Come Bite Me

65 Cap. 65 - She knows what to do


3 dias depois.

Lizie acorda com Simon na cama, do lado dela. Ela se sentiu envergonhada por ele estar observando-a, então apertou os olhos e desviou o olhar.

- Bom dia, magrela. – Simon disse, a encara sorrindo.

- Oi. – Ela balbuciou – Por que está aqui?

- Você estava gritando. – Ele disse, com expressão confusa – Então vim ver o que estava acontecendo.

- Gritando? – Ela bocejou – Gritando o que?

- ‘’James. Cuidado. Não’’ E outras coisas que não quero lembrar. – Ele disse, e ela se constrangeu.

- Ahm... Sério?

- É. Pois é. – Ele se virou totalmente para ela – Nathan veio primeiro, mas eu disse que podia deixar comigo, e que ele podia descansar.

Lizie apertou ainda mais os olhos, e fez uma cara estúpida para ele.

- Vampiros não dormem, Simon. – Ela disse, e ele pareceu ter esquecido.

- Droga. – Ele bateu na testa. – Enfim, eu vim pra cá, mas eu fazia questão.

- Bom, obrigada mesmo assim. – Ela disse, e o olhou séria. Sentou-se na cama, e chegou mais perto dele – Sinto sua falta, sabia?

Ele sorriu torto, e pareceu arrependido. Dessa vez, ele estava ausente como amigo, e não a garota.

- Desculpe. – Ele disse.

- É, fazer o que? – Ela suspirou, mesmo sabendo que foi um pouco direta demais.

- É que eu tenho saído com a Tara e...

- Já sei, já sei... Você também tem sua vida. Não devo te privar disso.

- Oh, Meu Deus! Alguém me entende nesse mundo! – Ele jogou as mãos para o céu, como se estivesse descoberto algo.

- Não seja idiota, Simon... Mas é sério. E antigamente, eu que estava ‘’ausente ‘’da sua vida. O mundo dá voltas.

- Sabemos melhor do que ninguém. – Ele disse, e pareceu distante. – Ah, Nathan andou me treinando. Já sei dar um mortal carpado! É divertido, a não ser quando bato a cabeça, ou quebro um dedo. – Ele mostra o mindinho. – Tive que fazer um iratze pra curar essa merda.

- Um ira-o-quê?

- Um iratze.

Ela continuou com a expressão confusa.

- Você faz um iratze para se curar de algum ferimento, ou algo parecido. É um instrumento que é utilizado pela estela. Você machuca, faz uma marca e ‘’pam!’’. – Ele gritou, batendo na testa dela em sinal de brincadeira — O machucado se cura!

- Ok, mas precisava me bater? – Ela gemeu – Deixa eu ver a marca.

Simon estendeu a mão, e mostrou o iratze no dedo. Era uma marca estranha, Lizie pensou. Era uma linha no meio de várias outras. Não tinha como descreve-la.

- Quer um desses na testa pra curar a dor? – Ele brincou, mas Lizie continuou com a mesma expressão. Ela parecia se identificar.

- Existem outras dessa?

- Sei lá. – Ele esticou a mão de volta – Mas queima quando é feita. Bom, vale a pena.

- Legal. Ninguem me avisou nada sobre isso, mas ok. – Ela disse, fingindo estar desapontada. De repente, lembrou-se de algo. Algo que não devia lembrar, mas lembrou.

- Noticias do James? – Ela perguntou. Ela precisava perguntar – Ele... Ele já apareceu?

Simon torceu a boca.

- Ele não apareceu mais. – Simon a olhou nos olhos – Ele sumiu de vez.

Lizie foi para biblioteca falar com o Luke. Nada.

Ele não estava lá. Só aparecia a noite para ficar vendo os registros do todos, e mais papeladas. Ele não olhava pra ela mais, e coisa e tal. Lizie agora, tinha a companhia de Nathan, pois Andrew não aparecia quase no Instituto. Ás vezes, quando o beijava, se sentia enojada.

- Hei. – Tara disse, vindo ao corredor. Tinha tempos que elas não se falavam.

- Oi. – Lizie sorriu.

- Viu Simon? – Ela perguntou.

- Ah, não...

- Droga! – Tara saiu correndo para a porta.

Lizie voltou a caminha sem entender, e, como se de repente, sentiu o chão cair abaixo de seus pés. Ela foi tomada pela escuridão, e como se puxada pra baixo. Quando se deu conta, estava de joelhos no chão, com varias imagens na cabeça.

Era James, com expressão triste, diferente. Ela não o via direito, mas sabia que ele não estava bem. James estava, ao que parecia, naquela grande Mansão de Hugo. Pelo menos, as paredes eram iguais. Lizie apertou os olhos, e tentou focalizar nele. Mas não deu. Ele ia ficando cada vez mais distante e, agora ela percebeu, ele estava com mordaça na boca.

Ela abriu os olhos devagar, tentando se conectar com o mundo real novamente. Quando tentou levantar, a cabeça latejava. As mãos tremiam, e os pés estavam bambos.

Mas agora, ela sabia o que fazer.

E como.