Notas iniciais
Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei muito chocada com o último episódio do ano passado. Gritei, me emocionei e chorei e fez com que eu quisesse mais Olicity. Eles são o melhor casal e finalmente o Oliver admitiu que ama ela!
Arrow é a melhor série, mas faz meu coração sofrer.
Enfim, espero que vocês gostem dessa oneshot. Não tirava ela da minha cabeça e eu tive que escrever e compartilhar com vocês!
Espero que gostem!
Boa leitura!

Vários dias tinham se passado desde que Oliver partira para lutar com Ra’s Al Ghul e Felicity não parava de ter aquela sensação de que tinha algo errado. Ela tentava se manter confiante e com esperanças, mas a cada dia que se passava ela sentava em sua cadeira embaixo do Verdant e chorava. Chorava por ter sido tão burra e não ter dito que o amava logo quando após ele admitir o que sentia por ela. Chorava por desespero, por medo e por pensar que talvez ela nunca mais pudesse vê-lo novamente. Ela queria que tivesse algum jeito de poder mudar o passado e feito com que ele ficasse, mas sabia que isso era impossível, principalmente por amar o cara que nunca mudava de opinião mesmo nas piores horas. Oliver faria de tudo para deixar todos que ele ama em segurança, mesmo que isso seja morrer no lugar delas e isso assustava Felicity demais.

O dia tinha sido longo para a loira, ela não aguentava mais sorrir paras as pessoas e fingir que estava bem, quando não estava. Ela só queria saber de uma coisa: Oliver estaria vivo? Essa era a coisa que ela mais precisava saber. Não saber dele a deixava inquieta, deixava-a mal de todas as maneiras e isso a corroía.

Se ao menos ela tivesse um jeito de saber como ele estava, seria melhor e mais reconfortante. Mas ela sabia que não que não tinha como e tudo o que podia fazer era esperar.

Felicity ouve passos descendo a escada. Enxuga rapidamente os olhos e se vira.

Era Diggle lhe trazendo um lanche.

Ele andava preocupado com ela, sabia que sua amiga não comia mais e não era mais a mesma de antes. Ele só queria o bem estar dela, não queria ver sua amiga desmaiando por não comer. Diggle sabia que Oliver iria matá-lo se soubesse que ele não estava cuidando bem de sua garota.

– Trouxe comida para você. – diz Diggle analisando o rosto de Felicity.

– Não estou com fome. – responde ela

– Você precisa comer alguma coisa Felicity.

– Não estou com fome agora, depois eu penso em comer Dig.

Diggle deixa a comida em cima da mesa e observa sua amiga. Ela estava pálida, com olhos inchados e vermelhos. Seu rabo de cavalo estava bagunçado e seus óculos estavam jogados no canto da mesa junto a uma foto de Oliver.

Isso preocupou Diggle. Ele sabia que ela estava sofrendo por não saber nada, mas isso não significava que Oliver estava morto. Ele só poderia estar com problemas para voltar, poderia estar lidando com outras coisas. Certo? Diggle não perderia as esperanças. Ele acreditava em Oliver e sabia que ele ia sair dessa.

– Felicity... – diz Dig ficando de joelhos para olhar diretamente no rosto dela – Oliver está bem. Ele vai voltar. – diz ele tentando acalmá-la.

Ela olha para o amigo e lágrimas começam a escorrer dos seus olhos.

– E se ele não voltar? – pergunta com medo.

– Ele vai. – afirmou.

– Mas e se não? E se ele morreu? A gente não sabe! – gritou ela em meio ao choro.

– Não podemos perder as esperanças, tenha fé Felicity. – diz ele.

– E se ele não voltar? Ele não vai saber que eu o amo. Deus, eu o amo! Eu nunca disse isso pra ele. –diz ela mais triste.

– Tenho certeza de que ele sabe. – responde Dig tentando animá-la.

– Como pode ter certeza? Ele já disse que me amava e tudo o que eu fiz foi olhar para ele e sair. Nunca disse que o amava. Ele não sabe que eu o amo. – diz.

– Acredite em mim, ele sabe. – diz Dig.

Felicity enxuga os olhos e olha para a comida que Diggle trouxe. Ela não queria admitir, mas estava morrendo de fome.

– Acho melhor você se alimentar. Oliver me mataria se soubesse que eu não estou cuidando de você direito. – diz Diggle se levantando.

– Eu não deixaria ele te matar. – responde Felicity dando um sorriso.

– Assim que eu gosto de te ver. Sorrindo. – fala ele sorrindo.

Felicity morde um pedaço do seu sanduíche e Diggle fica aliviado. Finalmente ela estava comendo de novo. Isso já era uma vitória.

– Esse sanduíche está muito bom! –diz Felicity.

– Vou dizer a Lyla que gostou.

– Pode dizer.

– Por falar nela... Eu tenho que ir. Tenho que me encontrar com ela e Sara. – diz ele indo em direção as escadas.

– Mande um beijo para cada uma delas. – diz Felicity.

– Mandarei. E você trate de comer e se cuidar. – diz ele saindo dali.

Felicity fica concentrada em sua comida, que nem percebe que mais alguém entrou ali. Quando ela vira para trás, ela leva um susto. Malcolm Merlyn estava parado observando-a.

– O que você está fazendo aqui? – pergunta ela.

– Vim te dar uma notícia. – responde ele.

– Que notícia? – pergunta ela com medo.

– Oliver Queen está morto.

E de repente o mundo de Felicity parou de girar. Ela se sentiu sufocada, sentiu que partes do seu corpo estavam ficando pesadas, sentia que ia desmaiar. Mas se manteve firme. Não poderia parecer fraca na frente de Merlyn, que após dar essa noticia foi embora sem dizer mais nada.

Ela se permitiu chorar e cair no chão.

Ela não acreditava no que tinha ouvido.

Não parecia real.

Não podia ser real.

Oliver estava morto e isso era demais para ela. Não sabia como lidar com esse sofrimento, não sabia como reagir a isso. Tudo o que ela fazia era chorar e de repente uma sensação de enjoo surgiu e ela vomitou tudo o que tinha comido. Ela tentava conseguir forças para se levantar, mas tinha sido em vão. Ela perdera as forças, tinha perdido parte dela e não via mais sentido em sua vida.

Tentou alcançar o celular e ligou para o primeiro número que apareceu. Era o número do Barry.

– Alô?

– Ele morreu.

– Felicity?

– Ele morreu.

– Onde você está?

Ela não tinha mais forças para falar e de repente tudo ficou preto.

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Ao abrir os olhos, ela se vê deitava na mesa que havia ali. Barry estava sentado do lado dela e Roy e Diggle estavam distantes mexendo no computador.

– Ei, como você está se sentindo? – pergunta Barry preocupado.

– Estou um pouco tonta. – diz ela tentando se levantar, mas não consegue.

– Acho melhor você ficar deitada mais um pouco. – diz Barry.

– Tenho que me levantar. – responde ela.

– Não, não tem. – diz ele.

Roy e Dig se aproximam dela e ela os olha esperando ter alguma notícia boa.

– Felicity nós...

– Não precisam me dizer mais nada. – interrompe ela.

– Sentimos muito. – diz Roy.

Dig não diz nada, seu olhar está distante. Ele não conseguia acreditar no que tinha acontecido, sentia que tinha alguma coisa errada.

– Quero ficar sozinha. – diz Felicity a todos.

Roy e Dig assentem e Barry fica.

– Você também pode sair Barry. – diz Felicity rouca.

– Não vou a lugar nenhum. – responde ele firme e então ela se levanta.

Ele a acompanha enquanto ela vai à mesa e vê a foto de Oliver. Ela não consegue se controlar e começa a chorar. Barry a abraça e a permite chorar em seus braços.

– Tudo vai ficar bem. – diz ele tentando acalmá-la.

– Não vai. Ele se foi para sempre. – diz ela chorando mais ainda.

– Heróis não morrem. – diz Barry confiante.

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Uma semana tinha se passado desde que Felicity soubera da morte de Oliver. Uma semana que ela estava sobrevivendo a tudo isso. Ela não estava preparada para voltar aos seus trabalhos, por isso tinha se afastado. Não saiu de casa durante a semana toda e não atendia nenhuma ligação. Não queria ser incomodada.

Ela era agradecida pelos os amigos que tinha, mas precisava de um tempo só para ela.

Mas hoje, ela voltaria ao Verdant para dar algum sinal de vida. Ela devia alguma explicação para os seus amigos.

Arrumou-se normalmente, mas sem se preocupar muito com sua aparência. Estava pronta para sair quando seu celular tocou.

Era Ray.

Ela preferiu ignorar Ray e suas investidas e decidiu ir para o Verdant. Isso era mais importante.

Chegando lá, ela viu que não tinha ninguém. Deveriam estar cuidando de algum problema, pensou ela.

Ela andou devagar até sua mesa e viu a foto que deixara ali.

A foto de Oliver.

Ela sentiu vontade de chorar. Tentou controlar as lágrimas, mas o esforço tinha sido em vão. Ela sentou na cadeira e começou a chorar.


– Eu só queria que você estivesse vivo. – disse Felicity para a foto – Queria que você estivesse aqui comigo, queria que você soubesse o quanto eu o amo. Sinto muito por nunca ter dito isso a você. – diz chorando mais ainda.

Felicity Smoak tinha perdido muita coisa na vida, mas a perda de seu amor fora demais para ela. Não sabia como ficar, tudo o que ela mais queria era chorar e não ver mais ninguém. Nada e nem ninguém poderia fazer com que essa dor parasse.

Ela olha mais uma vez para a foto e guarda na sua bolsa, quando sente uma mão no seu ombro. Vira para trás e leva um susto.

– Não pode ser. – diz ela.

Ela não acreditava no que estava vendo. Pensava que tinha ficado maluca, que a falta de comida estava fazendo com que ela tivesse alucinações. Ele não poderia estar parado bem em frente a ela. Não poderia estar chegando perto dela devagar como se tivesse esperando que ela fizesse um escândalo e logo depois desmaiasse.

Oliver estava parado em sua frente, com a barba um pouco maior que o habitual, olhos cansados e uma roupa suja e rasgada. Tentava se aproximar dela devagar, para não assustá-la, mas a distância entre eles tinha diminuído. Ela correra para os seus braços e o abraçou com força. Queria saber se ele estava ali de verdade, ou se era alguma brincadeira de sua mente.

Mas não era.

Ele estava ali. Vivo.

Ela parou de abraçá-lo, mantendo os braços em volta dele ela o olhou. Não queria soltar ele e não queria sair dos braços dele.

– C-oom-o ...? – ela tentou dizer.

– Longa história. – responde ele.

– Por favor, diga que eu não estou sonhando ou que eu estou ficando maluca. – disse ela.

– Eu sou real Felicity. – diz ele sorrindo.

Ela não consegue se segurar e o beija. O beija forte e intensamente e ele corresponde. Ficam ali se beijando por um tempo, até perderem o fôlego.

– Sinto muito por ter feito você sofrer desse jeito. – disse ele.

– O que importa é que você está vivo. – diz ela.

– Eu vou te contar toda a história, mas antes eu preciso tomar um banho e me trocar. – disse ele.

– Não quero te deixar. Sinto que eu seu te deixar ir, você não vai mais voltar.

Oliver olha preocupado para ela. Ele se sentia muito mal por ter feito ela sofrer. Ele iria contar tudo o que tinha acontecido, iria contar como voltou do mundo dos mortos, mas isso poderia esperar. Ele só queria passar um tempo com ela, antes de voltar ativa. Queria passar o tempo todo com ela.

Ele ficou feliz em ter ouvido o que ela tinha dito para aquela foto. Sentiu-se o homem mais feliz por saber que ela o amava. Só queria ouvir aquilo de novo para ficar mais feliz. Na verdade, ele queria ouvir sempre.

– Felicity, eu não vou sumir. – disse ele.

– Me deixa ir com você. – diz ela deixando Oliver surpreso.

Será que ele tinha entendido direito?

– Você quer tomar banho comigo Felicity? – perguntou sem saber o porquê de ter ficado nervoso de repente.

– Sim. – ela disse dando um sorriso.

Ele a puxou para junto de si e foram caminhando em silencio para o banheiro.

Começaram a tirar as suas roupas e em um instante estavam nus. Oliver a olhou sem acreditar no que estava acontecendo. Ele pensava que estava sonhando. Já Felicity estava decidida do que queria. Ela passou a sua frente e ligou o chuveiro, entrou e ficou esperando Oliver aparecer, para se juntar a ela.

– Vamos logo Oliver a água não vai ficar quente por muito tempo. – disse ela.

Oliver entrou no banho junto com ela e a olhou.

– Deixa que eu te ajudo a se limpar. – disse Felicity carinhosamente.

E no instante seguinte ela estava ensaboando-o devagar, admirando cada parte do seu corpo e admirando o quanto ela estava sendo corajosa por fazer isso.

Mas ela não se arrependia de ter tomado essa decisão.

Ela o queria.

Oliver puxou Felicity para perto de si e seus corpos se encontraram. Ele a olhou profundamente nos olhos.

– Por que está fazendo isso? – perguntou.

– Porque eu te amo. – disse ela simplesmente.

– O que disse? – perguntou ele.

– Eu te amo. – disse ela e logo depois lhe dando um beijo.

O amor dos dois os consumiu dentro daquele banheiro e enfim poderiam curtir um tempo juntos. Eles precisavam daquilo, precisavam estar um com o outro, serem um do outro para que sentissem que nada mais os separaria.

– Eu te amo Felicity Smoak. – disse ele.

– Eu te amo Oliver Queen. – disse ela.

– Por favor, nunca pare de dizer isso.

FIM!

Notas finais
E ai? Gostaram? Me contem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!