Notas iniciais
Com a idade a aproximar-se, aquele que é por muitos conhecido como o pirata mais genial de sempre, decide fazer uma derradeira viagem em busca de um tesouro mítico. Mas como sempre... tudo se complica na vida de Jack Sparrow. (Cena passada três anos antes do ano em que a história se passa.)

Commedia

By Olg'Austen & Jodivise

Prólogo

1740

Ele realmente não saberia dizer como ali tinha chegado. Sim, atravessara o oceano no seu amado navio, que agora não era mais que um amontoado de destroços naquela praia. Sim, tomara como rota o mapa que seu pai lhe deixara e finalmente havia alcançado seu destino. Mas a que preço?

Jack Sparrow repetia essa pergunta para si mesmo desde que as brumas lhe haviam tomado o caminho, fazendo o Pearl se despedaçar. Mas, por mais que doesse, o que seria a perda do navio amado comparado ao que estava prestes a descobrir? Ali, diante daquelas ruínas caídas no esquecimento, onde a pedra cinza se misturava ao verde das heras que as contornavam, o velho capitão sentia o coração acelerar, seguindo pelo traçado daquele mapa.

O que quer que achasse lhe daria as respostas necessárias. O que acontecera com seu progenitor e qual seria seu destino. Cair no esquecimento como um simples pirata que aterrorizara os mares das Caraíbas durante mais de vinte anos, ou pelo contrário, a paga por todas as cicatrizes no seu corpo se reflectiria no tilintar da prata e do ouro, na magia de qualquer poder que o deixasse para sempre gravado na memória de todos?

Sumindo por uma abertura no chão, Jack acendera uma tocha, os olhos escuros como o mais delicioso cacau a mirarem os cantos àquele corredor gélido, onde o cheiro da humidade lhe atacava os pulmões. Mais metros ele teria de andar até chegar a uma sala onde uma mesa redonda se fazia. Sparrow lera os nomes gravados na pedra, admirando o trono que jazia num dos cantos, onde por detrás, grandes janelas mostravam o céu escuro daquele local mágico, onde outrora um grande reino prosperava e ainda hoje povoava o imaginário de todo o homem.

Se a raposa velha do Teague estivesse certa, Jack estaria a um passo de se tornar o homem mais poderoso do mundo, o mais rico e provavelmente viveria para sempre. Não através da imortalidade física, mas da imortalidade que grava os grandes personagens da história nas palavras que se perpetuam no tempo. O centro do mapa apontava exatamente para aquela mesa, mas Jack nada via. O cérebro tão afetado pelo rum dera um clique quando, ao espreitar por baixo, o moreno percebeu um alçapão se fazer visto.

Rastejando, Jack puxara da pistola, fazendo o odor a pólvora empestar o ambiente quando um tiro ecoara, assustando os pombos recolhidos na calha das altas paredes. Retirando o cadeado que fechava aquela entrada, Jack a abriu, encolhendo-se ao máximo para descer umas escadas. A madeira podre rangera ao primeiro movimento, quebrando e fazendo Jack rolar por esta abaixo, estampando-se de cara no chão em terra.

― Raios! ― Sparrow praguejara, sentindo o corpo doer com o impacto. Definitivamente, os tempos em que parecia feito de ferro maleável tinham acabado. A idade se prolongava e perto dos sessenta, Jack percebia tristemente que depois dos cabelos brancos entrelançados aos ainda castanhos nas suas rastas características e às rugas que a pele queimada do sol ostentava, se seguiria a inevitável morte.

Se colocando de joelhos, o pirata respirou fundo, pegando na tocha que ao chão quase se extinguia, enxergando melhor o novo local. Ao princípio lhe parecia a entrada de uma gruta, mas estranhamente, ao percorrer cambaleante o caminho que se mostrava entre teias de aranha, Jack percebia o ambiente quente, tão diferente da típica temperatura fria e húmida de grutas.

Parecia caminhar pelas entranhas de um qualquer vulcão, sentindo as gotículas de suor escorrerem pela testa coberta com a sempre bandana vermelha. Ajeitando o tricórnio à cabeça, Sparrow estancara quando, ao chegar numa nova sala um mundo novo se apresentara aos seus olhos. Aproveitando a luz natural que provinha de uma abertura no tecto onde uma queda de água se fazia, Jack largou a tocha, correndo para o recheio cintilante no meio daquela fonte.

Aqueles tesouros o fariam o mais rico do mundo conhecido, mas algo não batia certo. Na carta que Teague lhe deixara, ali jazia algo que o faria além de rico, poderoso. Mas o que, ele pensava, poderia torná-la tão importante? O nariz retilíneo do pirata coçara, fazendo Jack estancar. Sempre que aquela impressão se fazia, ele sabia que algo não estava certo. E disso ele teve certeza quando, a seus pés a terra parecia ter rugido.

Voltando-se, Jack entrou dentro daquela cachoeira quando percebeu o chão abrir-se e vapores infernais se libertarem dela. Arregalando os olhos delineados, Jack viu aquilo de que sempre fugira em vida. E se o inferno existia... Jack Sparrow tinha acabado de entrar neste...

XX Continua XX

Notas finais
N/As: RATED - T por conter teor adulto tal como violência e insinuação de sexo. Agradará tanto à "male slashers" quanto aos "não-slashers".
N/A- Olga : A idéia de se escrever essa fic surgiu há muito tempo, logo depois que iniciei uma antiga fic minha, "Bons Costumes" (continuação de "Maus Costumes"). Agradeço primeiramente à JodiVise por ter aceitado escrever comigo um gênero de história do qual eu sei que ela é especialista... Não é à toa que, na opinião de muitos e na minha própria, a Vi é a melhor escritora que há no quesito "pirataria"! XD Espero que gostem, leitores!
N/A - Vilma: Depois de uma história lindíssima a qual tive o privilégio de seguir até ao fim, a Maus Costumes, eis que surgiu uma a oportunidade de escrever com minha escritora favorita, a Olga. Espero que gostem desta história e que possam amar estes Oc's piratas tanto como os nossos amados piratas da saga de filmes. Espero que gostem leitoras e leitores e como sempre: Saudações Piratas!
JODIVISE & OLGAAUSTEN