Coming back for you...
1 Capítulo único
Notas iniciais
Eu estava lendo um dj KuroTsukki e, nossa, eu precisava fazer uma fanfic desses dois depois daquilo. Não saiu aquilo que eu esperava, mas ainda assim, eu gostei bastante. :3
Espero que, caso apareça alguém por aqui, aproveite a leitura!
“Kei”.
Lembrou-se da voz rouca dele quando pronunciava seu nome pela manhã ou antes de dormir. Também quando faziam sexo. Kuroo sempre tinha aquele dom de conquista-lo com a voz, olhar, carinhos. Mas as coisas haviam mudado muito desde a época que estavam juntos e felizes.
Tsukishima ainda amava Kuroo, tinha certeza de seus sentimentos. Mas ao mesmo tempo que o amava, já não se sentia tão bem ao seu lado. Kuroo não havia feito nada para impedir que aquilo acontecesse, na verdade, só estimulou o término do namoro que tinham.
Kuroo nunca parou para notar em como Tsukishima se sentia quando Kuroo o tratava mal, todas as vezes que o fez chorar, ou quando era duro com as palavras pensando que estava apenas sendo sincero. Ele sempre se colocava no centro de tudo, principalmente no centro do mundo de Tsukishima. Aquilo o cansou. O desgastou.
Não era o tipo de pessoa que chorava por questões românticas, nunca havia chorado por outro homem. Mas seu namoro com Kuroo se resumiu às suas lágrimas e mais lágrimas. E, mesmo quando Kuroo errava, conseguia fazer com que Tsukishima se sentisse culpado e começasse a se reprimir.
Claro que aquele namoro não duraria nada.
Mas Kuroo ainda lhe mandava mensagens. Suspirou e apertou o botão do primeiro áudio das mensagens mais uma vez. Mas a voz de Kuroo não estava rouca e animada como sempre, estava chorosa. Ele soluçou ao final da primeira mensagem, por isso Tsukishima não tinha coragem de olhar as outras.
“Kei”, suspirou e tentou deixar o celular de lado.
“Kei”, fechou os olhos com força. Tinha de saber o que estava acontecendo, certo? E se não fosse em relação a ele? E se fosse algo com sua família? Não, Kuroo não ligava tanto assim para a família.
Tsukishima sabia que seria enganado de novo. Da última vez foi a mesma coisa. Kuroo havia feito sua cabeça para pensar que estava errado, que estava sendo precipitado e impulsivo. Não entendia como aquele homem conseguia afetar tanto as pessoas, mesmo que fosse apenas sarcástico ou coisas do tipo. Havia algo além do sarcasmo e a forma como fazia Tsukishima se sentir mal.
Deixou o celular sobre a cama e passou a andar pelo pequeno quarto de seu novo apartamento, longe de Tóquio. Não queria nem correr o risco de esbarrar com Kuroo. E sabia que, mesmo assim, o homem poderia vir atrás de si; portanto ninguém sabia onde Tsukishima estava morando.
Também havia pedido transferência de faculdade e ninguém sabia para qual faculdade o homem havia ido; até se demitiu de seu emprego. Mesmo com os amigos tentando encontra-lo, Tsukishima só marcava de encontrá-los em lugares comuns que se encontravam antigamente em Tóquio ou Sendai.
Aquilo já tinha por volta de sete meses de duração. Mas, para Tsukishima, era como estar parado no tempo em algum lugar muito frio. Ainda sentia falta do corpo de Kuroo ao seu lado da cama de solteiro apertada, sentia falta de suas risadas. O amava tanto que chegava a doer.
Mas aquilo era passado e deveria continuar no passado. Por mais que o amasse, não valia a pena sofrer tanto.
Tsukishima olhou para seu celular, talvez devesse sair e comprar outro chip. Era seu último contato com todos do seu passado, não possuía redes sociais. Se aproximou do celular e sentiu sua garganta fechar, queria chorar. Nunca havia recebido uma mensagem na qual Kuroo estivesse chorando.
Mordeu o lábio inferior sentindo as lágrimas rolarem por seu rosto. A quem estava querendo enganar? Era óbvio que acabaria ouvindo a mensagem. Fechou os olhos e respirou fundo, precisava de coragem. Pegou o celular e apertou o botão para fazer o áudio começar.
“Kei... por favor, eu não aguento mais isso. Sei que não quer me ouvir e, provavelmente, essa vai ser mais uma mensagem ignorada. Mas, sério, se... se algum dia ouvir, quero que saiba que eu sinto muito pelas coisas que eu fiz. Eu nunca quis te machucar. Eu fui infantil e não soube lidar com o nosso relacionamento, não soube lidar com as nossas diferenças. Mas eu te amo tanto que todo dia sem você parece uma tortura. Sei que não mereço seu perdão e não pedirei por ele. Não pedirei para te ter de volta... mas, por favor, por favor... só me deixa te ver de novo, me deixa ouvir a sua voz. Por favor, Kei...”.
Tsukishima sentou no chão e colocou as mãos sobre o rosto. Suas lágrimas agora escapavam sem parar, só de pensar nos soluços e na respiração entrecortada de Kuroo. Aquilo acabou com todas as paredes que havia reconstruído ao seu redor.
Três semanas depois...
- Tsukki! – O homem virou ao escutar alguém gritar seu nome no corredor principal da faculdade. Era um colega da sua classe e do clube de vôlei.
- Oi? – Respondeu quando o colega se aproximou, seu nome era Kodata.
- É que eu queria te passar o pen drive com a minha parte do trabalho. Falaram que era para entregar tudo o que fizéssemos para você para organizar o seminário – Kodata sorriu fraco estendendo a mão com o pen drive. Tsukishima pegou o objeto e acenou.
- Mandarei um email quando terminar de organizar tudo, provavelmente faço isso assim que chegar em casa. Então até semana que vem estaremos com tudo pronto e só vai restar treinar melhor e revisar o que vamos falar – guardou o pen drive no bolso do casaco e acenou para seu colega.
- Ok, então até mais! – O de óculos observou seu colega de classe se afastar pelo corredor e voltou para o seu caminho.
Tinha muito o que fazer ainda. Sua faculdade estava tirando-o do sério. Estava sobrecarregado e sempre que parecia que teria uma folga, apareciam coisas novas. Sem contar com Kuroo... desde a última mensagem, o homem não lhe enviara mais nada. O que era incomum, pelo menos duas vezes por semana, Kuroo mandava algo, nem que fosse um “sinto sua falta”.
Aquilo o preocupava. E se sua vida pessoal não estava boa, aquilo afetava todo o resto. Todas as áreas ficariam afetadas. Mas também queria saber o que estava acontecendo com Kuroo, precisava ter notícias dele também. Porém sabia que não as conseguiria sem entrar em contato.
Era disso que tinha medo: vê-lo novamente e não conseguir resistir aos seus próprios sentimentos.
Foi caminhando e pensando no que poderia fazer. Talvez se falasse com Bokuto, Akashi ou Kenma, talvez um deles soubesse responder sobre Kuroo. Será que ele finalmente havia desistido de si?
Só a ideia já o deixava angustiado. De certa forma, gostava de saber que Kuroo ainda o amava. Embora não acreditasse que realmente poderiam se dar bem de novo. Mordeu o lábio inferior e colocou seus fones de ouvido ao sair da faculdade. Ainda teria de caminhar um bom pedaço até a estação de trem. Infelizmente, seu apartamento não ficava perto da faculdade, como era em Tóquio. Seu salário sozinho não poderia pagar um lugar bom, então morava em uma quitinete num bairro muito afastado.
Demorava quase duas horas para chegar lá.
Alguns minutos e estava na estação de trem. Olhou os horários e seu coração parou por segundos quando viu “Tóquio” escrito na tela. Era o primeiro horário, em sete minutos.
- Não faça isso, você vai se arrepender – falou para si mesmo e ajeitou os óculos, voltando a olhar a tela, procurando pelo seu trem. Mas, novamente, viu Tóquio. – Droga.
Tsukishima estava nervoso. Nem ao menos avisou de que estava indo. E se ele não morasse mais no mesmo apartamento? E se não estivesse em casa? E se já estivesse com outra pessoa? Aumentou o volume de sua música, precisava se acalmar.
Chegaria em Tóquio pela noite. Então poderia dormir um pouco. E foi o que fez.
Quando acordou, Tsukishima notou que faltavam três estações para chegar até a que o deixaria próximo à casa de Kuroo. Ficou instantaneamente nervoso. Mordeu o lábio inferior e tentou controlar o suor de suas mãos e as borboletas em sua barriga.
Após sair da estação, caminhou por volta de vinte minutos até chegar ao prédio, conseguiu entrar com facilidade. Mas no último lance de escada que lhe faltava, perdeu toda a coragem. Não saberia como reagir ao ver Kuroo, nem ao menos havia pensado nisso. Só estava seguindo instintos. Mas agora que havia notado o que estava fazendo.
Haviam oito meses que não falava uma palavra, respondia uma mensagem sequer daquele homem e do nada aparecia em sua porta.
- Mas... – respirou fundo e retirou os fones das orelhas, desligando o celular em seguida. – Eu realmente quero vê-lo.
Caminhou o resto da escada e parou em frente à porta de Kuroo, seu nome ainda estava lá. Sentiu vontade de chorar novamente, entretanto, controlou-se. Apertou a campainha e esperou, era noite, mas não tão tarde, então Kuroo deveria estar acordado ainda. Só que ninguém o atendeu, então apertou novamente a campainha.
“Já vooou”, escutou a voz cansada de Kuroo. Instantaneamente sentiu medo, aflição, paixão, alegria, tristeza, angústia e várias outras coisas. Pensou em correr e ir embora, mas já não teria trem. Então apenas esperou.
E a porta se abriu.
Kuroo estava com o cabelo para baixo, controlado por um recente banho. Tsukishima sempre gostara quando seu cabelo ficava assim. Mas, mais importante, Kuroo estava muito magro, sua pele estava pálida. Parecia doente. Ou simplesmente ficou pálido ao ver Tsukishima.
- Kei... – Kuroo balbuciou ainda sem realmente acreditar que Tsukishima estava à sua frente. O menor não respondeu, não sabia o que responder e ficou ainda mais sem ação ao ver lágrimas aparecerem nos olhos de seu ex-namorado. Mordeu o lábio inferior e abaixou a cabeça, enquanto Kuroo escondia o rosto nas mãos para chorar. – Diz algo, p-por favor... qualquer coisa – Kuroo pediu entre soluços, encarando o rosto de Tsukishima em seguida.
- Boa noite, Tetsu... – murmurou. Ouviu Kuroo soluçar mais uma vez e sentiu-se mal.
- E-eu... eu... desculpe – Kuroo tentava controlar o próprio choro. Limpou o rosto e se afastou para que Tsukishima pudesse passar. – Entre, aqui fora está frio.
- Obrigado – Tsukishima passou por Kuroo e retirou seus sapatos. Estremeceu ao sentir o cheiro do ex-namorado, sabia que não estava pronto para vê-lo ainda. Esperou Kuroo ir à frente e o seguiu até a sala, deixou sua mochila num canto e sentou no sofá.
- Quer algo para beber, comer? Está com fome? – Kuroo perguntou aquilo ainda com lágrimas nos olhos. Tsukishima apenas acenou e observou o maior correr para a cozinha. Tsukishima aproveitou a deixa para respirar fundo algumas vezes, estava realmente muito nervoso. Não demorou muito e Kuroo trouxe uma bandeja com suco e um pequeno bolo de morango, o que o surpreendeu, era o seu favorito. – Sei que não gosta de comer doces à noite, mas é o seu favorito... então pensei que gostaria – Kuroo riu ainda choroso, tentando agir naturalmente.
- Não precisa se esforçar tanto... – murmurou Tsukishima, em seguida sentou à mesa no centro da sala e puxou a bandeja para perto. Tentou usar a comida como desculpa para não encarar Kuroo ou soltar uma palavra sequer.
- Por que demorou tanto, Kei? – O universitário arregalou os olhos e olhou para Kuroo, ele não soluçava, mas lágrimas silenciosas desciam por seu rosto. – Por que voltou? E-eu... eu não entendo – Kuroo respirou fundo e sentou no sofá, passou as mãos pelo rosto e voltou a encarar seu ex-namorado. – Logo agora que eu estou tentando seguir em frente... você é mau. – Riu baixo e Tsukishima se sentiu mal com aquela situação. Realmente, não deveria ter voltado.
- Eu... fiquei preocupado.
- Kei, não me faça de idiota – o loiro arregalou os olhos e encarou Kuroo, observando-o limpar o rosto. – Se realmente se preocupasse comigo, teria ao menos lido e respondido minhas mensagens. Mesmo que não me falasse onde, demônios, estava!
- Não aja como se eu te devesse alguma coisa, Tetsurou! – Kei se exaltou. Encarou o moreno com certa raiva e respirou fundo em seguida, não queria brigar. – Você sabe muito bem o motivo para eu ter sumido. Você não sabe quando foi para mim!
- Você não quis me ouvir depois! Você pediu por tudo isso! – Gritou Kuroo, caminhando até ficar ao lado de Tsukishima. Ajoelhou ao lado do loiro e o segurou pelos ombros, fazendo-o encarar seu rosto. – Você não se importou por nenhum segundo se eu tinha algo a te dizer... eu só queria te ver de novo, droga. Só queria saber como estava.
- E eu não estou aqui agora?! – Tsukishima gritou de volta, sentia sua garganta fechando e lágrimas chegando aos seus olhos. – Não está vendo como eu estou?! – E em seguida acabou soluçando, colocou uma mão sobre os lábios tentando impedir seu choro, mas já não tinha controle algum. Kuroo o soltou e continuou encarando seu ex-namorado, acompanhando-o no choro.
- Por que voltou? – O moreno murmurou, cansado de tentar limpar suas lágrimas. Tsukishima soluçou ainda mais forte, não queria admitir, não queria falar. Não devia ter aparecido ali, deveria ter mudado seu telefone e seguido sua vida. – Me diz, Kei... me diz... – encarou o maior e observou aqueles olhos escuros que sempre amou, eram tão profundos, mas, naquele momento, estavam vazios. Sentia-se tão culpado.
- P-porque... – colocou as mãos sobre e rosto e soluçou alto, mas, em seguida, voltou a encarar Kuroo. – Porque eu sinto a sua falta, porque eu não queria que me esquecesse... – Kuroo arregalou os olhos e, num impulso, segurou o rosto de Tsukishima. – Tetsurou... não faça isso.
- Se você ainda sente algo por mim, por favor, pare de fingir – Kuroo encostou sua testa à de Tsukishima, deixando uma de suas mãos deslizar pela face aquecida do menor. Sentia os pequenos fios loiros entre seus dedos, aquilo lhe fazia falta; aquele cheiro, aquele calor. Não conseguia mais imaginar seu mundo sem aquele homem.
Aos poucos, Kuroo aproximava seus lábios dos de Tsukishima, até que os sentiu. Mais lágrimas escorreram pelo seu rosto quando o menor o correspondeu, colocando as mãos em seus ombros. Aprofundou o beijo aos poucos, empurrando Tsukishima para que deitasse no chão e se deitou sobre o menor.
Após o beijo, ambos ficaram em silêncio. Kuroo escondeu seu rosto no pescoço do loiro e soluçou baixo. Tsukishima o apertava com carinho, já sem conseguir conter seus sentimentos. Não podia enganar mais ninguém, nem a si mesmo. Mordeu o lábio inferior sentindo Kuroo tremer em seus braços.
- Não faz isso comigo de novo, por favor – choramingou Kuroo, entre soluços. – Não me deixe de novo, por favor, Kei. Eu sei que eu errei e você não tem noção do quanto eu me arrependo, não tem noção do quanto eu...
- Calma... sério – Tsukishima suspirou e empurrou os ombros de Kuroo para que pudesse observar seu rosto. – Nós temos que conversar direito sobre tudo isso, Tetsu.
Kuroo acenou e saiu de cima do menor. Sentou-se de pernas cruzadas de frente para Tsukishima e limpou o rosto. O loiro fez o mesmo. Encararam-se por algum tempo e então Tsukishima decidiu iniciar a conversa.
- O... o que aconteceu entre nós realmente me machucou, sabe? Eu não estava conseguindo lidar com aquela situação toda, então decidi ir embora. Pedi transferência para a faculdade de Kyoto e estou morando lá agora.
- Kyoto? Você veio de Kyoto? – O maior arregalou os olhos quando Tsukishima acenou. Era tanto tempo no trem e ele veio por estar preocupado consigo? – Kei... você ainda me ama?
Tsukishima desviou os olhos, não sabia como responder àquilo, mesmo sabendo que aquele era o foco da conversa. Seus sentimentos por Kuroo eram fortes demais e sabia bem qual era a resposta, mas, talvez, não estivesse pronto para voltar. Mas quando estaria?
O loiro suspirou e acenou.
- Volta para mim... volta a morar aqui, por favor – Tsukishima respirou fundo e, quando ia falar, Kuroo o interrompeu novamente. – Eu não sou mais aquela pessoa, eu estou melhor agora. Por favor, eu... eu amo você.
- Eu vou pensar sobre isso... – murmurou, mesmo sabendo que acabaria voltando. – Mas enfim... eu posso ficar essa noite aqui? – Kuroo riu e acenou. Não era como se Tsukishima tivesse que pedir aquilo, afinal. – Posso dormir no sofá.
- Tsukishima – o menor encarou Kuroo, ele só o chamava pelo sobrenome quando estava bravo ou queria censurá-lo. – Pelo amor de Deus, chega disso.
Kuroo levantou e fez Tsukishima levantar também, em seguida, o pegou no colo, fazendo com que o loiro abraçasse sua cintura com as pernas. Tsukishima arregalou os olhos e encarou o ex-namorado, pois sabia que se Kuroo tentasse algo, não conseguiria resistir. E sabia que Kuroo tinha segundas intenções só de olhar para sua expressão.
- Tetsurou... – murmurou, sentindo seu rosto ficar vermelho. Kuroo estava levando-o para o quarto. Mas o maior não o respondeu, simplesmente passou pela porta do quarto e fechou a porta atrás de si, inundando o quarto de escuridão, apenas a fraca luz da rua permitia que vissem um ao outro.
- Por favor, Kei... – Kuroo sussurrou, colocando o rosto no pescoço do menor, sentiu seu cheiro e, em seguida, passou a distribuir beijos pelo local. – Me deixe sentir você de novo – e, lentamente, deitou Tsukishima na cama. Apesar da fraca iluminação, podia ver que o loiro estava envergonhado.
Kuroo sorriu fraco e suspirou ao deitar com o menor. Tsukishima o encarou e deitou-se de lado para observar melhor o rosto do moreno. Kuroo estava realmente diferente, mas continuava lindo. Talvez devesse voltar e cuidar dele, sabia que o moreno jamais conseguiria morar sozinho.
Levou a mão até a bochecha do maior e seguiu até sua nuca, puxando-o para um beijo suave e calmo. Queria sentir a textura dos lábios de Kuroo, o calor que emanava deles, o sabor. Aos poucos o moreno unia seus corpos, fazendo com que entrassem em um ritmo que já não se lembravam. E era tão bom.
- Kei... – o moreno sussurrou enquanto deitava-se sobre o loiro, para, em seguida, beijar o pescoço alvo. – Eu nunca te esqueci... nem por um segundo sequer – Tsukishima fechou os olhos e suspirou sentindo os lábios quentes de Kuroo tocarem a sua pele sensível. Sentia-se mergulhando em um mar de sentimentos, estava eufórico.
- Tetsu – sussurrou buscando pelos olhos do moreno. Eram tão profundos. – Eu amo você e isso nunca mudou – e então puxou o rosto do maior para um beijo apaixonado. Deslizou suas mãos pelas costas nuas de Kuroo, estimulando-o a tocá-lo também.
O maior não perdeu tempo e logo estava colocando suas mãos por dentro da camisa do loiro. Tsukishima estava inebriado pelo cheiro de Kuroo, pelos toques. Naquele momento, nada mais importava além dos dois e seus sentimentos. Só queria sentir Kuroo novamente, queria sentir-se amado, mesmo que acordasse na manhã seguinte e descobrisse que havia sido tudo apenas um sonho.
O amava tanto... tanto.
Deixou que Kuroo o tomasse para si de todas as formas que o maior gostava. Deixou que o amasse e mostrasse o que ainda sentia. E não se arrependeu por nenhum segundo sequer. Em todos aqueles meses, Tsukishima jamais havia se sentido tão vivo quanto naquele momento. Adorava a forma como Kuroo apertava sua pele, beijava suas costas, investia contra seu corpo com força. Gostava de como estava mostrando toda sua paixão, amor e carinho ao mesmo tempo.
“Eu te amo tanto...”
“Não me deixe de novo, Kei...”
“Fique comigo...”
Ele sussurrava, o beijava, o encarava com paixão e então voltava a lhe fazer pedidos.
E Tsukishima aceitava todos. Não negaria nenhum pedido àquele homem... não conseguiria deixar de amá-lo mesmo que fosse para o outro lado do mundo e sabia disso.
Kuroo Tetsurou era único para si.
Notas finais
Espero que tenha gostado!
Beijo!
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