Come Down With Love

27 Tudo Acontece no Central Park Parte 2


Notas iniciais
Bem, e aqui está o ultimo capitulo da fic! Agora só falta o epilogo! Espero que gostem e deixem seus lindos penultimos reviews!
Capitulo 27 Tudo Acontece no Central Park Parte 2

— Ahn, olá. respondeu a filha de Ares corando.

Por um minuto, ambos ficaram se encarando surpresos. Parecia muita coincidência que ambos houvessem escolhido descer do Olimpo naquele dia e vindo para o mesmo lugar. Chegava até a ser bizarro. Bem, pelo menos só haviam vindo eles dois. Seria absolutamente pior se algum casal de seus amigos decidisse fazer o mesmo, porem, havia um certo constrangimento entre os dois.

Matthew não sabia o que estava fazendo ali sentado ao lado dela. Por que, cargas dágua, ele havia decidido ir falar com ela? E por que não tentava nem ao menos puxar assunto com ela? Bagunçou o cabelo nervosamente e abaixou o olhar, que caiu de Rafa para suas próprias roupas. Havia desistido do estilo bad boy já fazia um tempo e voltara a usar suas próprias roupas e preferia assim, afinal as outras eram muito quentes e ele não gostava muito. E também, já havia percebido que esse estilo não era o que Rafaela gostava. E com isso aprendera a não julgar por estereótipos. Não era porque ela era filha de Ares que tinha que ser durona e que tinha que gostar de garotos assim. O exemplo perfeito era ele, um filho de Afrodite que, na maior parte do tempo, não se preocupava com sua aparência. E além disso, ainda tinha o antigo relacionamento entre sua mãe e Ares, sendo que ela não era nada violenta. Bem, menos se fosse falasse mal do amor... ou a chamasse de feia (nunca cometa esse erro se não quer ver Afrodite irritada!).

Levantou a cabeça de novo, deparando-se com o olhar da deusa sobre si. E como sempre, quando seus olhares se encontraram, ele ficara hipnotizado. Isso costumava acontecer muito. Porque toda vez que ele olhava para os olhos dela (mesmo de relance), ele sentia o efeito da paixão platônica que tinha por ela o atingir. Era como se aqueles olhos vermelhos esverdeados fossem a única coisa que importasse. Sempre que se olhavam nos olhos, ficavam os dois parados, encarando-se. Bem, ele queria fazer mais que isso.

Matt queria poder botar uma mão em sua cintura, a outra me seu rosto, puxá-la para perto e beijá-la e aproveitar cada segundo. Varias vezes, ele se imaginava fazendo isso. Qual seria o gosto do beijo dela? Como seria o beijo dela? Como ela reagiria se ele a beijasse? Será que ela retribuiria? Será que se ele o fizesse, eles talvez ficassem juntos? Tantas perguntas que ele não fazia idéia das respostas.

Inconscientemente, seu olhar caiu dos olhos dela, para a sua boca. Sua boca rosada, carnuda e tentadora. Como ele queria poder beijá-la! Meus deuses, isso era tudo que ele mais queria! Porém, tinha medo de como ela reagiria. Queria que ela fosse sua, mas tinha medo que qualquer ação impulsiva acabasse estragando com sua amizade. Afinal e se ela não gostasse dele daquela forma?

Saindo de seus devaneios, viu que ela percebera a direção de seu olhar, corara intensamente e mordera o lábio, fazendo-o parecer ainda mais atrativo. O filho de Hefesto respirou fundo e desviou o olhar, não poderia ceder a tentação e beijá-la! Se ela reagisse mal, sua amizade, que já estava meio instável, tinha muitas chances de acabar. Por mais que ele desejasse beijá-la, preferia poder falar com ela sempre que podia do que tê-la beijado uma vez e não conseguir mais falar com ela.

Rafa sentia-se tão a vontade quanto o rapaz ao seu lado. Desde que descobrira sua crescente atração por Matthew e vira que estava apaixonada por este, não conseguia mais agir normalmente perto do rapaz. Suas conversas, antigamente animadas e divertidas, se tornaram monossilábicas e quietas. Algo estranho, como um tipo de constrangimento, havia se criado entre eles e ela não queria isso.

A cada dia que se passava e a cada conversa que eles trocavam, ela sentia mais a necessidade de se declarar para ele. Porque quando estava com ele, queria estar em seus braços e sentia-se tão envergonhada de dizer isso que acabavam ficando sozinhos em silencio. Ela queria e tentava falar alguma coisa, mas nunca conseguia. E ele também não se pronunciava, o que a deixava com raiva. Ao invés disso, ele só ficava a observando, o que a deixava mais constrangida. Ela não se importaria se ele a estivesse olhando como se esperasse que ela puxasse um assunto, ou simplesmente só olhando para ela, mas ele não estava o fazendo. Ele a observava minuciosamente, como se procurasse gravar cada detalhe de sua aparência na memória. Isso a constrangia. E ela estava cansada de ficar constrangida.

Então, completamente decidida, a rapariga levantou-se, girou nos calcanhares e começou a andar em direção ao Empire State. Estava cansada disso. Cansada de esperar. É claro que ela deveria declarar-se, mas era óbvio que ele não sentia o mesmo. Não ia mais perder seu tempo iludindo-se e esperando por ele. Se ele realmente gostasse dela, era bom que se pronunciasse logo.

E ele assim o fez. Ao vê-la se afastando, Matt viu que era a hora. Levantou-se e segurou o seu braço, fazendo-a virar-se para ele. Por um segundo, Rafaela apenas o olhou surpresa. Na verdade, ambos estavam surpresos. Então, num impulso ainda maior, Matthew puxou-a mais para perto e selou seus lábios num beijo. Ou melhor, o melhor beijo da vida de ambos.

Os lábios da filha de Ares e do filho de Hefesto encaixavam-se perfeitamente e tinha uma sintonia perfeita. O gosto de morango dos lábios dele a inebriavam. E o gosto de menta dos lábios dela faziam o mesmo com o garoto. Era uma mistura estranha, porém perfeita. Os braços dele envolveram sua cintura enquanto os dela faziam o mesmo com seu pescoço. Seus corpos se encaixavam. Era a combinação perfeita. Era a combinação que já deveria ter sido feita a tempos, mas que manter-se-ia junta por muito, muito, tempo. Eles poderiam ter ficado assim para sempre, mas sabiam que teriam que se separar uma hora e quando esta chegou, não foi tão ruim quanto a imaginavam.

Seus lábios podiam ter se separado, mas suas testas ainda se encostavam e seus narizes roçavam um no outro. O sorriso no rosto de ambos era evidente. Estavam tão felizes, que sua felicidade parecia contagiosa para todos os mortais que passavam ao seu redor. Mas eles não se importavam com mais nada além de seu amado.

— Eu te amo. Eu sempre te amei e sempre vou te amar. disse Matt e Rafaela sorriu radiante.

— Eu também sempre te amei, vou te amar e quer saber? Eu te amo. ela disse e o beijo novamente.

E ficaram assim pelo resto do dia. Beijando-se e dividindo seu amor. Bem ali, no meio do Central Park. Bem, não é por a caso que esse é um local famoso para cenas românticas, certo?

Notas finais
E então? O que acharam? Mereço os penultimos reviews? Talvez um recomendação quando ainda há tempo?