Notas iniciais
Oi gente, eu ia postar este capítulo na quarta, mais não aguentei c: Bom, espero que gostem ^^ Boa leitura.

Passando-se meses a ideia de que eu não era mais namorada de Zac já era bem comum para mim, e bom ele até parecia bem acostumado. Ele me ignorava sempre que podia.

Não sei se isso era um bom sinal. Becca sempre tentava me empurrar para sair tomar sorvete essas coisas depois do trabalho. Resolvi que estava na hora de eu parar com essa monotonia e me abrir para experiências novas. Becca por assim dizer era minha melhor amiga desde a sétima série quando ela se mudou pra cá em Portland a maior cidade do estado do Oregon. A vida com ela mudou bastante ela se encaixava em mim, gostávamos das mesmas coisas porém Becca era menos reservada e não gostava de namorar, ela sempre me dizia que queria sempre sentir aquele frio na barriga dos primeiros encontros e que com ela amor não existia assim. Era só paixão na maioria das vezes. Bom eu esperava que comigo não fosse assim. Fui para casa depois do trabalho e peguei meu carro para buscar Becca para irmos ao shopping e ir na livraria. Ela me esperava toda perfumada e animada. Ela era linda,recentemente tinha cortados seus cabelos castanhos lisos que agora batiam antes dos ombros. Becca é uma pessoa bem volúvel. Baixinha assim como eu mas um pouco gostosa com mais carne. Chegamos no centro e fomos direto ao shopping onde ela experimentou alguns óculos algumas calças e logo fomos comprar novos exemplares de livros. Comprei a menina que caçava a lua apesar de já ter lido gostaria de te-lo somente para mim. Depois de tomarmos sorvete eu me assustei por ter passado da hora de ir para casa

–Cara. Be são quase nove e meia!– Fiz cara feia.
–Sério?- Ela perguntou e acabou soltando um palavrão- Minha mãe vai me matar esqueci de lembra-la de tomar os remédios. Ela está tentando parar de fumar você sabe né, e sabe também que uma vez encontrei maconha em uma das gavetas dela. – Ela revirou os olhos e pegou o celular – Vou ligar para ela agora espera só um minuto ai. – Fomos andando até meu carro entrei e esperei Becca terminar de falar com sua mãe. Elas começam a discutir e comecei a rir, elas sempre brigavam de um jeito sem brigar, era engraçado. Becca na maioria das vezes era mais mãe do que a própria mãe dela. Levei ela para casa e peguei uns atalhos para minha casa, que não era absurdamente longe da casa dela. Liguei o rádio e fiquei cantando Bon Jov feito uma histérica quando comecei a perceber uns ruídos estranhos vindo do carro. Foi quando percebi que estava sem gasolina. Como pude deixar de perceber um detalhe tão importante assim ao longo do dia? Esse carro comia mais gasolina do Billie os bifes da tia Alicia nossa senhora. Eu tinha abastecido ontem! Que ridículo exclamei alto. Peguei meu celular pra ligar para minha tia e percebi que já eram 22 horas. Ela iria me matar,comecei a digitar os números mais meu celular acabou morrendo.

–Que maravilha! O que mais vai acontecer de bom hoje? – Exclamei exasperada. O que eu ia fazer agora? Eu tinha parado perto de um bar eu poderia ir lá ligar para tia Alicia e esperar certo? Mais eu temi que aqueles caras que estavam berrando e jogando jogos de azar fossem todos bêbados e loucos. Mais que se exploda eu quero ir para casa dormir. Cerrei os punhos e fui em direção ao bar. Era meio vagabundo mais eu tinha dinheiro acho que conseguiria um telefonema certo? Entrei no bar e pude sentir olhares em mim o que era normal, o que uma garota de 17 anos estaria fazendo esta hora num bar? Sentei em um dos bancos e pedi com firmeza ao barman se eu poderia fazer uma ligação.

– Olha docinho, tem um telefone público lá atrás do bar se quiser é o máximo que posso fazer. – Suspirei e agradeci. Sou menina super poderosa agora para ser docinho? Me poupe. Me virei ignorando os bêbados e me dirigi cautelosamente até lá. Estava tudo silencioso e pude ouvir que alguém, um homem falava ao telefone, não pude deixar de ouvir a conversa e não consegui me desviar da voz.

–Olha Garret você é insano. Você sabe que já fiz coisas piores e isso vai ser tranquilo. – Disse o homem super calmo e confiante. –Qual é o nome dela? – Ele continuava. Parei um pouco distante e ele percebeu minha presença pigarreou e inventou uma desculpa ao telefone e desligou. Me senti enxerida inconveniente e dei alguns passos para atrás. O sujeito se virou e me encarou.

–Agora é tarde para você tentar sair. –Ele sorriu. Meu coração deu uma vacilada. Ignorei e corei envergonhada. Fui pega escutando a conversa dele, não que eu tenha entendido alguma coisa. O sujeito se afastou da cabine e deu uns passos para mim. Andei vacilante para trás e ele ergueu as mãos como pedido para que me acalmasse.

–Ei, não se assuste tudo bem você ser enxerida e tal não vou fazer nada. Fique a vontade para fazer seu telefonema. – E abriu outro sorriso. Um pouco forçado e particularmente muito encantador, seus dentes brancos e o contorno da sua boca me deixavam meio fixada. Ele continuou sorrindo talvez tentando não me assustar. Me aproximei um pouco do telefone e percebi o quão grande ele era. Bonito magro apesar de parecer bem forte. A luz do poste iluminou seu rosto e paralisei quando trocamos olhares. Eu estava me sentindo constrangida, e não tinha falado nada até agora. Pareciam que as palavras fugiam de minha boca. Senti-me como se fosse uma criancinha idiota. Seus olhos verdes me avaliavam esperando uma resposta. Virei-me para não ficar cara a cara com ele e conseguir pensar em uma resposta concreta.

Quando me virei novamente por questões de segundos para fitar o estranho novamente, ele havia sumido. Como ASSIM? Tremi. Isso era um absurdo. Era impossível não é? Acho que fiquei um minuto parada totalmente em choque pensando em como aquele rapaz tinha sumido assim. Ou eu estava imaginando coisas ou não sei. Parecia que o tempo tinha pausado, isso é ou não possível? Uma lágrima correu por meu rosto. Eu tinha ficado sem piscar quanto tempo? Limpei meu rosto e peguei umas moedas em meu bolço, suspirei fundo, eu ainda tremia e sentia uns calafrios por meu corpo.

Calma Anne, disse a mim mesma baixinho. Suspirei fundo novamente e tentei parar com a tremedeira e liguei para minha tia. Não sei o por que isso me deu medo, não era nada de mais uma pessoa sumir do nada e deixar essa sensação ...