Come Bite Me
11 Cap. 11 - Can't you see him?
Notas iniciais
Quero dizer que mais gente ta lendo a fic ( EBA :D ) e isso me deixa feliz,ainda demais com suas reviews *---*
Tambem quero dizer que, sei que ta tudo muito óbvio e blá, mas outros mistérios virão. AINDA MAIS SURPREENDENTES, GARANTO...
Vão ler, e mandem reviews ;)
*ignorem os erros, e vou postar o outro.
Carta,Simon,loiro,passagem,vampiros,fome,encontro...
Minha cabeça estava á mil. Não consegui parar nem um minuto sequer para pensar em ‘’mim’’, na minha vida. E o pior é que essa merda se suspense esta me matando. Ok, não esta não, porque eu já sei quem é o tal loiro dos olhos esverdeados. Claro que era o James, já não era mais mistério para ninguém. Aposto que nem pra vocês, não é?
Eu poderia gritar a qualquer hora. Sair correndo e nunca mais voltar pra casa. E é isso que eu tinha que fazer. Bom, é o que eu tenho que fazer. Na misteriosa carta que a dona Rosalie escreveu, dizia isso. Eu tinha que ir pro tal Instituto ‘Carms’ não sei o que. Será certo? Bom, mamãe tinha essas tais visões, e a maioria delas davam certo. Isso que dava medo.
Não vamos ficar falando disso agora. Ainda tinha meu encontro com o Simon. Hoje que eu diria toda a verdade.
HOJE QUE EU DIRIA TODA A VERDADE! QUAL É O MEU PROBLEMA, AFINAL?
Depois de anos escondendo isso, e me sentindo diferente de todos desde os sete anos, resolvo contar assim do nada?
Parabéns, Lizie. Você é uma infeliz.
Correndo agora para o meu quarto, sinto o vento frio bater em meus cabelos, e tive a certeza de que a janela estava aberta. Sendo que a deixei fechada.
Droga, ele estava aqui.
Cerrei meus pulsos, e me controlei para não sair esganando ele logo de cara. Aquele idiota estava parado de pé, na ponta da minha cama, olhando minhas fotos na cabeceira. Suas costas estavam arqueadas, e nuas. Ele estava sem camisa. Nos ombros, estavam apenas duas espadas (eu acho) enormes, que se envolviam em toda suas costas, e paravam em seu peito. Os cabelos loiros estavam bagunçados, e molhados, pareciam. Ele olhava com atenção a cada fotografia, como se sentisse certa dor ao vê-las. No instante em que se virou para mim, me olhou sem espanto algum. Parecia que ele sabia que eu estava lá. Era para eu estar olhando-o com raiva por invadir minha casa... Mas eu não estava. Eu não entendia o por que da presença súbita dele não me afetar. Tudo isso era estranho.
- Sua mãe? – Ele perguntou, num tom calmo.
- Sim... – Cruzei os braços, mais para me proteger do frio que fazia lá fora.
- Não me lembro de como é ter uma família... – Ele disse, num tom quase solidário.
Eu não disse nada. Não consegui. Fiquei somente imaginando aonde aquela conversa daria. Aonde estava aquele ser frio,que me aterrorizava até quase a morte?
- O que esta fazendo aqui? – Eu disse, com a voz falha.
Ele botou a foto na cabeceira de novo, e se virou totalmente para mim. Seus olhos estavam fixos nos meus, e eu ameacei cair, devido aqueles verdes estonteantes.
- Não sei... – Ele disse, dando de ombros e voltando a expressão normal. – Eu não estava fazendo nada, então...
- Ah, então se estiver entediado vai vir se divertir no meu quarto? – Disse, sarcasticamente.
- Eu poderia estar me divertindo muito mais... – Ele diz, me olhando de cima a baixo e parando em minhas pernas. Em seguida, mordeu o lábio inferior, me encarando maliciosamente. Todos os pelos da minha pele se arrepiaram. Por que se arrepiaram? Eu sentia nojo daquela atitude.
- Não vai encontrar diversão aqui. – Disse em tom sério.
- Infelizmente não... É claro que não. Até porque você não me conhece.
- Sim, conheço... – Meu tom era parcialmente irônico.
- Ah,é? – Ele se aproximou de mim, até demais para ser honesta. Eu não me movia. Não conseguia. Ele me fazia viajar em seus olhos. Seu nariz quase se encostava no meu,e sua boca estava semi aberta. – Então diz o meu nome, caçadora...
- James. – Eu disse rapidamente, erguendo as sobrancelhas em tom convencido, e um sorriso debochado nos lábios. Ele riu. – James Gray.
- A caçadora é mais esperta do que pensei...
- Então você não é professor de Biologia?
- Na verdade, não... Era um pequeno disfarce. Estou de olho em você há muito tempo, Elizabeth...
- Por que? – Perguntei incrédula – Por que estava de olho em mim?
- Porque eu sigo ordens... – Ele respondeu sério, travando o maxilar – Ou seguia.
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