Come Bite Me
53 Cap. 53 - My family
Notas iniciais
Como vocês estão? Bom, como prometido, está bem maior. E tem uma grande revelação ;)
Vão ler, amores. Até mais ;3
- O que vai fazer? – James perguntou – Não quero ficar competindo, quero logo avisar.
- Não vai ter competição. – Lizie falou, botando as roupas lavadas no armário. –
- Mas você vai ficar pensando e quem vai querer, e logo vai ver que meu suporte é maior que o dele...
- Cala a boca! – Ela riu – Não se cansa de fazer essas coisas?
- Fazer o que? – Ele perguntou, levantando-se da cama e caminhando na direção dela.
- Me provocar assim... – Ela disse, sorrindo maliciosamente.
- Eu te provoco?
- Bom, não há outro nome para chamar. Você tem o ‘’dom da tortura’’, lembra? – Ela riu com desdém — Pois sabe fazer isso muito bem.
Ele riu de soslaio, e Elizabeth virou-se para o armário novamente. Mesmo de costas para ele, Lizie sentiu que ele se aproximava e sorria. Aquele sorriso insistentemente sedutor.
- Então... Eu te provoco?
Ela sentiu os dedos dele deslizarem sobre seu ombro, segurando seu cabelo e colocando-o do outro lado, deixando-o exposto. Ela já sentia os calafrios sem ele tocá-la direito.
- Provoca... – Ela disse, sentindo-se trêmula.
Dizendo isso, e beijou o pescoço dela, envolvendo-a com o braço pela cintura. Elizabeth deixou as roupas caírem no chão, e não ligava para isso. Ele a puxou para perto, e sentiu seus quadris se chocarem.
- James...
- Shh...
Ela odiava quando ele fazia isso, mas não reclamava. Ela se permitiu ser domada pelas caricias que a boca dele fazia em sua nuca, e fechou os olhos. Ele começou a mordiscá-la, fazendo os pelos de seu braço subirem.
James deixou os dedos entrarem por baixo da blusa dela, acariciando a barriga e o abdômen. Lizie já ficava fora de si somente com isso.
Ela ás vezes pensava por que eles não, bom, por que eles não davam um passo mais adiante. Ainda mais se mordendo e agarrando desse jeito. E Elizabeth queria. E como queria.
- Lizie?
Era voz de Simon na porta. Lizie tomou um susto, e se recompôs. James xingou baixo, e ela sorriu triste.
- Entra – Ela disse, tremula.
Ele entrou, e se deparou com o quarto. Fazia um dia que ela não o via, e estava achando-o diferente.
- Gosta de ficar sozinha, né?
Aí ela se ligou que James tinha saído pela janela, e suspirou aliviada, mas ao mesmo tempo, decepcionada. Afinal, ela não se sentiria a vontade com James e Simon em um mesmo cômodo.
- É... Pois é.
Ele sorriu. Aqueles dentes incrivelmente brancos e belos. Simon era belo. O cabelo com ondulações dava vida aos olhos castanhos. O corpo era estrutural, para não dizer ‘’gostoso’’. E o melhor de tudo, ele beijava bem. Não que Lizie fique lembrando-se disso de vez e quando, claro que não.
Ela correu e o abraçou.
- Uau. Sente muito a minha falta, não é?
Ele se espantou, mas sorriu aliviado. Gostava de quando a abraçava.
-Ele estava aqui, não é? – Ele disse, fazendo-a arregalar os olhos.
- Como você...
Ele gargalhou.
- Foi um palpite! – Ele disse, rindo – Eu não sabia, mas agora sei!
- Ah! – Ela o empurrou – Você é podre.
- Um podre que beija bem, obrigado. – Ele disse – Palavras de Elizabeth Campbell.
Ela se sentiu ficar com vergonha.
- Como você ta? – Ele perguntou, segurando as mãos da amiga.
- Bem... Eu acho. – Ela sorriu triste. – O Andy ta aqui.
Ele arregalou os olhos, como se tivesse levado um tapa na cara.
- O Andrew? Andrew, canalha,idiota, gay, safado...?
- Chega. Apesar de ele ser exatamente isso tudo, chega. Não quero pensar nesse, sei lá, nessa coisa.
- Não acredito. – Simon disse – Ele veio pra me chamar de ‘’bicha’’ de novo?
Lizie riu, apesar da tristeza. Era verdade que eles não se gostavam.
- Bom, de qualquer jeito, vou fazer de tudo pra não esbarrar com ele. – Ele concordou com a cabeça, e ficou distante. Lizie o olhou, e ficou curiosa; — O que tem feito esses dias? Tem sumido. Aliás, você, Tara e Nathan estão sumidos.
Ela viu Simon empalidecer. Ele mudou de assunto rapidamente, mas ela voltou;
- Não quer me contar nada? – Ela perguntou, olhando-o séria.
- Bom... – Ele começou, e fechou os olhos – Eu não quis te contar antes por que, além de eu sempre saber disso, você sempre zomba das pessoas com quem eu saio.
Ela arregalou os olhos. Não era possível.
- Você e Nathan estão saindo? Meu Deus, isso merece ir pros jornais! Meu amigo é gay!
- Cala a boca, Lizie! – Ele se enfureceu – Não é Nathan. Eca. – Ele fez uma careta – É a Tara.
Ele se calou, e Lizie se surpreendeu mais ainda.
- Eu sabia que não era ele, estava só brincando. – Ela sentou-se na cama – Mas, Tara? É sério?
- Vai. Zomba de mim.
- Não vou zombar. É que eu só não...
- Não o que?
- Não acho que combinam, sei lá. Ela parece estar interessada só por que você é gato, mas...
- Eu sou gato? – Ele perguntou, fingindo surpresa.
- Fica quieto. – Ela suspirou e continuou – Só to falando minha opinião. Só isso.
- Ah, tudo bem. Não ligo pra sua opinião. – Ele disse, sorrindo.
- Ah, não? — Ela falou – E aquela vez que você saiu com a Patty, a vesguinha? Eu falei pra você que ela era feia, e a largou.
- Foi só essa vez!
- E aquela outra garota, que botava o dedo no nariz quando você não tava olhando, e depois passava na calça?
- Ah, por favor!
- E a Isabelle? Que tinha problema de gases, peidava e cobria o rosto com a camisa pra sentir o cheiro...
- Chega! – Ele gritou – Meu Deus, chega!
Ela gargalhou. Adorava irritá-lo. E agora, tinha ainda mais motivos. O fato de saber que ele estava com Tara era um.
James andava despreocupado pelas ruas de Londres, observando tudo em volta. Ele resolveu dar uma passada na sua casa, na cidade. Tinha tempo que não ia lá.
Usando o feitiço de invisibilidade, correu como um raio até o local. As pessoas percebiam vultos, e se perguntavam o que era se não estava ventando. Ele ria da cara de preocupada delas.
Chegando lá, sacou a chave na porta. O cheiro de ‘’casa’’ estava no ar. Os pais dele tinham dado essa casa para ele anos atrás, assim que partiram. Ele morava ali, e sabia que não era seguro, mas não ligava. A ultima vez que esteve naquele lugar foi quando estava em uma boate, e não quis voltar para o Instituto. O álcool não agia nele como agia em humanos, e ele bebeu mais do que devia. Naquele dia, fiou bêbado. Tinha ingerido mais de vinte taças de drinks, e não sabe-se quantas a mais com álcool. Só sabia que era bom, e se esquecia dos problemas. Na boate, tinha ficado com varias garotas, e também tinha mordido muitas. Não sabe se alguma virou vampira, de fato, ou morrido. Ele se arrependia.
Entrou na sala, e se jogou no sofá. Inspirou fundo, e encarou o teto. Não sabia de onde as pessoas tinham tirado que vmapiro não inspirava ou expirava. Eles não respiravam, de fato, mas se quisessem, podiam encher os pulmões de ar. E também se viam em reflexos e espelhos, e andavam a luz do sol. Eles só sentem a pele pinicar caso ficar muito tempo. E também sentiam dor, mas não como humanos. As dores mais fortes para mundanos, eles podiam suportar numa boa. Vampiros não comiam, mas podiam beber. Eras muitas as invenções e limitações.
Ele ficou pensando no dia. Nas conquistas e perdas, e tudo se resumiu em Elizabeth. A conquista pelos beijos e caricias, e as perdas por Andrew ter voltado a vida dela. Ele gostava de passar o tempo com ela, mas não a amava. Não ainda.
James ouviu um barulho na cozinha. Se assustou por um momento, e ficou de pé. Ele andou pelo corredor mal iluminado, se perguntando o que poderia estar ali, ou quem. Poderia ser um bicho qualquer que invadiu a casa. A janela poderia estar entreaberta.
Ele fez a curva, e viu um pote caído no chão. A geladeira estavam aberta, e uma perna para fora do lado do armário. Era um homem.
Ele sacou a estela, e segurou. O homem o olhou. Não era possível que fosse ele.
- Ora, ora... Meu palpite estava certo. – O homem o olhou.
- O que está fazendo aqui, Andrew?
Andrew sorriu.
- Nada. Só vim me certificar de que era você que realmente morava aqui.- Ele riu — Afinal, essa casa pertenceu a minha família no passado.
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