Começar De Novo
9 um reencontro desagradavel
Notas iniciais
Era um novo dia, hoje de certeza que iria acabar o meu trabalho. Já passava da hora de almoço e todos tinham saído de casa, era o meu
momento de trabalhar.,pelo menos isso era o que eu pensava até receber um telefonema de Matt.
- Então como foi o jantar? – matt disparou a pergunta mal atendi o telemóvel.
- Olá para você Shadows. Porque quer saber?
- Porque sim. Porque me Estava perguntando a mim mesmo se
Arin tinha sido idiota com você ou se o que fizeram foi consentido. – Ele
estava frio, ríspido.
- Arin nunca faria nada que eu não quisesse. E nos não fizemos nada. E até onde sei, isso não é da sua conta. Trate da vida da sua mulher e deixa a minha em paz. – eu não queria ter dito aquilo, eu estava
irritada e tinha falado de cabeça quente. Seguiu-se um longo silencio. – Matt desculpe, não queria ser bruta, mas eu não compreendo porque você faz isto.
- Desculpe, tem razão, isso não é da minha conta. Mas eu acho que precisamos de falar. Você está em casa?
- Eu não acho que este seja o melhor momento, Matt.
- Seu pai esta com Syn que eu sei, onde está Suz? Eu preciso fala contigo garota. Por favor.
- Suz foi com Michelle não sei bem onde. Matt por favor, eu não quero falar agora, isto está sendo muito confuso, não quero ficar ainda
mais confusa, por favor.
- Eu vou ter com você.
- NÃO MATT POR FAVOR AINDA …. – Ele tinha desligado o
telefone sem me deixar acabar a frase. Logo a seguir ouvi a campainha, todo o meu corpo tremeu, não podia ser ele, a não ser que já estivesse á porta, a casa dele ainda fica longe, são pelo menos 5 minutos de carro, ele teria de vir voando. Respirei fundo e desci as escadas. O barulho da campainha estava a tornar-se cada vez mais rápido, corri e abri logo a porta pensando que Matt poderia esta a desesperar, porem quando abri a porta tive uma surpresa de morte.
- Mãe? – ela entrou pela porta com movimentos bruscos e eu afastei-me, recuando para trás em passos rápidos.
- SUA CABRA, EU SABIA QUE ESTARIA AQUI. SEMPRE QUIS SABER QUEM ERA O PAIZINHO NÃO É? E AGORA QUE SABE? GOSTOU DA SURPRESA? JÁ ESTORQUIO TODO O DINHEIRO DE BRIAN?
- Queria saber sim. E quer saber uma coisa. Brian é uma das melhores pessoas que conheci. Ele não sabia quem eu era e nunca me tratou como você me trata.
- ELE NÃO TE CONHECE, VOCÊ NÃO PASSA DE UMA PUTA QUE VAI DESTRUIR A VIDA DELE E FICAR COM TODO O DINHEIRO. E DEPOIS VAI FAZER O MESMO QUE ME FEZ A MIM, FUGIR, NÃO FOI SUA CABRA?
- EU FUGI DE VOCÊ PORQUE VOCÊ ABUSA DE TUDO, ME MALTRATAVA. EU TENHO UMA VIDA BOA AQUI EU GOSTO DO MEU PAI, MAS ODEIO VOCÊ. – Ela não disse mais nada, apenas me bateu, sua mão bateu na minha face com tanta força que me fez recuar, depois tentou apertar o meu pescoço, tal como tinha feito uma vez que era criança, mas ali eu tinha meu pai para me defender e agora contava
apenas comigo mesmo. Pelo menos era isso que eu pensava, até Matt chegar, ele nos separou e pôs a mulher para fora de casa. Ela foi embora gritando para Matt ter cuidado comigo por eu iria destruir a vida dele, isso me magoou muito.
- Liz, você esta bem? O que foi isso? Quem era aquela mulher? – Abracei-me a ele e desatei a chorar.
- Aquela louca é minha mãe. Oh Matt obrigada, nem sei o que
iria acontecer se não tivesse chegado. – Ele me arrastou até ao sofá, depoispegou um copo de água e me entregou, sentando-se a meu lado.
- Não se preocupe que nada vai acontecer. Mas temos de avisar Brian que aquela maluca veio aqui e te agrediu, ele tem de estar mais
atento a sua segurança, pequenina.
- Não Matt por favor, eu não quero por mais este peso nas costas de Brian. Isto é um assunto meu.
- Nem pensar, ele é seu pai e quer estar integrado na sua vida. – ele aproximou-se de mim, limpou as lágrimas com a palma da mão e deu um longo beijo na bochecha, eu ficar ali para sempre, ele fazia-me sentir a salvo, isso era algo que eu tinha sentido muito poucas vezes.
- Obrigada Matt. – Disse ainda a tremer do choque. Logo ouvimos a fechadura da porta.
- Que raio se passou? A vizinha estava histérica a dizer que estava aqui uma maluca a gritar e que um homem a pôs para fora. – Brian correu
na minha direcção e Syn caminhou lentamente atrás dele, dilacerando Matt com os olhos.
- Foi a mãe dela, voltou e tentou bater-lhe. Estava louca e irritada. Achei que a mulher podia ser perigosa. Precisa ter mais cuidado Brian, eu não sei o que teria acontecido com Liz. – Matt falou por mim visto que eu continuava a tremer.
- Obrigada Shadows. Liz, porque não vai tomar um banho e ver se fica mais calma que eu vou ligar a policia e Syn vai dar um jeito no jantar.
- Eu vou o que? — Disse Syn aflito. – Vamos todos morrer a fome. – Syn deu-me um beijo na face e acompanhou-me até as escadas, obrigando-me a subir. Quando estava a porta do meu quarto ainda consegui ouvi-lo a perguntar a matt que raio ele estava ali a fazer, e avisando-o para se afastar de mim porque sabia onde isto iria dar.
Questionei me o que ele queria dizer com aquilo. Será que Matt já tinha traído Val ?
Enchi a banheira de agua e deitei-me lá. A minha cabeça apenas passava imagens do terrível encontro com a minha mãe, das ofensas e de todas as agressões, senti uma saudade louca do meu pai, sentia que nada me corria como eu gostaria. Eu me sentia perdida e confusa, a minha cabeça estava-se desligando do mundo exterior, não ouvia nem sentia mais nada, só mágoa, de repente sinto duas mãos me segurarem nos ombros e puxarem, depois percebi que havia mergulhado e então quase me engasguei com a agua.
-Tá louca? Que raio estava pensando? Não ouviu quando eu chamei? Ia tentar se matar assim? Numa banheira? – Syn abanava o meu corpo, que parecia não me pertencer. Ele estava em pânico, eu não percebi porque, não percebi o que tinha feito assim de tão grave, então ele me puxou de maneira a eu ficar de pé na banheira e pegou a toalha de banho me envolvendo com ela. Porque ele estava assim? Porque ele estava agindo daquele jeito? Parecia ter pressa.
- Liz??? Fala comigo? Responde ao que te perguntei. Liz?? – O que é que ele tinha perguntado? Será que ele não ouviu nada? Ele me parecia tão confuso. Então ele pegou em mim e me levou até a cama sentando-me na ponta e voltando a abanar me pelos ombros. Então eu percebi que estava pensando e não falando, ele estava confuso porque eu não haveria dito nada ainda e ele pensava que eu estava tentando suicídio.
- Eu estou bem Syn. Desculpa não ter respondido. – Ele me abraçou passando as mãos pelos meus cabelos molhados.
- Não volte a fazer isso tá? Agora vista se e vai lá para baixo que o pai quer falar contigo. – de repente lembrei que eu não estava vestida, Syn tinha me visto completamente nua, mas ele parecia nem ter ligado,
graças a deus.
Vesti me e desci as escadas, estava la todo o mundo, Syn, Michelle, Brian, Suz e Kenna, mas Matt já tinha ido. Brian explicou-me que a polícia não poderia fazer muito visto que não houve roubo ou arrombamento mas visto que é um bairro bem habitado iriam reforçar o policiamento. Apenas agradeci e voltei para o meu quarto. Eram apenas 8 da noite mas eu não iria conseguir fazer mais nada e por isso deitei-me na esperança de adormecer. Até que fui interrompida por uma mensagem no meu telefone.
“Desculpa ter ido embora mas Syn estava insuportável. Eu só preciso de saber se você está bem senão não vou dormir descansado. Eu espero que aceite falar comigo noutra altura porque isto me fez perceber muita coisa e eu preciso te falar logo senão expludo. Te adoro pequena. Dorme bem e não se preocupe que eu não vou deixar que nada de mal lhe aconteça”
Meu coração estremeceu com aquilo. O que será que ele me queria dizer? Agora se falasse com ele poderia ficar um ambiente estranho mas se não falar isso vai acontecer na mesma. Respondi apenas.
“Está tudo bem comigo. Obrigada por hoje. Beijo***”
Eu queria ter dito que também o adorava mas não o devia fazer, e preferi manter as minhas convicções. Então senti pessoas a entrarem no quarto, Kenna deitou-se a meu lado e pouco tempo depois Syn fez o mesmo, trazendo consigo outra manta.
- Durmam bem maninhas.
- Você também, mano. – Disse Kenna, que estava do meu lado direito, pouco depois ela adormeceu e Syn voltou a falar comigo.
- As vezes sinto que você foi injustiçada com a vida, eu tive tudo e você estava sofrendo. Você merece isto tanto quanto eu, e nunca teve nada, nem condições de vida, nem amor. Eu vou fazer o que puder para a compensar Liz. Mas por favor não faça aquilo de novo, eu pensei que você tivesse morrido.
- Não precisa se preocupar Syn, isso não vai acontecer. Obrigada por tentar tomar conta de mim. – Abracei-o. Syn era o cara muito carinhoso, por vezes era bruto, rude e mal educado mas no fim das contas ele era daquelas pessoas que daria a vida por sim se isso fosse
necessário.
Adormeci sobre o braço que ele tinha passado por baixo do meu pescoço para poder alcançar também Kenna. Por alguma razão eu acordava um montão de vezes durante a noite, apenas para me certificar que ambos continuavam ali, e a verdade foi que eles não foram a lado
nenhum. Meus irmão ficaram sempre do meu lado.
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