Come Bite Me
67 Cap. 67 - Dad?
Notas iniciais
Amanhã vai ter mais, ok? Enquanto isso, se deliciem querendo matar o James! :@
haha. adiós.
*ignorem os erros.
Estava gelado, frio e úmido. Lizie segurava a tocha na mão, tentando aquecer-se, mas era inútil. O fogo estava quase se apagando, quando uma súbita rajada de vento surgiu no local, fazendo a chama não existir mais, deixando Lizie sozinha com seus pensamentos e medo.
Continuou andando por mais alguns minutos, se sentindo impotente. Ela queria ser totalmente vampiro agora, para poder enxergar e correr rápido como um, mas ela sabe que só se pode virar um quando se esta morrendo, e aí sim um vampiro te mordia. Infelizmente, era assim que funcionava, e não essa besteira de que ser mordida a qualquer a transformaria em um agora mesmo.
Mas ela queria essa opção. Ela também queria se juntar á James. Ser da mesma temperatura que ele, ter a mesma força. Enxergar ainda mais além daqueles olhos verdes...
E agora sentia que ele pode estar morto, mas doía pensar nessa possibilidade.
Doía também pensar que Simon poderia não estar nesse mundo. Ela se sentiu tonta, em meia as lagrimas.
E assim, sentiu seus joelhos cederem, e seu rosto se encharcar.
Prometeu a si mesma que não choraria, pois não sabia da verdade.
Mas parecia inevitável.
As lagrimas vieram, como um mar com correntezas fortes, querendo levá-la para longe. Lizie não se prendia nesse mundo. Não conseguia mais.
Ficou deitada por dois minutos, e depois se levantou. Ela tinha que seguir.
Viu uma luz, e a rajada de vento estava mais forte. Ela conhecia aquela sensação. Estava chegando perto da casa de Hugo. Das experiências. De onde veio.
De James.
O soar do nome a fazia fechar os olhos. Tanto que percebeu que disse em voz alta.
Chegou a saída do túnel, e pulou.
O local estava meio escuro, mas nada poderia atrapalhá-la. Quando foi para o centro da sala, olhou para o teto e em volta. Tudo estava iluminado por velas, e havia um enorme pentagrama desenhado.
Ela andou mais um pouco, para aquela sala de experiências. Não havia nada lá. Nem um sinal vivo e de nenhum morto. Esse pensamento quase a fez rir.
Sentiu um ar gélido em sua espinha, e olhou para trás. Sentiu uma presença, sentiu alguém.
De repente, uma dor alucinante veio em sua cabeça, fazendo-a ter certeza de que foi atingida por algo. Seus joelhos cessaram, e ela caiu, sentindo o sangue jorrar da nuca. O que estava acontecendo?
Quando o mundo desabou, segurou a cabeça. Ela latejava, e ela não conseguia olhar pra cima. Tudo doía, e seus olhos pesavam.
Antes de apagar de vez, ela olhou nos olhos do agressor. Não era possível. O sorriso era triunfante em seu rosto, e o martelo em sua mão brilhava por causa do liquido vermelho.
O coração dela afundou, mas a pior sensação era ver que ele sorria ao vê-la machucada. Ela cerrou os olhos, com a boca entreaberta. Antes de mergulhar na escuridão, quase sussurrou seu nome.
- James...
E aí o mundo parou.
Ela acordou amarrada, ainda com dor, e imóvel. James a rondava, com uma faca na mão. Ela tentou olhá-lo.
Percebeu que ele estava bem. Limpo, sorridente e com uma expressão misteriosa.
- Então você acordou, caçadora... – Ele disse, sorrindo – Achei que ia te matar sem ver seus olhos.
Ela sacudiu a cabeça, tentando se mexer e se livrar da corda. Sem sucesso. Porém, a mordaça saiu de sua boca.
- O que... você quer... de mim? – Ela sussurrou, sentindo gosto de ferrugem na boca.
- Ah, então ainda sabe falar... Pois bem. – Ele chegou perto dela – Depois de pegar seu coleguinha nerd, a segui. Você não voltou para pegá-lo, Lizie... – Ele ajoelhou até ficarem do mesmo tamanho – No fundo, — Ele apontou a faca para seu peito – você é igual a mim.
Ela cuspiu em seu rosto.
- Eu nunca serei como você. – Ela travou o maxilar – Não uso as pessoas para depois jogar fora.
Ele riu debochadamente.
- Continua a mesma tola... – Ele sorriu – Ah, Lizie... Eu faria tudo de novo só para ver suas lagrimas...
- Já chega de brincar com ela, Nicholas... – Um homem veio de trás da porta. Nicholas?, ela pensava.
- Você sempre estraga tudo, seu velho. – ‘’James’’ falou, saindo de perto dela – Aonde ela está?
- Lá trás. – O homem disse. Elizabeth conseguia ouvi-los. – Ela não quer olhar para cara da filhinha querida dela.
Filhinha querida? Lizie quase engasgou.
- E James? – O tal Nicholas perguntou. Lizie não acreditava que era ele. Não podia ser.
O homem apontou para frente, e só então Lizie notou que James estava também amarrado na sua frente, desacordado. Seu coração pulou. Jay.
- Então, você já pode sair desse seu disfarce idiota. – O homem disse.
Nicholas sorriu, e então começou. Os braços, pernas e tronco foram mudando, se transformando em uma figura que ela conhecia. Não era possível. Não podia ser ele.
- Andrew? – Ela disse, forçando a voz – Era você o tempo todo?
- Já era óbvio. Você que é burra para não perceber, sabia? – Ele jogou a faca no chão.
Ela se virou para o homem.
- E você? Quem é? O que quer de mim?!
Ele gargalhou, e foi mudando de forma também. Infelizmente, ela também o conhecia.
- Luke? – Ela arregalou os olhos – Como... Você?
Ele sorriu, abaixando a sua altura.
- Pode me chamar de papai, querida.
Notas finais
Não tomem conclusões precipitadas... hihi
Fale com o autor