Notas iniciais
OI GENTE. Tudo bom com vocês? Espero que sim.
Não faz muito tempo desde que ue postei minha ultima one, mas eu já devia ter escrito essa one a muitoooo tempo. Acabou que eu fiz ela agora e fiz com eles muito mais velhos do que eu tinha planejado. Mas eu gostei do resultado!
Então... espero que gostem!

Sally Jackson. Se você não á conhece, bem, ela é minha mãe. Ela é uma mortal que enxerga através da nevoa. Ela é a melhor mãe do mundo. Ela faz cookies como ninguém. Ela cuida de uma pestinha de quase cinco anos de idade, minha irmã. E deuses, como ela ama minha noiva, Annabeth.

Embora ela seja tudo isso, as vezes eu tenho a leve sensação de que ela não aceita alguns fatos:

Eu já vou fazer vinte e dois anos.

Eu já sai de casa tem quase quatro anos

Eu moro sozinho com minha noiva.

Eu vou me casar.

— Porque você acha isso Percy? – Você deve pensar.

Bem, por conta de algo que aconteceu durante uma visitinha nossa á ela.

Eu e Annabeth estávamos morando em um apartamento confortável e bonito em nova Roma desde que começamos a faculdade. Em nossas férias, nos íamos visitar minha mãe. Ela havia se mudado para uma casa bonita e grande em um condomínio em Manhattan.

Annabeth estava sentada ao meu lado enquanto eu dirigia até a casa da minha mãe, que era uma das ultimas da rua. Ela estava tão linda hoje. Ela usava um vestido até os joelhos florido e um tênis marrom. Os cabelos loiros soltos caindo por seus ombros e o sorriso discreto no rosto, ela parecia uma deusa. Tinha feito vinte á dois meses, mas as vezes ela ainda parecia aquela garota de cinco anos atrás, carrancuda, que me beijou quando achou que eu fosse morrer. Talvez ela nunca fosse mudar. Não que aquilo me incomodasse. Até porque, para mim, Annabeth pode ter cinquenta anos e eu sempre vou olha-la e ver a mulher mais linda do mundo. Eu espero mesmo ainda estar com ela quando fizermos cinquenta anos.

Não me culpem, okay? Na minha cabeça alguma hora ela vai notar que pode encontrar alguém muito melhor do que um rapaz de vinte anos que cursa biologia.

Mas, no momento em que ela disse sim para mim, eu realmente acreditei que aluno de engenharia nenhum podia tira-la de mim.

— Percy? – Ela chamou por mim – Você passou da casa. Ta tudo bem?

— Hun? Ah, tá sim! – Respondi, mas na verdade ainda estava viajando em meus pensamentos – Vou voltar. Só estava, hã... pensando.

— Oh! Meus deuses, claro – Ela bateu na testa – Eu esqueci que esse fenômeno acontece uma vez em cada mil anos, pera, vou tirar um foto. Postar no Snap.

— Hahaha – Eu lhe mostrei uma careta – Muito engraçadinha, você.

Ela sorriu, travessa, e me beijou na bochecha.

— Estou brincando – Ela tinha um maldito ar divertido e eu sabia que ela ia tirar outra com a minha cara – Você pensa bastante. Em mim, é claro. Com certeza era sobre mim que você estava pensando.

— Você está ficando bem convencida, hein – Eu estacionei na frente da casa da minha mãe e sai do carro.

— Eu sempre fui – Ela disse quando saiu – Eu era uma criança convencida. Me achava e ainda me acho.

— Então só piorou quando começamos á namorar – Segurei sua cintura e a beijei – Porque todo mundo sabe que eu só penso em você, até meus professores, e isso lhe sobe a cabeça e você fica ai, toda convencidinha. Nhac, nhac.

— Já disse pra não fazer isso – Ela rio e me empurrou – É ridículo.

— Nhac, nhac – Eu repeti e fechei os olhos sorrindo – Nhac nhac, nhac.

— Parem de discuti na porta e entrem – Sally abriu a porta da casa e sorriu para eles.

Annabeth correu e abraçou a mulher. Eu disse que elas se amavam.

Eu abri o porta malas e comecei a pegar nossas coisas. Annabeth e minha mãe discutiam sobre o que fariam para o jantar, e elas mal tinham entrado na casa. Paul apareceu na porta com aquela... peste.

Talvez outra hora eu pare e fale pra você um pouco sobre Amelia Jackson e as coisas que ela já fez eu e Annie passarmos. Agora, a única coisa que você precisa saber é que: Ela ama Annabeth.

Por isso que quando ela saiu da casa, ela não correu para abraçar o seu maravilhoso irmão mais velho -o primeiro rosto que aquele rosto viu, que cuidou dela até que saiu de casa, que a deixava comer sorvete escondido da mamãe, ela correu para abraçar Annabeth, que já tinha se abaixado para segura-la.

— Meu amor – Annabeth beijou seu rosto – Eu estava com tanta saudade!

— Eu também – Amy bateu palmas.

— E eu? Não ganho abraço? – Paul me ajudava com as malas.

A pequena estendeu os braços para mim e eu a peguei no colo.

— Você esta ficando pesada, garotinha – Eu beijei sua bochecha e comecei a carrega-la para dentro.

— É porque eu to ficando meio grande assim oh – Ela levantou as mãos até onde pode.

— É mesmo? – Eu a colocou em cima de um dos braços do sofá e fiquei segurando suas mãos, para da-la equilíbrio – Pra mim você ainda é baixinha.

Ela fez uma careta e mostrou língua para mim.

— Tia Annie, você não acha que eu to maior?

— Claro que está, meu amor! – Annabeth gritou da cozinha.

Amy fez uma cara de convencida e me mostrou outra careta.

— Ela mima você – Eu a empurrei, jogando-a no sofá – Você tá é gorda.

— Chato! – Ela gritou e se levantou, indo até a cozinha.

— Percy, não perturbe sua irmã – Minha mãe brigou assim que apareci na cozinha.

Rolei os olhos.

Annabeth estava colocando bolinhas de chocolate na boca de Amy, que estava sentada no balcão.

— Por isso ela gosta de você – Peguei um chocolate da vasilha – Você compra ela muito.

— Você sente ciúmes – Ela colocou um chocolate na minha boca – Porque ela gosta mais de mim, e porque eu dou mais atenção pra ela do que para você quando estamos aqui.

— Só quando estamos perto da minha mãe – Eu disse baixo e me aproximei de seu ouvido – Porque á noite você é só minha.

Annabeth corou e sorriu para mim, me dando mais um chocolate.

— Você não presta – Ela murmurou – A gente não devia fazer essas coisas aqui.

Acariciei os cabelos de Amy, que parecia concentradíssima em tirar aquele fiozinho preso na saia

— Não é possível que minha mãe ache que moramos juntos e nunca, você sabe...

— Percy, ela não concordou quando dissemos que íamos morar juntos, sozinhos, por esse motivo – Annabeth justificou, tirando as mãos de Amy do fiozinho da saia e a olhando repreendedora – E nos dissemos, na época, que isso nunca ia acontecer porque estaríamos muito focados nos estudos e que éramos muito novos.

— E a gente cumpriu com isso! – Eu disse.

— Não cumprimos, porque quando a gente se mudou, a primeira coisa que a gente fez foi isso e eu sei que você lembra – Annabeth repetiu, enquanto procurava uma tesoura na gaveta.

Claro que eu lembrava. Duvidava de que algum dia fosse esquecer.

— Annie, isso foi á quatro anos atrás! – Eu respondi – Ela só deve ficar preocupada com você acabar tendo um bebê. Como se eu fosse fugir que nem meu pai.

Annabeth me encarou, seria.

— Não significa que vamos esclarecer isso para ela!

Ela puxou o fio da saia de Amy e cortou-o

— Pronto, meu amor.

— Do que ocês tão falando? – Amy quis saber, olhando curiosa para nos dois – Tia Annie e você vão ter um bebe?

— Não – Eu me apressei em dizer – Que dizer, não agora. E você não comente nada disso com a mamãe, okay?– Beijei sua bochecha e a coloquei no chão — Vai brincar na sala – Me voltei para Annabeth, que estava corada, assim que Amy sumiu de nossa vista – Você está dizendo que vamos ficar três semanas sem fazer nada?

— Você aguenta – Ela rolou os olhos.

— Você aguenta, Annabeth?

Ela ficou em silencio

— Claro que aguento – Ela murmurou e franziu os cenhos, pensando sobre o assunto – Aguento sim.

— Aguenta o que? – Minha mãe apareceu atrás de mim.

— Mãe! – Eu dei um salto – Hã... nada. Estamos apostando algo aqui.

— Estão?

— Estamos? – Annabeth se balançou incomodada – Eu não disse que queria apostar.

— Ue – Eu dei de ombros – Porque não, já que você aguenta?

— Maldito – Ela sussurrou – Okay.

— Eu estou sobrando – Minha mãe disse e sorriu – Vamos ao mercado, vocês quer alguma coisa?

— Vocês vão demorar? – Eu perguntei.

— Por quê? – Minha mãe me olhou desconfiada.

— Por nada – Annabeth respondeu – Não queremos nada não, vamos ficar com Amy aqui. Vou logo temperar a carne para o jantar.

— Okay – Ela respondeu, porem continuava olhando para mim.

— Tchau, mãe – Eu a empurrei para fora – Amo você.

Ela ia falar alguma coisa, mas eu fechei a porta.

— Essa é a hora que a gente põem a Amy pra dormi e você perde a aposta.

— Não – Annabeth pegou Amy no colo e começou a subir as escadas – Essa é a hora que eu ponho Amy para dormi e depois tempero a carne pro jantar e não perco a aposta.

— Eu lhe dou no máximo três dias – Sorri para ela.

— Três semanas – Ela disse novamente.

— Veremos – Eu gritei.

oOo

— As coisas na casa vão bem? – Minha mãe perguntou.

Estávamos jantando, já fazia uma semana e meia que chegamos, e Annabeth já queria ir embora. E eu também.

Não que não gostássemos de estar ali, como eu já disse, Annabeth adora minha mãe e simplesmente ama minha irmãzinha. Mas nos temos uma rotina. Acabamos nos acostumando com as coisas que fazemos na nossa casa. E é claro que gostamos de sair da rotina, mas não por muito tempo. Tínhamos vindo para ficar até a noite do meu aniversario, mas depois de muito conversar, eu consegui convencer a minha mãe á não ficar brava e deixar a gente voltar uma semana antes do mesmo. Afinal, íamos fazer seis anos juntos e um ano de noivado, e eu queria fazer algo legal para Annabeth.

— Vão ótimas – Annabeth respondeu e olhou para mim sorrindo. Retribui.

— A gente só tentou se matar três vezes desde a ultima visita – Eu completei.

— É um progresso — Annabeth concordou.

— Posso saber os motivos das quase matanças?

— O de sempre.

— Ele esqueceu a toalha na cama.

— Ela mexeu nas minhas coisas.

— Eu estava arrumando.

— Mexendo – Eu rebati – Não mexa nas minhas coisas, eu gosto delas daquele jeito.

— E, ele bateu de cabeça na minha estante e derrubou meus livros.

— Como você conseguiu a proeza de bater a cabeça naquela estante, Percy? – Paul riu.

— Ai está um quarto motivo – Annabeth me olhou de relance.

— Eu tava bêbado – Falei baixinho.

— Tava o que? – Minha mãe levantou uma sobrancelha.

— Bêbado – Eu disse envergonhado.

Não que minha mãe não soubesse que eu bebia, mas era meio constrangedor dizer que eu meio que perdi o controle e estava bêbado o suficiente para não enxergar a estante enorme da Annabeth.

— Só brigamos no outro dia – Annabeth continuou – Nem eu estava com cabeça pra brigar.

— Só não coloquem fogo na casa – Minha mãe pediu e suspirou.

— Bom...

...

— Você acha que seria bom eu trocar de curso? – Eu perguntei para Annabeth.

Ela estava de pijama. Uma calça de moletom grande demais para ela e uma blusinha que mostrava sua barriga. Ela levantou os olhos para mim, e eu abaixei a cabeça. Mesmo do outro lado da cama, eu sentia ela tão perto apenas com um olhar.

— Porque? Você já está até terminando! Não está gostando? Achei que você quisesse ser biólogo marinho. Você é bom com essas coisas – Ela franziu os cenhos e alongou mais o lençol.

Isso era algo nosso, antes de dormi, nos arrumávamos a cama e conversávamos sobre como foi nosso dia ou sobre coisas aleatórias.

— Eu não sei – Eu cocei minha nuca e dobrei o lençol até o pé da cama – Eu só fico meio... hã... preocupado em não consegui um emprego bom. Quer dizer... uma hora ou outra vamos casar, estamos noivos á um ano, e não podemos ficar naquele apartamento para sempre. E... e outras coisas que eu não acredito que um emprego como biólogo consigam suportar.

Sentei na cama e levei as mãos aos cabelos. Senti ela se sentar também e ficar de joelhos atrás de mim. As mãozinhas geladas e finas me envolveram pelas costas e ela apoiou a cabeça em meu ombro.

— Oh, meu amor – Ela beijou minha orelha – Não se preocupe com isso. Você precisa fazer o que gosta. Além do mais, nosso casamento vai ser maravilhoso e temos bastante dinheiro, já. Só o potinho de palavrão deve ter uns quinhentos dólares.

— Eu preciso pensar no nosso futuro, Annie. E quinhentos dólares é pouco.

— Ainda tem a própria caixinha do casamento e a caixinha de gestos feios. E, ei, eu também penso sobre isso – Ela murmurou – Mas você sabe que pode contar comigo pra essas coisas. Você não vai fazer tudo isso sozinho. E além do mais, você pode ir muito longe como biólogo, sabia? A gente pode fazer aquelas viagens legais, eu faço questão de ir com você. E você não vai trabalhar naquele aquário para sempre. A gente pode ter nosso próprio aquário, ue. Uma vez você me disse que queria.

— E a gente vai ter dinheiro para isso? – Eu ri e virei a cabeça para ela.

— A gente arruma – Ela sorriu – Vai dar tudo certo, amor. Eu juro pra você. Eu só quero você feliz com o que faz. E você não seria feliz fazendo engenharia ou outra coisa.

— Eu podia ter feito engenharia – Lembrei de quando fui me inscrever e meu professor disse que eu teria capacidade para fazer engenharia civil – A gente ia até trabalhar juntos.

— Você pode fazer um curso pequeno quando acabar os anos de biologia, ue – Ela me puxou para me encostar na cama e sentou sobre mim. Minhas mãos foram imediatamente até suas cochas, e eu desejei que ela estivesse com seus vestidos de dormi, não com aquela calça.

— Você acha? – Eu beijei sua bochecha.

— Eu acho – Ela deitou a cabeça em meu ombro e suspirou – Eu to com tanta saudade de casa – Murmurou.

— Só da casa, moça? – Questionei.

Ela se remexeu sobre mim.

— Você sabe que não é só disso – Ela me olhou, os olhos cinzas estavam escuros e... Maldita.

— Do que mais então? – Eu levei minhas mãos de suas cochas até sua cintura, acariciando sua pele descoberta.

— Disso aqui – Ela levou minhas mãos até seus seios e se remexeu outra vez sobre mim.

— Será que isso é uma Annabeth quase perdendo uma aposta? – Puxei sua blusa para cima e a tirei.

Já disse que amo quando ela não coloca aquelas coisas difíceis de tirar? Eu adoro.

— O que vou precisar fazer? – Ela gemeu em frustação e se inclinou mais sobre mim, deixando seus seios bem em meu campo de vista.

— Isso é você admitindo minha vitória?

— Sim, Perseu – Ela puxou minha camiseta e começou a tirar a própria calça.

Eu ri.

— Não se preocupe com isso – Eu segurei suas mãos e troquei nossas posições na cama – Eu vou já já lhe mostrar seu castigo.

oOo

Minha mãe estava estranha. Não olhava direito para mim e não falou quase nada no café.

— Tudo bem, mãe? – Eu quis saber.

Annabeth estava dormindo. E ela estava tão bonita, que eu não quis acorda-la. Apenas arrumei o quarto e vesti uma roupa nela, caso minha mãe resolvesse entrar lá.

— Tudo ótimo – Ela disse enquanto lavava umas louças.

— Precisa de ajuda? – Eu me aproximei.

— Percy, eu estou tentando pensar sobre algo – Ela disse baixo – Porque não vai acordar sua noiva? Vocês podiam ir no mercado para mim.

Eu franzi a testa.

— Minha... noiva?

— Annabeth não é sua noiva? – Ela jogou a toalha na mesa, com raiva.

Meu Deus, o que tá acontecendo?

— Mas...

— Bom dia – Annabeth entrou na cozinha. Usava um short cintura alta e uma blusa preta.

Sorriu para minha mãe daquele jeito que ela sorria somente para ela. Minha mãe virou e voltou a mexer na louça.

O sorriso de Annabeth sumiu e ela olhou para mim.

— Vem, amor – Eu peguei sua mão – Vamos ao mercado.

...

— O que eu fiz de errado? – Ela questionou, pela milésima vez, enquanto colocávamos algumas coisas no nosso carrinho.

— Eu não sei, meu amor – Eu virei para ela – Talvez ela não esteja em um bom dia.

Ela abaixou a cabeça.

— Ei – Segurei seu rosto – Minha mãe te adora. Isso não mudou de um dia pro outro. Ela apenas está meio nervosa hoje. Tenho certeza que isso vai passar.

— Mas... ela nem olhou pra mim – Seus olhos ficaram perdidos – Será que foi algo que eu disse no jantar? Ou será que foi porque ela acha que eu sou eu que estou te pressionando á voltar pra casa?

Á beijei

— Deuses, Annie – Eu disse quando nós separamos – Se acalme. Quando voltarmos eu vou conversar com ela.

...

Quando chegamos, Annabeth subiu para arrumar nossas coisas, já que íamos embora logo depois do almoço.

— Mãe, aqui suas coisas – Eu coloquei as compras na mesa – Hã... Annabeth está magoada com você. Passou a viagem toda se culpando. O que aconteceu, hn? Ce nunca foi daquele jeito com ela. É porque estamos indo embora cedo?

— Não – Minha mãe respondeu – Mas eu quero conversar com você.

— Você... quer conversar comigo...? – Eu franzi o cenho – O que eu fiz de errado?

— Você dormiu com Annabeth?

— Ue, a gente dorme juntos todas as noites – Eu disse como se já não fosse obvio, embora eu soubesse que ela perguntasse algo diferente.

— Você me entendeu, Percy – Ela se sentou na mesa.

Meu Deus, ela tava muito brava, como pode.

— Hã, não... – Eu disse, mas soou mais como uma pergunta.

— Não minta pra mim.

— Eu não estou entendendo o sentido dessa conversa! Se eu dormi ou não o que que tem? – Eu me sentei na mesa, bravo também.

Porque ela tá brava, diacho?

— O que que tem? Vocês são muito novos! – Ela gritou – Amy veio me perguntar ontem se vocês vão ter um bebê! Percy, eu realmente espero que Annabeth não esteja grávida!
— Eu não estou gravida, Sally – Annabeth estava parada no inicio da cozinha, os braços cruzados – Mas eu realmente não vejo qual seria o problema se eu estivesse – Ela deu de ombros.

Annabeth está brava. Alerta vermelho que agora a coisa vai ficar feia.

— Vocês são muito novos! É esse o problema!

— Temos vinte e dois anos!

— Eu achei que estavam se guardando para o casamento.

Eu ri, não devia rir, mas ri. Annabeth deu uma risada baixinha.

— Primeiro: Não é que a gente não quisesse, mas não sabíamos se estaríamos vivos até lá, mãe. Estamos noivos á quase um ano e vamos casar assim que nos formamos, mas somos semideuses – Eu expliquei – Segundo: Você não se guardou, porque ela se guardaria? Não seja hipócrita, Sally Jackson.

— Percy, isso é muito serio – Ela massageou os cabelos – Se Annabeth ficar gravida ou...

— Mãe, se você visse com essa conversa pra cima de mim á uns, não sei, cinco anos atrás, eu ficaria envergonhado e incomodado – Eu balancei a cabeça – Mas eu faço vinte e dois em uma semana, eu já sai de casa, eu e Annabeth estamos juntos vai fazer seis anos. Somos noivos! Eu não entendo o porque de estamos tendo essa conversa agora. A gente sabe o que tá fazendo tudo bem?

— Não, não sabem!

— Mãe! Pelo amor dos deuses! A senhora está parecendo uma louca! – Eu me levantei – O que tá acontecendo? Porque agora?
— Porque eu ouvi vocês dois ontem e eu fui até seu quarto hoje e...

— Não me diga que você mexeu nas minhas coisas, mãe...

— Annabeth, você toma pílulas? – Ela olhou para minha garota. Ela continuava encostada na porta, corada demais.

— Não.

— Porque não? – Minha mãe parecia que iria me bater – Vocês deviam saber que preservativo não é o suficiente.
Annabeth olhou para mim e abaixou a cabeça.

— Meu medico mandou eu parar de tomar – Ela se balançou desconfortável.

— Porque? – Ela perguntou outra vez – Você sabia disso?

— Eu estava com ela no dia da consulta – Eu enterrei minhas mãos nos cabelos – Mãe, minha vida, sexual ou secular, com minha noiva, não é do seu interesse nem da sua conta! Pelo amor de Deus, sou eu que pago minhas contas e compro minhas roupas. Sou eu que faço as compras mensais e é Annabeth que prepara as ceias de natal e ação de graças. Porque agora?!

— Porque eu não quero que vocês estraguem a vida e o futuro que vocês tem do mesmo jeito que aconteceu com o meu!

Eu fiquei em silencio e Annabeth começou a se aproximar de mim.

— Sally – Paul entrou no lugar, carregava Amy, a menininha parecia assustada com os gritos e Paul chateado com a situação.

— Você – Eu limpei a garganta e quebrei o silencio – Está dizendo que eu estraguei sua vida? Poxa vida, viu. Desculpa.

— Percy, não...

Eu ri.

— Não, tudo bem – Eu me levantei.

— Me escute – Minha mãe se levantou junto comigo – Eu não me arrependo de você, Percy. Se eu pudesse voltar atrás – Ela olhou para Paul – Eu nunca teria escolhido não estar com Poseidon e eu nunca teria escolhido não ter você. Eu amei você desde o dia que descobri que você estava comigo. Mas eu não posso mentir pra você dizendo que não tive que desisti de muita coisa, e você sabe disso. Você tem tantos sonhos, Annabeth tem tantos sonhos. Um filho, ia limitar muito dos os desejos e...

— Eu não posso engravidar, Sally – Annabeth falou – Tenho dificuldades, minha mãe acha que é culpa dela. Nunca vou ficar gravida, não sem um tratamento. E se eu ficar, eu tenho chances incrivelmente grandes de perde a criança antes mesmo do terceiro mês ou no parto, como... – Ela me olhou perguntando se devia contar, abaixei a cabeça – Já aconteceu. Então você, de verdade, não devia se preocupar com isso.

Um silencio grande caiu sobre a sala e eu peguei a mão de Annabeth.

— Vamos pra casa – Eu á puxei pra fora da cozinha.

...

Paul tinha ajudado Annabeth á descer com as malas, antes de eles escutarem a discussão.

Minha mãe continuava sentada a mesa da cozinha, completamente silenciosa e pensativa.

Annabeth brincava com Amy no quintal enquanto Paul observava as duas. Assim como Sally, Paul adorava Annabeth. Achava que eu não poderia ter encontrado alguém melhor. Era como um terceiro pai para ela, tento em vista que Poseidon também á adorava.

Resumindo: Todo mundo ama Annabeth. Em compensação, o pai dela vive dizendo que ela devia me deixar por alguém melhor e Atena só começou a me aceitar depois que... ela e meu pai começaram um meio que... relacionamento. E o mesmo constantemente me faz ameaças de morte, caso eu machuque Annabeth.

O que vocês sabem que nunca vai acontecer.

Eu comecei a caminhar para a cozinha. Coloquei as mãos nos bolsos.

— Estamos indo – Eu disse para minha mãe.

Ela levantou o rosto para mim.

— Percy...

— Não – Eu parei ela – Não fala nada. A gente conversa no dia de ação de graças, ta bom?

— Por favor, Percy. Falta muito – Ela negou – Você não pode ficar sem falar comigo por dois meses.

— Pelo que você fez Annabeth falar, eu devia ficar sem olhar pra sua cara por no mínimo um ano, Sally – Eu neguei varias vezes com a cabeça – Até, mãe.

Beijei sua cabeça para ir embora.

— Amo você – Ela disse baixo – Amo Annabeth também.

— A gente também te ama, mãe – Eu murmurei e me virei, saindo da cozinha.

Paul já tinha colocado nossas malas no carro e Annabeth despedia de Amy, prometendo voltar com presentes.

Beijei a cabeça de Amy e acenei para Paul. Abri a porta do carro para Annabeth e dei a volta.

— Casa? – Eu perguntei.

— Eu não quero fazer almoço – Ela me encarou.

— Restaurante com tema de bichinhos do outro lado da rua?

— Restaurante com tema de bichinhos – Ela concordou e sorriu para mim.

Beijei seus lábios rápido e me virei para frente.

Minha mãe estava parada ao lado de Paul na porta. Amy devia ter entrado. Ela acenou para nos.

Annabeth respondeu e deu um sorriso discreto.

— Vamos ficar bem – Ela sussurrou, mais para si mesma do que para mim.

E eu tinha certeza que iriamos.

Notas finais
Acabou, mas talvez não tenha acabado, não sei, to pensando. Mas de qualquer maneira... espero que tenham gostado! Não sei quando teremos ones novas, mas eu prometo que vou TENTAR postar capitulo em TFD antes do ano acabar. Mas eu não garanto nada gente.
Então, as vezes eu me perco na hora de responder os comentários, então me avisem caso eu não tenha respondindo algum de vocês! E me mantenham atualizada de como vocês estão, o que estão lendo e/ou assistindo!
Beijão, gente.
Amo vocês!
Maah.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!