Comings and goings of love - EM HIATOS
26 O passado bate á sua porta
Notas iniciais
Antes
“A peguei no colo e me levantei para agradecer.
– Obrigada por ter encontrado ela estou mui... – Perdi a fala quando eu vi de quem se tratava. Era aqueles, era aqueles olhos.”
Agora
Damon
– Filho você não acha que está na hora de parar de me bajular? – Perguntou a minha mãe
– Não mamãe eu quero ficar com você – Imitei a Charlie quando queria alguma coisa
Ela começou a rir, segunda feira fizemos o exame sobre a gravidade do tumor, mais só sai em duas semanas e nesses dias antes do resultado estou uma pilha.
– Damon está na hora de você sair dessa casa – Falou – Eu estou bem – Comentou
– Não mamãe – Falei me jogando no sofá
– Damon Joseph Salvatore – Falou brava a olhei assustado e levantei as mãos em sinal de rendição.
– Okey. Vou me arrumar e sair – Me levantei do sofá e fui tomar um banho.
Tomei banho rapidamente e coloquei uma roupa qualquer.
– Estou saindo – Avisei, dei um beijo na minha mãe.
Peguei o carro e decidir ir para o Shopping. Cheguei e fui na livraria comprar alguma coisa boa para ler. Saí com dois livros.
Andava despreocupado e senti alguma coisa bater nas minhas pernas.
– Ei – Olhei e vi uma menina que tinha no máximo uns seis anos, olhos azuis meio acinzentados e cabelos castanhos.
– D-desculpa – Ouvi a voz de choro dela
– Ei – Me abaixei e fiquei na altura dela – Qual seu nome? – Perguntei
– Ammy – Falou com o rosto banhados em lágrimas
– Ei, Ammy você está perdida? – Perguntei limpando as suas lágrimas
– S-sim – Falou com a voz falha
– AMÉLIA – Ouvi um grito feminino e um borrão correndo e pegando a menina pelos braços.
– Minha filha nunca mais faça isso, pelo amor de Deus – Ouvi a mulher com a voz de choro
– D-desculpa mamãe – Se desculpou a pequena Ammy chorosa
– Tudo bem meu amor, não precisa chorar – Falou a mulher que ainda não tinha conseguido ver o rosto dela. Limpando ás lágrimas da garota.
Ela se levantou com a menina no colo, mais eu travei, senti meu coração parar no peito.
– Obrigada por ter encontrado ela estou mui... – Mais sua voz parou do nada travando.
Autora
Nos olhos de ambos havia um misto de medo e surpresa, algo indescritível, Damon suava frio e sentia suas pernas tremerem, Elena não estava muito diferente seus olhos estavam praticamente sem vida e seu rosto tão branco era como se todo seu sangue tivesse sumido no momento.
Aquilo estava se tornando praticamente insustentável mais as palavras haviam sumido de ambos. Amélia havia percebido a situação ela se perguntava o que havia acontecido com sua mãe.
– Mamãe – A voz doce da menina com um leve sotaque inglês quebrou o clima.
– S-sim – Foi a vez da morena tirar seus olhos daqueles azuis tão intensos e mudar para outros olhos tão azuis quanto.
– Quanto tempo – A voz do moreno a pegou de surpresa ela quis se matar por ter sentido falta daquela voz grave e forte.
– Digo o mesmo Salvatore – Damon quase enfartou por ouvir seu sobrenome sair dos lábios dela, aqueles lábios que ele tanto sonhou, ele não sabia até agora da falta que a voz doce e forte dela lhe fazia.
Elena levantou os olhos para olhar o rosto de seu ex que não chegou a ser seu na verdade. Ele não havia mudado quase nada continuava com aquele ar prepotente e arrogante com um toque de ironia que ele sempre teve alem disso ainda tinha um toque doce o que foi que a encantou de verdade durante o pequeno espaço de tempo que ficaram juntos. Ele não havia envelhecido nada nesses últimos 6 anos, ele havia tomado experiência parecia mais maduro e homem na opinião dela.
Ele também a olhou e percebeu que seu cabelo não era o mesmo de antes agora estava um pouco menor e em camadas e suas pontas com um toque leve de clareamento, no seu rosto não havia mais aquela garota fraca e delicada mais agora havia uma mulher forte e decidida diria até que ali na sua frente havia uma leoa. Ela estava mais madura esses anos haviam lhe feito bem em sua opinião.
– Mãe! – Ambos ouviram a voz impaciente da garotinha que não estava nada feliz em ser ignorada pelos os adultos, um par de olhos castanhos e um par de olhos azuis se viraram para a menina que revirava os olhos – Bom percebi que a mamãe não vai me apresentar – Falou se virando para a mãe – Eu sou a Amélia – Sorriu graciosamente para o homem em sua frente. Não era um sorriso qualquer era um sorrisinho torto que encantava até o coração mais frio.
A menina esperava que o homem desconhecido em sua frente falasse alguma coisa mais aquilo não aconteceu, ela a olhava com um olhar de curiosidade segundo os conceitos da menina. Aquela demora fez a pequena Ammy bufar de irritação com aquele silêncio. Aquele gesto fez sua tia Margareth soltar um pequeno risinho abafado.
– Eu sou a Amélia e você quem é? – Perguntou, mais nenhuma resposta foi ouvida – Sabia moço é feio não responder aos outros – Acusou o moreno, aquelas palavras fizeram o homem e sua mãe acordar, ela deu um sorriso satisfeito com tal feito.
– Amélia – Sua mãe a repreendeu o que fez a garota revirar os olhos azuis
– D-desculpa – Disse o moreno encabulado com a menina, era tão pequena e tão inteligente o fez sorrir internamente – Sou o Damon – Respondeu com um sorriso de lado sedutor.
A garota o olhou de cima a baixo mais parou especialmente em seus olhos achou engraçada a semelhança dos olhos daquele estranho com o seus.
– Prazer Damon – Deu um sorriso maroto – Tenho 6 anos e você? – Perguntou
Elena ficou mais branca que papel algo que ela nunca imaginou acontecer estava acontecendo sua filha, sua Amélia estava coversando com Damon Salvatore, o homem que era seu pai. O pai que ela nunca havia conhecido e jurava odiar, e Damon estava ali conversando com a filha que achava que nem tivesse chegado a nascer ela temeu que tudo viesse a tona como se uma bomba estivesse á ponto de levar tudo aos ares.
– Tenho 31 – Falou o Homem sorrindo
– Como conhece minha mãe? – A garota perguntou, ele sabia que a menina era filha da Elena mais a palavra mãe saindo da boca da pequena foi como um balde de água fria em cima de si.
– Fomos amigos no passado – Elena se apressou a responder antes que o moreno falasse alguma besteira
– Ammy que tal tomarmos um sorvete? – Perguntou Mag, ela viu o clima estranho que estava no local, a pequena mesmo contrariada aceitou acompanhar a tia, sua mãe lhe deu 20 dólares o que fez a garota pular para a doceria do shopping mais próxima.
O clima estranho tinha voltado novamente então Damon por sua vez decidiu se pronunciar.
– É uma menina encantadora – Sorriu lunático com a esperteza da criança
– Sim ela é incrível – Concordou Elena corada
Então novamente o assunto morreu. Na cabeça da Elena está de frente com o seu passado – Era assim que ela o chamava – Era bem assustador, ela o tinha guardado em um baú á oito chaves – Por segurança – jogado ás chaves fora e o guardou na parte mais funda e sombria do seu peito, mais em segundos tudo veio a tona, aquela sensação que ele sempre lhe trouxe de perigo e ao mesmo tempo de conforto.
Na cabeça do moreno só uma pergunta lhe martelava. Mais aquilo seria possível? Ela poderia mentir para ele daquele jeito? Com toda aquela frieza? Ele não podia acreditar em tudo que estava acontecendo.
– Elena – A voz dele despertou algo nela que a levou á sete anos atrás.
– Damon – Sua voz saiu em um fio tão baixo que ela não se surpreenderia em que ele não houvesse escutado.
Mas muito pelo contrário ela havia ouvido e se arrepiou todo com o seu nome falado por ela.
– A Amélia é filha de quem? – Perguntou na lata, ela o olhou sem reação. Muitas coisas passaram em sua cabeça e em todas as hipóteses eram mentir e até dizer que a menina era adotada, mais ela simplesmente abaixou os olhos – Você abortou mesmo aquele dia? – Ele decidiu perguntar, mais ela novamente não respondeu, ela com os seus olhos marejados olharam para seus sapatos abaixando a cabeça. Suas dúvidas foram esclarecidas.
Amélia era realmente sua filha.
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