Come Down With Love
21 Resolvendo Problemas
Notas iniciais
Capitulo 21 – Resolvendo Problemas
- Nina? Ryan?
Ambos viraram-se rapidamente, deparando-se com James os encarando incrédulo. O filho de Apolo havia, assim como os dois, perdido o sono e saído para caminhar e pegar um ar fresco. Então, ao passar pelo lado do palácio de Hera, ouvira um barulho de folhas se mexendo e decidira dar uma olhada. E então ele se deparara com uma cena que nunca imaginara: ele vira sua namorada Nina beijando Ryan.
Aquilo fora nada mais do que um choque para ele, afinal ele não sentia ciúmes dela, pois não a amava. Mas quando a vira com o filho de Zeus, sentira-se... mal, meio que como se fosse trocado. E isso abalara de leve o seu ego. Por um segundo, os três ficaram se encarando. Nenhum deles sabia o que fazer, então Jay tomou iniciativa e disse:
— O que... o que vocês estavam fazendo? Não, eu sei o que vocês estavam fazendo! Mas por que Nina? Justo você, francamente!
Nina pareceu acordar do seu transe. O que ele estava dizendo? O que ele queria dizer? Não, ela não precisava de respostas, aquelas eram apenas perguntas retóricas. Olhou-o com fúria.
— Quem você pensa que eu sou?! Eu não beijei ele porque quis, foi só um impulso e eu iria te contar amanha! Eu não sou uma vadia qualquer que fica beijando os outros quando tem namorado! – ela disse encarando o filho de Apolo com uma raiva que ele nunca havia visto deixando seus olhos verdes-acinzentados, completamente cinza.
Por um momento, tanto James quanto Ryan, que observava a cena calado, ficaram com medo da morena. Porem, o medo de James passou transformando-se em arrependimento. Ele sabia o quanto ela era firme e não admitia ser chamada de vadia ou qualquer coisa do gênero. Ela era uma genuína filha de Atena, tanto que tinha o mesmo habito de defensiva da mãe. Já o medo de Ryan sumira quando percebera as palavras dela. Como assim o beijo fora um impulso? Ele tinha sonhado tanto com aquele momento e o a retribuição dela não fora porque sentia o mesmo ou pelo menos uma leve atração por si. Sentira uma pontada no coração ao ouvir isso.
— Eu... Nina, eu não quis dizer isso! Você sabe que não! Eu só, eu só me senti meio nervoso sabe? – o filho de Apolo disse tentando sem saber porque, concertar as coisas.
Enquanto Nina o encarava, James pensou o porque de fazer isso. Por que continuar mentindo? Por que continuar a ficar com ela mesmo sem amá-la? Mesmo com seu coração completamente nas mãos de outra? Não, não valia a pena.
Nina também pareceu refletir basicamente a mesma coisa. Aquela era a hora, não era? Ela passara tanto tempo namorando com ele sem amá-lo e agora via uma oportunidade de acabar com aquela mentira. Por que sentira aquela vontade tão repentina de fazê-lo? Então ela sentiu seus lábios formigarem e gosto de chocolate dos lábios de Ryan invadirem sua boca. Um sorriso débil quase surgiu em seus lábios, lembrando do beijo. Sem duvida ele beijava muito melhor que James. E sem duvida, o beijo a fizera sentir especial, fizera se sentir extremamente bem, fizera se sentir protegida, fizera se sentir amada. Mesmo tentando se conter, suspirou.
Ela nunca soube porque mas talvez pensar naquilo a influenciou a fazer o que fez. A morena respirou fundo, olhou nos olhos do namorado e disse:
— Olha, tudo bem James, mas eu acho que precisamos conversar. Ryan, você nos dá licença? – ela disse, enquanto os dois rapazes assentiam e Ryan distanciava-se do casal –Olha, Jay, não é que eu venha te traindo ou que eu tenho te traído e esse não é o motivo de eu querer vir aqui falar com você. Mas eu acho que eu e você... Nós, você sabe...
— Nunca demos certo? – ele disse, ela assentiu e ele suspirou – Eu sei, talvez na época nós sentíssemos uma atração um pelo outro, mas agora. Bem, você... Eu vi você olhando para o Ryan quando vocês se separaram. Eu percebi que vocês têm alguma ligação. – ela corou – Bem, e eu...
— Está apaixonado por outra garota?
— Bem, sim.
— Não lhe perguntarei quem é, mas espero que seja feliz com ela.
— E eu desejo o mesmo para você e Ryan.
Ela corou.
— Espero que consigamos continuar amigos. – ela disse.
Ele abriu os braços e a filha de Poseidon abraçou-o.
— Claro. – respondeu.
Eles ficaram um tempo abraçados até o filho de Artemis olhou para trás e viu o filho de Hera o encarando com Hera. Então, soltou a filha de Poseidon com um olhar risonho.
— Acho melhor eu ir. – ele disse, beijou o topo da cabeça do morena e saiu andando do jardim de Hera, sentindo como se um peso acabasse de sair de suas costas.
Enquanto virava-se em direção a Ryan, Nina sentia as palavras do filho de Apolo a penetrando. Será que estava gostando mesmo de Ryan? Será que aqueles sentimentos confusos que sentia quando o via eram derivados de um sentimento mais forte? Será que fora por isso que o beijo dele fora o melhor de sua vida? Será que era por isso que os olhos dele sempre a deixavam hipnotizada? Será que era por isso que o sorriso dele fazia seu coração atrasar uma batida? Será que era por isso que o doce cheiro dele a inebriava?
Tudo aquilo parecia tão obvio, mas ao mesmo tempo tão confuso. Aquilo era amar? Sentir todas aquelas sensações boas quando estava perto de uma pessoa, era amar? Se sim, ela talvez estivesse amando. Amando Ryan, porque era isso que ela sentia quando estava perto dele. Era como se borboletas batessem suas asas dentro de seu estomago. Era bom, mas ao mesmo tempo estranho.
Será que sua mãe também se sentira assim por seu pai? Será que era isso que faltava em seu relacionamento com James? Era? Ela se perguntava, mas no fundo ela sabia a resposta. Sim, era isso. Era isso que fazia, dentro de si, Ryan ser especial daquela forma. Então era isso? Ela estava apaixonada por ele e só?
Não, não era só isso. Rapidamente as perguntas de ‘’Será que ele me ama?’’ a invadiram. Mas ela não se deixou perfurar por elas. A filha de Atena era assim, forte. E perceptiva. Por mais que tivesse demorado, agora ela lembrava do jeito diferente que o moreno a olhava, lembrava dos olhos castanhos dele brilhando ao vê-la, lembrava dos sorrisos – dos seus belos sorrisos- que dava quando a via. Agora ela lembrava de tudo e com isso sorriu abobada. Um tradicional jeito de sorrir quando se está apaixonado e Nina parecia já ter pegado a manha.
Então levantou os olhos e o viu a encarando. E seu sorriso aumentou.
— E então? – Ryan perguntou.
Ele olhou-a de cima a baixo e não viu nenhum vestígio de lagrimas ou qualquer coisa do gênero. A única coisa que havia no seu rosto era um belo sorriso doce e alegre.
— Nós terminamos. – ela disse somente.
Ele a encarou incrédulo. Como ela podia falar com tamanha naturalidade? Mas isso também lhe deixava feliz. Isso significava que sua amada estava livre, finalmente livre! Agora ele poderia investir sem se sentir um cafajeste e sem fazê-la se sentir mal. Mas ao mesmo tempo ele ficou receoso. Será que era certo investir agora que ela havia acabado de sair de um relacionamento? Seus olhos se abaixaram.
— E eu poderia saber por quê? – perguntou.
Ela sorriu.
— Bem, eu e James percebemos que não temos muita coisa em comum. E sabe, nunca rolou aquela ligação. E ele e eu estamos interessados em outras pessoas no momento.
— Oh.
Foi tudo que ele disse. ‘’Outras pessoas’’? Quem seria a ‘’outra pessoa’’ de Nina? Isso o perturbou. Será que ela não percebia que ele a amava e a queria por perto? Talvez, não. E talvez nunca descobrisse se ele não contasse. Então daquela vez, ele tomou a iniciativa.
— Nina, eu não sei como dizer isso, mas eu... eu te amo. – Ryan desabafou.
— Eu sei. – ela respondeu simplesmente.
— Não, não é como você está imaginando! Eu não te amo como amigo ou irmão! Eu te amo como um homem ama uma mulher!
— Eu sei.
Ele a olhou com os olhos arregalados.
— Você sabe? Como você sabe?
— Eu, caso você não tenha percebido, sou uma pessoa muito perceptiva. E eu sei que você me ama, assim como eu sei que eu te amo.
Aquela palavras o abalaram. Foi como uma onde de alegria começasse percorrer todo o seu corpo e um sorriso alegre, o mais alegre que ele já tinha dado, formou-se em seus lábios. A sua êxtase era tão evidente que Nina riu levemente ao olhá-lo.
— Você me ama? Sou eu a ‘’outra pessoa’’ que você se referia? – ele perguntou e ela assentiu – Então eu acho que posso fazer isso!
Ele disse e a beijou. E ela retribuiu. E depois desse muitos outros beijos se seguiram. E eles passaram o resto da noite lá, só os dois, juntos. E ambos sabiam que era o certo o que estavam fazendo.
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