Combinação
3 Capítulo 3 — Apoio
Notas iniciais
Nem sempre um casal está junto. Neste caso, ambos foram se afastando gradualmente, nem ao menos perceberam a distância profunda que invadia seus laços e afetos, os transformando em algo descartáveis.
Sting estava abalado demais em não ver seu companheiro exceed por qualquer lugar que ia, o acompanhando e reforçando seu orgulho. Rogue estava perdido demais em seus próprios pensamentos após todas suas sucessivas derrotas perante Fairy Tail, repleta de magos que tanto admirava, mas que sua arrogância o impedia de trocar mais do que poucas palavras insignificantes.
No último combate, o moreno fora possuído por algo desconhecido, por algo que sempre estava as suas costas e frente. Sting não assistira essa luta, esquecendo-se completamente deste, apenas focando em seguir com os planos da tigresa, que caia lentamente no chão, provando de suas próprias lágrimas.
Foi só após eles resolverem seus próprios problemas que conseguiram ficar lado a lado novamente, frente ao portal Eclipse que liberaria dragões no qual precisariam derrotar, devido ao fardo de serem dragons slayers. Foi no campo de batalha que sorriam mesmo ao perigo em suas frentes, onde combinariam seus poderes novamente.
E mesmo após vislumbrar uma faísca do desespero do futuro, em ver a besta que iria se transformar, após perder tudo o que lhe importava com as próprias mãos, ser alvo de matança sem se dar conta, enquanto tremia ao som das explosões e gritos que ocorriam ao seu redor, Sting lhe lançou um carinhoso olhar de confiança. Após ouvir sobre seu destino da boca de um dragão imponente, após ouvir a sombra falando consigo enquanto tentava mais uma vez lhe contaminar, ele apareceu. Rogue sabia que se um dia ele sucumbisse, Sting ali estaria, para lhe ajudar, mesmo que a morte fosse seu alívio.
Pode-se dizer que a magia era um reflexo de sua personalidade. Seus pensamentos conturbados eram a sombra a rodear seu coração, ao mesmo em que lhe dava forças para agora proteger seus companheiros, sem saber se um dia chegaria a mata-los ou não. Essa é a dúvida de alguém com o poder das trevas, andando em uma linha tênue que rodeava a mente dos assassinos, talvez até do grande mago negro Zeref. Seus momentos eram de temor, ao saber que até mesmo poderia descartar a presença de Frosch, onde esquecera o precioso valor de sua vida, aquela por qual tanto lutara quando criança.
E assim sempre seria, com o perigo iminente de se tornar algo além do que era. A culpa não era de sua magia, mas sim, da sua própria mente. E o loiro traria de sempre lembra-lo a não ficar muito tempo no escuro, fazendo os momentos de alegria cobrir toda e qualquer momento de preocupação.
Logo, poderia caminhar pelo abismo profundo de sua insanidade sem problemas, ao saber que uma luz lhe aquecia, por mais fundo que fosse.
— Eu achei que você estivesse morto.
Sibilava seu amado mais uma vez. Porém, Rogue sabia que se um dia caísse, seria pelas mãos que seguravam a sua.
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