Come Bite Me

40 Cap. 40 - Come with me.


Notas iniciais
OLÁ crianças :D
Bom, tem algumas pessoas perguntando a minha idade, e eu tenho 14 anos :D. Tenho recebido muitos elogios de voces. Muito obrigada, voces sao demais *-*
Mas um pra voces. E sei que o James esta um pouco sumido, mas ele ja vai voltar, ok? prometo.
*ignorem os erros, e boa leitura.

- Você não vai para o Instituto, vai?

- Não sei, Lizie... A minha mãe não sabe que eu sei sobre tudo. Ela é uma Caçadora de Sombras, afinal.

- É. Ela é bem forte. – Ela diz, passando a mão no braço. – A questão é por que ela te escondeu esses tempos todos.

- Eu nem quero saber. – Simon diz, se jogando na cama ao lado de Lizie – Nem isso eu queria ser...

- Nossa... – Ela se vira para ele – Obrigada. Acha tão ruim assim?

- Não é isso, Lizie... É que eu queria levar uma vida normal. Só isso.

- É... As vezes é difícil. A decisão é sua. Mas eu ia adorar morar com você.

- Sério? – Ele se espanta.

- Aham. Deve ser legal. – Ela sorri, e levanta da cama – Bom, vamos sair? Dar uma volta, sei lá.

- Pode ser. Quero esfriar a cabeça um pouco.

- Que seja, mas eu to com fome. – Simon olha para Lizie assustado.

- Não vai me morder, certo? – Ele disse, e ela riu.

- Não... Mas você parece apetitoso. – Ela sorriu – Vamos.

16:25

Andando pelas ruas de Londres, Lizie e Simon conversavam distraidamente. A rua estava bem cheia. Muitas pessoas rindo,brigando, gargalhando. Tudo parecia normal.

Ele tinham ido numa Lanchonete distante, e como eram rápidos, chegaram rápido. Sentados nos bancos, pediram um Milk Shake. Simon chocolate, Lizie morango.

- Devíamos fazer isso mais vezes. Sabe, como antes. – Simon diz, dando uma golada.

- Definitivamente. Isso se pudermos. – Ela olha pra ele – Sabe que não esta seguro fora do Instituto, não é?

- Sei... – Ele a olha cansado – Mas o que posso fazer? Chegar pra minha mão e dizer: ‘’Oi, mãe! Estou aqui pra dizer que sei sobre a verdade e que você e papai são uns mentirosos. Estou indo morar com outros integrantes do Submundo num Instituto chamado Carmswhore. Vocês o conhecem, não é? É o que vocês passaram quase toda vida e não me disseram...’’

- Não é assim, Simon... Chega e conversa direito com ela. Conheço Mary, e ela vai fazer de tudo pra te proteger. Vai ver foi por isso que te escondeu a verdade.

- Não adianta, Lizie. Não vou perdoá-la por isso. Como podem achar que o melhor pra mim é esconder que... Que fui algo que nunca imaginei? – Ele soava confuso.

Lizie entendia o motivo de odiar alguém. Entendia por que a ira de Simon.

- Eu também não sei se deixaria passar assim... – Ela disse, segurando a mão dele. Ela parou e sorriu para ele. Simon estava olhando para mão dela fixamente.– Vem morar comigo?

Ele parou um instante, e fitou-a. Os olhos de Elizabeth nunca foram mais brilhantes. Ela estava pedindo para morarem juntos, em um Instituto. Ele pensava se a vida poderia ficar mais bizarra. Mas tudo o que ele queria, era a companhia dela.

- Tudo bem... – Ele disse, apertando a mão da garota. Ela sorriu aliviada. – Mas como vou contar pra minha mãe e pro meu pai?

- Bom... Pode deixar um bilhete. Sei que, talvez, você não vá conseguir encará-los. Conta comigo, ta?

Simon a olhou, e pensou em como era sortudo em ter uma amiga como ela. Uma pessoa que nunca o abandonaria. Há tanto tempo, querendo beijá-la como beijou noites atrás, e conseguiu. E ela retribuiu o beijo. Aquilo foi o suficiente para deixá-lo com uma ponta de esperança, felicidade, ou talvez arrependimento... Não, arrependimento não. Mas ele não esperava a hora de provar os lábios dela de novo. É tudo o que sempre quis.

- Sempre. – Ele sorriu.

Quando Lizie deixou Simon em casa, ele entrou, rezando para não ser visto. E foi concedido. Sua mãe estava no quarto, e ele subiu rapidamente para o seu. Trancou a porta, e abriu o armário. Pegou as roupas, cuecas, e tudo o que havia ali dentro, inclusive colônias.

Pegou a mala que estava do lado da cama, e botou tudo dentro. Quando as coisas estavam arrumadas, deixou do lado da janela e pegou caneta e papel. Deixara um bilhete para mãe e para o pai, já era de noite, e logo sentiram a falta dele. Sentou na mesa do computador, e começou a escrever.

‘’Mãe, pai, sei que não costumo deixar bilhete. Sempre os obedeci, pedi permissão e os respeitei. Mas agora, já sei de toda verdade. Vocês esconderam o meu passado, mas não quero falar disso agora. Não daria certo depositar minha raiva toda em um papel.Invés disso, quero ir direto ao ponto. Saí de casa,e não, não direi aonde fui. Só quero que entendam que sei me cuidar, e que, por favor, não me procurem. De qualquer jeito, não voltarei.

Apesar de tudo, quero dizer que os amo,e não tenho duvidas de que sentem o mesmo.Até algum dia. Sei que nos veremos novamente.

De seu filho, Simon.’’

Sentindo as lagrimas virem, Simon se virou pra janela, e pulou. Agora ele sabia por que fazia isso pra sair escondido dos pais, e não se machucava. Começou a andar, e dizia a si mesmo, que era obrigado a não olhar pra trás. Não era justo ficar em um lugar que o lembrava do passado, e de principalmente, de um passado que não queria se lembrar.

Notas finais
Recomendações? não? ok :(