiu no meu apartamento. Em torno das 7h da manhã, o telefone tocou. Era Donna.

" _ Oi.

_ Eliza, eu posso falar com Gerard? É urgente.

_ Só um minuto."

Eu o acordei e ele atendeu mal-humorado. Só sei que depois de uns 15 minutos ele desligou o telefone e chorando, saiu correndo desesperado.

Eu fiquei pasma. Até saí correndo atrás dele, mas já era tarde. Então o telefone tocou novamente, era Donna.

" _ Ahn... Oi

_ Eliza, Gerard está aí?

_ Não ele saiu correndo, não sei para onde, mas eu não sei o que está acontecendo! Será que você pode me explicar? — Eu disse, aflita.

_ Oh não, droga Gerard. Olha, eu...- ela estava chorando e mal conseguia falar — Bem é que Elena, faleceu ontem a noite e não sabemos o por quê, mas... Oh meu Deus , Gerard está aqui."

E desligou sem dispedir-se. Eu fiquei sem reação. Estava muita preocupada com todos. E senti muito pela morte dela.

Acabou que eu fiquei onde estava mesmo. Eu pensei que ficar com sua família era a melhor alternativa para ele, pelo menos naquele dia. À noite, eu liguei para saber quando seria o funeral, se precisavam de ajuda e se Gerard estava melhor, mas ele mesmo quis falar comigo.

" _ Lis eu, sinto muito por ter deixado você daquele jeito.

_ Não se preocupe. Eu sinto muito, Gee. Você está bem? Se quiser posso te fazer companhia.

_ Não. Lis eu não quero que você me veja assim, entende.Será amanhã às nove. — E começou a chorar novamente.

_ Gerard, acalme-se, por favor. Amanhã eu estarei aí então.Tente dormir. Eu te amo.

_ Também.."

Na manhã seguinte, depois do funeral mais lindo em que eu já estive, fui consolar a família e conversar com Gerard. Ele estava pálido e com os olhos inchados. Eu o abracei por um bom tempo e ele começou a chorar.

Depois de muita conversa, ele melhorou. Ele é sempre muito dramático, e se não fosse tão triste, seria cômico. Ele dizia coisas do tipo "não posso viver sem ela", "por que ela me deixou" e " eu devia...". Mas eu desviei a conversa sobre a 'morte' de Elena, para sua vida. Ele relembrou vários momentos que passaram juntos, viu suas fotografias, e se deu conta de que ela era uma pessoa alegre. Isso sempre funciona. Era um momento de muita dor para ele, e eu tentei agir da melhor maneira possível, o ouvindo e apoiando. Depois de horas de conversa, ele me abraçou dizendo:

" _ Obrigado, Eliza. Não conseguiria passar por tudo isso sem você."

Notas finais
Um minuto de silêncio.