Come Bite Me
62 Cap. 62 - She's not afraid
Ela queria matar James.
E como queria.
Somente o fato de ter se deitado com ele, agora, a dava nojo. Fazia Lizie se sentir enojada. Ela se perguntava como era possível ter se deixado levar. Antes, tivesse ficado com Simon. Ela sabe que ele daria um perfeito namorado, que estaria sempre ali quando ela precisasse.
Bom, ela também pensava assim de Andrew. Ou melhor, já pensou. Mas não vem ao caso. Não depois do beijo que compartilharam no corredor.
Ela honestamente sentia falta daquilo, como também sabia que era errado ficar com ele depois de tudo o que ele fez. Se sentia uma tola, estúpida,idiota.
Assim que conseguiu se recuperar de tudo, moveu as pernas e foi para rua. Não queria ficar em casa. Pelo menos não agora.
Já estava escurecendo e Lizie ainda estava na rua. Não queria voltar ao Instituto, mas era preciso. Não tinha outro lugar para ficar. A não ser...
Não. A casa de James não. Nem pensar.
Portanto, decidiu voltar ao Instituto. Uma bela caminhada perto de London Eye a ajudou um pouco. Refrescou a memória, a não ser pelo sonho com a mãe , James e o próprio James.
Isso. Ela decidiu. Chega de James.
Mas também não deixaria barato. Não ia deixar ele falar tudo o que quer, simplesmente.
O problema é que ela jurou a si mesma que não sofreria por ele, e muito menos choraria. Não ia se deixar abater por um idiota qualquer...
Então por que se sentia tão a ponto de explodir por estar longe dele?
Ela atravessou as portas do Instituto, e foi para sala de armas. Chegando lá sacou uma adaga, e treinou sozinha.
Segurou a adaga com a mão direita fortemente, e golpeou o boneco de areia com socos.
Chute. Soco. Chute. Soco.
Ela estava tentando extravar toda a raiva nele, e tava dando certo, pelo menos
Soco. Soco. Joelhada.
O boneco estava bambo, e pendia a cair, mas voltava.
Mate-o, mate-o... Ela dizia em sua mente. Até que, em certo ponto, o boneco de areia partiu-se no meio com tamanha força que ela tava socando-o.
Lizie parou e olhou o boneco divido em dois, e areia por todos os lados do recinto. Eis o momento em que James poderia ser esse boneco, ela pensou, e a raiva a corroeu ainda mais por dentro. Até a porta se abrir, e ela sacar o objeto em sua mão na parede, deixando a adaga pendurada na parede ao lado da cabeça de Nathan. Ele arregalou os olhos.
- Ah, Nath me desculpa... – Ela disse, indo em sua direção – Não sabia que seria você.
- Então esperava matar outra pessoa? – Ele disse, rindo e tirando a adaga da parede.
- Me desculpa mesmo. – Ela disse, sorrindo sem graça.
- Eu ouvido gritos e urros. – Ele falou, distraidamente — Então vem ver quem ou o que estava aqui.
Os dois riram brevemente.
- Então... O que te fez ficar com tanta raiva? – Nathan disse, olhando o boneco de areia partido ao meio.
- Ah, -Lizie falou, esfregando a testa – nada. Só estava pensando em certas coisas...
- Bom, se quiser falar algo. Sou todo ouvidos, ou um ombro amigo, ou braços aconchegantes...
- Entendi! – Eles riram.
Nathan olhou para ela reconfortantemente, e analisou sua face.
- É ele, não é? – Ele disse – O James?
- Umpf, é... – Ela bufou – Ele consegue fazer com que qualquer um o odeie.
-Ele é assim mesmo, Lizie. – Nathan chegou perto dela – Um idiota.
- É que eu só achei que ele era diferente, só isso, e... – Ela hesitou por um momento, e depois quase se desesperou – Meu Deus! To falando sobre isso com um menino! É sério, mesmo?
- Não fiquei vermelha por isso. – Ele disse, segurando o ombro dela e afagando-o. – Entendo perfeitamente, e estou aqui pra te ajudar, poxa.
- É bom saber disso. – Ela sorriu – Poder contar com alguém parece legal, já que até Simon não para mais em casa.
- Ele e Tara, não é? – Nath disse, pensando. – É, nojento os dois juntos.
- Concordo. – Ela falou, e parou pra pensar um segundo – E voce? Não gosta de ninguém, ou gostou... Ah, desculpa. Não deveria ter sido tão direta.
- Não tem problema... E, não. Eu gosto de ninguém, e as vezes acho que isso é uma dádiva. Muita gente sofre com isso...
- Eu que o diga. – Ela falou, tristemente .
- Não... Eu, não quis... Não quis dizer isso Lizie.
- Ei. Não tem problema, não se sinta culpado.
Nathan sorriu, e admirou a adaga que ainda segurava.
- Então veio treinar pra descontar a raiva? É uma boa coisa.
- Pois é... acho que sim.
- Escuta. – Ele chegou mais perto dela – Se ele te fez algum mal, você não o merece. Precisa de alguém melhor, que esteja com voce o tempo todo. Não duvide de seu valor, tudo bem?
Ela sorriu, e ele passou o polegar na bochecha dela. Nathan era um ótimo amigo, pensou.
- Obrigada Nath. – Ela o abraçou – É bom ter alguém por perto. – Ela o soltou, e tirou a adaga da mão dele rapidamente, e o segurou contra seu pescoço. Nathan ficou surpreso, e sorriu – Se me permite, posso terminar de descontar a raiva em alguém?
E lutaram a noite inteira.
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