Come Bite Me
36 Cap. 36 - You're not just like him
Notas iniciais
Me desculpem, ok? ainda amo voces! Obrigada, e até mais.
A raiva transparecia nos olhos dela. Parece que tudo estava despedaçando.
Lizie abriu a porta do quarto de James, e se deparou com ele deitado. Ele rapidamente olhou pra ela,levantando rapidamente. James a encarava confuso, e Lizie sentia a raiva sendo ainda mais sufocante com as lagrimas secas em rosto, e outras que estavam vindo.
- O que ta fazendo aqui?
- VOCÊ MENTIU PRA MIM! – Ela avançou sobre ele, pegando-o de surpresa. Lizie prendeu as mãos no pescoço dele, tentando esgana-lo. – Como pode fazer isso?
- Do que você ta falando, sua louca? – Os dois gritavam, e James jogou Elizabeth em cima da cama.
- Seus pais, Caçadores de Sombras... – Ela parou o que estava fazendo, e levantou. Parecia esgotada – Você mentiu.
- Já vi que conheceu Luke...
- Foi por isso que não queria que eu conhecesse ele... Por isso me levou pra sala de luta. Você é um mentiroso, James!
- Mentiroso? – Ele levantou a voz, olhando friamente pra ela – Uma pessoa que é descartada pela família é mentirosa? Alguém que costumava a ser amado? Alguem que não sabia quem era desde quando pequeno? – Ele a encarou. Lizie estava parada, chocada. – Alguem que nunca amou é ser mentiroso?
- James, esp...
- Meu pai era um mentiroso. Ele era vampiro. Aposto que Luke não te contou tudo, não é? – Ele riu sarcasticamente.
- Não precisa...
- Ele se revoltou contra todos do Submundo, pois era vampiro, e não queria. Ele queria fazer parte do Submundo, queria se dedicar a isso, mas conheceu minha mãe. Foi amor a primeira vista,que bobeira... – Ele olhou pra ela, e continuou, exausto – Posso falar a verdade? Meu pai nunca me amou. Ele não via a hora de ter outro filho, pra se livrar de mim de uma vez. Aposto também que Luke disse que eu era pequeno demais. Que eu não devia saber como me sinto, e tudo mais...
- Disse...
- Ele te enganou! Eu não era pequeno demais pra entender que meu pai me obrigava a tirar a roupa pra ele todo dia... – Uma raiva percorreu o rosto de James, junto com uma enorme tristeza,e ele cerrou os punhos.
- Para, James! Não precisa me contar isso...
- Ele... Ele me fazia olhar pra ele enquanto eu tirava minha roupa. Ele pegava a câmera fotográfica, e tirava fotos... Fotos estúpidas,imundas... Eu odiava ele, e pensei que nunca fosse sentir mais nada por um cara que abusava de mim. Mas estava enganado... Eu sentia ciúmes.Do meu pai,com meu irmão. Eu me sentia tão... Burro, em conseguir amar uma pessoa que simplesmente não correspondia,nesse caso. Os anos se passaram, e nada do que eu sentia passava. Ele continuava me tratando da mesma forma de sempre; se dirigia a mim cuspindo as palavras, e se eu me recusasse a fazer o que ele queria, ele mataria minha mãe. A morte dela seria minha culpa. Eu não conseguiria viver com isso. Portanto, eu cedia, e deixava meu pai fazer de mim o que quisesse... Um dia qualquer, estava em casa, brincando no quarto, tendo que suportar a companhia do meu irmão, e senti um cheiro estranho... Saí correndo pela casa, e me deparei com a pior cena que poderia ver: Meu pai havia botado fogo na minha mãe, e ela se debatia,tentando aliviar a dor. Meu irmão gritou, desesperado, mas eu não ligava. Eu queria minha mãe bem, e nada mais. Me lancei para cima dela, minha pele sendo corroída pelas chamas... Ela gritava para eu me afastar, e meu pai ria da cena. Meu irmão continuava parado, observando-a virar cinzas junto de mim. Com um movimento rápido, minha mãe me segurou pelos braços, me jogando para longe. Caí no balcão da cozinha, e uma faca perfurou minha pele. Tenho a cicatriz até hoje... – Ele mostrou a longe marca no braço. Lizie já a tinha reparado, mas nunca ligou, e nem quis saber o motivo.
James apoiou os cotovelos na janela do quarto, e observava o horizonte.Caíam lagrimas de seus olhos, que pareciam arder. Elizabeth não sabia se chorava, ou apoiava a mão em seu ombro para conforta-lo. Luke mentiu para ela.
- É por isso – Continuou James, com a voz falha – que acho que sou um monstro. Talvez tenha sido meu pai que me criou assim, ou eu fiquei assim por conta própria, não sei. Só o que sei é que não aprendi a confiar em mais ninguém. Depois de todo o ocorrido, Luke me encontrou. Me levou para o Instituto, e me apresentou a Tara e Nathan. Os pais deles não moram aqui. Eles,na verdade, nem ligam para os filhos. Como meu pai...
Por impulso, Lizie se aproximou dele. A Garganta doía com o choro que queria sair, mas ela o prendeu. Não sabia o que dizer. Se sentia uma idiota por tê-lo culpado por qualquer coisa, quando na verdade, deveria sentir raiva de Luke. Luke mentiu para todos.
- Agora também sei que Luke é outro canalha... – Ele olhou pra ela – Meu pai fugiu com meu irmão, e nunca mais ouvi falar deles. Luke me criou como um filho, e agora... Agora eu...
- Ei... – Ela pôs a mão em seu ombro. Em seguida, o puxou e o abraçou. Sentiu o calor do seu corpo, e James a apertou confortavelmente. – Nem todos os homens são iguais ao seu pai. – Ela sussurrou contra seu peito.
- Como você sabe? – Ele disse, agora olhando-a nos olhos. Lizie sorriu fraco, e disse:
- Porque você não é.
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