Notas iniciais
Eh isso aí minhas caras leitoras e leitores...
aqui está o outro capítulo como prometido...
agradeço as que leram e ainda vão ler essa "pequena" história de Comme Les Fleurs!

Beijos e agradeço novamente por lerem!

Outros beijos e boa leitura!

- Mikey, vai lá olhar a Cat. – falei com um som autoritário. Bem, ele era meu irmão mais novo...Uma ótima razão, pois você pode mandar neles...

- Estou assistindo televisão. Não vou agora.

Ou eles mandam em você...

- Obrigada por me compreender, cara. – agradeci sarcástico.

- De nada. – respondeu continuando a assistir sua televisão e nem olhando para minha cara.

- Otário... – sussurrei abrindo a porta do hall.

Mikey nem escutou. Foi bom, porque eu o xinguei com 15 ou mais palavras ofensivas.

Depois de sair do elevador no térreo, fui até o portão do prédio, onde meu carro se encontrava.

- Senhor Way, não pode deixar o carro na frente do prédio, senhor.

- Eu sei, Jorge, foi por isso que eu desci.- respondi acenando para ele distraído e não me importando com os outros avisos ditos pelo porteiro.

Entrei no carro, coloquei a chave no contato e liguei.

No momento em que estava procurando um lugar para estacionar o carro na garagem, comecei a recordar do que havia conversado com Mikey pouco antes de Cat acordar. Diversos pensamentos invadiram minha mente.

“ Será verdade mesmo? ”, pensei, “ Será que eu estou gostando dela? ” “Não! Não posso gostar dela!Ela mais nova e eu nem a conheço direito...”, continuei refletindo neste assunto, onde fui invadido por um trase repentino onde ela aparecia na minha mente sorrindo, depois eu de mãos dadas com ela andando pela praça e depois mudando para um Gerard velho, sentado em uma balança no quintal de uma casa e uma Caterine bem mais nova, entrando na casa com um rapaz da mesma idade, dando risinhos abafados e olhares pervertidos um para o outro.

Fui tirado de meus pensamento graças à buzina ensurdecedora de uma carro que vinha em minha direção, foi ai que percebi que estava na contra-mão, virei meu carro com uma rapidez que mesmo me assustei. Só escutei o cara do carro gritar “seu barbeiro filho da puta! Primeiro tira carta, depois dirige!”, e eu em resposta (é claro, não ia deixar barato um cara me xingar assim!) “Ah, Vai se fuder seu escroto retardado!”. Acabado os “pequenos” xingamentos de dois rapazes nervosos com a vida, estacionei meu carro próximo ao elevador de saída da garagem.

Subi de volta para o “Apertamento”, quando cheguei na sala constatei que Mikey não estava lá.

- Ué? Onde é que ele foi? — sussurrei para mim mesmo enquanto olhava em volta da sala.

Foi quando ouvi risos vindo do quarto onde Caterine se encontrava. Aproximei do modo mas silencioso possível e me encostei no batente da porta, só prestando a mais pura atenção na conversa deles. O que será que eles riam tanto?

Mikey estava sentado na cama ao lado dela, rindo freneticamente.

- Mas aí, Cat, você tem namorado? – Mikey fez esta pergunta tentando abafar seus risos.

Quando ouvi essa pergunta um enorme medo caiu sobre mim. E se ela tiver? O que eu vou fazer? “Tenho que parar de pensar nisso...”pensei balançando a cabeça para tentar tirar essa idéia da minha mente.

- Hã? – até ela se assustou com a pergunta – N-namorado?

- É, namorado. Você tem ou não? – Meu irmão não ria mais, agora projetava uma expressão de curiosidade no rosto.

- Ah,não... Não tenho.

Ao ouvi Caterine dizendo que não tinha namorado foi como que se sol voltasse a brilhar em uma manhã sombria. Sentia uma alegria enorme. Com aquela notícia, minha empolgação foi maior do que pensei. Virei rapidamente para ir em direção a sala, escorreguei no tapete do corredor, ecoando um baque oco. Quando cai, fechei meus olhos para não ver onde caia. Ainda no chão, abri lentamente os olhos, me deparando com dois corpos virados exclusivamente para mim.

Bem, como posso dizer? Estava de frente para porta, ou melhor, estava com a minha cabeça na frente da porta do quarto de Caterine, onde dois seres, que na qual pude reconhecer perfeitamente, olhavam para mim com uma expressão tão estranha que não consegui nem decifrar que olhares eram aqueles nos rostos de ambos. Comecei a corar estrondosamente, ainda caído no chão, parecia que meu corpo tinha paralisado com a vergonha que me invadia.

Os dois continuaram a olhar para mim ainda mais atentos. Ambos se entreolham, me observam novamente e depois começam a gargalhar sem descanso... Rindo da minha situação... Rindo da minha cara.

O que mais ria era Mikey, que quase caiu da cama de tanto rir.

- Hahaha...Muito engraçado, Mikey, muito engraçado... – Me levantei, ainda corado, olhando com raiva para Mikey, que continuava a rir compulsivamente.

- Mano, que você tava fazendo ai? Ouvindo nossa conversa? Que coisa feia, hein... É isso que você ensina para seu irmão mais novo, aqui? – falava ele, apontando para si mesmo.

Como se aquela situação não fosse constrangedora o bastante...

- Hã? Eu?... – corei mais ainda com a pergunta “nada inconveniente” de meu “irmãozinho” mais cretino, digo, otário...quero dizer...querido.

- Ah! É que estava passando e escorreguei nesse tapete, aqui. (ainda bem que eu era bom em desculpas elaboradas...) Eu já te disse, Mikey, precisamos comprar outro tapete para por nesse corredor. Esse escorrega muito!

Bom eu não menti totalmente, só omiti alguns fatos.

Ok, eu menti... Mais ninguém precisa ficar sabendo, certo?