Come Bite Me

70 Cap. 70 - Finale, forever and ever.


Notas iniciais
HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ACABOU! :'(
Eu estou muito feliz por todas voces que comentaram, e nunca deixaram de ler minha fic. TUDO isso é graças a vocês. Tudo mesmo.
Fico muito orgulhosa por terminar essa fic sabendo que vai ter segunda temporada. Quero agradecer novamente por seus reviews, recomendações, criticas, conselhos... e todas as outras coisas. Obrigada desde já, flores.
Bom, fiquem com o final. Espero que gostem, por que eu gostei :3
COMENTEM, POR FAVOR. QUERO VER COMENTARIOS NA ULTIMA PAGINA, HAHA.
Amo vocês suas lindas. Beijos no coração de cada uma. :* ♥
** ignorem os erros.

Elizabeth ouviu gritos.

Não simples gritos, mas muitos vindos do fundo da sala, portas, teto, e de todo os lugares.

Decidiu então que poderia ser loucura.

Já estava ficando cheia daquela situação toda. Não queria mais mortes, mais nada.

- Então... – Hugo começou dizendo. Nicholas tinha saído da sala novamente – Você se juntará a mim, querida,e juntos seremos invenciveis.

Ela engoliu o choro, e encarou James. Ela só queria abraçá-lo agora.

- É incrível o que uma híbrida pode fazer por um monstro como um vampiro... Você daria mesmo a vida por ele, Lizie querida?

- Não ... Me chame de querida. Você não tem esse direito. Um velho nojento como você devia estar morto, queimando nas chamas do inferno!

O olhar de Hugo se acendeu, e de maneira rápida, acertou-a no rosto. Lizie sentiu o gosto de ferrugem na boca.

Sangue.

Virou o rosto para ele novamente, com lagrimas nos olhos. O impacto havia doído demais. Com o rosto ainda virado, sentiu uma tonteira enorme percorrer sua mente, e fechou os olhos.

Vieram imagens de uma multidão invadindo o recinto onde ela está. Muitos com armas grandes nas mãos, gritando, indo para cima de Hugo. Viu também que, antes disso tudo, Hugo tinha começado um ritual. Ela não sabia pra que, e nem para quem, mas lá estava ele. Ele falava palavras fora da sua compreensão ao redor das velas e do pentagrama desenhado no chão.

Viu James se soltar, e mandá-la distrair ele. Porém, Hugo percebeu, e ‘’voou ‘’ para cima de James, que já conseguia ficar de pé. James pegou uma espada que havia encontrado no chão, e lançou-a contra Hugo, que desviou rapidamente do corte letal.

Os dois brigavam ferozmente, e minutos depois na mesma situação, Lizie viu uma sombra vindo de trás deles, com algo do tamanho de um braço na mão. Não era como a sombra de Nathan. Era uma sombra feminina. Lizie reconheceu a silhueta se posicionando no centro do pentagrama, e esticando o objeto para seu peito.

A pessoa cravou a espada em seu coração, e soltou um grito de dor, chamando a atenção de Hugo.

Agora Elizabeth sabia o porque do pentagrama. Hugo ia matar James ali. Ia matar alguém que Elizabeth amasse, para romper a profecia, mas Lizie não queria que fosse ele. Não conseguiria vê-lo morrer.

A mulher olhou para Elizabeth, e sussurrou um ‘’ eu te amo ‘’, logo depois de fechar os olhos fortemente, com muita dor no corpo. Uma fumaça preta surgiu, densa como nuvens carregadas de chuva, e se posicionaram em cima da mulher.

Hugo gritou. Um protesto.

A grande fumaça negra engoliu a mulher, levando-a embora, com todos os gritos de Hugo juntos.

Daí, a multidão veio. Todos com expressões raivosas. A maioria dos rostos eram jovens, e inclusive, Lizie reconheceu dois deles. Um alivio tomou conta de seu corpo imediatamente quando viu Tara e Simon juntos, na frente do bando de pessoas.

James encarava o pequeno exército com um sorriso esnobado no rosto ao ver o desespero de Hugo estampado na cara.

A multidão foi para cima dele, e Nicholas entrou no recinto para lutar com o pai...

A visão de Lizie foi recuperada. Ela conseguia enxergar novamente, e estava no mundo real. Estava suando frio. Não havia aprendido como controlar essas visões loucas ainda, então sempre voltava ainda mais tonta e com a boca seca.

- O que você viu? – Hugo perguntava – O que você viu, vadia? Viu o futuro, não é? – Ele gritava – Me diz agora!

Nesse instante, James fez um sinal com a cabeça para ela. Viu que ele estava solto. Ele sussurrou para que ela distraísse Hugo, mas ela sabia que não daria certo. Já tinha visto que não.

Quando James estava sacando a espada, Hugo percebeu, e se lançou contra ele, e um terrível déjà vu percorreu a mente de Lizie.

Ela forçou as mãos, mas nada. Não conseguia se livrar das correntes. E foi aí que viu a mulher.

A mulher que se posicionaria no meio do pentagrama, e daria sua vida pela da filha. Lizie sentiu uma dor no peito.

Ela pegou a espada, enquanto James e Hugo lutavam acertando chutes e socos, e mirou em seu peito. Olhou para Elizabeth.

- Não faz isso...Por favor. – Lizie sussurrou para a mãe com lágrimas nos olhos.

Rosalie apertou os olhos, e encravou o objeto em seu coração, pela ‘’segunda’’ vez. Lizie segurou o grito. Já tinha visto a cena, mas não sabia que seria tão difícil de observar, e também não sabia que seria tão difícil segurar o choro.

Rosalie a encarou, com um sorriso torto, a roupa manchada de sangue, e então sussurrou:

- Eu te amo. — E caiu de joelhos.

Foi a última coisa que Elizabeth ouviu da sua mãe, segundos antes da fumaça negra aparecer e Hugo já estar gritando. A profecia estava rompida. Lizie não morreria mais, ou sofreria as conseqüências. Tudo por causa da sua mãe.

A fumaça engoliu Rosalie, que, por estranho que pareça, se foi com um sorriso no rosto. Hugo protestava.

Então, o momento mais esperado da noite; a multidão apareceu. Lizie ainda não sabia quem eram eles, ou por que Simon e Tara estavam com eles, mas não importava. Lizie tentou sorrir, mas os lábios machucados não deixavam.

Hugo viu o pequeno exército, e James já dava o pequeno sorriso esnobado. Eles se lançaram contra ele, e Nicholas apareceu nesse exato momento, para lutar com seu pai.

Com o momento de distração, James correu até Lizie.

- Você está bem? – Ele disse, soando bem preocupado e soltando as mãos dela com a estela.

- Eu já sabia... – Lizie disse.

- Já sabia do que, Liz? – Ele a levantou.

- Que isso tudo ia acontecer. Eu vi. Juro pra você, James, não sou louca.

- Acredito em você. Não precisa me jurar nada. – Ele a abraçou rapidamente, e sacou a estela novamente. – Deixe-me fazer um iratze em você.

Ela esticou os braços machucados, e os lábios. Com as marcas prontas, viram Simon vindo.

- Elizabeth! – Simon vinha em sua direção – Eles são muito fortes. Precisamos de vocês.

James lançou um olhar para Lizie, encorajando-a. Ela nunca sentiu tanta raiva de alguém como sentia agora a respeito de Hugo e Nicholas. Mas, especialmente, Hugo.

E, como se lesse pensamentos novamente, ele se virou para Lizie e James, com a espada na mão e expressão de fúria no rosto. James saltou sobre Hugo, que estalou os dedos, e uma porção de raveners surgiram no cômodo. Agora, se tornou um caos. Demônios mordiam caçadores de sombras, que arrancavam as cabeças deles. A pior cena já vista.

James aterrissou em cima de Hugo, que não teve tempo para desviar. Os dois rolaram no chão, e Elizabeth corria atrás deles. Hugo jogou James para o ar, que já mostrava as presas de pura raiva. Ele caiu ao lado de Elizabeth. Ela pegou sua mão, e o olhou. Somente por um olhar, eles se comunicavam. Eles entrelaçaram os dedos enquanto Hugo se reaproximava. James tomou impulso, e levantou-a no ar. Lizie deu um mortal, e com a perna esquerda, acertou a cabeça de Hugo, que caiu violentamente no chão.

Os olhos dele expressavam fúria. Sem dar tempo de deixar Hugo se levantar, Lizie chutou seu estômago, fazendo-o rolar, mas antes que pudesse sair dali, ele segurou a perna dela e a puxou consigo, derrubando Lizie no chão também. Hugo subiu por cima dela, e a enforcou. Ela virou o olhar para James, mas ele estava lutando com um demônio, tentando chegar até ela.

- Achou que seria tão fácil, Elizabeth? – Hugo disse, segurando seu pescoço com força – Seria tão fácil ganhar? Você se livrou de uma maldição, mas tem a mim em sua vida.

Lizie tentava segurar o cabo de sua estela que estava do seu lado.

- Até que vai ser divertido poder matar você, queridinha... – Lizie alcançou um dedo na arma – Não ver seu rosto vai ser um alivio pra mim... – Ele apertou mais sua garganta, fazendo-a ficar sem fôlego – Não era pra sua mãe ter ido, Elizabeth, não era... – Ela segurou a estela com força – Mas você não consegue evitar, sua vadiazinha... Você quer tudo pra você. Mas você é uma fraca. Uma ninguém. Não consegue fazer nada direito!

Ela levantou a estela e, com a maior força que tinha, enfiou a estela nas costas dele. Hugo não gritou. Talvez seu orgulho não permitisse.

- Outra coisa... – Ela disse, encravando ainda mais a estela nele, enquanto os olhos de Hugo pareciam saltar do rosto. – Nunca me subestime, seu velho nojento de merda.

Ela tirou a estela das suas costas, e cravou agora em seu pescoço, jogando-o pelo ar.

- Sua... – Hugo gaguejou, com sangue saindo de sua boca – Sua... O que você fez ?

- Muito menos do que eu deveria ter feito com você. – Lizie respondeu.

James surgiu do seu lado.

Hugo puxou o cano da estela do pescoço, com o sangue jorrando na garganta. Ele caiu no chão, contorcendo-se de dor. James pegou uma das tochas na parede, e queimou as roupas dele, que logo ia se aglomerando em todo corpo do homem. Hugo gritou, sentindo as chamas arderem em sua pele.

Em poucos minutos, o que sobrou foram cinzas. Nada mais.

Quando o corpo se desfez, os demônios sumiram, deixando a sala com somente Caçadores de sombras. É claro. Hugo se foi, então sua magia também.

- Lizie! – Tara chamou, se juntando aos dois – Cade Nathan? Aonde ele está?

Lizie somente a olhou, para Tara conseguir entender. Infelizmente, a ficha ainda não tinha caído.

- Tara, eu sinto muito... – Lizie disse, segurando a mão dela.

A garota fechou os olhos, e deixou as lagrimas virem.

- Eu... Isso não... Não...

- Não fala nada. – Lizie disse, secando as lagrimas dela.

Simon envolveu Tara nos braços, enquanto James puxava a mão de Lizie para a dele.

- E agora? E Andrew? – James perguntou.

- Andrew fugiu. Babaca. – Simon disse.

- Simon, quem são essas pessoas? – Lizie perguntou, realmente curiosa.

- Filhos de Caçadores de Sombras... Tara e eu invocamos os outros Institutos e, você sabe, todos estavam putos com o Hugo, então...

- Entendi. – Lizie tentou sorrir.

Aos poucos, a multidão foi se desfazendo, mas muitos antes de irem embora, cumprimentavam Lizie, com dizeres do tipo ‘’ Você é mesmo a filha de Rosalie Campbell? Não creio! ‘’.

Ela ficava feliz com os comentários, mas era hora de encarar a dura realidade. Sua mãe e Nathan se foram, e ela quase perdeu os outros que amava. Ela não sabe se o mais insuportável seria perder James ou Simon, então afastou os pensamentos. Pelo menos, ela tinha a presença de quem amava.

- Vamos... Ela disse, se dirigindo ao túnel – Hora de ir.

- Aquilo não parece um gafanhoto. – Lizie disse, encarando o céu.

- Se prestar atenção, parece sim. – James apontou para a nuvem.

- Vejo uma bicicleta. – Ela franziu o cenho.

- Vejo uma louca do meu lado. – Ele sorriu, e ela também.

Eles passaram horas ali, em cima do Instituto, olhando as flores e o céu assim como antes, desde o dia da guerra, na qual Lizie se forçava a não lembrar. Era doloroso demais.

- Sabe... – James começou – É tão estranho sem o Nathan aqui...

- Não pense assim. – Lizie disse.

- É difícil, Lizz... – Ele disse, e ela viu uma lagrima descer em sua bochecha.

Ela deslizou a mão pelo seu peito, e entrelaçou seus dedos, apertando-os reconfortantemente.

- Eu estou aqui. – Ela sorriu, e ele a encarou sorrindo. – Você pode treinar comigo, arremessar espadas e paquerar garotas, se sentir-se melhor.

Ele riu, e acariciou seu rosto com o polegar.

- Isso é o que importa. – Ele falou, puxando-a para mais perto pela cintura. – Tenho você aqui comigo. Não preciso de mais nada, nem de ninguém.

Ela sorriu ainda mais, e foi pra cima dele, colando seus corpos. Lizie o olhou profundamente nos olhos, e se lembrou da primeira vez que o vira. Muitas coisas mudaram, muitos acontecimentos marcaram suas vidas.

- Eu te amo. – Ela disse pressionando os lábios nos dele. James segurou os cabelos dela, e a virou para baixo novamente, ficando por cima da menina e provocando risadinhas.

- Eu te amo. E admita que sou melhor nisso do que você. – Ele sorriu, e a beijou.

Nada de beijo desesperado, como se o mundo fosse acabar, ou a jornada terminar. Eles teriam o resto de suas vidas para se declararem, abraçarem, beijarem. O tempo não era um problema.

- Sabe o que é estranho? – James perguntou, e ela mexeu a cabeça. Sua voz era calma, baixa. Ele sorriu. – Eu nunca imaginei me apaixonar. Sabe, não assim... Não por você. Eu achava que queria algo mais, mas tudo me levava á Elizabeth Campbell. Sempre. Pensava que estava enlouquecendo, perdendo a cabeça enquanto você não fosse minha, e agora que tenho, não vou parar de dizer o quanto está linda hoje, ou o quanto é importante pra mim. Querendo ou não, você terá que me aturar por mais um tempo. Por que, se depender de mim, eu nunca me cansarei de te ter em meus braços todas as noites, provando do seu beijo, sentindo o seu calor... Você é a criatura mais fascinante da Terra, e nem sabe disso. – Ele contornou os lábios dela com o dedo, fazendo-a fechar os olhos – Por tanto, esteja sempre ciente de que você é especial pra mim. Mais do que eu queria, ou esperava. Então, aqui vai o resumo de tudo o que falei: Eu te amo, agora, hoje e sempre, e saiba que o meu sempre, é realmente eterno.

Cartas na mesa, corações a mil. O rosto dela já estava úmido por causa das lagrimas, e o sorriso não era contido de maneira alguma. O melhor de tudo era poder compartilhar a mesma coisa. Ela o amava, louca e perdidamente. E saber que ele sentia o mesmo, era muito melhor do que qualquer preciosidade material. Ela não podia querer mais nada.

Lizie o beijou, acariciando seus cabelos e prendendo seus dedos na nuca dele. As mãos de James pararam na cintura dela, tocando em todas as partes que ele já sabia que ela adorava.

- Para sempre? – Ele sussurrou entre o beijo, olhando-a nos olhos.

Uma alegria irradiante passou pelo peito dela, ao mesmo tempo em que continuava a ficar zonza em ver o James tão perto. Não havia mais nada a ser declarado, mas ela fez questão de pronunciar a palavra. Afinal, era um novo recomeço, uma nova história. Um novo amanhã.

- Sempre.

Sexta-feira. 00:35 a.m

Um homem andava de um lado para o outro, impaciente, olhando o pentagrama desenhado no chão de vidro. Podia-se ver a extremidade do rio embaixo de seus pés.

As velas estavam acesas, e ele possuía o poder nas mãos. Ele já era assim desde pequeno. Possuia dons malignos.

Pegou o livro de magia, e citou as palavras adequadamente no centro do pentagrama, altas e claras.

O esperado aconteceu.

A fumaça densa e negra surgiu do chão, e de dentro, uma criatura que lembrava a figura de um homem. Ou talvez até fosse um.

- Aqui, te invoco novamente. – o homem falou, sorrindo. – Espero que não esteja bravo.

- O que você deseja, mestre? – O demônio falou, exibindo cerca de mais de cem dentes.

- Mestre? – Ele sorriu – Posso me acostumar com isso.

- O senhor me invocou... Tens o que quiser de mim.

A voz do demônio parecia com vidros sendo estilhaçados.

- Tenho o que quero? – O homem sorriu. – Quero uma Guerra. Quero que mate algumas pessoas. Quero o que é meu por direito.

- Como quiser, mestre. – O demônio saiu da fumaça, finalmente libertado do mundo das trevas. – Como devo chamá-lo?

- Ah, de mestre mesmo... – E homem sorriu. Um sorriso maligno. Logo, sua expressão ficou séria novamente. Ele se virou para o bicho, ergueu o queixo e disse, com a maior confiança – Mas pode me chamar de Andrew. Andrew Western.

Notas finais
TAM TAM TAM TAAM. :D
Até outra vez, lindas. :*
REVIEWS, por favor u.u