Come Back
9 Minha mente infiltrada, minha alma dilacerada
Notas iniciais
Queria agradecer as leitoras pelos reviews lindos e dar um 'Welcome to The Family' pras novas leitoras.
Sobre o capitulo, ficou uma droga, já vou avisando. Além de grande pra cacete ainda não ficou tão bom quanto eu queria, então se alguém quiser me odiar eternamente essa é a hora.
Espero continuar viva depois desse capitulo
Boa leitura
Bjs
Eu não conseguia acreditar em nada que Max acabara de dizer, eu tinha os olhos já cheios de lágrimas
– Não pode ser verdade, ele não pode morrer
– É verdade Allie, mas foi por isso que você voltou no tempo. Por que, por alguma razão, você ama incondicionalmente esse cara.
Eu sentia minhas pernas tremendo. Agora mais do que nunca eu queria vê-la, a tal Alison do futuro.
– Eu quero ir pra Califórnia
– Já disse que isso não é possível Allie, sabe lá o que pode acontecer se vocês duas se encontrarem
– Eu não me importo, e se você não quiser vir comigo eu vou sozinha. Eu preciso encontrá-la
Max revirou os olhos
– Tudo bem, nós vamos, mas não podemos demorar mais do que dois dias.
Eu grunhi, se dependesse de mim minha passagem não seria tão rápida.
Califórnia, Huntington Beach
– O que há de errado com você, Wade?
Levantei os olhos para o rapaz de olhos muito negros que acabara de sentar diante de mim no balcão da cozinha
– Problemas
– Com o Sullivan? – lancei um olhar fulminante pra Sam que sorriu sem jeito – Me desculpe, é que eu tenho minhas esperanças ainda. Quer conversar a respeito?
Balancei negativamente a cabeça, Max havia me ligado há algumas horas, ele estava a caminho da Califórnia com a outra Allie. Eu estava com um pouco de medo, tentava o tempo todo dizer para mim mesma que não havia o que temer, afinal ela era eu, o que poderia dar errado? O problema é que minha cabeça tinha a mania chata de criar um milhão de maneiras diferentes das coisas darem errado.
– Allie? Está almoçando? – Timmy colocou a cabeça para dentro da cozinha
– Já acabei, Timmy
– Ótimo, tem alguém aqui fora querendo te ver. Aproveite os últimos minutos do horário de almoço
Me levantei um pouco animada, na esperança de que fosse Jimmy. Só a ideia da presença dele perto de mim já me deixava muito melhor, fui para o lado de fora do restaurante quase correndo, mas empaquei na porta assim que a vi. A cabeleira caramelo caindo sobre os ombros nus, tinha a expressão séria no rosto, mas não parecia agressiva.
– Leana?
– Alison, será que podemos conversar?
Confirmei com a cabeça e indiquei uma mesa vazia no canto do restaurante. Ela era uma mulher muito bonita, magra, cabelos bem hidratados, andava muito perfumada e perfeitamente maquiada, e eu estava cheirando igual a uma salada de atum.
– E então? – eu a fitava tentando ser o mais neutra possível
– Eu vim te pedir desculpas, por ter invadido sua casa e machucado seu amigo.
– Hum.
– Eu estava bêbada e magoada, acabei perdendo um pouco da razão.
– É, faz sentido. Perder o Jimmy não deve ter sido muito fácil, era ele quem te sustentava não é?
Ela logo mudou o tom, parecia ofendida com meu comentário.
– Não pense que esse namoro de vocês dois vai ser esse mar de rosas pra sempre. Ele vai começar a te dar problemas, ele sempre dá. E quando isso começar a acontecer você não vai saber lidar com eles e ele vai vir atrás de mim novamente. Eu não preciso acertar sua cara pra isso. As coisas vão simplesmente acontecer – ela soltou uma risada um pouco debochada – E na verdade só vim pedir desculpas porque Michelle insistiu muito, mas eu continuo te achando uma grande vaca.
– Ah claro – eu respirei fundo tentando manter a conversa no mesmo tom, mas o que ela falou fazia sentido. Eu tinha que estar preparada, porque tudo ao meu redor me alertava sobre o Jimmy, e eu não fazia a menor ideia de como lidar com a situação quando tudo começasse a acontecer.
– Eu ainda te odeio e quero muito enfiar uma faca no seu estômago, mas não vou fazer isso. Não tenho vocação pra presidiária. Mas se servir de conselho, sugiro que olhe bem para os dois lados da rua quando for atravessar, afinal nunca se sabe
– Isso é uma ameaça?
– Mas é claro que é
– A culpa disso tudo é sua, foi você que não deu o valor que ele merecia.
– Eu só cansei de ser corneada Allie. Uma hora você vai sentir como é e vai entender que eu só estava devolvendo na mesma moeda. Ainda mais ele – ela desviou o olhar um pouco perdida – que era tão grosseiro. Não merecia o melhor de mim, pelo menos não mais.
– Você está mentindo
Ela se levantou da mesa
– Começo de namoro é algo muito lindo não é? Ainda mais quando ele não está em turnê. Olha, eu já dei meu recado. Não vou mais invadir sua casa, ainda te odeio e se eu puder vou tentar te matar. Mas não vou me meter na sua vida, ela não vai precisar da minha ajuda para desandar.
Depois disso, ela deu as costas e saiu caminhando, o ruído do salto batendo na cerâmica ecoou por todo o pequeno restaurante a medida que ela passava. Eu fiquei estática por alguns minutos, até que Sam parou de pé ao meu lado.
– Como ela está bonita
– Você acha? Casa com ela então!
– Está com ciúmes de mim?
Eu me levantei e revirei os olhos, ele fez uma barreira com o próprio corpo na minha frente
– Some da minha frente Samuel
– Relaxa Wade, a McFadden não chega aos seus pés, ela não me dá vontade de almoçar salada de atum – ele fez uma pausa breve – Se bem que ela é profissional né?
– Vou contar até três, se não sair da minha frente, meu punho já ta fechado pra acertar no meio do seu nariz. – Eu fechei os olhos e respirei fundo – Um – ele sorriu debochado – Dois...
– Você não teria cora...
Eu estava quase em erupção e esse idiota ainda fica enchendo minha paciência com piadinha sem graça. Levou menos de dois segundos pra minha mão ficar manchada de sangue. O soco não pegou no nariz dele, acabei acertando sua boca em cheio, nunca fui muito boa de mira. Ele olhou pra mim atônito e levou a mão à boca, o sangue escorria, seus dentes estavam completamente vermelhos, provavelmente havia machucado a língua ou a gengiva dele, mas ao invés de me xingar ele sorriu
– M-me desculpe Sam! Eu não sei o que eu estava pensando e-eu...
Ele gargalhou ainda mais alto e me deu as costas, saindo rumo à cozinha e deixando um pequeno rastro de gotas de sangue pela cerâmica branca. Me joguei novamente na cadeira e suspirei fundo, nesse mesmo instante meu celular tremeu, um sms de Max, haviam acabado de chegar.
– Timmy – eu falei com a voz trêmula
– Sim minha querida
– Será que eu posso sair mais cedo hoje?
Ele levantou o olhar um pouco confuso, parecendo ler minha expressão aflita
– Está com algum problema Allie?
Eu não sabia como responder, mas Sam apareceu ali fora outra vez
– Deixe ela ir Timmy, eu dou conta do serviço dela. Acho que ela não está muito bem hoje
– Mas o que é isso na sua boca garoto? – Sam segurava uma sacola plástica com gelo junto ao lábio inchado
– Digamos que foi um Alliecidente – Sam piscou para mim, eu sabia que no fundo ele era um cara bacana, só era insuportavelmente sincero e irritante ás vezes.
Timmy voltou o olhar para mim
– Pode ir então garota, espero que melhore.
– Obrigada Timmy! Eu faço hora extra depois – olhei para Sam e sorri um pouco sem graça, ele retribuiu o sorriso. Depois disso tirei o avental e sai correndo para fora do restaurante. O sol estava extremamente quente, mas eu só queria chegar logo em casa e acabar logo com essa agonia.
Residência dos Sullivan
Observei Max pegar uma chave reserva embaixo do tapete da varanda e abrir a porta, ele passara a viagem inteira meio emburrado, eu sabia que ele estava chateado por eu ter insistido tanto em vir até aqui, mas se eu não viesse não conseguiria dormir a noite, estava muito curiosa e ao mesmo tempo muito intrigada. Entramos na sala, a casa era bem grande e estava vazia. A Allie do futuro morava mesmo sozinha em uma casa tão grande? Max conhecia bem a casa e me levou até um dos quartos, coloquei minha mala em um canto e me sentei na cama
– E então, onde ela está?
– No trabalho, deve chegar a noite – ele então saiu do quarto e eu o segui, na sala me joguei no sofá e ele foi até a geladeira pegar algo para comer, ainda estava falando pouco. Jogou um pacote de doritos pra mim e se sentou ao meu lado, já indo ligar o videogame. A campainha então tocou. Max olhou sério pra mim e movimentou a cabeça indicando para que eu saísse da sala
– Vá lá pra cima e não saia até eu mandar
Subi as escadas mas fiquei escondida junto a parede lateral, vi quando ele se levantou e abriu a porta, meu coração quase parou quando eu ouvi aquela voz.
– Max? Ta fazendo o que aqui cara?
– Hey Sullivan, entra aí. Tive que voltar pra resolver algumas coisas, mas ahm, e você?
– Vim ver a Allie
– Mas ela está no trabalho
– Na verdade não, liguei lá ainda pouco e Timmy disse que ela saiu mais cedo por que não estava muito bem
Eu mal conseguia respirar direito, ele era melhor do que todas as minhas fantasias. Quase um palmo mais alto que Max, os cabelos muito desgrenhados, os piercings, as tatuagens, estava tudo ali e ele estava mesmo procurando por mim? Eu não podia ficar escondida.
– Allie? Você está aqui!
Sai de onde eu estava e fiquei parada no topo da escada, ele sorriu e correu em minha direção, não quis nem olhar para Max, eu tinha certeza que naquele instante ele estava desejando profundamente o poder do Scott Summers pra poder me matar com o raio laser dos olhos.
Desci devagar a escada e Jimmy me encontrou bem no meio dela, me abraçando com força, meu corpo inteiro estava inerte, eu tive quase certeza que ia morrer quando os lábios dele não só tocaram os meus, como também iniciaram um beijo delicioso. O gosto da boca dele era algo surreal, o aroma daquela pele, o toque macio das mãos dele nas minhas. Ele separou o beijo e sorriu para mim, meu deus, o que eram aqueles olhos?
– Como você está?
– Ca-a...
– Caa?
– Cacete!
Ele gargalhou a risada mais perfeita do mundo, e me puxou pela mão até o pé da escada, Max estava perplexo.
– Jimmy essa não é a Allie
– QUE? – Eu falei mais alto do que devia
– Não é a Allie? – Jimmy olhou para mim
Max agora parecia muito desconsertado, sem saber exatamente como explicar a situação.
– Ela é... irmã gêmea da Allie
Olhei perplexa pra Max
– Irmã gêmea? Ta falando sério?
– Sim, o nome dela é, ahm, Joy. Joy Wade – O desgraçado além de me dar um nome estranho ainda me dá um murro no braço como se tivesse acabado de ter uma ideia brilhante. Eu queria arrancar o fígado dele, só não fiz por que senão Jimmy ia pensar que eu era uma louca
– Oh, me desculpe então Joy! Me desculpe mesmo, eu já cheguei beijando você. Ai que burrice a minha, pensei que fosse minha Allie.
Serio, estava quase saltando no colo dele, MINHA ALLIE???? ME SEGURA QUE EU TO MORRENDO.
– Jimmy, será que você pode ir embora? – Max falou sem jeito, notei uma expressão confusa formada no rosto dele
– Ta me mandando embora?
– Sim – quer dizer – Não, na verdade nós temos um pequeno problema pra resolver, será que pode voltar outra hora? Estamos esperando a Allie pra ajudar.
– Ah, tudo bem então. Peça pra Allie ligar para mim, quero saber noticias.
Depois disso ele deu um beijo rápido em meu rosto e saiu pela porta da frente. Por um instante quase implorei para que ele ficasse, que nunca mais se distanciasse do meu corpo.
– JOY? – Eu dei um murro no braço de Max – Que porra de nome é esse?
– Ah desculpa, foi a primeira coisa que me veio a mente JOY...STICK
– Ah eu não acredito.
– Qual é! Nunca fui bom com nomes
Foi então que ela entrou. Parecia um furacão de ódio e fúria, bateu a porta dos fundos com violência. Os cabelos castanhos esvoaçavam com a velocidade dos passos duros dela, os olhos negros flamejavam de raiva, o corpo quase tão esguio quanto o meu, o cabelo mais comprido e um pouco mais ondulado, a face de uma palidez mais suave do que a minha, talvez um pouco mais velha, mas eu podia reconhecer a mesma fisionomia que eu olhava em meu espelho, o mesmo nariz, a mesma pele, a mesma altura, os mesmos lábios. Fiquei estática observando-a se aproximar. Ela era relativamente mais bela do que eu, de fato eu ainda tinha esperança para quando eu envelhecesse. Quando ela estava há um pouco mais de um metro de distância é que me dei conta de que ela estava vindo com muita raiva e pretendia descontá-la toda em mim. Saí da reta e imediatamente Max a segurou pela cintura
– SUA VADIA! Eu vou socar a sua cara!
– ALLIE! FICOU LOUCA? – eu olhava assustada para ela, e Max a arrastou para a cozinha.
Residência dos Sullivan, Cozinha
– Não é culpa dela Alison!
Eu acho que nunca tive tanta vontade de tirar sangue do rosto de uma pessoa quanto eu estava sentindo agora. Vim quase correndo do restaurante, assim que vi o carro de Jimmy na porta, fui para os fundos, lá da janela da cozinha dava pra ver tudo. Vi o exato momento em que ela saiu do esconderijo e ele a beijou. Senti meu corpo inteiro vibrar de raiva.
Max me segurava pelos ombros, ele parecia exausto. Soltei o ar me dando por vencida.
– Me desculpe Max
Ele então gargalhou alto
– Cara você entrou parecendo uma leoa brigando por carne
– Ah, cala a boca
– Toma um copo d’água, vocês duas precisam conversar.
– Okay – Entornei um copo de água gelada e respirei fundo. Max foi caminhando na frente
– Haha isso vai ser demais! – ouvi ele falando baixo, quase para si mesmo. Grande amigo idiota que eu fui arranjar.
Olhei para ela. Os cabelos castanhos pouco ondulados na altura dos ombros, um pouco arrepiados, afinal não seria eu se não fosse arrepiada, magricela, pálida, a roupa meio rasgada. Naquela época eu devia achar legal fazer cosplay de mendiga. Mas o olhar dela era idêntico ao que eu sempre via no meu espelho, incapaz de ver algo de bom em si própria. Parei diante dela, ela me analisou um pouco acanhada.
– Oi Alison
– Oi, ahm, Alison.
– Me desculpe pelo jeito que eu entrei aqui
– Ah, tudo bem. Mas por que fez isso?
– Vi Jimmy te beijando e perdi a cabeça
Vi ela desviar os olhos rapidamente, é claro. Ela havia adorado. Mas quem não adoraria? Ainda mais se tratando de mim mesma, que sempre nutrira um amor muito grande por ele.
– Então é verdade que você – ela hesitou um pouco – Voltou no tempo pra evitar que ele morra?
– Sim, dia 28 de dezembro é o dia decisivo, vim um pouco antes pra me aproximar dele.
– Mas isso é mesmo possível, voltar no tempo?
Eu sorri um pouco
– Agora é
Expliquei um pouco a respeito da viagem no tempo, de quando soube da morte de Jimmy e de como acabei me relacionando mais intimamente com ele. Os olhos dela brilhavam, no fundo eu sabia que ela queria muito experimentar tudo que eu acabara de relatar.
– Agora que você sabe de tudo, e sabe que não sou um clone do mal, está mais tranquila?
– É, acho que sim
– Ótimo! Então pode voltar tranquila pra Wisconsin
– Não
– O que?
– Eu não vou voltar pra Wisconsin, quero ficar aqui
– Você não pode ficar aqui, não podem existir duas Allies! – Alterei um pouco meu tom de voz
– Eu sei mas... mas Max me apresentou como sua irmã. Não vai dar problemas
– MAS É CLARO QUE VAI DAR PROBLEMA! VAI ATRAPALHAR TUDO!
– Allie calma – Max pousou a mão em meu ombro
– Alison – eu falei olhando nos olhos dela – É a vida do Jimmy que está em jogo, não é uma brincadeira
– Eu sei, por isso acho que não pode fazer isso sozinha
– MAS EU...
– Vem comigo Allie – Max me puxou para a cozinha novamente
– Olha só para ela Max! Está querendo ficar só pra se oferecer pro Jimmy! Vadia ordinária
– Allie ouve o que você está falando! Você te chamando a si própria de vadia
– Foda-se
– Não acho que seja bem isso, ela é você, ela também tem esse amor insano pelo Sullivan. É natural que ela queira ficar.
– Nem que ela implore vou deixar ela ficar
– Olha, eu acho que talvez seja uma boa ideia deixá-la com você
– O QUE? FICOU MALUCO MAXIMILLIAN?
– Você está aqui sozinha e acho que ela realmente poderia ajudar.
– Mas eu não confio nela!
– Ela é você Alison!
– E daí? Eu sempre me detestei mesmo
Ele revirou os olhos
– Alison e se no dia 28 alguma coisa atrasar você? E se algo der errado? Duas Allies podem ser mais ágeis do que só uma.
Respirei fundo, levando em consideração que ela podia me ajudar acabei me dando por vencida. Caminhei novamente até a sala, ela estava sentada no sofá olhando para os próprios pés
– Tudo bem, você pode ficar
– Sério? – Um sorriso largo se abriu no rosto dela e retribui com um sorriso um pouco menor.
Ela então correu e me deu um abraço
– Então agora nós ahm, vamos ser irmãs
– Muito prazer – ela estendeu a mão – Joy Wade
– Joy? – Eu sorri um pouco e ela lançou um olhar fulminante para Max
– Agora sou obrigada a ser um Joystick, não é Maximillian?
Ele sorriu de leve e se juntou ao abraço
– Desculpa pelo nome, foi o nome mais rápido que minha mente conseguiu achar – Ele nos apertou no abraço – E eu que achava uma Allie já era muito problema.
**
– O que você acha?
– TPM – Ouvi Timmy e Sam cochichando
– Acho que é falta de sexo
– O QUE OS DOIS VAGABUNDOS TÃO COCHICHANDO AI?
– Nada Allie – Timmy falou tentando abafar o riso
– Acho bom calarem a boca se não chuto o saco dos dois até ficarem estéreis
Os dois gargalharam
– Tpm E falta de sexo
– SAMUEL! – Gritei e os dois sorriram ainda mais.
Já passava das 23h e estava ficando frio, meu turno havia acabado, o restaurante estava quase fechando, estava sentada ali na frente há quase uma hora e nenhum sinal de Jimmy. Normalmente ele sempre era pontual. Um pouco depois avistei um par de faróis se aproximando, era ele. Desceu do carro cambaleando um pouco e sorrindo muito.
– Hey honey, me desculpe pela demora
Me levantei e fui em rumo ao corpo dele para abraçá-lo
Ele tinha os olhos muito vermelhos e estava com um cheiro diferente
– Por que demorou?
Ele sorriu sozinho
– Nada demais
Ele beijou meu pescoço, deslizou as mãos pela minha silhueta e apertou minhas coxas
– Não Jimmy, me solta. Olha para mim
Ele não me soltou, as mãos me agarravam cada vez com um pouco mais de força, os lábios dele corriam ávidos pelos meus lábios e pelo meu colo. Ele me jogou com força contra a porta do carro e imprensou meu corpo. Percebi que ele começara a se excitar, mas ele parecia mais violento, mais feroz.
– Me solta Jimmy, aqui não é lugar.
– Cala a boca
– O QUE? ME LARGA SULLIVAN! – Eu tentei afastá-lo do meu corpo, mas ele era bem mais forte – JIMMY! SAI JIMMY!
– CALA A PORRA DA BOCA, LEANA
Naquele instante meu corpo parou de lutar, fiquei totalmente inerte. Ele trocara meu nome e estava totalmente fora de si, a ultima coisa que senti foram as mãos dele apertando meus seios, depois ele se afastava cada vez mais, até cair no chão.
– NUNCA MAIS TOQUE NELA SEU FILHO DA PUTA
Sam. Mesmo sendo bem mais fraco que Jimmy ele estava rolando ali no chão com ele. Jimmy era muito maior e bem mais forte, socava o garoto sem pena, mas ele parecia se divertir.
– Jimmy! Larga ele!
Logo Timmy saiu correndo do restaurante e os separou com um pouco de dificuldade
– MAS QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – O surfista loiro parecia irado
– Ele está drogado de novo – Sam falou com dificuldade, pressionando o estômago que parecia doer.
– Merda. Entra Sullivan, vou ligar pro Sanders.
– Eu não vou pra lugar nenhum antes de comer essa vadia!
– Cala a boca e entra, quantas vezes vocês vão aparecer aqui drogados pra me encher o saco? – Ele entrou arrastado por Timmy. Eu ainda estava estática no mesmo lugar. Olhei para Sam cuspindo sangue
– Você ta okay? – me abaixei perto dele
– Mais ou menos. E você? Ele te machucou?
– Só por dentro – eu falei tentando conter as lágrimas
– Eu disse que ele não era perfeito.
Notas finais
Era só isso.
Beeijos
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