Combo Ninos contra o Divino do Caos

3 Capítulo 3 - Novos desafios


Dois dias depois do problema com o Caçador Jr. Os Combo Niños estavam no campo de treino deles, treinando alguns golpes.

— Muito bem crianças. – Disse o mestre Grinto. – Agora vamos fazer um novo exercício.

— Qual exercício mestre? – Azul perguntou.

— Não importa. – Disse Paco se vangloriando (como sempre). – Pode mandar qualquer coisa, que vãos vencer.

— Deve tomar cuidado com suas palavras Paco. – Grinto chamou a atenção dele. — Esse é um exercício para a mente. Vocês devem derrotar um ser que eu preparei para vocês. Estão prontos?

— Pode mandar mestre! – Disse Serio confiante.

De repente as luzes de apagam e dois olhos brilhantes enormes surgiram do nada e depois uma boca gigantesca.

— Preparem-se Combo Niños! Hahahaha. – O monstro começou a rir.

Os quatro ficaram morrendo de medo, começando a se afastar, mas Paco se encorajou e foi em frente.

— Vamos acabar com esse divino! – Paco deu um pulo e tentou dar um chute acima da boca do divino, mas alguma coisa aconteceu. Paco não atingiu nada e passou direto pelo rosto do divino que estava na escuridão.

— O que foi? Não consegue me tocar? – O divino perguntou ao Paco, que estava caído.

Depois Pilar tentou atacar, mas também não conseguiu atingir-lo e o mesmo aconteceu com Serio e Azul. No final, todos estavam acabados no chão.

— Vocês por acaso querem saber o que estavam enfrentando? – Grinto acendeu as luzes e todos viram que o tal “divino gigante” eram duas lanternas e uma boca gigante de papelão com o Cabeça Velha atrás dela, falando por um microfone que alterava sua voz.

— O que foi isso mestre? – Paco perguntou enquanto todos se levantavam. – O que está acontecendo?

— Não é obvio? – O Cabeça se aproximou sorrindo. – Vocês foram derrotados por duas lanternas e uma boca de papelão.

— Mas por que você fez isso mestre? – Serio perguntou.

— E o mais importante... Como fomos perder para simples objetos. – Serio começou a se irritar.

— Eu vou explicar. – Grinto se aproximou de todos. – Eu pedi para o Cabeça Velha fazer isso, para mostrar que vocês devem enfrentar um adversário, não apenas observando-o com os olhos, mas sim com a mente. Vocês perderam porque apenas pensaram no obvio e não pensaram nas possibilidades. Devem aprender que a maioria das coisas não vai ser o que parece daqui para frente, devem sempre observar de um jeito diferente. Não acham? Eu acho.

Todos concordaram, entendendo o que Grinto quis dizer (até o Paco).

— Agora vão! A aula já vai começar. – Disse Grinto batendo com seu bastão no chão e transportando a todos.

Mudando de cena:

O ser que havia escapado do mundo dos divinos pelo portal de Brutuz e prendido Diadoro e Gómez, deixou os dois presos dentro de casulos na caverna, mas ainda vivos. Agora estava andando pelas ruas da cidade, enquanto alguns estranhavam a forma como ele se vestia (vestindo um manto, luvas, botas e usando um capuz que escondia seu rosto, permitindo que apenas desse para ver seus olhos brilhantes e sua boca cheia de dentes afiados), mas achavam melhor não incomodar-lo.

- Muita coisa mudou nesses mil e quinhentos anos em que eu estive preso. – O ser falava consigo mesmo, mas de uma forma que ninguém conseguisse ouvir. – Mas pouco importa. Isso apenas quer dizer que será mais irritante dominar-lo. Mas eu estou mesmo preocupado é em saber quem são os novos protetores deste lugar e que risco me apresentam. Quem serão esses tais Combo Niños?

De repente esse ser passa por uma vitrine onde estava um cartaz pendurado, com uma foto que haviam tirado dos Combo Niños. Ele se aproximou e observou a foto.

- Esses são os novos protetores? Meras crianças? Isso será mais fácil que eu imaginei. -O ser começou a sorrir, mas depois ele pensou bem e seu sorriso desapareceu. – Pensando bem, eu soube que eles mandam muitos divinos de volta para o mundo deles e meras crianças não conseguiriam fazer isso... Melhor eu observar-los. Não! Melhor testar-los... Mas como farei isso? Não tenho como trazer nenhum divino para esse mundo, bom... Não por enquanto.

Depois disso, ele ouve um miado atrás dele e se vira e vê dois gatos, esses dois gatos eram Nestor (que é o gato que os Combo Niños cuidaram no episodio do bebê divino) e sua mãe.

Perfeito! – Então sai das mangas dele a mesma gosma rosa que ele usou em Diadoro e Gómez e prende a mãe do Nestor, que tentou fugir, mas não conseguiu e o ser começou a puxar-la até ele. — Venha aqui gatinho!

Ele prendeu-a em sua mão e depois, usando a outra mão, tirou da manga uma pequena gosma e coloca nas costas da gata, depois essa mesma gosma entrou nas costas dela e os olhos dela brilharam com uma coloração vermelha.

Agora, de tempos em tempos, você de transformará em uma criatura enorme... Uma criatura faminta... Uma criatura furiosa! Depois de um tempo aleatório, você voltará ao normal e acontecerá a mesma coisa para se transformar de novo. Isso vai confundir os Combo Niños. – O ser cochichou no ouvido da gata, que parecia estar em transe por causa da gosma que entrou nela. – Agora vá, meu futuro bichinho de estimação e destrua tudo que quiser e principalmente... Destrua quem tentar te deter.

Então o ser soltou a gata e apenas deixou-a fugir e se preparou para quando ela for se transformar.

Mudando de cena:

Enquanto isso: Serio, Azul, Paco e Pilar estavam na escola, já tiveram aula e era hora do recreio e os quatro estavam jogando Novanock.

— Lembram do que o mestre Grinto disse hoje de manhã? – Disse Paco pegando a Bola e jogando para Azul. – Sobre ver sem ser pelos olhos, mas pela mente?

— O que é que tem Paco? – Serio Perguntou enquanto recebia a bola e jogava no aro.

— Eu fico imaginando quando será que vamos precisar usar isso, divinos são todos iguais, querem apenas destruir Nova Nitza e acabar com tudo e bla, bla, bla. – Paco começou a resmungar, de repente eles viram um monte de fumaça saindo da cidade e ouviram vários barulhos de explosões.

— Quem diria? Paco tem razão. –Disse Serio olhando para a direção onde os estragos estão acontecendo.

— Combo Niños, vamos lá! – Paco gritou e todos saíram escondidos, colocaram as mascaras e foram para a cidade.

Quando chegaram, estranharam, pois não viram nenhum divino, apenas pilhas de destroços.

— O que aconteceu aqui? – Azul perguntou enquanto todos procuravam algum divino ou qualquer coisa.

— Parece que alguma coisa destruiu tudo e depois simplesmente sumiu. – Disse Serio com sua teoria.

— O que será que está acontecendo? – Pilar perguntou enquanto observava algumas pegadas enormes. – Alguma coisa que deixa pegadas assim não some de repente.

Enquanto eles procuravam alguma pista, em um prédio próximo, Nestor estava ao lado de sua mãe que estava passando muito mal. De repente as garras dela ficam imensas, seus dentes e sua boca aumentam demais, saem mais três caldas dela e começam a pegar fogo e ela começa a crescer e os pelos dela começam a ficar brancos.

Os quatro olharam e viram a criatura que ficava cada vez maior e mais perigosa até ficar dez vezes maior que o “combo divino” (que foi uma fusão entre o búfalo, o inseto gigante e o duplico).

— Parece que achamos o divino que procurávamos. – Disse Pilar enquanto eles se afastavam.

— Estranho. Eu não encontro nada sobre esse divino no meu caça- divinos. – Disse Azul procurando no aparelho dela, mas não encontrando nada.

— Não importa. Vamos acabar com ele! – Gritou Paco enquanto todos pulavam. – Combo Niños! Ataque conjunto!

Todos pularam nas costas do divino que se irritou e pegou todos eles com as quatro caldas que tinha e os arremessou contra um prédio, depois abriu a boca e atirou fogo na direção deles, mas por sorte eles conseguiram desviar. Só que isso irritou mais a criatura e ela começou a ir atrás deles.

— Parece que conseguimos a atenção dele. – Disse Azul enquanto desvia de outra rajada de fogo do animal.

— Mas a questão é... Isso é bom? – Perguntou Serio enquanto desvia do ataque de uma das caldas.

Durante o tempo em que eles lutavam, não perceberam que, não muito distante, estava o ser misterioso, em pé no topo de um prédio, apenas observando e dando um sorriso maligno.

— Não dá para derrubar um divino desse tamanho, até mesmo com nossos golpes. – Disse Pilar enquanto desviava de uma patada da criatura.

— Precisamos encontrar o totem desse divino. – Serio gritou enquanto a criatura tentava atingir-los. – Antes que essa coisa destrua a cidade toda.

Paco e Pilar pularam nas costas do “divino” e enquanto desviavam das caldas, eles procuravam o totem, mas a criatura apenas se irritou mais e fez seu pelo se transformar em espinhos enormes, por sorte os dois escaparam de lá antes que pudessem ser atingidos por qualquer espinho, mas foram atingidos por uma das caldas e lançados contra outro prédio.

— Quantas surpresas essa coisa ainda tem? – Pilar perguntou enquanto estava atordoada pelo golpe.

— Não sei, mas duvido que essa tenha sido a última. – Disse Paco do mesmo jeito.

Enquanto isso, o divino tentou acertar a Azul, mas ela conseguiu desviar e pulou para trás, mas no momento em que Azul encostou-se ao chão, um dos pés dela entrou em um buraco na rua (provavelmente feito por uma coisa bem pesada que caiu lá) e ela acabou machucando o tornozelo e ficando presa.

A criatura viu que ela não podia sair de lá e começou a carregar dentro da boca uma bola de fogo para atirar uma rajada nela.

— Socorro! Alguém me ajude! – Azul gritava enquanto tentava soltar seu pé, mas sem sucesso.

A criatura carregou completamente a bola e fogo e atirou na direção da Azul, que fechou os olhos e se virou para tentar não ser muito atingida pelo fogo.

O calor estava bem alto, mas por algum motivo, o fogo não chegou até ela, Azul tentou se virar e olhar, mas a claridade era muita, ela apenas pode ver a cor amarela, mas deveria ser o fogo. As chamas finalmente pararam e quando ela abriu os olhos, viu que a criatura estava carregando outro golpe de fogo então se desesperou.

— Rápido Azul! Levante-se. – Azul olhou e viu que era Serio do lado dela.

— Não posso, meu pé está preso e eu acho que torci o tornozelo. – Disse Azul ainda tentando se soltar.

Serio viu a criatura quase pronta para atirar outra rajada de fogo, então resolveu ajudar Azul a tirar a perna dela. O monstro atirou o fogo na direção deles, mas Serio tirou a perna da Azul de lá a tempo colocou-a em seus braços e pulou de lá, conseguindo escapar.

O monstro começou a se irritar mais e começou a ficar descontrolado, e pulando de um lado para o outro, destruindo mais ainda a cidade. No meio de tudo isso, a criatura atingiu Paco e Pilar com uma das caldas, lançando-os para o meio da floresta ao sul de Nova Nitza, e atingiu Serio e Azul, lançando-os para o meio da floresta ao Norte de Nova Nitza.

De repente o monstro ficou estranho e começou a diminuir e voltou a ser a gata que era antes e começou a correr.

Mudando de cena:

Serio e Azul estavam quase chegando ao chão, mas Serio conseguiu pegar a Azul. Segurou-a em um de seus braços e, mirando bem, conseguiu segurar em um dos galhos mais fortes de uma arvore com o outro baço, deu uma pirueta e os dois caíram com mais leveza não no chão

— Onde estamos? – Azul perguntou enquanto Serio a colocava com calma no chão, tomando cuidado com seu tornozelo.

— Eu vou subir naquela arvore e vou ver para que lado é a cidade. – Disse Serio se preparando.

— Estamos no meio da floresta, como vai saber para qual lado é a cidade?

— É fácil. É só ver onde tem uma criatura enorme destruindo tudo. – Serio subiu na arvore e tentou procurar.

— Achou o caminho?

— Não. É estranho. Parece que a criatura sumiu de novo.

— É melhor irmos andado para ver se achamos o caminho de volta. – Disse Azul se levantando, mas acabou caindo por causa do tornozelo machucado.

— Você não vai andar desse jeito. – Disse Serio se aproximando dela. — Vai acabar se machucando mais.

— Então o que vamos fazer? Precisamos voltar se algum jeito.

Serio ficou pensativo por um tempo e depois teve uma idéia, então ele se ajoelhou de costas para Azul.

— Suba nas minhas costas. – Disse Serio olhando para ela. – Eu te levo até chegarmos.

— Tem certeza Serio?

— Claro, não vou deixar você andar assim. Confie em mim.

Azul subiu nas costas dele, Serio segurou as pernas dela tendo cuidado com a perna que tinha sido machucada e Azul colocava os braços em volta do pescoço dele.

— Está segurando firme? – Serio perguntou.

— Estou. – E Serio começou a correr na direção pela qual foram jogados.

Mudando de cena:

— Que queda feia foi essa. – Disse Pilar se sentando no lugar onde ela tinha caído. – Ainda bem que caí em algo macio.

De repente, Pilar sentiu algo cutucando seu braço, ela olha para baixo e vê que caiu encima do estomago do Paco que nem conseguia falar por causa da dor.

— Desculpe Paco. – Disse Pilar enquanto o ajudava a se levantar.

— Não se preocupe. – Disse Paco com a voz um pouco fraca pela queda. – Agora temos que achar o caminho da cidade.

— Calma Paco. Relaxe um pouco.

— Relaxar! Como você pode dizer isso?! Aquela criatura pode estar destruindo Nova Nitza agora mesmo.

— Em primeiro lugar: Se aquela criatura estivesse destruindo a cidade, nós ouviríamos daqui, isso quer dizer que a cidade está ótima por enquanto. Segundo: Nós nos machucamos muito durante a luta, é bom descansarmos um pouco e nos prepararmos melhor. Terceiro: Não conhecemos a floresta, podemos nos perder facilmente. E por último: Eu estou morrendo de fome, acho que vou comer umas frutas ou uns insetos.

— Eu vou para a cidade, com ou sem você! – Disse Paco pegando um caminho qualquer e começando a andar.

Pilar apenas pegou algumas frutas que achou e se sentou embaixo de uma arvore, sabendo que Paco ia aparecer de novo.

Mudando de cena:

Serio já tinha andado pelo menos uma hora com Azul nas suas costas e acaba que ele finalmente se cansa.

— Tudo bem Serio? – Azul perguntou enquanto segurava em suas costas.

— Só estou... Um pouco... Cansado. – Disse Serio um pouco sem fôlego, mas ainda caminhando.

— Você tem que descansar um pouco.

Depois de alguns passos, os dois vêem um pequeno lago e resolvem ir até lá. Azul tirou os sapatos e colocou os pés dentro da água.

— Nossa. A água está ótima. – Disse Azul relaxando um pouco.

— eu vou ver se estamos indo pelo caminho certo. – Disse Serio começando a se afastar, mas Azul segurou seu braço.

— Calma Serio. Você já andou demais. Relaxe, sente-se aqui e molhe os pés um pouco.

Vendo o convite e o rosto dela, Serio não teve como dizer não, ele tirou os sapatos, sentou-se ao lado dela e colocou os pés na água também. Os dois ficam parados por um tempo, relaxando, sem dizer nada, até que Azul olha para o Serio e vê ele com uma expressão de dor, depois olha para o ombro dele e consegue enxergar uma marca em seu ombro do braço direito, que seguia para as costas, mas a camisa estava por cima.

— Ei Serio? O que houve nas suas costas? – Azul pergunta curiosa.

— Nada não. – Serio tenta esconder a marca no ombro direito.

— Deixe-me ver. Tire a camisa. – Azul tentou se aproximar, mas Serio se afastava um pouco. – Por favor, Serio.

Ele finalmente deixou, tirou a camisa e Azul pode ver uma marca enorme em quase todo o lado direito das costas dele.

— Isso são... Queimaduras? – Azul se assusta. – O que houve?

— Bom... Isso é só um... Ferimento antigo. – Serio começou a desviar o olhar enquanto falava.

Azul se lembrou do momento em que a criatura tentou queimar-la e percebeu que foi Serio quem evitou que ela se queimasse.

-... Obrigada Serio. – Disse Azul dando um sorriso. E Serio viu que ela percebeu o que ele fez. — Mas por que se arriscou tanto assim por mim?

— É que... Você é minha melhor amiga e... Eu não queria te ver machucada. – Disse Serio desviando o olhar, omitindo o verdadeiro motivo do porquê de fazer isso.

— Obrigada. Tenho sorte de ter um amigo tão bom como você.

— É... Claro... Um... Amigo. – Disse Serio desanimado, pois sempre quis ser mais que apenas um amigo para ela. – Bom... Agora temos que cuidar do seu tornozelo.

Mudando de cena:

Pilar continuava sentada embaixo da arvore, até Paco aparecer atrás dela, saindo do meio da grama.

— Oi Paco. – Disse Pilar sem parecer surpresa.

— Eu não acredito. De novo! – Paco se irritou.

— Calma Paco, sente-se e descanse. – Pilar o convidou enquanto comia alguns insetos. – Você já saiu e voltou pelo menos umas sete vezes. É hora de descansar.

Paco desistiu e se sentou e comeu algumas frutas que estavam do lado da Pilar.

— Me responda uma coisa Pilar. – Disse Paco.

— O que foi? – Pilar perguntou com a boca cheia.

— Por que você tenta ser sempre tão... “diferente”? – Paco perguntou enquanto procurava as palavras certas. – Por que não tenta ser como todo mundo?

— E que graça teria isso? – Pilar terminou de mastigar e começou a explicar. – Se eu fosse como os outros, eu seria apenas mais uma na multidão, eu não teria meu estilo próprio... E provavelmente eu nem seria parte dos Combo Niños se eu fosse mais uma pessoa comum.

— Eu não havia pensado nisso.

— Você já se perguntou se você conseguiria ser um Combo Niño se não tivesse esse seu jeito?

— Pilar! Você realmente é muito estranha. Mas devo admitir que também é uma garota brilhante! – Disse Paco até ver Pilar comer outro inseto. – Mas ainda é muito bizarra.

Paco percebeu que tem muito a prender com Pilar e que ela, apesar de bizarra, é uma pessoa incrível.

Mudando de cena:

Serio pegou umas plantas especiais e as amarrou no pé da Azul.

— Uau Serio! Onde aprendeu a fazer isso? – Azul se surpreendeu com o que Serio podia fazer.

— A Pilar me ensinou sobre essas plantas. Embora fosse contra minha vontade, deu para perceber que ajudou. – Disse Serio terminando de amarrar as plantas e depois examinou o pé machucado de Azul. – Parece que o machucado não foi tão grave. Você já consegue andar normalmente de novo?

— Consigo sim. – Azul respondeu enquanto andava de um lado para o outro. – Obrigada por tudo Serio.

Azul começou a andar em direção a Serio, mas tropeçou e caiu nos braços dele, que conseguiu segurar-la. Os dois riram por causa de ironia. Azul colocou os pés no chão e se levantou, com a ajuda de seu amigo, mas quando os dois olharam um para o outro, viram que seus rostos estavam a três centímetros um do outro.

Os dois se separaram rapidamente, depois os dois coraram enquanto desviavam o olhar, sem saber o que dizer. De repente eles escutam uma enorme explosão e voltam a si e resolvem correr em direção a explosão.

No momento da explosão, Paco e Pilar que estavam do outro lado, também viram e foram correndo até lá. Depois os quatro chegam à cidade e acabam se encontrando, mas infelizmente também encontraram o monstro.

— É bom encontrar-los, mas ainda precisamos achar um jeito de enfrentar essa coisa. – Disse Paco observando a criatura destruir a cidade.

— Mas como? – Serio perguntou. – Sempre que essa criatura nos vê, ela ataca com tudo que pode.

— Já sei! – Pilar gritou e saiu correndo até uma loja de tapetes, depois de uns momentos ela volta com quatro tapetes brancos e grandes. – Se quando o monstro nos vê ele ataca, vamos dar um jeito dele não nos ver.

Cada um pegou o tapete e todos pularam nas costas da criatura, quando o bicho percebeu, eles rapidamente se cobriram e pareceram ser parte do pelo.

— Agora vamos procurar o totem. Mas sejam cautelosos. – Azul alertou a todos em voz baixa.

Os quatro se separaram e foram procurando, até Pilar achar.

— Achei! É o do Serio! – Pilar gritou sem se lembrar que tinham que ser cautelosos.

A criatura ouviu e começou a bater nas costas com as caldas. Serio então pulou onde Pilar estava, viu que uma calda estava prestes a atingir os dois, então tocou o totem.

— TOTEM TOCAR, TRANSFORMAR! – Serio gritou. Todos se transformaram e conseguiram escapar do ataque das caldas e pularam encima de um prédio, sem que a criatura os visse.

— Agora vamos acabar com esse divino! – Paco exclamou se preparando para pular e dar um golpe com sua pata de touro.

No momento em que Paco ia pular, algo pulou encima dele e o derrubou, todos foram até ele ver o que era.

— Sai de cima de mim, gato idiota. – Disse Paco pegando e segurando o gato com uma das mãos.

— Espere aí! Eu conheço esse gato. – Disse Pilar pensativa.

— É o Nestor! – Azul exclamou.

— Mas por que ele não está com a mãe dele? – Serio ficou curioso.- Será que ele se perdeu dela de novo?

— Não importa. Temos que cuidar de um divino antes. – Paco soltou o Nestor.

Todos se prepararam para atacar o divino, mas Nestor entrou na frente e fez um gesto de ataque para eles.

— O que ele está fazendo? – Paco perguntou se irritando.

— Parece que ele não quer nos deixar atacar o divino. – Serio deu uma suposição.

Pilar olhou para o divino e viu que se assemelhava muito com um gato, depois se lembrou de alguns acontecimentos e teve uma idéia.

— Acho que entendi! – Todos olharam para ela com dúvidas. – Pensem bem em tudo que ocorreu. Primeiro, a Azul não consegue encontrar nada sobre esse divino, depois Nestor aparece aqui sem a mãe dele por perto e agora ele não quer nos deixar atacar essa criatura.

— Aonde quer chegar Pilar? – Paco perguntou duvidoso.

— Aquela coisa não é um divino. É a mãe do Nestor! – Pilar exclamou e viu a cara de espanto de todos.

— Mesmo que isso seja verdade, como vamos transformar-la de volta em um gato? – Serio perguntou.

— Vamos tentar atacar a criatura sem machucar-la, depois vamos usar a grande explosão e ver se assim ela volta ao normal. – Disse Azul dando a idéia, todos concordaram e se separaram.

Primeiro Serio pulou na frente da criatura e começou a distrair-la fazendo-a correr atrás dele até onde Paco estava. Paco pulou nas quatro caldas da criatura e as prendeu no chão. O monstro viu, se enfureceu e preparou para lançar uma rajada de fogo nele, mas Pilar pulou na boca do bicho e se enrolou na boca dele, amordaçando-o.

Por ultimo, Azul fez um furacão e prendeu a criatura no meio, fazendo-a ficar com apenas as patas e a cabeça de fora. O monstro caiu no chão e ficou tonto e todos aproveitaram.

— COMBO NIÑOS, GRANDE EXPLOSÃO! – Todos gritaram e a explosão começou a atingir o monstro.

Sem que ninguém percebesse, durante a explosão, a gosma que entrou nas costas da gata, saiu na hora e começou a rastejar para longe.

De repente todos pararam com a explosão e viram que a criatura estava diminuindo e voltou a virar a gata que era antes, nesse momento, Nestor correu até ela e os dois foram embora.

— Quem diria. – Disse Paco enquanto todos voltavam ao normal. – Acabou que a Pilar tinha razão.

— Mas eu ainda não entendo o que aconteceu que ela ficou assim e o que aconteceu quando tentamos explodir-la. – Disse Azul confusa.

— Vamos ver com o mestre Grinto. – Disse Serio e todos foram para a biblioteca da escola.

Mudando de cena:

Todos estavam no campo de treino e eles contaram o que houve para Grito e para o Cabeça Velha.

— Um gato que se transformou em um divino... – Dizia Grinto pensativo. – Quais serão as chances?

— Eu acho que estamos lidando com algo além de nossas capacidades. – Disse o Cabeça encima de um atabaque.

— O importante agora é que a cidade está a salvo e a mãe do Nestor voltou ao normal. Parabéns a todos! – Disse Grinto, mudando para uma expressão de felicidade. – principalmente a você Pilar, você mostrou que consegue ver, não apenas com os olhos, mas também com a mente. E agora todos vocês também entendem que nem tudo pode ser julgado pela aparência. Agora podem ir, vocês ainda tem um tempo de aula.

Grinto bateu com seu bastão no chão e transportou a todos de volta, mas assim que foram transportados, a expressão de Grinto mudou de felicidade para preocupação.

— No que está pensando Grinto? – Cabeça Velha perguntou se aproximando.

— Creio que aquele gato não se transformou, mas foi transformado. A pergunta é: Por quem?

— Aqueles dois cabeças ocas devem ter feito alguma invenção que provocou isso. – Cabeça Velha deu sua suposição.

— É melhor ficarmos de olhos abertos. Eu estou com uma sensação muito ruim, mas ao mesmo tempo... Muito familiar.

Mudando de cena:

No meio da cidade, a gosma que saiu das costas da gata estava rastejando até entrar em uma manga, que era a do manto do ser misterioso.

Esses Combo Niños provaram serem bons adversários, para conseguirem vencer a criatura que eu criei. Mas isso não muda as coisas. Apenas terei que... Mudar meus métodos. – Dizia o ser enquanto ria em voz baixa. – Não importa o quão bom eles sejam... No final, todo esse mundo estará aos meus pés.

Continua:

Notas finais
Aqui está uma previa do proximo capítulo:

Um olhar:
Serio acaba se encontrando com o ser misterioso e é transformado em um tigre de verdade. Agora ele tem que achar um jeito de ser transformado de volta antes que alguém o veja e mande-o para uma floresta ou para um zoologico.

Por favor comentem