Come Morning Light
20 Medo
Notas iniciais
se quiserem acompanhar =) ela é muito bonitinha e imagino ela tocando nas partes RexKallie.
Boa leitura!
Eu não conseguia entender o que estava acontecendo em minha vida, era como se estivessem me pregando uma peça, mas no final ninguém aparecia e começava a rir de minha cara.
Depois de descobrir que eu tinha sim, visto tudo aquilo, voltei junto com Mith para minha casa, mas realmente não havia nada lá, nos duas vasculhamos a casa toda, e nada, nem provas de que tinham limpado antes que os policiais chegassem nem qualquer coisa suspeita. As paredes e o chão estavam limpos, como se nunca tivessem sido sujos.
Eu não sabia o que fazer, o meu maior medo agora era ficar em casa, eu não podia dormir na casa de Mith todos os dias então a primeira coisa que fiz foi trocar e reforçar todas as trancas da casa, das portas e das janelas.
Eu estava apavorada por ter de ficar naquela casa imensa sozinha, a pior parte do dia era quando precisava voltar para aquele lugar que um dia eu já fora feliz. Mas agora estava tudo diferente, alem de não me sentir mais feliz naquele lugar solitário, eu tinha medo.
Cada vez que eu via Kibum ou Raider nos corredores da produtora ou cada vez que um deles entrava na sala de ensaio em que estávamos, eu torcia para que anunciassem que estávamos indo para um dormitório, eu preferia dividir um quarto com Seo Jun do que viver o inferno que eu estava.
– Kallie, onde você anda com a cabeça? Nossa apresentação é amanha e você continua esquecendo as falas, o que esta acontecendo com você? — Ren perguntava aflito e preocupado me chamando a atenção. Aquela era a primeira coisa que ele me dizia depois de dias sem me dirigir a palavra diretamente.
Eu não conseguia me concentrar na peça, a lembrança do sangue e o medo estavam em mim constantemente, eu não conseguia tirar aquilo de minha mente. Eu até sabia as falas, mas não conseguia me concentrar.
– Me desculpe, eu estava com a cabeça em outro lugar, vamos de novo. — Falei desanimada.
– Por favor Kallie, tente se concentrar. Eu entendo que você deve estar passando por algo, eu nunca te vi assim antes, mas você tem que se concentrar, se não por você mesma, tente por mim. — Ele disse com seu olhar penetrante. — Eu não quero ser chato e egoísta, mas eu dependo de você para ir bem, se você cair eu também caio! — Ele dizia com uma expressão aflita.
– Me desculpe Ren, eu vou melhorar, eu preciso melhorar. Vamos de novo! — Eu disse séria e convicta, depois da sacudida que ele havia me dado.
Ren nunca havia falado comigo daquele maneira, a forma que ele me olhava, era como se ele soubesse que eu não estava bem. Seu olhar parecia querer pegar meu sofrimento para ele e amenizar minha dor, e como se ele realmente tivesse esse poder, eu consegui esquecer o que acontecia em volta e me concentrar no que estava fazendo.
Talvez nem fosse seu olhar, talvez tivesse sido o que ele disse, fazer por ele, sim eu queria ajudar Ren, mas quando ele disse, “se não por você mesma”, eu lembrei de minha mãe e de seu pedido antes de sua morte, ela queria que eu chegasse ao topo, e dessa forma eu não iria muito longe.
Pensando nisso me concentrei e conseguimos seguir com o ensaio.
Eu e Ren estávamos ensaiando há dias e nos sentíamos confiantes apesar de minha distração. A barreira que existia entre nós no início dos ensaios aos poucos fora se quebrando, mas ainda hoje não estávamos dando o melhor de nós. Essa barreira que criamos nos atrapalhava constantemente, mas eu estava determinada a passar por cima disso puxando Ren junto comigo, mesmo que faltasse tão pouco tempo para a apresentação, tínhamos que ganhar nossos papéis de volta, e eu estava disposta a dar tudo de mim, mesmo que houvesse conseqüências depois.
Já era tarde, quase uma hora da manha e ainda estávamos na produtora ensaiando, era a ultima vez que estávamos passando a cena e tínhamos decidido finalmente tentar a cena do beijo, sempre que chegava nessa parte nós parávamos, já que era o final da cena e nós o estávamos evitando.
Nós terminávamos de cantar o dueto e eu me virava para ir embora, quando senti meu pulso ser puxado por Ren, me fazendo virar para ele.
– Hikari, por favor, por favor, não vá, por favor. – Ele suplicava com seus olhos marejados e seu olhar mais pidão enquanto segurava uma de minhas mãos.
– Porque você quer que eu fique? – Perguntei levemente e cheia de esperança em minha voz e em meu olhar.
– Porque eu me importo, porque não quero você longe, por que... Eu te quero! – Ele disse de uma vez, sua voz parecia desesperada e embarcada. Ele dizia as frases com uma emoção que nunca tinha visto, eu chagava ate a sentir como se ele estivesse falando aquilo para mim, seu olhar me penetrava e eu não sabia mais se estava atuando ou se estava agindo por mim mesma.
Assim que ele disse “te quero” seus olhos derramaram lagrimas mas seu olhar continuava fixo aos meus, minha reação foi de surpresa, era a reação que eu tinha que ter, pois minha personagem não sabia que Shin gostava dela. Mas minha reação foi de surpresa pois nunca havia visto Ren encenar assim.
Minha boca estava entre aberta e em seus olhos me perdi em meio a minhas ações. Andei em direção a ele aproximando nossos corpos e levei uma de minhas mãos à seu rosto limpando as lagrimas que escorriam.
Ren segurou meu rosto com as duas mãos e me lançou um olhar de permissão enquanto olhava de minha boca para meus olhos e vice versa.
Eu sentia o calor de sua pele e estar tão próxima a ele novamente me trazia a sensação de que realmente já estive assim, ali tão próxima, sentindo seu calor e seus toques.
Fechei meus olhos lentamente e começava a sentir sua respiração quente em meu rosto.
– TEM ALGUEM AI? — Escutei o grito ecoando pelos corredores e entrando na sala de ensaio onde estávamos.
Abri meus olhos me afastando poucamente de Ren que ainda me olhava, seus olhos fixos nos meus, o momento parecia ter sido estragado bem no final, logo quando terminaríamos, logo quando finalmente... Então escutei um barulho e todas as luzes se apagaram me dando um susto. Estava tudo escuro e não conseguia ver um palmo a minha frente.
– Ren? — Perguntei tremula, estendendo minhas mãos tentando o encontrar em meio ao escuro.
Então senti suas mãos quentes nas minhas, seus dedos finos entrelaçando nos meus e o calor de seu corpo novamente perto do meu, seu braço se envolvendo em volta de meu corpo me trazendo para si me fazendo apoiar meu rosto em seu peito.
Escutei seu coração que batia forte e descompassado, e não pude conter um sorriso que surgiu involuntário em meu rosto.
Entrelacei meu braço em volta de seu corpo me deixando levar pelo momento e fechei meus olhos enquanto escutava seu coração.
– Vamos dar o melhor na apresentação. — O escutei dizendo suavemente enquanto apoiava seu queixo ao topo de minha cabeça.
– Sim. — Falei enquanto ainda sorria.
Não entendia o que estava acontecendo ali, o porque de estarmos assim e como havia acontecido, mas em meio aquele escuro, que muitas vezes trazia de volta meus piores medos, sentia que aquela era a minha felicidade.
Notas finais
Espero que tenham lido com a musica =)
Desculpem o atraso, mandei para revisão, mas atrasaram um monte e no final nem deu tempo. Se houverem pedidos postou outro amanha ou segunda, para compensar o atraso x.x
Fale com o autor