Notas iniciais
Eu quero gritar aqui, mas não seria bonito. Eu demorei um tempão pra escrever e revisar e agora eu quero o Lorcan na minha cama. Lá embaixo eu vou tentar dizer tudo que preciso sobre a fanfic. Boa leitura e final procês, maniacas pelo ship.

Lorcan estava desiludido (com o Feitiço da Desilusão) em cima de um trailer em péssimo estado. Ouvia pai e filho falarem árabe lá dentro. Aqueles pobres imigrantes conseguiam permissão de residência na Espanha e iam procurar trabalho nas avícolas da França, deparando-se com a falta de alojamento, péssimo pagamento e vida miserável.

Seriam vítimas perfeitas para as garras de um monstro transformado em lobo porque demorariam a identificá-los ou mesmo sentirem suas faltas. Isso deixava Lorcan furioso. Foi outro motivo que o levou a aceitar o trabalho.

A contaminação da primeira jovem, a morte do marroquino no mês anterior e o medo nos olhos dos trabalhadores quando pediram que o Arcanjo desse um jeito na Besta de Gévaudan.

Lorcan aparatou por pelo menos seis horas seguidas desde as sete da noite. Procurou em carros ocupados pelos trabalhadores sem lar, em acampamentos improvisados, em casas abandonadas e trailers ao longo do perímetro do château, o castelo do dono dos vinhedos em que ambas as primeiras vítimas trabalhavam. Fez perguntas aos moradores que indicaram "uivos e movimentação suspeitas" na direção do trailer em que ele estava agora.

Mesmo à noite o clima era abafado e sufocante. Lorcan estava suando parado no teto do trailer. Levava consigo uma bolsa transversal com um cantil de água, que ele tomou um pouco, um frasco com Poção de Força Vital (cortesia de Houdini), outro com Poção Limpa-Ferida (presente de Molly) e Poção do Acônito dentro de uma seringa de trouxas, que ele fez questão de comprar de Houdini para usar na jovem, caso a encontrasse. Levava também todas as cartas que Molly lhe enviou.

Um dos homens do trailer abriu a porta. Era o pai, negro com barba e longos cabelos brancos, o corpo todo calejado pelo trabalho no campo. Ele gritou em árabe para o filho e foi se aliviar longe dali. O filho gritou uma resposta para ele. Lorcan gostaria de entender suas palavras, mas só entendia francês.

Foi então, recortado pela pálida luz da lua cheia no céu sem estrelas, de um azul tão escuro que parecia preto, que Lorcan o viu. O lobisomem tinha quase dois metros de altura. Estava em pé sobre as patas traseiras e parecia rosnar baixinho, como se não quisesse alertar sua presença.

O velhote que estava urinando deu um grito descomunal ao ser atacado, que provavelmente só Lorcan e o filho ouviram.

Lorcan, desiludido, cujo corpo se metamorfoseava contra a noite, pulou do trailer e caiu dando uma cambalhota no chão.

O filho abriu a porta do trailer de forma brusca e assustada. O lobisomem o percebeu e interrompeu sua refeição. Ficou em suas quatro patas e trotou em linha reta para o jovem africano. Ele deu um grito, tentou entrar no trailer novamente, mas a porta não se trancava.

— BOMBARDA! — bradou Lorcan para o lobisomem, que voou alguns centímetros para trás, surpreso.

A fera ficou em pé novamente, farejando o ar, sem enxergar Lorcan, esquecendo o africano que entrou no trailer e sumiu dentro dele, gemendo e soluçando.

Lorcan estranhou o comportamento racional do monstro. Não parecia uma besta desenfreada. Parecia... Humano?! Aquele lobisomem tomava a Poção do Acônito e mesmo assim devorava pessoas na lua cheia.

Revoltado com a descoberta, Lorcan foi atingido por um par de garras que o farejaram na escuridão e o lançaram para o lado. O corpo dele bateu no trailer e escorregou para baixo.

Ferido na barriga e no peito, Lorcan desaparatou no momento em que a bocarra canina com duas presas enormes ia abocanhá-lo e aparatou para cima do trailer.

— Maldição. – praguejou baixinho, o sangue escorrendo das feridas abertas, vários cortes transversais que iam do ombro ao umbigo.

O lobisomem começou a dar com seu corpo contra o trailer, fazendo-o balançar perigosamente. O moço lá dentro tornou a gritar de pavor. Lorcan escorregou para o chão, desprevenido.

— Aresto Momentum!

Conseguiu frear a própria queda, caindo de cara no chão. O lobisomem veio em sua direção com a boca aberta, correndo com as quatro patas batendo no chão.

— IMPEDIMENTA! — berrou Lorcan para o lobo, que bateu momentaneamente num campo de força invisível, tempo o suficiente para Lorcan se levantar.

Foi quando ele ouviu um uivo primitivo e feroz perto do lugar em que o velho tinha sido assassinado urinando. Havia outro lobisomem lá. Ou melhor, uma loba. Uma lobisomem menor do que o seu atacante, de pelos cinzentos, focinho longo e olhos irracionais.

Por Merlin. Ele está criando a garota como se fosse uma companheira, deu-se conta Lorcan, horrorizado. Está caçando para ela, mantendo-a refém de sua licantropia.

A loba, já satisfeita de seu jantar, foi se juntar ao seu mestre.

Lorcan aparatou para o outro lado do trailer com ligeira rapidez. O lobo maior percebeu sua locomoção e deu a volta no veículo, farejando o ar. Sua companheira o seguiu de modo inquieto e faminto.

— CRUCIO!— Lorcan gritou para um desprevenido lobo, mortalmente furioso pelo que ele tinha feito com a jovem.

A besta caiu de costas, uivando de dor, ganindo, movendo as patas desesperadamente e mordendo o ar.

A loba pareceu irritada, mas não conseguiu localizar Lorcan. Ela avançou para a escuridão sem conseguir vê-lo. Não era experiente nem estava consciente como seu mestre, que era uma criatura racional pela Poção do Acônito.

— Oppugno! – Lorcan ordenou para o trailer ao seu lado, que se deslocou de encontro à jovem transformada, batendo a traseira contra ela. A lobisomem caiu de lado, ficando confusa por um momento. Mais gritos do africano lá dentro.

O lobo se recuperou da maldição imperdoável, extremamente raivoso. Lorcan percebeu sua fúria. O lobisomem passou pela companheira sem prestar atenção aos seus ganidos, caída no chão, e avançou para Lorcan. Sua intenção era clara. Vingança. Morte.

— Sectumsempra! — gritou Lorcan apontando para a besta e tentou aparatar. Não conseguiu totalmente. O bicho foi ferido por uma espada invisível, ganhando cortes por toda a pelugem, mas conseguiu abocanhar seu braço. No meio da mordida, um pedaço de pele do braço de Lorcan ficou para trás e ele estrunchou.

Apareceu do outro lado do trailer, que tinha sido arrastado, com o braço sangrando loucamente. Era o braço da varinha. Por causa da adrenalina e do perigo iminente, Lorcan não sentiu tanta dor, mas viu que seu osso estava exposto. Ele estava caído no chão, o corpo tremendo.


O lobisomem o achou. Começou a cercá-lo de forma calculista, como se fosse dar o ultimo bote. Provavelmente foi a presunção da besta que salvou Lorcan.

— Immobillus.— conseguiu praguejar fracamente, sentindo tanta dor no braço que a visão se escureceu. O lobisomem se petrificou.

A sua companheira veio em sua ajuda, as quatro patas no chão, correndo para o deitado Lorcan caído na terra.

— Levicorpus. – tentou Lorcan. A jovem foi alçada para cima por uma das patas traseiras e ficou pairando debilmente no ar, rosnando.

Lorcan trocou a varinha de mão. Deixou o outro braço cair ao lado do corpo, inutilizável. As feridas o impediam de se mover bem ou aparatar. Estava fraco e a visão estava turva. Vomitou no chão de terra.

Tremendo e com apenas uma mão em bom estado, com muita dificuldade, Lorcan tirou da bolsa a Poção de Força Vital e a tomou num gole, deixando o frasco cair no chão. Sentiu-se ligeiramente melhor, o suficiente para lançar um feitiço.

Olhou para a besta imobilizada em suas quatro patas à frente dele de modo vazio, assassino e cruel.

— Confringo.— falou de maneira suave.

O lobisomem, que já estava seriamente ferido, teve sua barriga estourada. Seu conteúdo voou por toda a área de terra em torno do trailer. Sangue, pele, pelos e outras coisas nojentas respingaram em Lorcan, na loba pendurada por uma pata e na janela do trailer.

O africano lá dentro soltou um berro. Começou a pedir por ajuda desesperadamente ao olhar timidamente a cena pela janela.

Lorcan vomitou novamente, dessa vez apenas bile e água foram derramadas na terra. O cheiro era insuportável. Ele estava coberto de uma imundice indescritível. O corpo destroçado do lobo jazia perto dele.

Ele não conseguiu mais se mover. Estava morrendo, podia sentir. O sangue vazava dele como uma cachoeira. O braço começou a doer tanto que ele sentiu que ia perdê-lo.

Mesmo assim, deixou a bolsa transversal cair no chão. Tirou dela a seringa e enfiou a agulha de qualquer modo na jovem, fazendo a Poção do Acônito entrar em seu corpo.

— Fique bem. – Lorcan conseguiu pronunciar.

Todo seu corpo parou de obedecer. A dor era única, não atingia mais apenas o braço ou as feridas. Sua visão escureceu e nem a lua cheia iluminava mais.

A última coisa que ele viu antes de tombar para o lado foram os olhos castanhos de Molly lhe sorrindo. Sentiu, delirando, seus cabelos mal cortados fazendo cócegas em sua barriga. Ouviu sua voz pedindo para que ele se machucasse logo.

Estou indo pra casa, pensou. Para os braços dela.

E a madrugada perdeu todas as cores.

[...]

— Idiota estúpido.

Lorcan reconheceu a voz de Houdini, mas não conseguiu abrir os olhos. Estava na completa escuridão. Deitado numa cama maravilhosamente macia.

— Que foi que eu te falei Arcanjo? Que era coisa muito grande pra você. O que você foi fazer? Bancar o herói dos trouxas. Babaca estúpido. E você está fedendo. Como vou limpar isso depois de tirá-lo daqui? Que cheiro horrível...

Lorcan sentiu que seu braço estava debilmente enfaixado e a dor era insuportável. As feridas no seu peito e barriga ardiam, queimavam, explodiam. A cabeça doía como se alguém o tivesse atingido com uma pedra. Estava nauseado.

— Não sou bom com isso. – tornou a repetir Houdini para o moribundo Lorcan, que se mexia fracamente. – Só consegui repor seu sangue com uma poção, está ouvindo? Se você morrer ao menos eu tentei. Espero que sua namorada consiga fazer alguma coisa. Mandei uma carta para essa tal de M II W. Minha coruja é esperta. Espero que sua namorada seja também. Espero que ela exista. Nós foragidos adoramos nos gabar das mulheres imaginarias que temos. Idiota estúpido.

Molly é real, pensou Lorcan. Molly é a coisa mais próxima que tenho para chamar de lar, ele quis dizer. Não conseguiu responder ou abrir os olhos.

Desmaiou novamente e não sonhou com nada.

[...]

Inglaterra, Londres

Lorcan não abriu os olhos de imediato. Recuperou as sensações do corpo primeiro. As feridas no peito e na barriga coçavam de maneira engraçada, como se já estivessem se curando. O braço estava preso em alguma coisa dura. Lorcan achou que era uma tala.

Havia um corpo deitado em cima dele, sem ligar para seu estado precário de saúde. Lorcan reconheceu o cheiro de Molly antes mesmo de abrir os olhos. Reconheceu seu aroma de produtos de higiene, poções, ingredientes e café. Reconheceu a maciez da cama dela. Reconheceu o travesseiro no qual a cabeça estava ajeitada, já tão afofado que podia ser jogado fora.

Ele conseguiu abrir os olhos devagar. Estava uma penumbra, mas era possível distinguir a figura de Molly deitada em seu peito, os cabelos avermelhados jogados em cima dele, dormindo com sua respiração.

Estavam no quarto dela. Ele reconheceu as enormes bolas suspensas no teto com velas dentro que foram inspiradas no St. Mungus, iluminando-os. Reconheceu o grande armário no qual ela guardava todas as misturas possíveis de medibruxaria.

Estou em casa, pensou. Consegui voltar para ela.

— Molly. – Lorcan chamou baixinho e sentiu a secura na boca. A língua parecia uma lixa.

Molly acordou sobressaltada.

— Lorc. – sussurrou Molly, sentando ao lado dele na cama, esfregando os olhos. — Você está bem?

— Água. – pediu Lorcan, gravando cada detalhe dela na memória, para a próxima vez que encarasse a morte. Queria enxergá-la de forma realista.

Os olhos castanhos dela com olheiras escuras embaixo. Seus cabelos vermelhos, frisados, cortados de qualquer jeito, sem brilho e com pontas duplas. As unhas sem cor e roídas de ansiedade. A boca que sempre se abria num bocejo enorme. Os cotovelos tortos.

Linda, linda, linda.

Molly ajoelhou ao lado dele na cama estendendo o copo de água. Lorcan bebeu de forma desajeitada com a mão esquerda, em pequenos goles.

Os olhos de Molly estavam vermelhos, mesmo na semiescuridão. Lorcan se sentiu culpado. Colocou o copo de água vazio de qualquer jeito no chão, fazendo careta por se mexer depois do período parado.

— Não quis te fazer chorar, Molly. – gemeu ele, já sentindo a garganta úmida.

— Você é um imbecil. – ela respondeu. – Dois lobisomens? Sozinho?

Mesmo insultando-o, ela enlaçou seus braços no pescoço dele e ficou respirando em seu ouvido por um bom tempo.

Lorcan quis encontrar o corpo dela de uma vez, o que não era muito indicado para alguém que estava se recuperando de quase ter morrido. Não faltou vontade, no entanto.

— Você é um imbecil tão imbecil. – Molly ronronou na orelha dele.

Lorcan quis enforcar Houdini por ter contado para ela.

— Quem foi... O que... – começou Lorcan, não querendo se livrar do abraço.

Porém, Molly o largou aos poucos e ficou ajoelhada na cama ao lado dele de novo.

— Recebi uma carta urgente no meio de um turno. – explicou Molly. – Aparatei até a França, naquele fim de mundo que você se enfiou. Passei uma semana na casa luxuosa do seu amigo até você estar forte o suficiente para fazer uma aparatação acompanhada comigo.

Lorcan praguejou. Nunca quis ser um estorvo pra Molly. Ainda mais no meio do trabalho dela, que ela se dedicava muito para ter o cargo que tanto queria de atendente em Danos Causados por Feitiços no St. Mungus.

— Maldito Houdini. – reclamou Lorcan.

— Maldito?! Seu amigo te salvou.

Mesmo assim Lorcan não deixou de sentir que tinha sido para Molly uma espécie de empecilho. Eles nem tinham um relacionamento real.

É muito real pra mim, pensou Lorcan. Só que para Molly pode ser um passatempo.

Molly se levantou e Lorcan ficou inquieto. Por que ela não podia ficar ao lado dele? Ele estava ferido, por Merlin. Ele não fazia nem questão de comer ou qualquer besteira dessas agora. Podia ficar ao lado dela, machucado que fosse, até se certificar que ela não ia embora.

Molly colocou um saquinho amarrado ao lado dele, que fez barulho de metal se chocando quando pousou na cama.

— Sua vida não vale setenta galeões, Lorc. – disse Molly em tom de bronca. — Seu amigo pediu para eu dizer que a trouxa está bem... Ele vai providenciar a poção para ela todo mês. E pediu desculpas também. Ele quem vendia a poção para o outro, não entendi esse recado. – a voz de Molly ficou estranha e ela evitou encarar Lorcan ou mesmo voltar para seu lado na cama.

Lorcan abriu um sorriso idiota. Molly estava preocupada com ele. E estava com ciúmes da garota trouxa também. Como se ela o amasse. Como se não levasse mais ninguém pra cama além dele.

— Que sorriso idiota é esse? – perguntou Molly fazendo uma careta.

— Você está com ciúmes de mim.

A careta de Molly ficou pior.

— Você sabe que agora é um lobisomem? – ela tentou mudar de assunto.

— Você me ama. – Lorcan riu.

Molly quis esmurrar a cara estúpida dele. Ele tinha virado um lobisomem, quase tinha perdido o braço da varinha, tinha perdido muito sangue e quase morrido. A única preocupação dele parecia ser a do sentimento dela.

— Você tem que dizer. – exigiu Lorcan.

Molly começou a rir e chorar ao mesmo tempo, fazendo um som engraçado com o nariz. Ela ficou tão preocupada ao lado daquela cama sofisticada em que o tal de Houdini o tinha enfiado, cuidando de Lorcan de forma alucinada, que tinha dormido menos do que já dormia em sua rotina de residente normal.

Tirou até folga do St. Mungus. Molly nunca tirava folga.

— Você é tão imbecil Lorcan Scamander. Eu odeio você. – Molly disse por fim, se jogando ao lado dele, abraçando-o de novo. Seus cabelos se espalharam pelo rosto dele, pelo pescoço, fazendo-o cuspir e fechar os olhos.

Lorcan sentiu as lágrimas dela escorrerem por seu rosto, colado ao dele.

— Você me ama. – corrigiu-a Lorcan, empurrando o rosto dela levemente.

— Talvez.

Molly se adiantou até os lábios dele. Ela não era gentil. Ela o mordia, o beijava com ferocidade e selvageria. Lorcan enrolava os cabelos dela atrás da cabeça, puxando-os com força, enquanto Molly gemia o nome dele entre seus lábios.

Ela não ligou para o estado dele. Tirou a camiseta, tirou a peça intima, tirou a calça jeans e o restante com ligeira rapidez e avançou para Lorcan, que já estava tonto de vontade e excitação.

Molly, Molly, Molly. Meu lar, ela é meu lar, foram os devaneios dele antes de explodir.

Molly se jogou ao lado dele, arfando alto e tremendo, o corpo levando pequenas cargas elétricas. Lorcan fechou os olhos, memorizando aquelas sensações também.

— Lorc? Quem é a garota trouxa?

Lorcan riu dela de novo.

— Pare.

— Foi a primeira vitima do lobisomem. Eu a tirei das garras dele.

Lorcan ouviu Molly dar um leve suspiro aliviado.

— Você me ama. – ele tornou a afirmar.

— Talvez. – Molly teimou.

— Que bom. – Lorcan respondeu, enquanto ela deitava em seu peito como os dois tanto adoravam. A cabeça dela ficou subindo e descendo com a respiração arfante dele. – Tenho setenta galeões. Quer jantar comigo? Como um encontro?

— Imbecil. Lorcan Scamander, você é um imbecil.

Notas finais
Notinhas finais que eu preciso dizer: [+] Gosto de pensar que o Houdini teve um breve caso com a trouxa lobisomem e explicou tudo pra ela sobre ser licantropa. Mas, como se trata do Houdini, claro que o romance não foi pra frente. [+] Como Houdini vive no meio dos trouxas ele tem carro e muitos conhecidos. Não foi difícil pra ele achar o Lorcan. [+] Essa fic se passa alguns meses antes (em agosto/setembro) da "Se machuque com mais frequência" (que provavelmente se passa no começo do ano seguinte). [+] Escrevi três fucking finais diferentes, mas escolhi esse. Eu tive que salvar a garota e matar esse lobisomem nojento. Teve uma versão em que não fiz isso hehe. [+] "Meu Lorcan" não era assim de inicio. Tanto é que nas primeiras fics em que escrevi com ele (Uma, duas e três, paixões de uma vez e Meu seu nosso mundo) ele não tem nada a ver com isso. Esse Lorcan aqui foi bastante inspirado no personagem Geralt dos jogos/livros THE WITCHER (que dá uns pegas na personagem que eu uso como nome, Yennefer, bjos). Não me abandonem, digam o que aconteceu com o coração de vocês com o final POR FAVOR.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!