Combatentes

24 Um dia de cão, de gato e um feliz natal


Notas iniciais
E aí, povo do rio? Pensaram que eu não daria a face por aqui ainda este ano, não é? Infelizmente tive várias complicações em minha vida pessoal, os quais me afastaram por quase três meses de Combatentes. Eu iria demorar muito mais, contudo, como prometido no Natal tinha que vir mesmo que o mundo estivesse acabando, pois tinha prometido algo a minha parceira, amiga! Um capítulo de Combatentes que tratasse sobre a data festiva, ou seja, o Natal. Quero ressaltar que esse capítulo NÃO faz parte do desenvolvimento da fanfic. É uma espécie de Filler. HAHAHA. Bom, espero que gostem deste capítulo. Como queria posta-lo hoje para não falhar com minha promessa o capítulo está sem nenhuma revisão. Então preparem-se para os possíveis erros. Infelizmente não tive tempo para trabalhar em CBT e nem no Especial como gostaria. E como a pessoa aqui adere a bebidas alcoólicas já estou sem condições de revisar nada. HAHAHA. Sinceramente espero que gostem. E esse é seu, Gaara ♥

A data comemorativa mundialmente havia chegado até para aqueles que estavam em San Pedro, no meio de uma missão de alto risco, aguardando os próximos passos, os quais definiriam o fracasso ou o sucesso da missão.

Contudo, neste exato momento, ou seja, próximo a data festiva havia dois combatentes preocupados com questões mais urgentes.

Naruto escrevia os nomes em uma folha de papel enquanto Tenten, sentada no chão, esperava sem paciência.

— Será que vão querer participar? – A Mitsashi questionou. Alguns relacionamentos não eram tão estreitos a este ponto. Naruto negou com a cabeça.

— Não vejo motivo para não querer. – Tenten inflou as bochechas. Ou Naruto era muito desligado ou muito maduro a ponto de deixar as diferenças e as desavenças de lado.

— Ah, claro. Aposto que se tirar a Hinata irá querer trocar. – O Uzumaki parou de recortar os nomes ao ter a memória refrescada. Não tirava a razão de Tenten, mas não era infantil a esse ponto.

— Existe a possibilidade e mesmo assim caso aconteça irei presenteá-la conforme a brincadeira exige. – Tenten arqueou as sobrancelhas. Como Naruto estava maduro e formal naquele mês quente de verão. – E além do mais vou estar chapado o suficiente a ponto de cometer loucura de pedi-la em casamento.

Tenten riu e começou a dobrar os pedaços de papéis com respectivos nomes. Retirou o boné de sua cabeça, acessório que vale ressaltar não pertence a si, para usar como recipiente para o embaralhamento dos nomes.

— Entendi sua estratégia. – Os olhos castanhos fitaram os azuis. –Me diga, como ela ainda consegue resistir a você?

Naruto sorriu e balançou o boné.

— Essa é fácil. Ela me odeia. – Tenten sorriu. Claro que sim. Hinata odiava-o com as profundezas da alma. E até o diabo sabia que isso não correspondia. Não era verídico. – Tudo pronto. Você chama ou eu chamo?

Tenten trincou os dentes. Agora vinha a parte difícil. Convocar e não convidar os colegas de equipe para o amigo secreto e ouvir as prováveis, quase certeiras, negações.

— Chamaremos, afinal unidos somos mais fortes. – Tenten piscou. De certa forma era verdade. Naruto detinha poder de coesão em alguns e Tenten em outros.

*

15 minutos depois, San Pedro – Costa Rica.

— Tem mesmo que esperar o Sasuke para dizer o que tem que ser dito? – Temari questionou ao mesmo tempo que puxava uma cadeira, pois havia cansado de esperar por Sasuke. Feito os outros combatentes.

— E aliás, geralmente somos nós a convocar reuniões e não vocês dois. – Shikamaru apontou para Temari. Era verdade. Tenten e Naruto se entreolharam. Era obvio que a proposta iria ser rejeitada em massa.

— Espere por Sasuke. – Neji olhou para Tenten, a qual distribuiu o seu sorriso largo.

— Fala logo, Naruto. – Sasuke manifestou enquanto vestia a camisa aparte da presença de outrem no recinto. – Não estou com tempo para bobagens.

Naruto estressou-se. Sasuke ficava insuportável próximo a datas comemorativas no mesmo porte significativo do Natal. O Uchiha notando a presença dos outros silenciou-se.

Silêncio, o qual preponderou na sala. Tenten visualizou oito pessoas encarando-a. Aquilo parecia mais um julgamento do que qualquer outra coisa. Novamente olhou para o Uzumaki, este que deu a entender que iria manifestar-se primeiro.

— Bom, primeiro não quero ver show quando mencionar o assunto. – Sakura arqueou as sobrancelhas e Sasuke suspirou. Era obvio que não podia tratar-se de coisa boa vinda de Naruto. – Escute o que Tenten tem a dizer.

— Lá vem. – Ino murmurou baixo. Antes mesmo de aproximar-se da conclusão da primeira quinzena de dezembro Tenten já tinha enchido os seus ouvidos sobre as diversas formas de brincar de amigo secreto e desconfiava de que se tratasse disto.

Então! – Bateu uma mão na outra e não prosseguiu a ver o acenar negativo de Neji com a cabeça. Era tão difícil assim colaborar? – Estamos próximos a uma data muito significativa, a qual sempre passamos com entes queridos o que faz do Natal uma ocasião especial. Neste ano alguns não poderão estar presentes devido a missão.

Tenten cessou a ver pessoas concentradas olhando para si. Desviou os olhos para Naruto, o qual estava reflexivo. Decidiu continuar.

— E porque estamos oficialmente mortos até segunda ordem. – Marcou um ponto positivo para si na sua planilha mental ao mencionar esse fato. E o acenar positivo de Sakura em concordância a animou. – Não sei o que vocês pretendem fazer neste dia e foi pensando nele que eu e Naruto decidimos...

Cessou novamente. Temari gesticulou para ela continuar com a fala. Tenten não servia para discursos longos. Hinata cruzou os braços vendo o boné posto na mesa atrás de Tenten, a qual permanecia sentada sobre a mesa de centro.

— Decidimos? – Sakura questionou com um sorriso na face. Já desconfiava da proposta e a seu ver não era de tudo ruim. Apenas algumas desavenças ainda não resolvidas poderiam acarretar num péssimo amigo secreto.

— Decidimos organizar um amigo secreto. – Fechou um olho e esperou pelos protestos, os quais não vieram. A proposta era tão absurda assim?

— Antes que digam alguma coisa! – Tenten adiantou assim que viu Neji abrir a boca. – É apenas para não passar em branco. Sei que não conheço a privacidade e costume de todos vocês, mas poderiam abrir uma exceção desta vez.

O silêncio era compreensível porque a ideia não era ruim, contudo Tenten e Naruto sabia que os protestos iriam iniciar-se quando o sorteio começasse.

— Então, o que acham? – Naruto questionou.

— Achei uma ótima ideia. – Sakura foi a primeira a concordar. A Haruno não tinha uma péssima relação com nenhum membro da equipe.

— Por mim tudo bem. – Gaara manifestou de forma preguiçosa.

Neji o olhou e este jogou os ombros para cima. Ino arqueou uma sobrancelha com um pé atrás. Essas brincadeiras sempre acabam mal. Sasuke recebeu um olhar convocatório de Naruto.

— Não vejo mal nenhum. – Sasuke manifestou-se por fim e olhou para Sakura. Naruto fez uma cara de desgosto perceptível ao notar que Sasuke estava participando por conta da rosada do que por suas ameaças. Seu poder coercitivo estava indo ralo adentro.

— Tudo bem para o restante? – Tenten questionou ansiosa e retirou o boné detrás das costas antes mesmo de ver o acenar positivo dos outros. – Eu sabia que vocês iriam topar! Amo todos vocês.

Manifestou animada sem mesmo ver o semblante de desgosto de alguns. Daqueles com mesmo sobrenome. Temari sorriu. Havia momentos que Tenten diminuía ainda mais a sua pouca idade com seus trejeitos.

— Tudo bem vai. – Temari ajudou e Shikamaru coçou a cabeça. – Anda logo com isso, pois estamos ocupadíssimos.

— Aham. – Gaara satirizou a fala da irmã arrancando alguns risos ao adicionar um sentido sexual em sua manifestação sonora.

— Não precisa ser nada caro, apenas sincero. – Tenten embaralhou os pequenos papéis mais uma vez. Naruto trincou os dentes, pois a seu ver não era necessário ter dito aquilo. Caso dependesse da sinceridade de alguns, outros receberiam uma bomba de presente.

— E já que organizam um amigo secreto o que acham de uma ceia? – Sakura aproveitou o momento para engatar a proposta.

— Tudo o que envolve comida é bem aceito. – Naruto foi o primeiro a concordar. E não a necessidade de dizer quem foi a segunda. Sasuke o olhou. Naruto esquecia de que não manteria contato com todos para sempre.

— Vamos aceitar o silêncio como positivo. – Tenten adiantou-se novamente. – Desta vez.

Ninguém aparentava estar animado com as propostas. Nem mesmo Gaara. Talvez por conta da data e seu significado. Natal sempre traz lembranças e as vezes elas não são dóceis, pelo contrário, são amargas e não descem bem pela garganta.

As de Tenten eram assim e da maioria também.

— Quem quer tirar primeiro? – Perguntou minutos depois tentando estabelecer um clima agradável. A propostas não eram maus intencionadas, mas comportava um grande significado. Afinal o profissionalismo estava sendo completamente deixado de lado mesmo que isso já viesse estar ocorrendo aos poucos.

Aceitar aquelas propostas seria aceitar que não eram apenas mais uma equipe. Eram algo a mais.

— Eu! – E para Sakura aquilo não parecia ruim. Tenten levou o boné até ela e a Haruno retirou o seu papel. Abriu-o e não demonstrou reação negativa, apenas inclinou a cabeça e afirmou positivo. Tinha adorado o seu amigo secreto.

Sasuke foi o segundo a retirar, abriu o papel e levou ao bolso sem demonstrar reação. Os que avaliavam-no não conseguiram obter qualquer pista.

— Agora é minha vez. Minhas chances já estão ficando menores. – Ninguém compreendeu o porquê de Naruto dizer tal coisa, no caso de tirar Hinata. Quantos mais nomes a ser retirados menores eram suas chances de pegar o de Hinata. Ou nem tanto. O loiro pegou o papel com um sorriso largo no rosto, o qual manteve-se um mísero instante e retornou a sorriu.

— Sendo assim eu também irei retirar! – Tenten pegou o seu e guardou no bolso do jeans levando o boné a Neji logo em seguida.

— Ah que maravilha. – O Hyuuga manifestou sem emoção ao abrir e ler o nome do seu amigo secreto. – Não pode trocar?

— Obviamente que não. – Tenten o cortou um tanto ríspida. Algo raro na recente relação dos dois e foi até Temari.

Esta retirou o seu e crispou os lábios. Tenten franziu o cenho a ver o semblante de Temari. Não dava para obter muita dica de quem seria o amigo secreto. Aproveitou a distância curta e esticou o boné ao Nara, o qual não abriu o papel e colocou no colete.

—Agora falta apenas vocês dois. – Tenten foi até Gaara e Ino e estes retiraram os dois pedaços de papéis restantes. Ino sorriu fino e Gaara largo. Pelo visto os tais eram pessoas com bons relacionamentos com ambos.i

— Na noite de véspera. – Tenten colocou o boné na cabeça. – Sem desculpas.

*

5 horas da manhã, 24 de dezembro – Costa Rica.

O calor era estridente por isso a janela estava aberta, e por conta do calor alguns haviam demorado a dormir. Finalmente o peso do corpo saiu ausentou e por isso ele abriu os olhos.

Tenten levantava nas pontas dos pés e Neji aproveitou para trocar de posição. A morena virou-se para olha-lo rapidamente. Não era segredo o quão animada estava para aquele dia comemorativo.

Tenten sempre adorou o Natal e infelizmente nunca tivera a chance de festejar a data como queria. Aquela era a sua melhor oportunidade.

— São cinco da manhã, Tenten. – Foi repreendida assim que Neji constatou o horário.

— Eu sei, mas tenho que fazer algo importante. – Dizia enquanto procurava por peças de roupas mais comportadas. – Você não vai se levantar?

Neji virou-se a tempo de vê-la fechando o botão do shorts jeans e logo passando a prender o cabelo rapidamente.

— Não, russos não comemoram o natal. – Neji usou de tal argumento. Não iria mover um dedo para ajudar em nada. – Agora volta para a cama.

Tenten nem mesmo o deu atenção e negou com a mão batendo a porta logo depois. Neji suspirou alto e bateu no colchão.

O dia seria longuíssimo.

*

7 horas da manhã – Costa Rica.

— O que seria aquilo? – Com cotovelo escorado no balcão, segurando uma xícara com a mão e fitando-o uma caixa grande no chão próximo a porta da cozinha, Ino questionou para sua companheira.

— Deve ser algum presente de amigo secreto. – Ambas se olharam. Ninguém havia sondado as duas para saber o que gostariam de ganhar. – Foi posta ali a poucos minutos.

Sakura olhou para os lados. Adorava ganhar presentes. Sua curiosidade para com a caixa era grande. Ino sorriu e negou com a proposta ocular de Sakura convidando-a para sondar a caixa misteriosa.

— Não acho uma boa ideia. – Ino a repreendeu quando ela deu o primeiro passo em direção a caixa. Neste mesmo momento Hinata apareceu pela porta e começou a empurrar a caixa com as pernas, visto que segurava umas sacolas com os braços.

— Ah que droga! – A Hinata chutou a caixa, a qual não saia do lugar devido ao conteúdo pesado. Hinata a ver que tinha plateia arrumou o óculos escuros na face e sorriu. Largou as sacolas no sofá e começou a empurrar a caixa com as mãos.

— Seja quem for o amigo secreto dela receberá um presente quebrado. – Ino comentou trivialmente a potência do chute de Hinata.

— Acho que não deve ser sua data preferida. – Sakura comentou. – Você também não aparenta animação.

— Sinceramente não estou muito animada. – Ino bebericou o suco. – Hoje apenas queria ficar na beira da piscina em paz.

Sakura franziu o cenho. Pelo visto Ino não tinha boas lembranças do Natal ou algo que a envolvesse.

— É uma boa ideia. – Ino a olhou. – Acho que vou ser convocada para a cozinha.

Ino lhe sorriu complacente e levantou a xícara em gesto de brinde.

— Boa sorte. – Sakura agradeceu com um acenar. Fazia sentido ela ajudar, quando a ideia de ceia partiu dela. Sakura viu Ino afastar-se e bufou ao pensar no presente que tinha comprado para seu amigo secreto. Será que o tal iria gostar?

Abaixou a cabeça e espreguiçou o pescoço por fim fitando o teto. Os olhos verdes retrocederam no ato a ver no alto do armário garrafas, aparentemente de teor alcoólico, coloridas.

Subiu na cadeira e pegou uma de liquido azul. Não tinha recordado de ver ninguém degustando de tais bebidas. Abriu e inalou próximo a boca da garrafa. Não sentia o cheiro de álcool. Tampou e a devolveu para o lugar, descendo da cadeira e em seguida foi atrás de Hinata.

*

9 horas da manhã – Costa Rica.

— Hoje as ondas estavam de arrebentar. – Sasuke comentou assim que colocou a prancha na areia. Olhou Gaara deitando na areia e tampando o rosto com o braço.

— Eu que diga. – Puxou a perna. Tinha batido o membro em uma formação de corais. – Agora, cara.

— O que? – Sasuke perguntou enquanto tirava a roupa própria para a surf. Totalmente sério.

— Eu comprei algo para uma pessoa, mas não sei de devo presentear. – Sasuke colocou a mão na cintura. Ele tinha mesmo cara de quem servia para essas coisas? Conselhos.

— Comprou o que para a Ino? – Sentou-se ao lado de Gaara na areia e apoiou os cotovelos nos joelhos. Gaara surpreendeu-se com a facilidade do Uchiha em descobrir que a “pessoa” era Ino. Mas para Sasuke era fácil. Quando um homem se refere a um indivíduo sem identificar o sexo, via de regra, a pessoa é mulher.

— Um anel. – Gaara sentou-se e fitou o horizonte enquanto Sasuke limpou a garganta. – Estou indeciso se dou ou não por conta do pouco tempo que estamos nos relacionando.

— Anel para firmar que compromisso? – Sasuke o olhou.

— Eu não pensei nisto. – Gaara parecia surpreso. – Quantos tipos de anéis existem?

— Fala sério! – Sasuke negou. – Os que firmam namoro, noivado, casamento e mais uma porrada de coisas. Qual é o seu?

— E eu vou saber! – Gaara falou um pouco perdido. – É um anel.

— Nunca se relacionou por tempo suficiente para trocar alianças com alguém, não é? – Sasuke adiantou-se e Gaara concordou de cor e salteado.

— Na verdade sim, mas nunca surgiu à vontade. – Gaara soltou o velcro que fechava o bolso. – Está aqui. Olha aí.

Sasuke negou com a cabeça e franziu as sobrancelhas a ver a caixa de vidro azul molhada.

— Você foi surfar com o anel? – Questionou retoricamente enquanto negava. – No mar, no bolso da bermuda. Um anel que provavelmente foi uma nota. Quanto tempo você está passando com o Naruto?

— O suficiente, mas isso não vem ao caso. – Gaara o cortou. Por algum motivo Sasuke estava parecendo sua irmã. O Uchiha olhou o único anel, conhecido como solitário de pedra igualmente de azul turquesa. Refletiu.

— Um anel comum? – Virou para o ruivo, o qual afirmou. – Entendi, mas ela pode interpretar de várias formas.

— Quero que ela interprete de alguma forma. – Gaara passou a mão na ponta do nariz. – Mas não sei se hoje seria o ideal.

Gaara queria firmar algo mais definitivo com Ino, mas não sabia qual nomenclatura. Provavelmente a qual ela quisesse.

— A meu ver não acho o ideal, mas o que acha da virada do ano? – Sasuke sugeriu e Gaara demonstrou gostar da ideia. – Será mais marcante tenho certeza.

E como era! Sasuke já tinha pedido sua primeira namorada em noivado na virada do ano, mas o fim não foi como esperado.

— Gostei. – Gaara levantou da areia. – Até lá, guarde o para mim

— Como quiser. – Sasuke o viu se afastar e jogou a caixinha delicada de um design moderno para o alto e deitou-se na areia afim de tomar um pouco do sol da manhã, contudo uma sombra surgiu repentinamente.

— Levanta daí. – Naruto, o qual estava sumido até então havia resolvido aparecer para infelicidade de Sasuke. – Você tem que me ajudar!

— Você teve mais de uma semana para escolher o presente do seu amigo secreto. – Sasuke jogou na cara e levantou-se abruptamente sem mesmo saber do assunto real.

— Não é isso. – Sasuke virou-se para olha-lo. Se não era aquilo o que seria? – Quero dizer eu não esqueci de comprar, mas como a compra foi online acabou pedindo a coisa errada.

— Como você deu conta disto?

— Estava chapado! Não conseguia ver dois palmos a minha frente. – Sasuke trincou os dentes. Tinha até medo de fazer a pergunta.

— O que você comprou? – Naruto desviou os olhos e tentou manter a seriedade, mas não conseguiu. Caiu no riso segundos depois e Sasuke o olhou perplexo. Naruto não parecia tão desesperado assim.

— Deve ser ridículo que você comprou. – Sasuke deu as costas.

— Na verdade é de grande utilidade. – Argumentou contra. – Você não está entendendo o motivo do meu riso descontrolado, porque com esse presente, com certeza, assinei meu próprio atestado de óbito.

Sasuke parou de caminhar e meneou negativo. Não era o seu dia de sorte e nem seria o de Naruto.

— Eu não posso fazer nada por você. – Sasuke sentiu a mão de Naruto segurar o seu pulso.

— Se você me ama e sei que sim. – Naruto suspirou. – Você vai me ajudar.

— Eu preciso beber. – Sasuke manifestou derrotado.

*

12:00 horas – Costa Rica.

— Certo! O que necessita ser feito? – Temari, mulher que usava um avental, apontou para a mesa repleta de temperos, insumos e afins. Desviou os olhos para Hinata igualmente com o avental e reflexiva.

Temari não parecia saber cozinhar.

— Primeiro esperar pela Sakura. – Hinata gritou pela Haruno novamente. – E depois temperar o cordeiro, o qual tem que ficar no mínimo, seis horas marinando.

Temari deixou visível a falta de habilidade na cozinha em uma única expressão, a qual arrancou o primeiro riso de Hinata.

— Sakura! – Temari chamou pela rosada igualmente a Hinata, mas não obteve retorno. – Você a viu pela última vez quando?

— Bem cedo. – Hinata procurou pela sala. – Depois disso não a vi.

— Será que fugiu? – Hinata sorriu. Seria o seu dia de sorte! A ausência de Sakura significava mais trabalho para si.

— Isso seria péssimo. – Hinata disse um tanto derrotada. Fugir da raia não fazia parte do perfil de Sakura. – Não conseguiremos finalizar tudo a tempo.

Temari abriu uma garrafa de cerveja sorvendo um longo gole em seguida. Hinata afirmou positivo vendo-a beber. Se o trabalho não iria render com Temari sóbria imagina com a falta de sobriedade?

— Eu posso resolver isso? – Temari manifestou. – Shikamaru!

Hinata levantou as sobrancelhas minutos depois, quando o Nara apareceu na cozinha com a cara um pouco amassada.

— Pode nos ajudar? – Shikamaru olhou para a Sabaku e depois para Hinata. Não respondeu de imediato. A verdade era que estava dormindo em pé.

— Se eu conseguir. – Espreguiçou-se. – Ajudo.

— Ótimo! – Hinata pegou a tabua, uma faca e um peixe enorme. – Limpe-o para mim.

Shikamaru deixou uma expressão de desgosto na face assim que Hinata afastou-se. Temari riu da expressão do Nara e aproximou-se.

— Estamos no território dela. – Falou próximo ao ouvido ao acariciar o ombro de Shikamaru. – Acho bom obedecer.

— Vou ser recompensado depois? – Shikamaru questionou e Temari afirmou positivo.

— Claro! – Selou os lábios do moreno rapidamente. – Com uma bela refeição.

Temari afastou-se indo até a pia e Shikamaru suspirou. Não era bem aquilo o que ele queria dizer com recompensa.

— Que problemático. – Disse a pegar o peixe pelo rabo.

*

14:00 horas – Costa Rica

— E então? – Neji olhou para Gaara, o qual aproximou-se ainda molhado. – O que vai me dar de Natal?

—Nada. – Gaara riu. O mau humor era notável.

— Que coisa. – O ruivo serviu-se de bebida. – Eu ganhei isso no natal passado também. Neji riu e negou ao passar a mão na cabeça sentido a falta do costumeiro acessório: o seu boné.

Gaara esperou pela resposta a sua provocação, mas não obteve retorno. Neji estava prestando atenção em outra coisa.

— Não tinha seis garrafas sobre o armário? – Perguntou para Gaara, o qual olhou em direção da onde, costumeiramente, as garrafas ficavam ano após ano.

— Acho que sim. – Gaara respondeu. – Aliás o que tem nelas?

— Obviamente vodca e mais um monte de coisa. – Neji respondeu. – Incluindo absinto.

Neji e Gaara entreolharam-se. Absinto era uma erva alucinógena que fora proibida por conta do seu potencial.

— Mas ninguém iria beber isso. – Gaara afirmou quando levantou a hipótese mentalmente. – As garrafas estão ali a anos.

Neji meneou positivo e ingeriu um pouco de bebida alcoólica. Se alguém, caso aventurasse a beber aquilo...

— Se alguém bebeu deve estar bem louco agora. – Neji arrematou a conversa entorno da bebida. – E por acaso você viu a...

Não terminou sua frase a ouvir um grito contínuo e agudo vir do lado de fora. Fitou a paisagem pela janela tentando visualizar o motivo da gritaria. Primeiro viu o dia ensolarado, a grama verde, a areia branca e o oceano no horizonte.

Segundos depois: Tenten correndo de um cão enorme. Gaara, o qual via a morena tentar subir sobre o carro para fugir do cão sentiu o próprio corpo estremecer.

Tenten pulou do automóvel e seguiu para a porta de entrada empurrando0a logo em seguida. Gaara automaticamente foi parar em cima do sofá enquanto Neji permanecia fingindo que aquilo não estava acontecendo.

Tenten jogou-se no tapete e cachorro da raça Golden de pelo macio começou a lambe-la. Os olhos castanhos seguiram para o sofá e pairaram sobre Gaara.

— Gaara, ele é um docinho. – Falou abraçando o animal de estimação ao mesmo tempo que Gaara pulava o sofá. – Vem aqui!

— Não, obrigado. – Gaara cruzou os braços. – Agradeço a oportunidade.

Tenten desmanchou o sorriso e Gaara negou, novamente, ao receber o sinal para aproximar-se.

— É um Golden. – Neji falou olhando para o amigo. – Não um Rottweiler. Anda logo.

Tenten alisou o pelo do animal e Gaara finalmente aproximou-se. Um pouco receoso estendeu a mão até a cabeça do animal recebendo uma lambida.

— Ele gostou de você. – Tenten abraçou o cão limpo e cheiroso. – Thor, esse é o Gaara.

— Thor? – O Hyuuga perguntou. Aquele cachorro não iria ficar na sua casa nem que foste Tenten que o trouxesse. Como foi o caso. – Ele é presente de alguém?

— Sim. – Tenten respondeu com um pé atrás. – O meu.

— Ah não! Pode devolver. – Neji irritou-se.

— Impossível. Ele estava abandonado e estou cuidando dele desde de novembro.

— Isso explica muita coisa. – Gaara manifestou ao recordar-se de som estranhos à noite vindo da garagem.

— Ele não vai fazer muita bagunça. – Tenten levantou-se e deixou o cão com Gaara. – Prometo. Também vou cuidar dele sozinha.

Neji ouviu e olhou para o animal. Sabia que das palavras de Tenten nada seria cumprido. Nem mesmo a parte do cuidar sozinha, pois nem que ela quisesse iria conseguir dar banho em um cachorro daquele porte. Sobrando para quem? Isso mesmo! Para ele.

Como viera ocorrer meses mais tarde.

— Certo. – Tenten o abraçou contente. – Vou lembra-la na primeira oportunidade das coisas que você disse.

— Ok. – Tenten depositou um pequeno beijo nos lábios do Hyuuga e Gaara tossiu afim de chamar a atenção.

— Que bonito! – Não se aguentou quieto e Neji cerrou os olhos. – Vou comprar um gato para mim também, viu.

— Coloco os dois para fora. – Tenten riu. Neji não era fã de animais em geral. – O cachorro já está de bom tamanho.

— É Thor! – Tenten o corrigiu. – Vamos conhecer o Naruto.

Chamou o companheiro animal, mas este travou sobre o tapete. Tenten o puxou pela coleira, mas o cachorro de estatura grande não se moveu. As sobrancelhas castanhas uniram-se e Gaara mordeu o lábio inferior.

— Não olha para mim. – Neji adiantou-se antes que a morena pedisse ajuda. – Você disse que iria cuidar dele sozinha.

E o universo estava a favor do Hyuuga. Tenten inflou as bochechas enquanto Gaara ria.

— Sabia que se mandar ele pegar ele corre atrás? – E quem riu foi o Hyuuga a ver a Mitsashi pondo medo em Gaara com o Golden por ter rido da situação.

— Já parei! – Gaara espalmou a mão na frente do corpo no exato momento que o cachorro resolveu mexer-se fazendo Tenten ir ao chão devido a força que fazia. Neste processo o sofá saiu do lugar e uma garrafa vazia apareceu.

Neji olhou para Gaara um pouco preocupado. Enquanto Tenten levantava e procurava pelo seu novo amigo. O viu pela janela, correndo pela orla atrás de Sasuke.

— Eu já volto! – Saiu correndo pela porta e os homens olharam-na. Neji esfregou um olho enquanto fazia uma nota mental: ele tinha um cachorro.

— Eu preciso beber. – Manifestou e Gaara jogou uma garrafa em sua direção. Visualizou a prima na cozinha igualmente bebendo enquanto Temari e Shikamaru jogavam conversa fora.

— Me ajuda com uma coisa? – Gaara o tirou da sua observação. – Coisa rápida.

*

Sentada na beira da piscina, usando um biquíni que realçava a beleza do seu corpo e com rodelas de pepinos nos olhos, Ino apreciava o início de tarde da véspera de Natal.

Em paz?

Ninguém disse que sim.

— Para que serve isso, Ino? – Naruto, homem sentado ao lado de Ino inquiriu sobre os pepinos. A Yamanaka suspirou.

— Para amenizar as olheiras. – Ino tirou uma rodela de pepino de um dos olhos para olha-lo. Segurou o riso a ver Naruto feito ela: com rodelas de pepinos nos olhos.

— E pode comer depois? – Ino tentou, mas não conseguiu segurar o riso. Naruto franziu o cenho. Qual era a graça?

— Se você quiser. – Respondeu e relaxou ainda mais na cadeira.

— Qual é o nome do seu pai? – A loira estranhou com a alternância de Naruto. Não pode vê-lo comendo as rodelas de pepino e sentando-se em sua cadeira de praia.

— Inochi, por que? – Questionou interessada e Naruto afirmou positivo.

— Tem certeza?

— Absoluta.

— Por acaso não era Minato, não? – Naruto mencionou o nome do próprio pai. – Temos muita similaridade.

— Fala sério, Naruto. – Ino sentou-se e retirou o pepino da face. – Não somos irmãos. Você deveria parar de beber um pouco.

— Mais nem a pau. – Naruto exaltou-se. Precisava beber para poder encarar o seu fim, caso tudo saísse errado. – E alias o que acha das lingerie da Victorias Secret?

Ino fez bico a notar a alternância de assunto, mas não cedeu atenção a isso.

— São maravilhosas. – Ino sorriu. – Não me diga que comprou uma para presentar, no caso, sua amiga secreta?

Inquiriu curiosa. Naruto a fitou e negou com a cabeça. Não era porquê tinha comprado uma lingerie que a pessoa que iria ganhar era mulher.

— Lógico que não! – Falou. – Tem que estar muito chapado para fazer isso.

— Sei. – Ino riu ao tirar suas conclusões. Iria perguntar quem era o amigo secreto, mas repentinamente Naruto foi suspenso da cadeira e atirado na piscina. E em seguida ela obteve o mesmo destino.

A loira submergiu furiosa pela brincadeira sem graça. Olhou para Gaara e depois para Neji.

— Não teve graça. – Ralhou nervosa e olhou para Naruto esperado ele protestar junto de si.

— Ah, teve sim! – Gaara retrucou. – Você fica muito sexy molhado, Naruto.

Iria falar Ino, mas resolveu mudar o nome visto ao semblante fechado da Yamanaka.

— Eu agradeço. – Naruto começou. – Mas estávamos em um processo de beleza aqui.

Ambos fuzileiros estranharam o piloto e quem riu foi Ino. Naruto saiu da piscina e pegou o recipiente com as rodelas de pepinos.

— Respeitem isso. – Começou a comer enquanto Ino negava derrotada. Não adiantava mais chamar a atenção tanto de Gaara quando a de Naruto. – Minha irmã ficara feliz.

Referiu-se a Ino.

— Acho que já achamos quem encheu a cara de absinto. – Neji comentou e Naruto negou.

— Não, não. – Sabia o que a droga era. – Eu nem estou bêbado. Ainda.

Neji e Gaara entreolharam-se novamente e Ino chamou a atenção para si logo em seguida.

— Não me diga que tinha absinto naquelas garrafas coloridas? – Perguntou já sabendo a resposta.

— Você não parece alterada, Ino. – Gaara adiantou-se.

— Não é para menos. – Respondeu. – Não fui em quem estava bebendo-as.

*

O óculos escuros era compreensível visto que o dia estava ensolarado. O biquíni com babado na parte superior também, visto que ela estava na praia. Seguia para a orla com uma garrafa em mãos e no último gole a jogou na areia.

Sakura parou de andar a ver Sasuke emergindo de forma hipnotizante de um mergulho. Decidiu que iria entrar.

Sasuke a viu quando estava a poucos metros, surpreendendo-se.

— Oi. – Sakura o cumprimentou e Sasuke a avaliou. Tinha algo de diferente no comportamento da rosada. Ela não estava sorrindo como costumava. E bem eles tinham acordado na mesa cama de manhã.

— Está tudo bem, Sakura? – Questionou ao vê-la sentar-se exatamente onde as ondas começavam a arrebentar. – Não acho que seja uma boa ideia sentar-se aí.

No mesmo instante que Sasuke a alertou uma onda também resolveu alerta-la. O impacto da água em seu corpo a fez a afundar e engolir um pouco de água. Sasuke esperou Sakura submergir, mas isso não ocorreu.

Tinha sido puxada mais para o fundo. Olhou para o meio do mar e a poucos metros mais adentro a viu levantar a mão. Mergulhou até a Haruno, segurou-a e submergiu com ela nos braços.

A tosse o fez virar o rosto e Sakura agarrou-se nele como se fosse uma boia de salvamento.

— Você viu o que ela fez comigo? — Sakura disse sem mesmo tirar boa parte do cabelo do rosto. – Aquela onda traidora, maldita.

Sasuke retirou os fios encharcados e após realizar essa tarefa viu a expressão chorosa. Não era a melhor imagem que tinha visto em sua vida.

— Ela tentou me matar! – Nem mesmo questionou se Sakura estava bêbada, pois era evidente que a resposta seria positiva. E ao vê-la tentar esmurrar a água foi mais do que necessário.

— Ela não tentou te matar. – Falou enquanto tentava nadar com ela nos braços. – Sakura, me ajuda. Bate as pernas.

A Haruno negou e apertou ainda mais as pernas envolta a cintura de Sasuke deixando claro que se dependesse dela para eles sobreviverem, isso não iria acontecer.

— O que você bebeu? – Sasuke questionou irritado enquanto tentava ir para a orla.

— Eu não bebi nada. – Sakura chegou a soluçar por conta do choro. – Não fiz nada para ninguém.

— Certo. – Olhou para os olhos verdes avermelhados. E a dúvida se foi bebida ou não que colocou Sakura naquele estado veio à mente. – Eu acredito.

Sasuke finalmente conseguiu colocar os pés na areia, mas Sakura não parecia perceber isso.

— Sakura. – Sasuke a chamou ao perceber que ela beijava o seu pescoço. – Sakura você já pode soltar.

Uma onda bateu em seus joelhos o que fez desiquilibrar e cair para frente fazendo Sakura ficar submersa por segundos. Levantou a cabeça da mulher rapidamente e novamente a Haruno tossiu.

Desta vez, Sasuke não conseguiu segurar o riso. Sakura sentiu os dedos masculinos retirar fios do seu rosto. O olhou nos olhos.

— Você é tão bonito. – Sasuke, novamente, riu devido a mudança abrupta emocional de Sakura. – Queria beijar você, mas eu vou me afogar.

Não tinha coerência nenhuma as palavras que saiam dos lábios atrativos da médica. Passou o braço por detrás das costas de Sakura, para que, ela não afundasse novamente. Mesmo a profundidade sendo mínima.

— Você não vai mais se afogar. – Começou. – Porque estamos na areia.

Sakura franziu o cenho e olhou para o lado. Pode ver os grãos de areia serem arrastados para o fundo do mar. Desviou os olhos para a face de Sasuke e ele pode ver a feição de choro retornando.

— Você pode me soltar agora. – Ele falou baixo e viu o negar de Sakura em seguida.

— Não?

— Não acho uma boa ideia. – Sakura respondeu enquanto Sasuke, praticamente, se arrastava para ficar totalmente fora da água. Conseguiu.

— E agora? – A viu sorrir por um instante e negar novamente.

— A areia pode ser movediça. – Sakura segurou-se ainda mais firme. Sasuke suspirou ao ouvir o choro novamente. – Eu quero um óculos escuro, Sasuke.

Sakura solicitou a sentir falta do acessório. Sasuke jogou-se na areia e a puxou para cima.

O natal nunca foi sua data preferida, mas aquele estava superando-se. O melhor amigo era um idiota e a mulher pela qual estava nutrindo sentimentos estava completamente fora de controle emocionalmente.

— Eu preciso beber. – Sasuke arrematou a ver Sakura olhando horrorizada para frente. Não obteve tempo para questionar qual era o motivo de tanto alarde, pois Sakura desesperou-se facilmente e recebeu uma bela lambida no rosto.

Como diria Naruto: O dia de Sasuke estava de sendo um dia de cão.

*

— Acho que tem que acender o fogo do forno primeiro. – Não era questionável a habilidade de ambos quando o assunto era estratégia, contudo na cozinha era. E como era.

— Acho que é uma ótima ideia. – Shikamaru apressou-se a apertar o botão elétrico após permitir a saída do gás de cozinha, quando Temari sentada em um banco rente ao balcão, o alertou. – Isso tem que ficar pronto antes da Hinata voltar.

— Para salvar a sua cabeça. – Hinata não era autoritária, mas não tinha muita paciência para ensinar quando estava com pouco tempo. Como naquele caso. – Acho que ela vai demorar.

Temari serviu-se de mais vinho e colocou um pouco mais na taça de Shikamaru.

— Acho que estamos mais atrapalhando do que ajudando. – Manifestou em relação a auxilio que estavam dando a Hyuuga.

— Toma. – Esticou a taça na direção do Nara. – Se isso te conforta ao menos não estamos bêbados.

— Ainda. — Alertou-a. Shikamaru esquecia, de que, quem ficava bêbado era ele.

Temari acariciou a mão do Nara no momento que ele pegou a taça. Iria levar a mesma a boca, mas decidiu coloca-la no balcão ao recordar-se que seu forte não era bebida.

— Uma excelente escolha. – Temari comentou sobre a escolha de abster-se de Shikamaru. – Não que com isso deixei subentendido que irá acontecer algo mais tarde.

Shikamaru franziu o cenho. Temari o confundia. Sorriu e encheu os pulmões de ar enquanto Temari sorria divertida.

— Você me confunde eu não sei o que fazer. – Temari escutou e sorveu o vinho demoradamente. O que iria dizer?

— É que tenho medo de gostar e enlouquecer. – Temari respondeu um pouco sem graça. O que a bebida não fazia com as pessoas, não? E Temari mesmo sendo, praticamente um carro velho, em comparação a tanto que bebe já podia sentir sua embriaguez.

Mesmo querendo expressar-se verbalmente sobre o assunto. Já tinha dito para Shikamaru diretamente que queria algo além do profissional voltado para questão carnal. Mas e a sentimental? Essa era a questão. Tinha medo de enlouquecer.

— Se isso acontecer, vou continuar aqui com você, feito um cão fiel. – Shikamaru se aproximou encurralou-a rente ao balcão.

— Como um cão fiel? – Temari questionou baixo. – Feito aquele?

Shikamaru desviou dos olhos para coloca-los sobre o recente animal de estimação de Tenten. Shikamaru negou.

— Como aquele. – Apontou para Neji, o qual acabava de ser pisoteado pela Mitsashi ao subir no sofá para fugir do único cão. Temari sorriu. Era verdade. De uns tempo para cá, Neji agia feito um cão fiel quando se tratava de Tenten.

— Posso me acostumar. – Temari afirmou positivo e finalmente o contato entre lábios ocorreu. Era macio e quente com um leve toque suave de vinho. O exalar de ar pelos lábios veio logo depois que Shikamaru afastou-se minimamente, pois parar de acariciar a cintura da Sabaku estava fora de questão.

— Eu também posso.

— Ah, eu também. – Ambos desviaram os olhos para o lado. Encontraram Hinata sorrindo fino e de forma contida devido ao flagrante. – Mas agora deem um fora da minha cozinha.

— Vou entender isso como uma ordem. – Shikamaru, o qual já não suportava tentar cozinhar evadiu-se da cozinha deixando Temari para trás. Hinata arqueou as sobrancelhas para Temari e esta curvou os lábios.

Desencostou do balcão, pegou a garrafa de vinho e as duas taças.

— Com licença, tenho que resolver alguns detalhes. – Temari disse afastando-se e Hinata bateu a mão na própria coxa.

— Vai lá! – Hinata voltou sua atenção para os insumos. Negou, suspirou e largou a colher. – Nem sei para que tudo isso. Ninguém vai comer.

Bem lá no fundo sabia que não teria um ser sóbrio o suficiente para a ceia.

*

23:00 horas – Costa Rica.

— Que fome de cão! – Naruto comentou baixo e olhou para a cozinha. Estava vestido adequadamente com uma camisa social que Sakura tinha comprado semanas atrás. Olhou para a cozinha e visualizou Hinata em um lindo vestido de caimento leve carmim.

Estava linda. Naruto balançou a cabeça em negativo. Faltava uma hora para ser liberada a ceia de Natal como tradicionalmente. Olhou para o relógio e para a garrafa de bebida. Ele era o único na sala e Hinata a única ocupando a cozinha.

Finalmente a fome falou mais alto que o álcool e Naruto levantou-se. Hinata parou de colocar o brinco, quando próximo a ela, olhando-a de forma avaliativa Naruto cessou.

— O que foi? – Questionou quando Naruto demorou-se e passou a mão no queixo e desviou os olhos.

— Sabe o que é. – Naruto começou, mas parou a ver no negar de Hinata.

— Espere mais uma hora. – Naruto deixou a boca abrir. – Eu não tive um trabalho enorme para você estragar tudo alimentando-se antes da hora.

— Fala sério.

— Fala você. – Hinata virou-se para olha-lo. Era incrível como o álcool já não o afetava tanto. Naruto a encarou, bem de perto. Era incrível como Hinata mantinha a mesma expressão para com ele. Aquele que expressa a falta de paciência. Hinata sentiu, devido à proximidade, o perfume acentuado e coisas inapropriadas a seu ver surgiram em sua mente.

— Faz o que quiser. – Hinata arrematou a inicial discussão para afastar-se.

— Agradeço-a profundamente por não me deixar morrer de fome. – Naruto viu suas costas e Hinata virar para encara-lo.

— Você vai morrer de qualquer modo. – A Hyuuga cruzou os braços. – Primeiro devido ao excesso de bebida e segundo tua amiga secreta vai te escanar por comprar uma lingerie.

Hinata o viu esbranquiçar, tossir e apoiar-se no balcão. Enquanto isso a morena apenas assistia-o de forma séria.

— Como você sabe disso? – Naruto questionou atônito.

— Ah, então é sua mesmo? – Hinata tinha jogado verde para colher maduro. – É bem do seu feitio mesmo.

— Obrigado! – Naruto irritou-se e desistiu de comer. Hinata o fitou confuso. Por que o agradecimento do Uzumaki? – Por me lembrar que tenho que manter minha falta de sobriedade.

Naruto abriu outra garrafa de cerveja e Hinata negou vendo-o beber. Não conseguiu manter a cara fechada ao vê-lo passar a mão no rosto um pouco preocupado.

Agora a Hyuuga estava ansiosa para a revelação do amigo secreto.

*

Na mesa repleta de coisas apetitosas havia se esvaziado um pouco. A ceia tinha sido algo um tanto incomum, visto que alguns não compareceram. Como Sakura. Contudo a mesma apareceu minutos após o termino, onde os outros aguardavam-na para o inicio da revelação.

— Por que você está de óculos escuros, Sakura? – Hinata questionou, quando a rosada fez questão de sentar-se entre ela e Sasuke, homem que também já não estava em seu comum. – Está de noite.

— Eu sei. – Sakura respondeu simplória e Sasuke a olhou chegando a sua conclusão: o efeito do absinto já não era tão forte, contudo ainda permanecia no organismo da médica. Ou seja, ainda permanecia fora de controle.

Shikamaru franziu o cenho a vê-la deste modo e Temari o olhou de soslaio quando bebia diretamente da garrafa.

— O que tem de errado com Naruto? – Neji perguntou para Tenten, mulher a qual estava sóbria, contudo não parecia.

— Eu não sei. – Tenten olhou para o Hyuuga, depois para Hinata e por fim Sasuke. O qual estava com um celular em mãos. – Todo mundo está chapado, não é?

— Sim. – Ino respondeu à questão e Tenten soube que aquele amigo secreto não seria o mesmo. Iria sair confusão.

E como se fosse um sinal enviado dos céus, para que, a revelação fosse cancelada, Sasuke começou.

— Naruto. – Chamou o amigo e Naruto pode vê-lo segurando a Haruno pela cintura. – Qual é o número do Itachi?

Naruto deixou visível a insatisfação ao ouvir aquilo. Sasuke iria começar e a seu ver naquele Natal até que tinha demorado!

— Não faço ideia. – Naruto retrucou. – Me passa esse celular!

Naruto esticou a mão e Sasuke negou com o dedo. Sakura levantou o óculos escuros para fitar o Uchiha.

— Está chorando, Sasuke? – Perguntou séria e o Uchiha entortou a cabeça para o lado. O questionamento era absurdo a ver do Uchiha.

— O que Sakura? – Perguntou e negou o celular para o Uzumaki. – Eu preciso falar com meu irmão. Hoje é natal.

— Todo ano é a mesma coisa. – Naruto suspirou e negou com a mão. Sasuke sempre quis passar o natal em família, contudo isso nem sempre era possível. Itachi, era o único que, até uma certa idade conseguir destinar alguma atenção a Sasuke e data festiva.

E ao ter essa mínima informação alguns souberam o possível fator causador do mau humor do Uchiha.

— Por que vocês estão tão bonitas? – Tenten questionou a Ino e Hinata, as que diga-se de passagem, estavam bem produzidas. Hinata e Ino se olharam. Não sabiam bem o porquê.

— Sempre falaram para arrumar-me. – Ino jogou os ombros para cima. – Habito.

Tenten negou. Não entendia bem, mas deixou isso de lado, quando Shikamaru chegou com uma caixa. Finalmente o momento tinha chegado.

— Já vai começar? – Gaara arrumou-se no sofá. A verdade era que já estava com sono devido a embriaguez. Neji suspirou alto ao recordar-se da brincadeira. Maldita hora que Tenten inventou de fazer.

— Vamos começar o que? – Sakura questionou perdida. Tinham combinado alguma coisa? Sasuke já não estava a seu lado e tentava de qualquer forma entrar em contato com o irmão mais velho.

Alguns presentes já estavam na sala e quando alguns participantes saíram em busca dos seus, Naruto juntou as mãos a ver Sasuke completamente alterado. Provavelmente Sasuke não tinha resolvido o seu problema.

— Está passando bem, Naruto? – Ino questionou baixo a ver o loiro quieto demais. Este afirmou positivo no exato momento que Tenten resolveu iniciar o amigo secreto.

— Você não vai pegar o seu? – A morena questionou para o Hyuuga. Este apenas bebeu diretamente da garrafa que carregava consigo e negou. Neji apenas podia estar satirizando com a cara de Tenten. Impossível que ele não tinha comprado nada para seu amigo secreto? Era possível? Sim!

— Bom, eu começo. – Ino manifestou-se. Querendo ou não estava curiosa para saber quem tinha tirado quem. – Meu amigo secreto tem uma personalidade muito forte e aprecio muito isso nele. Principalmente a formas de interagir e agir. Espero que goste, Temari.

A Sabaku sorriu. Não tinha desconfiado nem por um momento que era de si que Ino falava. Sorriu a receber uma caixa de vinho. Ao menos a Yamanaka tinha acertado um gosto seu.

— Um Ricossa Barolo? – Temari a fitou e Ino sorriu.

— Fiz minhas pesquisas. – Piscou para Temari, mulher que entendia bastante de vinho. E Ino de alguma forma soube esse apreço por vinhos de ótima qualidade.

— Agradeço-a. – Temari deixou o vinho para pegar o seu embrulho de lado. Inspirou ar a ver que teria que fazer um discurso sobre a pessoa, mesmo que este fosse curto. – Bom, eu e meu amigo secreto não somos próximos quanto gostaria e além disso temos personalidades muito opostas. O que dificultou muito na escolha do presente. Não sei muito o que dizer sobre ele, mas sei que seu bom humor faz uma diferença enorme na convivência entre os membros da equipe. Desconfio que um já teria voado na garganta de outro, caso não fosse por ele.

A maioria dos combatentes estavam tentando descobrir quem seria o tal amigo secreto de Temari. Os únicos a preencherem tais requisitos eram Naruto...

— Tenten, espero que goste. – A morena se surpreendeu positivamente. Temari ter a tirado era uma surpresa enorme. Pegou a caixa após agradece-la e começou a abrir com um sorriso no rosto. A ver o que era seu rosto iluminou-se.

— Eu amei! – Tenten tirou a gargantilha da caixinha. O pingente era uma pequena granada de mão. Tenten fez gesto para o Hyuuga colocar em seu pescoço. – Não combina comigo, Neji?

— Obviamente. – O Hyuuga respondeu enquanto Tenten abria a outra caixa encontrando chocolate artesanal com pimenta. O presente de Tenten a definia bem: Adora coisas explosivas, era doce e ao mesmo tempo intensa. Feito a pimenta.

— Obrigada, Temari. – A Sabaku sorriu. E só de pensar que tinha esquentado a cabeça com isso por mais de uma semana. Não era difícil de agradar a Mitsashi. Tenten ficava feliz com qualquer coisa. Ainda mais se essa pertencesse a Neji.

— O meu amigo secreto. – Tenten começou animada e saiu do lado de Neji. Seu rosto estava iluminado de tamanha euforia. Era evidente que a Mitsashi tinha tirado alguém que ela estava amando conviver. As apostas definiam em Neji. – Ele é sorridente, carismático, muito engraçado e parecido comigo. Quero que ele saiba, mesmo depois que a missão acabar não quero perder o contato.

Tenten disse e foi até a arvore de Natal montada por ela e destruída por Naruto. Uma longa história.

— Espero que goste, Naruto. – O loiro saiu do seu estado depressivo a ver um pacote estendido em sua direção. Então era ele?

— Devia ter desconfiado no carismático. – Shikamaru comentou baixo enquanto Naruto abraçava Tenten e abria o embrulho. O Uzumaki viu a camisa e observou a escrita. Nela estava expresso: “O melhor piloto do mundo”.

— Isso aqui é maravilhoso! – Naruto animou-se. – Toma essa, Sasuke.

— Calado, Naruto. – Naruto o provocou pelo título destinado a si. Mesmo que tenha sido Tenten a conceder. – Você é a melhor!

— Não acabou ainda! – Tenten, novamente, afastou-se e com certa dificuldade trouxe uma prancha de surf o mais próximo que conseguiu do Uzumaki. O loiro negou impressionado a ver a prancha nova.

— Eu definitivamente amo você. – Novamente agradeceu a morena pelo presente. Ambos pareciam irmãos que não se viam décadas e sabia perfeitamente como agradar um ao outro.

— Sua vez, Naruto. – Ino cutucou e o loiro pareceu regressar para realidade.

— Obrigado por me lembrar, Ino. – A loira sorriu e Hinata aguçou seus sentidos. Queria saber quem era “o” ou “a” amigo secreto do Uzumaki.

— Bom. – Parou e olhou para Sasuke, o qual afirmou positivo. A tensão do seu corpo tinha diminuído relativamente a saber que Sasuke tinha dado um jeito. – Meu amigo secreto é...

Tentou, mas não conseguiu a ver os olhos claros o fitando com atenção. Algo do além dizia que tudo iria dar errado quando o nome fosse pronunciado.

— Besteira esse negócio de discurso, não é?

— Anda logo, Naruto. – Sakura o cortou. Shikamaru, novamente, a olhou. A Haruno estava totalmente fora do seu normal. O Uzumaki desistiu e resolveu manifestar como os outros, ou seja, realizando um discurso.

— Não nos damos muito bem, confesso. – Nesta única frase tinha ficado evidente quem era o tal. Hinata abriu os lábios ao ligar um ponto no outro.

— Eu não acredito nisso! – Adiantou-se e levantou do sofá. Terceiros assistiram o rompante de Hinata em silêncio e o único a cair, metaforicamente, na risada fora Sasuke.

— Como disse não nos damos muito bem. – Naruto enfiou a mão no bolso. – E não é só por culpa minha.

Estendeu a mão em direção a Hinata, a qual desfez o semblante negativo a ver a pequena caixa. Gaara, homem que estava totalmente alheio nas revelações engasgou com a bebida a ver a caixa similar a sua.

— Mas espero que goste. – Hinata pegou a caixa e abriu visualizando o solitário azul. Combinava perfeitamente com ela. Ino franziu o cenho a ver Hinata colocando-o no dedo.

— Não era esse que te mostrei a algum tempo? – Questionou baixo para o Sabaku, o qual afirmou positivo. O que o anel que tinha comprado para Ino estava fazendo no dedo anelar de Hinata? Alguém devia a ele explicações.

— Gostei. – Hinata delimitou-se a dizer, pois na sua cabeça iria ganhar uma lingerie da Victoria’s Secret. – Obrigada.

— Eu que agradeço. – Hinata franziu o cenho e Naruto suspirou tranquilo. Em sua concepção era melhor acertar as contas com Gaara do que com Hinata.

— Quando você falou que iria pedir em casamento não pensei que compraria um anel. – Tenten comentou inocente sem querer atear fogo na fogueira.

— Mas e a lingerie, Naruto? – Sasuke tossiu alto com a pergunta de Ino e Gaara começou a rir alto ao ligar os pontos. A casa tinha caído.

— Bem que eu tinha desconfiado. – Hinata falou e fechou os olhos. – Eu nem quero ouvir suas explicações.

— Que bom, pois não as darei. – A verdade era, que Naruto tinha bebido demais e resolvido comprar o presente de Hinata virtualmente. Nisto acabou parando no site da Victoria e comprado um conjunto que combinasse com a Hyuuga. No dia seguinte apenas confirmou o pedido, quando este chegou pelo seu e-mail sem mesmo verificar o que tinha comprado.

— Antes que a discussão ganhe força. – Temari disse tentando manter a seriedade. Naruto com certeza era um teste a sanidade de qualquer ser. Incluindo a dele. – Prossiga, Hinata.

A Hyuuga deixou de juntar as sobrancelhas para eleva-las. Preferia continuar batendo boca com o Uzumaki.

— Bom, não tenho muito o que dizer sobre meu amigo secreto. – Começou fitando o anel. – Apenas que apesar de tudo, fico contente por ter pessoas que o apoiem.

— Que emocionante. – Sakura cortou clima sem perceber. Hinata arregalou os olhos para ela. – O que foi? Falei a verdade.

— E mesmo que nós, os russos, tenhamos outro costume tradicional espero que você goste, Neji. – Apontou para a caixa colocada estrategicamente próximo o Hyuuga. Gaara engasgou novamente. De repente o amigo secreto estava ficando muito perigoso.

— Nossa! Que saia justa. – Sakura comentou e Hinata olhou a de forma incrédula. Absinto não fazia bem a ninguém. O silêncio predominou por um instante e Tenten cutucou o ser reflexivo no sofá.

— Abre o presente. – Tenten sussurrou e Hinata suspirou. Neji finalmente abriu o embrulho. Sem exceção a maioria analisou sua expressão. Encarou a prima um pouco sem jeito.

— Obrigado. – Tinha ganhado um equipamento um molinete de pesca e seus acessórios. Sakura seguiu até o Hyuuga para ver o que era o presente e Hinata levantou-se abruptamente para faze-la regressar ao lugar.

— Tenho certeza que ele gostou. – Tenten olhou para Hinata e esta afirmou positivo.

— Gostei sim. – O próprio afirmou em alto e bom som. Gaara arqueou os lábios para baixo tamanha a surpresa. Enquanto Sakura decidia se contava ou não que Hinata estava chutando a caixa pela manhã. Agora entendia o porquê.

— O próximo! – Gaara apressou o amigo e foi fuzilado pelo mesmo. – Não me olha assim não que me apaixono.

Gaara piscou para Neji em uma clara provocação e Naruto segurou-se para não rir. Preferia não fazer parte da provocação do Sabaku.

— O meu amigo secreto é um cretino. – Neji começou. – Folgado, espaçoso, petulante...

— Com todos esses elogios só pode ser eu. – Gaara levantou-se do sofá e jogou-se em cima do Hyuuga sendo repelido no mesmo momento causando risos em Tenten. – Fala logo que me ama e não vive sem mim.

— Mas também é meu irmão. – Gaara afirmou positivo e tentou abraçar o Hyuuga da melhor maneira possível. – Gaara, sai fora.

Neji mandou o ruivo sair de seu colo enquanto os outros assistiam a cena. Chegava a ser emocionante o vínculo entre os dois.

— Eu também te amo. – Gaara aplicou leves tapas no ombro do Hyuuga e voltou para próximo de Ino. – Onde está meu presente? Não que eu seja apegado a coisas materiais.

Neji riu devido as explicações de Gaara. E tinha certas dúvidas se conseguiria ser o mesmo homem sem o amigo. A verdade era que sempre ambos se ajudaram muito.

— Seu presente está na garagem. – Gaara franziu o cenho tentando advinhar o que seria. – Mandei reformar sua Harley Davidson no estilo custom.

— Não acredito! – Gaara levantou-se impressionado. – Você tinha dito que tinha vendido ela porque Tenten tinha explodido o galpão dias atrás.

— Era só uma desculpa. – Neji arrematou. – Vê se não morre na primeira curva.

— Pode deixar. – Gaara ainda negava. Era fato que Neji era para poucos e de difícil convivência, mas era recompensador tê-lo como parte da família. E não apenas devido a bens materiais.

— Da próxima vez você tem que tirar meu nome, cara. – Sasuke falou e a maioria riu.

— Agora é minha vez. – Gaara pegou uma maleta detrás do sofá. – Meu amigo secreto vem se tornando uma pessoa significativa em minha vida. E quero que ele sabia que nunca foi por causa do dinheiro ou pelas apostas. Tudo foi por divertimento, cara.

— Você está chapado. – Sasuke apontou para ele. Quando Gaara referiu-se as apostas e o dinheiro soube no exato momento que era o seu nome que o ruivo tinha tirado.

— Você também está. – Gaara passou a maleta para Sasuke. – Espero que goste.

Sasuke abriu a maleta e o sorriso também. Apontou para Gaara e o ruivo riu.

— Você é o cara! – Naruto ficou vendo aquela nova parceria. – Se eu já apostava antes agora então!

— Agora você vai acabar morrendo com isso. – Gaara falou sobre o kit de jogo profissional de poker que tinha dado ao Uchiha. Temari olhou o presente e negou.

— Muito obrigada, irmão. – Temari manifestou, visto que era a parceira oficial de jogos do Uchiha. – Vou ter que passar horas com esse sujeito.

— Que bom que nem preciso notifica-la, Temari. – Sasuke disse enquanto fechava a maleta e deixava a de lado. – Obrigado, Gaara.

Sasuke pegou o presente que tinha comprado para o seu amigo secreto e suspirou.

— Vamos lá. – Começou. – Posso afirmar que comecei com o pé esquerdo com ela. Ela tem um comportamento um pouco arisco e fui rápido a perceber que ela não era de brincadeira. Ou era, pois acabou ficando com uns dos caras mais brincalhões da equipe e não estou falando de Naruto.

Ino sorriu ao lembrar-se de que inicialmente ela e Sasuke não se deram muito bem.

— Vai ver ela só não foi com minha cara. – Sasuke continuou.

— Ah, não foi mesmo. – Gaara comentou ao lembrar da similaridade entre Sasuke e o ex marido de Ino. A Yamanaka riu. – Para minha sorte.

— Mas estamos nos dando muito bem. – Sasuke levantou-se. – Principalmente nas aulas de surf. Espero que goste, Ino.

— Obrigada, Sasuke. — Ino abraçou e Hinata espantou-se. Não sabia que o Uchiha estava tão próximo de Ino. A loira abriu o embrulho e seus lábios entreabriram juntos.

— Não tinha presente melhor do que esse! – Ino manifestou a ver o par de luvas boxeadoras.

— Eu quem o diga! – Gaara disse quase ao mesmo tempo. Não tinha dúvidas que iria levar muita porrada da Yamanaka em seus treinos duros.

— Fico feliz em saber que tenha agradado o casal. — Sasuke bateu continência. – Sua vez, Loura.

— Já fui, Sasuke. – A Yamanaka olhou para os únicos que sobraram. Sakura e Shikamaru. Temari tossiu ao perceber que um tinha tirado o outro no amigo secreto.

— Que surpresa. – Shikamaru falou. Não esperava que justamente Sakura tinha o tirado.

— O que está acontecendo, Sasuke? – A rosada perguntou baixo. – Todos estão olhando para mim.

— Ela está bem chapada. – Temari comentou com Shikamaru a ver Sakura sussurrando no ouvido de Sasuke. – Boa sorte.

— Obrigado. – Entreolharam-se.

— Bom, não tenho muito o que dizer já que ficou evidente quem é minha amiga secreta. – Shikamaru começou. – E acho que não têm necessidade de dizer palavras bonitas porque ela está completamente alterada. Como conseguiu beber tanto absinto assim, Sakura?

Fez uma questão assim que percebeu a total atenção da Haruno em si. Esta negou e manteve-se séria. Contudo o óculos escuros sendo usado no período da noite fez alguns gargalharem. Incluindo Hinata. Estava hilário a cena.

— Não bebi absinto. – Sakura manifestou-se seriamente e o riso da maioria aumentou. – Sou médica. Sei quais substâncias ingiro.

— Tenho certeza disso. – Shikamaru estendeu-lhe uma caixa e Sasuke se deu o trabalho de dar o presente da Haruno ao Nara.

— Espero que goste. – Sasuke falou em nome de Sakura enquanto a mesma abria a caixa.

— Own! Olha isso! – A voz alta demais da Haruno chamou a atenção. – Eu ganhei um gato. Um gatinho!

E a vez de engasgar-se com a bebida foi de Neji. Tenten olhou para o gato e depois para o cão, o qual repentinamente acordou.

Aquilo não iria prestar.

— Sasuke! O nome dele vai ser Sasuke. – Sakura virou-se para o Uchiha perplexo. – Obrigada, Shikamaru. Adorei o Sasuke.

— Isso ficou muito estranho. – Shikamaru disse no momento que Sakura elevou o “Sasuke” como se fosse uma criança. Olhou para o colete que tinha ganhado e aprovou o presente. Shikamaru adorava coletes. A atenção saiu de Sakura, quando Thor, o cachorro de Tenten latiu alto a ver o gato.

— Era tudo o que eu merecia. – Neji lamentou-se. Além do cão, agora tinha um gato.

— Ei! Ei. – Tenten tentou segurar na coleira do cachorro, mas o arranque que o animal deu foi maior. Sakura parou de olhar o gato, quando Hinata gritou a ser derrubada pelo cachorro.

O gato esperto soltou-se de Sakura e pulou sobre a mesa de jantar. O desastre era visível. Thor o seguiu e a louça de detalhamento fino foi para os ares.

— Sasuke! – Sakura gritou pelo seu gato e o Uchiha pegou o telefone. Ainda estava em tempo de ligar para o irmão. – Sasuke, o Sasuke morreu! Ele morreu muito rápido.

— Ele não morreu, Sakura! – O Uchiha se estressou. – E você vai dar outro nome a esse gato.

— Eu gostei tanto! – Shikamaru tirou saro do Uchiha, o qual parou de digitar uma sequencias de números no celular. Neste exato momento Naruto aproveitou para tirar o celular da mão do Uchiha.

— Você não vai ligar para ninguém. – Naruto, literalmente, roubou o celular. – Está completamente chapado.

— Falou o cara que vive sóbrio. – Alguns sabiam qual fim aquela conversa iria levar. – Tão sóbrio que comprou uma lingerie para a mulher que diz odiar.

Hinata nem mesmo levantou do chão e encostou próximo as pernas de Neji. Sua hipótese estava correta. A lingerie era mesmo para si. Os olhos tão iguais e compatíveis cruzaram-se no exato momento que Neji olhou para baixo e Hinata para cima.

— Então é isso o que eles chamam de Natal? – Hinata perguntou para o primo. Este jogou o ombro para cima a ver Tenten tentar bloquear o cachorro para salvar o “Sasuke”.

— Acho que sim. – Respondeu. A família Hyuuga não comemorava essa data especifica. – Se for posso me acostumar.

— Eu também. – Hinata concordou e passou a olhar a confusão do cachorro, do gato e de Sakura. E sorriu a ver que a primeira conversa civilizada tinha sido realizada.

Naruto esbarrou em Gaara ao correr de Sasuke de forma infantil. O ruivo iria ralhar, mas desistiu ao esbarrar na irmã.

— Então quer dizer que tem outro irmão? – Temari apontou para o Hyuuga. – Estou aqui também, mesmo que seja apenas desta vez.

Falou ao recordar-se que tinha poucos natais passados junto de Gaara na conta. Foram apenas alguns.

— Fico contente por estar aqui. – Gaara falou. – Kankuro ficaria feliz.

Temari afirmou positivo e baixou a cabeça um pouco emocionada.

— Vamos comemorar por ele então. – Temari falou. – Mesmo que seja com a equipe mais estranha.

— Tenho que concordar com a peculiaridade dessa família. – Os olhos verdes encontraram-se. – Isso já não é mais uma equipe, Temari. Feliz Natal, irmã.

Gaara arrematou a ver o ponteiro do relógio atingir o doze. Passou os olhos pela sala e surpreendeu-se com a bagunça.

Podia facilmente habituar-se aquilo. Cada um deles.

00:00 horas — Feliz Natal.

Notas finais
Como puderam notar alguns relacionamentos estão bem avançados. HAHAHA. É um capítulo totalmente aparte. Tivemos um pedaço da música Perro fiel na conversa ShikaTema ♥ Tivemos lingerie da Victoria HAHAHA. Tenten comprando um cão para ela e Sakura ganhando um “Sasuke” HAHAHA Absinto é proibido, pois é um alucinógeno muito potente. Então Sakura estava beeem louca. Gente, eu quis retratar o Natal da minha família. O que existia, pois agora não fazemos mais nada. Hinata representou todas as mães e tias que cozinham para ninguém comer. E Naruto nós, que geralmente queremos comer antes da hora. Eu queria colocar MUITOS mais momentos de casais, contudo infelizmente não tive tempo. Espero sinceramente que tenha gostado e ter ficado um pouco meloso o capítulo. A maioria dos presentes foram pautados em coisas citadas nos capítulos normais de Combatentes. Peço desculpas pela possível má qualidade do capítulo. E além de ser presente de Natal do meu Gaara, quero dizer para vocês aproveitarem enquanto é tempo, gente. Antes que tudo acabe. Não que isso venha acontecer, mas o futuro é agora. Não deixem de aproveitar. Desejo a vocês um Feliz Natal. Eu e todos os personagens de CBT ♥ Beijos!