Come Undone

2 Capítulo 2 - Vingança só na ficção


Notas iniciais
Hello darlings! Eu só quero explicar uma coisinha para vocês: eu normalmente coloco um aviso de flashback (Flashback ON/OFF), mas nesta fic eu vou colocar os flashbacks em itálico porque eles vão encaixar-se sempre nas cenas, não se preocupem. Então... flashbacks em itálico. Não se esqueçam. Boa leitura!

Capítulo 2 – Vingança só na ficção

Sherlock chegou a casa bastante tarde. Athena estava na cozinha a cozinhar esparguete á carbonara.

–Esses teus dotes culinários só podem ter vindo do tio Mycroft – Sherlock deu um beijo no topo da cabeça de Athena.

–Olá, pai. Como foi o trabalho?

–Pior de sempre. Gavin está a ficar senil.

–Greg – corrigiu ela. – Dá-me os pratos, por favor.

Sherlock abriu o armário e pegou dois pratos, entregando-lhos. De seguida, colocou os guardanapos e os talheres na mesa.

–Nem pensar – ripostou Athena, enquanto colocava o esparguete no prato. – Eu vou ver Revenge hoje.

Sherlock congelou. Por alguns segundos não se mexeu, nem piscou.

–O que foi? – indagou Athena, subitamente alerta. – O que aconteceu? O que há de errado?

Athena quase deitou o prato ao chão, quando o colocou na bancada. Felizmente, o prato escorregou para a segurança da plataforma branca.

–Pai?

Sherlock respirou fundo e ajustou a sua postura.

–Isso é uma história sobre vingança.

–Sim, é esse o nome da série. Emily é muito boa vingadora.

–É uma história que incita o instinto de vingança nas pessoas. Pode despertar o lado assassino nas pessoas.

Athena enrugou a testa e abanou a cabeça.

–Estou confusa.

–Não quero que vejas essa série.

–Mas por que não?! Eu vejo esta série há anos!

–Desde quando? – interrogou ele.

–Desde que começou a primeira temporada. Não percebo…

Sherlock respirou fundo, tomando algum tempo para encontrar a resposta perfeita. Ele tinha que ser muito delicado com ela.

–Porquê eu?

–Porque és o único em quem eu confio – afirmou A Mulher, nas sombras do apartamento de Sherlock.

Era uma noite escura. A única iluminação eram as luzes da rua. Momentos antes, Sherlock estava a tentar descansar no seu palácio mental. Quando ela entrou, interrompeu o seu momento de serenidade.

–Considero que a história é muito vingativa. Gostaria que não a visses.

–É porque lidas com essas histórias todos os dias? – Athena tentou encontrar uma justificação para o súbito choque de Sherlock. – Pai… eu não vou virar uma assassina em série por ver aquela história. Emily sofreu um choque muito grande quando era pequena e sente uma necessidade de se vingar das pessoas que lhe tiraram o pai. Eu entendo o lado dela, mas…

–Ponto final. Não há mais nada de Revenge pela casa.

–Mas eu jamais seria capaz de fazer isso – completou Athena, calmamente. – Eu jamais seria capaz de pegar numa arma e matar alguém.

–Há uma condição, Sherlock.

–Claro que há condições – Sherlock quase revirou os olhos. – O que é?

–Ela nunca poderá saber de mim.

Sherlock observou a figura feminina que estava sentada no sofá de frente para si.

–Por que não?

–Porque eu sou tudo menos o melhor exemplo de Mãe.

–Prometes?

–Prometo – Athena acenou, sem vacilar.

©AnaTheresaC

Notas finais
Espero que tenham gostado! Próximo sábado há mais! XOXO