Notas iniciais
Nem demorei tanto! Mas eu to meio decepcionada com vcs, pq várias leitoras tão sumindo! Se vocÊs acharem que a fic ta ficando chata é só avisar, que eu tento dar o meu melhor! Antes de mais nada, eu gostaria de dedicar esse cap a RafaelaGiovana por me ajudar com as ideias! Espero que gostem e deixem reviews!

Capitulo 11 – Novas Pessoas

Rafaela andava tristemente pelas ruas olimpianas. Já se tornara normal para ela fazer isso, afinal fazia dias que ela não sorria de verdade. Ela se sentia mal, ela se sentia fraca.

Como ela a filha mais durona de Ares havia ficado tão fraca por causa de uma coisa tão tola quanto o amor? Ela não sabia. Talvez o amor fosse mesmo mais forte do que tudo, ela pensava, mas logo tirava esse pensamentos da cabeça.

Rafa sempre achara ridículo a forma que as pessoas pareciam mais ingênuas, bobas e fracas quando estavam apaixonadas, mas agora ela via que as pessoas não tinham culpa de ficar assim. O amor fazia isso com as pessoas sem elas saberem alguma forma de evitar.

O amor para ela era inexplicavelmente bom quando era correspondido, mas quando não era, uma dor enorme preenchia desde seu peito e passava para o corpo todo.

Ela pensava nisso enquanto caminhava, mas estava tão distraída que acabou tropeçando em alguém e caiu em cima dele. Levantou-se e viu em cima de quem havia caído.

Era um rapaz. Um rapaz de olhos verdes e cabelo castanho escuro. Ela tinha de admitir que ele era bonito, não só pelos fatores citados acima, mas porque ele tinha algo que a atraía. Sim, ele era definitivamente lindo.

— Ah, me desculpe. – ela disse constrangidamente.

Ele parecia que ia falar alguma coisa, mas quando seus olhos bateram em Rafaela, ele esqueceu-se de tudo. Geralmente quando isso acontecia ele respondia coisas como ‘’Não olha para onde anda, não?’’, mas quando ele viu Rafa não sentiu necessidade de dizer nada. Na verdade, ele não conseguia dizer nada.

— Ahn, não foi nada. – ele respondeu – Meu nome é John, e o seu?

— Rafaela. – ela respondeu, apertando a mão que lhe havia estendido.

— Então, Rafaela, você é deusa de que? – John perguntou.

— Sou deusa da igualdade, da trapaça, da confusão e das armas. E você? – ela perguntou intrigada, pois nunca o havia visto no Olimpo.

— Eu sou deus da atração e das novas escolhas. E antes que você me pergunte, eu estive fora do Olimpo por uns tempos tive de resolver algumas coisas a pedido de Afrodite. – ele respondeu.

— Então você é filho de Afrodite? – perguntou Rafaela lembrando-se do Matt.

— Não, sou filho de Eros.

— Ah.

E a conversa prosseguiu. Dias se passaram e John acabou por pedir Rafa em namoro e para surpresa de todos, ela aceitou. Não, ela não o amava. Sentia uma forte por ele, mas sabia que não era amor. Ela também não havia esquecido Matt, mas ele lhe fazia bem. John na maioria das vezes a fazia esquecer Matt quando estavam juntos, e isso lhe fazia feliz.

Fora uma surpresa para todos o início do namoro de John e Rafa, mas todos pareciam aceitar bem essa situação, todos menos um. Matthew parecia estar em uma guerra interna entre a tristeza e a raiva.

Ele não acreditava como tinha sido tão idiota. Ele havia se mudado todo, mudado seu jeito de agir, mudado seu visual, mudado sua aparência e sua personalidade por ela e agora, lá estavam Rafaela, feliz nos braços de outro cara.

Como ele o odiava! Aquele tal de John havia lhe roubado a única coisa que ele amava, a única coisa que lhe importava, ele havia roubado sua única razão de viver. Mas além da raiva, ele também se sentia incrivelmente triste.

Ele nunca havia amado tanto uma pessoa quanto amava Rafa e vê-la com outro cara lhe fazia tão mal que ele tinha vontade de se jogar no Tártaro e ficar lá para sempre, a menos que ela viesse lhe buscar.

Lágrimas escorriam do seu rosto toda noite quando pensava nela. Então ele decidiu tentar esquecê-la, mas não estava obtendo êxito. Até aquele dia.

Matt andava pelo Olimpo pensando, como sempre, em Rafa. Ele estava se contendo para não chorar, e estava dando certo. Ás vezes, ele imaginava como seria tê-la do seu lado. E quando fazia isso, ele sorria bobamente.

Então de repente, alguém esbarrou nele e caiu. Matt olhou para a pessoa, a ajudou a levantar e, finalmente, olhou para o seu rosto. Era uma linda menina de cabelos pretos, pele branquinha e olhos azuis esverdeados.

Ele não sabia o que havia acontecido consigo mesmo, mas quando olhou nos seus olhos ele se sentiu bem mais calmo do que o normal, como se estivesse olhando para as estrelas numa noite quente de verão.

— Me desculpe. – a menina disse com uma voz melodiosa.

— Oh, não foi nada. Qual é o seu nome? – ele perguntou bobamente.

— Lily, e o seu? – ela perguntou docemente.

— Matt. – ele respondeu.

— Prazer em conhecê-lo, Matt. Então, ahn, você é deus de que? – Lily perguntou.

Tão linda, tão doce, ele pensou.

— Eu sou deus da eletrônica, da sorte, da fartura e da sinceridade e você?

— Ah, eu sou deusa das estrelas, da doçura e da inocência. – ela respondeu.

— Então senhorita deusa das estrelas, da doçura e da inocência, você gostaria de dar uma volta comigo? – Matt respondeu lhe estendendo o braço e ela assentiu, pegando-o.

Eles caminharam a tarde toda, conversaram, se divertiram e passaram vários dias tendo essa mesma rotina até ele pedi-la em namoro. O Olimpo novamente se surpreendeu com esse acontecimento, mas pareceram entende-los.

Matt e Rafa não se falavam desde o inicio do namoro dela com John e sua relação só piorou quando Matt começou a namorar Lily. Ambos achavam que o outro não o amava e que amava seu par, e ambos estavam completamente enganados.

Matthew sabia que poderia viver a vida toa ao lado de Lily, mas também sabia que nunca a amaria como amava Rafa e Rafaela sabia que poderia casar-se e viver com John, mas nunca o amaria como amava Matt. Ambos sabiam que era errado ficar com quem não amavam, mas para eles não existia outra opção.

Mas da mesma forma, toda vez que se viam cada qual com seu parceiro, se sentiam mal e tinham vontade de se declarar, mas se contiveram. Porque para quem se ama, é mais importante ver o amado feliz, mesmo que com outra pessoa.

Notas finais
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