Combo Ninos contra o Divino do Caos
15 Capítulo 15 - fogo e ar
Notas iniciais
Os Combo Niños tinham acabado de passar pelo segundo desafio. Eles estavam andando por um corredor que parecia ser bem longo, depois de um tempo andando os quatro resolveram parar e descansar um pouco.
— Esses dois desafios que tivemos foram bem complicados. – Disse Paco descansando.
— É. Mas pelo menos conseguimos passar. – Disse Pilar se deitando no chão para descansar.
— É verdade. Mas o que será que vão ser os próximos desafios? – Azul perguntou se sentando no chão.
— Eu não sei. Mas os últimos desafios foram muito diferentes. – Disse Serio sentado no chão e se encostado na parede. – Não dá para imaginar o que podem ser os próximos desafios.
— Só sei que devemos estar preparados. – Disse Paco se levantando com uma expressão confiante. – Lembrem-se. Cada minuto perdido piora as coisas!
— Tem razão! Acho que já descansamos bastante. – Disse Azul se levantando.
— Temos que cumprir logo esses desafios. – Disse Serio se levantando e se preparando.
— Então vamos! – Disse Pilar se levantando também.
Todos concordaram e seguiram em frente. Continuaram seguindo pelo corredor até chegarem a uma escada, os quatro subiram e continuaram andando até acharem uma porta igual as portas das câmaras anteriores.
— Azul. Tem alguma coisa escrita aí do lado da porta? – Paco perguntou.
— Na verdade tem sim. – Disse Azul olhando para a parede ao lado da porta. – Aqui diz: “Eu sou o fogo, muitos sentem que me conhecem, mas guardo vários segredos em mim. Sentem que só causo destruição, mas eu sou bem mais que isso. Posso trazer tanto a vida quanto a morte, tanto a paz e segurança, quanto o caos e o medo, tudo depende de quem me usa e mais importante, como me usa, mas no final eu sou principalmente a chama da coragem e do amor que arde no coração de uma pessoa para que possa proteger quem essa pessoa quer”.
— É isso pessoal. É hora de resolvermos o próximo desafio. – Disse Paco. Os outros concordaram e seguiram em frente, passando pela porta que, quando os quatro passaram, se fechou, deixando os quatro dentro da câmara, que estava completamente escura.
— Embora isso já tenha acontecido antes. Eu ainda sinto calafrios quando essas portas se fecham assim. – Disse Pilar sem conseguir ver nada por causa do escuro.
— Não dá para ver nada aqui dentro. – Disse Paco tentando olhar em volta, mas estava muito escuro.
— Se pudéssemos ter alguma luz... – Disse Azul, até que, de repente, aparece uma luz vermelha.
Os quatro olham e vêem que é a perola na mão do Serio que estava brilhando. A pérola soltou uma luz tão forte que acendeu várias tochas que tinham dentro da câmara, então os quatro puderam ver que a câmara era bem grande, mas tinha passagens e curvas, impedindo-os de ver onde era o final.
Então apareceram vários obstáculos pelo caminho da câmara, como pedras levantando, paredes abrindo e fechando e outras coisas.
— O que é que precisamos fazer nesse desafio? – Paco perguntou confuso.
— Essa eu também não entendi. – Disse Azul.
— Acho que eu já sei! – Serio exclamou. – Acho que nós temos que seguir até o final dessa câmara enquanto passamos pelos obstáculos.
— Tem certeza Serio? – Paco perguntou.
— Não. Mas é melhor tentarmos. – Disse Serio olhando para os três.
— Então vamos! – Pilar exclamou. Os quatro se prepararam e começaram a correr.
Enquanto corriam, apareciam várias armadilhas pelo caminho. Várias pedras caíram do teto na direção deles, mas conseguiram desviar. Os quatro viram em uma curva e passaram por um pedaço mais estreito, mas, de repente, o teto começou a descer.
— Pessoal. É melhor irmos mais rápido! – Disse Paco olhando para cima e vendo o teto descendo.
Eles estavam quase passando da parte mais estreita, mas o teto já tinha descido bastante, então os quatro pularam para frente e todos conseguiram sair da parte estreita antes que o teto descesse totalmente. Mas infelizmente, ainda não tinha acabado.
Vendo que ainda faltava mais para chegar até o final e ainda tinham muitos obstáculos pelo caminho, os quatro começaram a correr, de repente, apareceram troncos, vindo pelos lados na direção deles, mas todos conseguiram desviar, abaixando e depois voltaram a correr. Serio estava correndo na frente, com Azul, Pilar e Paco logo atrás. Enquanto corriam, os quatro viram que no chão, logo a frente, uma fresta se abriu, mas eles continuaram correndo. Quando chegaram perto dessa fresta, saíram labaredas enormes lá de baixo. Serio e Azul conseguiram passar antes que o fogo subisse, mas Paco e Pilar acabaram tendo que parar. E vendo que o fogo não abaixava, eles não puderam passar.
— Tudo bem aí pessoal?! – Serio perguntou se aproximando um pouco das labaredas.
— Tudo! Tentem terminar o desafio! – Paco exclamou do outro lado das labaredas.
— Mas e quanto a vocês dois? – Azul perguntou.
— Não se preocupe. Quem sabe, se vocês conseguirem completar, o fogo se abaixe novamente e nós dois poderemos passar. – Disse Pilar do outro lado.
Serio e Azul concordaram e continuaram seguindo em frente. Os dois estavam conseguindo passar por todos os obstáculos, até que viram a frente um pedestal perto da parede com uma fogueira enorme logo ao lado. Percebendo que era o local que eles tinham que colocar a perola, os dois resolveram ir mais rápido.
Faltavam poucos metros para se chegar até lá, de repente, o chão se quebrou exatamente onde Azul iria pisar. Azul caiu, mas conseguiu se segurar com as duas mãos nas partes do chão que ainda não haviam caído.
— Azul! – Serio gritou, vendo o que aconteceu e correu até onde ela estava.
De repente, Azul começou a escorregar e acabou caindo. Mas por sorte, Serio conseguiu segurar a mão dela com sua mão direita enquanto apoiava a mão esquerda no chão para não cair.
— Te peguei! – Disse Serio segurando a mão dela. De repente, a pérola do Serio cai do bolso dele e começa a rolar em direção ao buraco em que Azul caiu. – Essa Não! A pérola!
A pérola caiu no buraco, mas Azul conseguiu segurar com a mão direita enquanto Serio segurava a mão esquerda dela.
— Consegui! – Azul exclamou alegre.
— Ótimo Azul, agora se segure com suas duas mãos para eu poder te puxar. – Disse Serio, mas quando Azul foi levantar a mão direita para segurar a mão do Serio, a perola, de repente, aumentou e ficou bem mais pesada, impedindo que a Azul conseguisse levantar a mão e fazendo ela escorregar um pouco. – O que está acontecendo Azul?!
— Eu não sei? A perola ficou mais pesada de repente. – Disse Azul enquanto Serio a segurava e ela tentava segurar a perola.
— Azul! Sua mão está começando a escorregar. – Disse Serio fazendo força para segurar a mão dela. Azul então ficou pensando e teve uma idéia
— Serio... Eu vou jogar a perola para você. – Disse Azul.
— O que? Não! Se você fizer isso, sua mão vai acabar escorregando e você vai cair. – Disse Serio preocupado.
— Mas o que devemos fazer então? – Azul perguntou e Serio ficou pensativo até tomar uma decisão.
— Azul! Solte a perola! – Serio exclamou.
— O que?! — Azul perguntou assustada.
— Se você soltar, então poderá segurar no meu braço com sua outra mão e eu poderei te puxar. – Serio explicou.
— Mas se eu fizer isso, vamos perder a perola. – Azul alertou. Depois ela ficou pensativa por algum tempo. – Eu vou jogar a perola para você.
— Não se atreva a fazer isso! – Serio gritou. – Eu não vou permitir que você faça isso!
— Se eu soltar a perola, vamos perder a chance de completar o desafio. – Disse Azul.
— Podemos achar essa perola depois, mas eu não vou arriscar deixar você cair! – Disse Serio olhando nos olhos da Azul. – Azul, por favor. Solte essa perola e segure a minha mão.
— Mas e quanto a perola? – Azul perguntou.
— Poderemos ter outra chance depois. Por favor, Azul. – Serio pediu. – Eu não quero te ver cair. Por favor. Solte essa perola e segure a minha mão.
Azul olhou nos olhos do Serio e viu que ele estava usando toda a força para segurar-la. Ela pensou um pouco e soltou a perola vermelha, esticou o braço e segurou a mão do Serio com suas duas mãos. Serio puxou ela para cima e conseguiu tirar-la de dentro do buraco. Depois disso, os dois caíram no chão, então eles se levantaram e olharam um para o outro e sorriram.
— Tudo bem Azul? – Serio perguntou.
— Tudo. – Azul respondeu com um sorriso. – Obrigada Serio. Mas o que faremos quanto a perola?
— Eu não sei. Podemos tentar achar alguma forma de ir lá embaixo para pegar. – Serio sugeriu.
— Isso não será necessário. – Os dois ouviram a voz de uma mulher. De repente eles vêem que, na frente da fogueira enorme que ficava ao lado do pedestal, estava de pé uma mulher bonita, de cabelo médio e escuro, pele branca, olhos castanhos usando uma calça vermelha, uma camiseta branca e uma blusa vermelha. A calça e a blusa tinham várias labaredas desenhadas.
— Quem é você? – Serio perguntou.
— Meu nome é Kiara! Sou parte dos antigos Combo Niños! Possuo o símbolo do totem do lobo! – A mulher se apresentou. – E quem é você?
— Meu nome é Serio. Possuo o símbolo do totem do tigre. – Serio se apresentou. – Olha... Me desculpe. Eu não pude completar o desafio. Eu tive que ajudar a minha amiga...
— Do que é que você está falando? – Kiara perguntou. – É claro que você conseguiu completar o desafio.
— O que?! – Serio e Azul perguntaram juntos.
— É verdade. O local onde a perola deveria estar é ali. – Kiara apontou para o buraco no qual Azul caiu e Serio a segurou.
Os dois olharam e viram que a perola estava brilhando bastante no fundo do buraco, há uma distancia de 20 metros e que a perola estava encima de um pedestal que se encontrava lá em baixo.
— Eu não entendi. – Disse Serio confuso.
— Eu também não. – Disse Azul do mesmo jeito.
— Não se preocupem. Eu vou explicar. Mas antes vamos trazer seus amigos aqui. – Disse Kiara estalando os dedos.
Nesse momento, Paco e Pilar estavam sentados conversando, então fogo que estava obstruindo a passagem deles se abaixou. Os dois se entreolharam, se levantaram e seguiram em frente, viram que todas as armadilhas não estavam mais funcionando e foram seguindo até chegarem onde o Serio, a Azul e a Kiara estavam.
— Serio! Azul! Vocês estão bem. – Disse Paco contente. – E quem é ela?
— Meu nome é Kiara. – Kiara se apresentou.
— O que aconteceu enquanto estivemos presos? – Pilar perguntou.
— É melhor deixarmos para explicar depois. – Disse Serio.
— Agora saibam que este desafio era sobre o fogo, que muitos pensam ser um elemento que apenas destrói e mata. Mas o fogo também tem seu outro lado e esse outro lado foi o qual você demonstrou agora. – Disse Kiara olhando para o Serio.
— Como assim, eu? – Serio perguntou confuso. – Qual lado do fogo eu demonstrei?
— As chamas da coragem e do amor. – Disse Kiara. Nesse momento, Paco, Pilar e Azul ficaram confusos e Serio ficou um pouco corado. – Quando a sua amiga caiu no buraco, você demonstrou coragem a ponto de se arriscar para ajudar-la e demonstrou o amor que você sente por seus amigos.
— Quer dizer que foi você que fez com que a Azul caísse? – Serio perguntou.
— Sim. Este teste mostrou o fogo que você possui o fogo essencial para uma pessoa. – Disse Kiara.
— Qual? – Serio perguntou curioso.
— O fogo do amor. Esse fogo está em seu coração. Esse amor que você sente. O qual pode ser o amor que você sente por sua família, o amor que você sente por seus amigos ou até algum outro tipo... – Quando disse a última parte, Kiara olhou para cima, como se apenas estivesse dando uma suposição, mas depois olhou para o Serio com o canto do olho e deu um sorriso maroto. Fazendo Serio corar. – Além disso, você possui um bom coração para levar esse poder. Muitos apenas gostam do poder que o fogo possui para poder fazer coisas ruins, mas eu vejo que você não pensa assim. Nesse desafio eu pude ver sua persistência, sua coragem, sua bondade. Você poderia concordar com a sua amiga e deixar-la cair para pegar a perola e completar o desafio, mas você a ajudou e a protegeu, duas das funções que o fogo possui.
— Isso quer dizer que eu passei mesmo? – Serio perguntou.
— Sim. Meus parabéns Serio! Você passou no desafio do fogo! – Disse Kiara. Ao dizer isso, a pérola saiu de dentro do buraco, flutuando e foi parar na mão dela.
Kiara apertou a pérola com a mão e, de repente, a pérola começou a pegar fogo e o fogo se apagou, fazendo essa pérola sumir. Depois Kiara deixou as mãos abertas, uma de frente para a outra e saiu uma energia das mãos dela que começou a brilhar em um tom vermelho, fazendo uma pequena luz flutuando e assim como aconteceu com o Paco e com a Pilar, Kiara jogou essa energia na direção do Serio e depois entrou no peito dele.
— Uau... Obrigado... – Disse Serio sem saber mais o que dizer.
— Lembre-se Serio. O fogo é um elemento para ajudar e proteger. E o fogo pode ser usado tanto para o mal quanto para o bem, como será usado já depende de você. – Disse Kiara olhando para o Serio.
— Não se preocupe. Eu não vou usar de forma errada. – Disse Serio com um sorriso.
— Eu sei que não vai. – Disse Kiara sorrindo de volta. Depois ela foi até a parede ao lado do pedestal e colocou a mão em um pedaço da parede. Esse pedaço começou a derreter de repente, fazendo os quatro ficarem um pouco assustados. Assim que o pedaço derreteu, os quatro viram uma passagem logo atrás de onde era a parede. – Aqui que a jornada de vocês continua. Boa sorte.
Os quatro agradeceram e seguiram em direção a passagem, depois Kiara foi andando até a fogueira enorme que tinha do lado do pedestal e pulou na fogueira, todos se assustaram ao ver isso, mas, de repente, Kiara tinha sumido. Vendo isso, eles resolveram continuar andando.
— Parece que foi uma aventura e tanto enquanto estivemos presos. – Disse Paco olhando para o Serio e para a Azul.
— Bom aconteceram algumas coisas... – Disse Serio sem saber exatamente o que dizer.
— É... Mas já está resolvido... – Disse Azul, também sem saber exatamente o que dizer.
Depois os quatro foram seguindo em frente, Paco e Pilar estavam na frente e Serio e Azul estavam andando logo atrás.
— Serio... – Disse Azul, chamando a atenção do Serio.
— O que foi? – Serio perguntou.
— Obrigada por me ajudar. – Disse Azul olhando para o Serio com um sorriso.
— Sem problemas. – Disse Serio coçando a nuca e sorrindo.
Depois os quatro foram seguindo em frente. Então viram uma escada e subiram depois continuaram andando até avistarem uma porta.
— Azul, tem alguma coisa escrita do lado da porta? – Pilar perguntou.
— Tem. – Azul respondeu. – Aqui está escrito: “Sou o ar, minhas formas mudam e afetam a todos, posso não ser visto, mas sou sentido por todos a minha volta, eu ajudo a todos embora muitos me afetem de forma ruim, posso se cuidadoso como uma brisa ou poderoso como um furacão, apenas uma pequena mudança e tudo pode mudar”
— Bom Azul, se prepare. Agora é a sua vez. – Disse o Paco.
Azul respirou fundo e os quatro passaram pela porta, ao entrarem, viram que o lugar não era grande, nem para os lados e nem para cima, não tinha nada lá dentro, a não ser quatro tochas nas paredes que iluminavam o lugar. Tudo que destacava aquela câmara era que no meio tinha um circulo com uma espiral dentro. Sem entender o que era para fazer, eles resolveram ir até o circulo no meio da câmara. Primeiro Paco pisou no circulo e não aconteceu nada, também não ocorreu nada quando o Serio e a Pilar pisaram, mas quando a Azul pisou, a perola cinza, que era a dela começou a brilhar. Então os quatro começaram a sentir um tremor e resolveram sair de dentro do circulo. De repente, da parte espiral, saiu um furacão enorme, as tochas se apagaram e as paredes abaixaram. O topo da pirâmide ficou no topo do furacão. Os quatro também viram que apareceram outros quatro furacões próximos a pirâmide.
— O que está acontecendo?! – Pilar perguntou. Enquanto todos se seguravam no chão.
— Azul! Descubra qual é o seu desafio! – Paco gritou.
Então Azul olhou em volta e viu que em um dos furacões, o que estava mais longe da pirâmide, tinha um pedestal rodando. Então ela percebeu que era lá onde ela tinha que colocar a perola.
— “Como é que eu vou conseguir chegar até lá?” – Azul pensou. Depois ela viu como os furacões estavam rodando e ela teve uma idéia. Então se levantou e foi até os outros.
— O que foi Azul? – Paco perguntou.
— Eu descobri onde está o pedestal, onde eu devo colocar a perola. – Disse Azul.
— Onde? – Serio perguntou.
— Está naquele furacão mais distante. – Disse Azul apontando para o furacão onde estava o pedestal.
— E o que vamos fazer? – Pilar perguntou.
— Eu acho que eu já sei o que eu preciso fazer. – Disse Azul olhando para os três.
— E o que é? – Paco perguntou.
— Eu tenho que me jogar pelos furacões até chegar naquele. – Disse Azul apontando para os furacões.
— O que?!!!! – Os três perguntaram assustados.
— Através desses furacões, é o melhor jeito de chegar até lá. Eu posso tentar. – Disse Azul olhando para os outros.
— Você tem certeza Azul? – Paco perguntou.
— Tenho sim. – Disse Azul confiante.
Os três concordaram e deixaram que a Azul fizesse isso.
Azul olhou bem para o furacão que estava na pirâmide, o qual seria o primeiro que ela iria pular e calculou em sua cabeça, qual seria a distancia certa para pular e qual seria o momento certo também. Quando Azul terminou de fazer os cálculos, ela correu em direção ao furacão e pulou nele. Lá dentro, ela começou a rodar, e vendo que, de acordo com os cálculos dela, era hora de pular, Azul se esforçou e pulou de dentro do furacão, mas ela acabou saindo por um pedaço errado. Azul viu que ela estava em uma parte baixa do furacão, sem que tivesse percebido antes e acabou caindo de volta onde os outros estavam. Por sorte, conseguiu cair de pé.
— Tudo bem, Azul? – Serio perguntou.
— Sim. Mas eu acho que eu não consegui calcular direito. – Disse Azul olhando para o furacão que ela tinha pulado. – Vou tentar de novo.
Então Azul calculou em sua cabeça de novo, a distância, o momento e a parte do outro furacão ao qual ela tinha que cair. Depois de contar tudo, Azul correu em direção ao furacão da pirâmide de novo. Dessa vez ela esperou mais, contou o tempo e então pulou de dentro do furacão para o que estava mais próximo. Mas ela acabou caindo na parte errada do outro furacão e, novamente, foi jogada onde os outros estavam e acabou caindo com os pés no chão e com as mãos para apoiar. Então os outros foram até ela para ajudar-la.
— Azul! – Paco gritou enquanto os outros se aproximavam.
— Tudo bem? – Serio perguntou.
— Tudo. Mas eu não entendo porque eu não consigo. Eu calculei a distância, o momento. Mas mesmo assim eu não consigo. – Disse Azul um pouco nervosa.
— É por isso que você está falhando. – Disse a Pilar, mas Azul não entendeu. – Você não está conseguindo porque você está pensando muito em cálculos. Você tem que parar de calcular tudo e tentar perceber o momento certo por você. Pense bem. Nos momentos em que você pula, é você que acha que é o momento de pular, ou são seus cálculos que te dizem isso?
Azul pensou bem nas palavras de sua amiga, então se levantou.
— Tem razão Pilar. – Disse Azul confiante.
Depois Azul correu em direção ao furacão da pirâmide e pulou nele. Enquanto estava rodando no meio do furacão, Azul fechou os olhos e se concentrou, então em um momento, ela pulou do furacão e conseguiu pular no outro que estava mais próximo.
Vendo que conseguiu, Azul fez a mesma coisa nos outros dois furacões, faltando apenas o que estava o pedestal. Azul se concentrou bastante e pulou na direção do outro furacão. Enquanto estava no ar, ela viu que o pedestal estava próximo a parte onde ela iria cair, então Azul esticou o braço que estava com a pérola na mão e se concentrou para conseguir colocar a pérola no pedestal. Quando chegou lá perto, ela viu o pedestal se aproximando, esticou o braço o máximo que pode e conseguiu colocar a pérola no lugar certo.
Mas ao fazer isso, Azul se desconcentrou, caiu no furacão e acabou sendo jogada com força para onde os outros estavam. Os três, vendo a Azul vindo na direção deles, se prepararam e conseguiram segurar-la, para que ela não caísse no chão na velocidade em que estava, e colocaram ela no chão.
De repente, os furacões pararam e sumiram, inclusive o que tinha saído da pirâmide, então as paredes subiram novamente, as tochas se acenderam e o topo da pirâmide caiu, deixando a câmara como era antes do desafio.
— Azul. Tudo bem? – Paco perguntou preocupado.
— Você se machucou? – Serio perguntou, também preocupado.
— Eu estou bem pessoal. – Disse Azul ficando de pé.
— Parabéns Azul. Você conseguiu. – Disse Pilar alegre.
— É. Ela conseguiu. – Os quatro ouviram uma voz de uma mulher. Então eles olharam em volta e viram uma mulher de pé no meio da câmara. Essa mulher tinha cabelos cumpridos e castanhos, olhos cinza, pele branca, usava uma calça branca e uma camiseta preta.
— Você é parte dos antigos Combo Niños? – Azul perguntou.
— Sim. Meu nome é Lana. Possuo o símbolo do totem do gavião. – A mulher se apresentou. – E quem é você?
— Meu nome é Azul. Possuo o símbolo do totem da águia. – Azul se apresentou.
— Bom Azul... Meus parabéns por ter passado no desafio. – Disse Lana sorrindo.
— Obrigada, mas eu não posso deixar de perguntar o porquê de um desafio assim. – Disse Azul curiosa.
— Esse desafio é o desafio do ar. – Lana começou a explicar. – O ar é um elemento que não é necessário calcular, nem medir, apenas é necessário sentir. Por isso você não tinha conseguido antes. Você mesma percebeu que quando você parou de ficar pensando demais e começou a sentir o vento e se concentrar que você conseguiu. Certo?
— É verdade. – Azul concordou.
— Mas não era apenas para isso. – Disse Lana e Azul olhou para ela. – Esse desafio era para demonstrar que o ar é um elemento que, mesmo das formas mais incomuns, pode ajudar. Assim como te ajudou nesse desafio. O ar é um elemento que ajuda os outros elementos. Ajuda o fogo, mantendo-o aceso ou aumentando-o, ajuda a água, fazendo se movimentar, até ajuda a terra com as plantas. Mas o ar também pode atrapalhar esses elementos, como pode apagar o fogo, criar redemoinhos e até arrancar a vegetação da terra. O ar é um elemento essencial para os outros elementos, assim como eu também vi que você é essencial para o grupo de vocês quatro, com toda a ajuda que você deu a seus amigos.
— Obrigada. – Disse Azul um pouco corada. – Então isso quer dizer que...
— Sim Azul! Você completou o desafio do vento! – Disse Lana sorrindo. – E agora e hora de você receber um dos poderes dos antigos Combo Niños.
— Mas a perola ficou lá fora. – Azul alertou.
— Tem certeza? – Lana perguntou mostrando que a perola estava na mão dela.
— Mas como? – Azul perguntou confusa.
— Eu peguei antes do desafio acabar e os furacões sumirem. E agora... – Então a perola começou a rodar e sumiu como se fosse poeira. Depois Lana colocou as mãos abertas uma de frente para a outra e saiu uma energia das mãos dela em um tom cinza claro e Lana jogou essa energia na direção da Azul, que foi girando em volta dela, e assim como ocorreu com os outros, a energia entrou no peito da Azul.
— Nossa... Eu nem sei o que dizer. – Disse Azul um pouco sem jeito.
— Não precisa dizer nada. Boa sorte Azul. – Disse Lana olhando para a Azul e depois olhou para todos os quatro. – Boa sorte a todos vocês.
Ao dizer isso, a porta da câmara se fechou, fazendo os quatro se assustarem e olharem para a porta. Quando olharam de volta para onde a Lana estava, se espantaram ao ver que ela tinha sumido. Mas depois disso, não entenderam o que tinham que fazer.
— O que faremos? – Paco perguntou confuso. – Não tem nenhuma passagem para passarmos agora.
— Será que é outro desafio? – Serio perguntou.
Então o teto começou a brilhar. Os quatro olharam para cima um pouco assustados e, de repente, desapareceram.
Continua...
Notas finais
Cap16: Volta para casa: Os quatro conseguiram o resto do poder dos antigos Combo Niños. Agora é hora deles voltarem e enfrentarem a Mãe Natureza e impedir os planos de Destroctos.
Desculpe a demora para postar essa cap. O proximo eu vou postar até no máximo dia 23. Mais uma coisa. Desculpe pelo jeito que a historia ficou separada, ocorreu algum erro na hora de postar, mas eu vou tentar ajeitar
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