Notas iniciais
sem nada a dizer hoje...apenas..

Muito obrigada, mas muito obrigada mesmo por lerem esta incrível fic!!!!!!
Era estranho ficar na casa de alguém que eu nem conhecia ,mas o mais estranho ainda era que eu confiava cegamente nele...Me sentia diferente na sua presença, não que isso me assustasse...

Logo que Gerard saiu do quarto azul de vergonha, depois Mikey, que ficou sentido de zuar com o irmão mais velho, aproveitei o tempo sozinha no quarto para pôr meus pensamentos em dia.

Era muito confuso tudo o que estava acontecendo...

“Será que eu estou gostando dele?”, ficava sempre indagando mentalmente enquanto olhava para o teto. Contemplando o nada, só os meus pensamentos mesmo...

“Não. Não poderia estar gostando...Primeiramente ele é bem mais velho do que eu. E também, existe tantas outras coisas, tantos outros motivos...”

Sério, por alguns momentos eu sempre me perguntava do porquê de ligar tanto para a diferença de idade... Mas também me perguntava o porquê de pensar em tudo aquilo, afinal...O que estava acontecendo comigo?Será que a solidão estava afetando minha mente e... meu coração?

Fui tirada de meus pensamentos graças ao anuncio de que o jantar já estava pronto.

Queria me levantar e ir comer na mesa junto com os rapazes, mas Gerard não permitiu, “Você ainda está fraca, Cat. Precisa ficar deitada em repouso absoluto, pois você acabou de sair de um desmaio (e olha que já tinha se passado quase dois dias...) e precisa descansar...”, ele dizia só quando eu ‘ousei’ levantar da cama e fui bloqueada pelos braços e mãos fortes segurando meu braço delicadamente, colocando-me de volta na cama. “Irei trazer seu jantar na cama. Olha que chique? Na cama!”,ele sorri para sua própria afirmação, enquanto trazia meu jantar, onde estava com uma aparência muito apetitosa!

Gerard colocou a bandeja em meu colo e depois sentou ao lado de meus pés:

— Você já comeu? – perguntei olhando para ele.

— Sim... – ele olha para mim também e depois para a bandeja.

Na bandeja havia um copo de suco, uma tigela com algo que parecia ser salada de frutas e... “ Com um vasinho e um botão de rosa que roubei do jardim do prédio” diz ele apontando para o botão de rosa vermelha e depois sussurra bem perto de meus ouvidos “Ainda bem que Jorge não viu nada, senão ele ia pegar aquela tesoura de jardineiro e faria um estrago na minha pessoa, se é que você me entende...”, dei uma gargalhada e ele sorriu olhando minha expressão, olha novamente com uma cara de espanto e conclui sua afirmação “ É sério... aquele homem tem um CIÚMES daquelas plantas, que nunca vi na minha vida! Acho que deve ser por isso que ele casou com uma senhora chamada Florinda! Entendeu a piada? Flor, Florinda?”, ele fazia movimentos com as mãos tentando gesticular sua “lógica”, olhei para ele com uma expressão de desentendimento e indagação e percebi que ele me olhava tentando, com uma expressão desesperada, ver se eu ria de sua piada. Não ri de sua piada, e sim de sua cara de ‘Por favor...ri disso, ri disso...’, ele fez uma cara triste e fechou os olhos “Ai, sou Péssimo em piadas...”, diz ele batendo a mão na testa e abaixando a cabeça. Tentei aumentar sua auto-estima falando que ele não era ruim, só devia treinar um pouquinho mais. Ele voltou a olhar para mim e eu, que já estava olhando-o, dei uma risada tímida e o mesmo riu também.

— Bem, vamos comer, sim? – conclui depois que entramos em um tipo de transe de alguns segundos um olhando para o outro.

— Ah! Sim, sim... – ele piscou várias vezes, saindo do transe e voltou a olhar para mim e depois para a porta. – Quer que eu me retire para que você coma sossegada?

— Não...Quero que fique... – “Droga, falei besteira”, pensei — Q-quero dizer, para nós conversarmos mais, entende? – “Droga outra vez! Tenho certeza que estou vermelha ao cubo multiplicado por 1327465168765687!”

— Hã... – estranho que ele não sabia o que dizer também, nem eu mesma entendi sua deslocação repentina – Então ta. Eu fico aqui, certo? Prometo que ficarei quieto. – ele fez sinal de silêncio, com o dedo indicador próximo aos lábios (igual aqueles cartazes de hospital, na qual um enfermeira pede silêncio.) e depois fazendo um outro sinal com a mão, como se zipasse sua boca, fechasse com uma fechadura e depois jogasse fora pela janela.

Bem, devo dizer que Gerard fez tudo isso que eu relatei nesses instantes.

Uma coisa estranha invadiu meu peito, uma coisa que não sentia a muito tempo, que alguém se preocupava comigo...

No dia seguinte, acordei cedo graças ao Senhor “Eu trabalho cedo” Gerard.

Na verdade fui acordada pelo barulho do guarda-roupa abrindo, já que Gerard estava escolhendo suas roupas (um dia desses eu vou perguntar do porquê de colocar suas roupas no guarda-roupa de hóspedes...) .

O observava entre as cobertas seus movimentos; ele pegava uma calça jeans e uma camisa preta, onde nas costas havia um desenho de uma cruz gótica, olhou em direção a cama para constatar se eu acordara ou não. Virei-me para o lado, fingindo dormir ainda (não queria que ele se sentisse mal por tem me acordado então fingi continuar dormindo),ele veio até a cabeceira da cama e passou a mão de leve em meus cabelos.

— Não sei o simples motivo de me sentir tão próximo de você, como estou sentindo neste exato momento... – sussurrava para si mesmo enquanto massageava meus cabelos

Ai...Nesse momento queria tanto abrir os olhos para ver sua reação, mas não podia, não deveria. Não agora.

— Queria ter respostas para minhas perguntas, uma delas é do porquê de me sentir tão atraído por você. Mas não posso ter esse sentimento na qual estou sentindo agora – sentia que sua voz ficava mais firme, mas com um tom de choro.

Ele tocava meu rosto tão carinhosamente, senti uma enorme vontade de chorar. “Por quê?”, pensava, “Por que não pode?”.

Ele repousa sua mão lado da minha, senti meu estômago dar um pulo nauseante de vergonha, e toca seus lábios contra meu rosto e depois sussurra em meu ouvido:

— Mas sei que o nosso encontro não foi por acaso... Disso eu tenho certeza. – e sinto sair de perto da cama, abro os olhos e vejo voltar a procurar suas roupas no guarda-roupa.

As roupas escolhidas foram jogadas em uma cadeira próxima a porta, depois recolhidas por ele e levadas para o outro quarto. Quando saia, escutei um “Durma bem, Cat...durma bem...”, arrepiei-me inteiramente.

Fiz indagações do porquê dele agir como agiu naquela hora, toquei nas maçãs de meu rosto, “Os lábios dele eram tão macios...”, sorri timidamente ao lembrar de suas palavras e indagações perto de meu rosto, novamente meu estômago deu saltos histéricos.

Mas uma pergunta me intrigava... Por que será que ele não queria sentir o que sentia? É o mesmo sentimento que estou pensando? É o sentimento do Amor?

“Mas...”, pensei, “se for o amor...esse amor era por mim?”. Adormeci com estas indagações sem respostas...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.