Coma

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá pessoinhas. Está é uma história que eu fiz, ela faz parte de uma coletâneas de One shot que estou fazendo baseadas em músicas do B.A.P. A tag para acha-las será Yes Sir. Então, dêem muito amor a elas
Bjos e aproveitem. Boa Leitura! ;)

POV's Youngjae
Seoul, 19 de Dezembro de 2002
~ 7:46 am
Havia acabado de acordar, na verdade, a luz do dia que estava entrando pela janela acabou irritando meus olhos, me obrigando a levantar. A luz estava quente e isso era bom pois apesar do sol, o tempo estava frio; o inverno finalmente havia chegado em Seoul.
Levantei, jogando lençol para um lado e travesseiro para outro. Apesar do frio precisava tomar um banho ir a uma loja de presentes.
Hoje o dia era especial, tudo deveria estar perfeito, o melhor possível para se tornar inesquecível para ela. Imaginei seu sorriso tímido com seus lábios rosados e uma das suas mãos tão delicadas levando uma mecha do seu cabelo preto para trás de sua orelha. Pensando nisso, um enorme sorriso tomou conta dos meus lábios e meu coração vibrou um pouco, fazendo-me tocar no peito. Ele batia rapidamente, o que me fez corar.
— Vamos lá! — disse com toda a energia indo para o banheiro.
Após o banho quente, rapidamente meus músculos relaxaram já que estava rígidos do frio. Tirei qualquer resquício de um inicio de barba e arrumei meu cabelo que agora estava em um tom mais loiro só que puxado para o castanho.
Vesti roupas quentes, uma blusa de gola alta na cor bege, um moletom e um casaco vermelho, também uma calça de couro preta, por fim peguei meus sapatos e minha mochila. Tudo de que precisava para esse dia estava nela.
Infelizmente Seulgi tinha planos para a tarde, logo precisaria me contentar com seu tempo disponível a noite, após sua saída do cursinho preparatório. Apesar de pouco tempo para nos dois, usaria esse contratempo para preparar tudo para hoje.
~ 8:36 pm
Terminará de fazer os retoques finais na pequena salinha reservada, onde a mágica aconteceria. O lugar era pequeno, tinha duas poltronas marrons bastante aconchegantes com uma pequena mesa de vidro circular. Em cima dela coloquei uma garrafa de vinho e duas taças, e por fim a pequena caixinha vermelha de veludo.
Espero que ela goste.
Na pequena sala podia se ver também uma vitrola com um estante pequena para seus discos, e por fim a parede na frente das poltronas cobri com fotos de lembranças agradáveis e felizes do nosso namoro.
— Acho que Seulgi já está para sair! — peguei meu celular e disquei seu número. Chamou quatro vezes mas nada.
— Vou busca-la! — sorri, peguei minha mochila e falei com o dono do café para cuidar que ninguém entre na sala. Ele afirmou e voltou ao seus afazeres. Este café era o preferido da Seulgi, sempre pedia o mesmo tipo de café, puro, doce e com bastante chantilly, às vezes ficava um pouco nos seus lábios, e eu tinha prazer em limpar sua boca com um beijo.
A noite estava muito fria, era capaz de começar a nevar de acordo com a previsão do tempo de hoje..Peguei um ônibus para Gangnam-gu e esperei pacientemente chegar ao meu destino.
~ 9:07 pm
Esfreguei minhas mãos, havia esquecido as luvas. Na verdade havia trago um par, mas no caso de Seulgi não ter. Ela era bastante friente nas mãos.
Esperei pacientemente do lado de uma cerejeira em frente ao cursinho. Vi os alunos começando a sair. Meus olhos freneticamente a procuravam, por fim a vi, pelo seu cabelo tão liso e preto. Sua pele clara com o contraste do seu cabelo era perfeito. Ela brilhava aos meus olhos.
Seulgi sorria abertamente, rindo com seus amigos. Amava aquele sorriso de orelha à orelha, fazia meu coração palpitar. Por fim nossos olhares se encontraram, mas seus sorriso se desfez, porém rapidamente voltou a sorrir, mas era diferente do que deu aos seus amigos. Seulgi se despediu deles, mas quando veio caminhando até mim estava séria
— Olá! — sorri a abraçando, mas ela não o retribuiu. Algo parecia estar errado.
— Oi! — disse forçando outro sorriso.
— Vamos. Vou te levar ao café. Seu preferido — disse pegando sua mão, mas ela largou a minha.
— Há algo de errado Seulgi? — perguntei e ela me olhou séria.
— Precisamos conversar! — respondeu.
— Tudo bem! Primeiro vamos por umas luvas, sabia que você ia esquecer as suas — falei enquanto procurava as luvas para na mochila.
— Não precisa, eu não as esqueci! — Seulgi pegou suas luvas e as vestiu.
— Tudo bem — sorri apesar de minha voz ter saído fraca.
— Podemos conversar num café aqui na esquina! — sugeriu mas isso iria acabar com meus planos, precisava fazer algo.
— Vamos ao...
— Não. Vamos para esse mesmo! — disse e caminhou na frente. Algo estava errado com ela. Seulgi nunca agiu assim comigo. Pensamentos preocupantes começaram a vagar pela minha cabeça.
Ao chegarmos no café, sentamos de frente para ao outro. Ela permaneceu calada, suas mãos juntas em cima da mesa.
— O que aconteceu Seulgi? — tentei conforta-la com minha mão, mas ela levou as duas para debaixo da mesa.
— O pedido de vocês! — a garçonete deixou as duas xícaras na mesa e saiu.
— Eu... — ela começou, vi que estava fazendo um grande esforço para dizer o que estava guardando — Quero terminar! — suas palavras foram como espinhos em meu peito.
O que ela queria dizer com isso?
Tentei estruturar algo para falar mas a única coisa que saiu foi:
— O que? — meu coração batia rápido demais, minhas mãos estavam trêmulas e haviam começado a suar.
— Não quero mais namorar com você! — foi direta sem ao menos pestanejar. Aquilo foi um soco em meu estômago.
— Por que?...Por...por que isso Seulgi? — comecei a me desesperar — Eu não entendo! — fiquei inquieto.
Como assim? Terminar nosso namoro? Por que ela estar falando disso em um dia tão especial como hoje?
Seulgi olhou para baixo, em nenhum momento em suas palavras nossos olhos de encontraram.
— Você...só tem que saber disso, não pode fazer nada. Foi bom o tempo que passamos juntos, mas agora não posso continuar pois vou magoar você!
— E o que você acha que está fazendo nesse exato momento? — levantei a voz — Estávamos bem até ontem, por que isso de repente? Realmente não entendo você! — meus olhos começaram a querer derramas lágrimas, mas me forcei a segura-las.
— Eu te amo! — disse assim que ela se atreveu a olhar nos meus olhos! — Não consigo respirar vivendo sem você — estava ficando cada vez mais difícil segurar minhas lágrimas — Não consigo nada sem você! — disse com a voz triste e baixa.
Seulgi apenas olhava para suas mãos.
— Aishi, acho que estou ficando louco! Fale alguma coisa! — disse bagunçando meu cabelo indignado. Meu coração doía muito, sentia-o cada vez mais apertado com esse sentimento ruim. Lágrimas começaram a deslizar sobre meu rosto. Não estava mais aguentando essa tristeza. Essa situação.
Chorei baixinho comigo mesmo, até estar mais calmo e então a olhei.
Choro, faço birra e você não diz nada?
— Por que você está me jogando fora como um lixo? Por que não posso fazer nada? — sussurrei.
— Por que? Por que? Por que tenho que jogar fora todas as memórias que tive com você? — gritei me levantando da cadeira. Não me importei se olhavam para mim. O que realmente me importava estava escorregando pelas minhas mãos nesse exato momento.
— Me desculpe, não consigo impedir — ela se levantou — Só consigo te olhar desse jeito! — disse indo embora. Senti sua frieza quando ela passou.
No café, na sala onde havia preparado tudo, joguei minha mochila no chão, enchi uma taça com vinho e me sentei em uma das poltronas.
— Então é o fim? — bebi o vinho da taça de uma vez só. O álcool começou a percorrer minha corrente sanguínea. Peguei a garrafa bebendo diretamente dela. Me acabei em lágrimas.
— Você era tudo para mim! — falei entre soluços do meu choro. Meu peito doía tanto, era horrível esse sentimento. Essa tristeza que não parecia ter fim.
Terminei toda a garrafa e arranquei nossas lembranças da parede, jogando tudo na mochila junto com a caixinha de veludo. Sai do café, sem rumo.
Seoul, 05 de Janeiro de 2003
~ 10:36 pm
Todo lugar me fazia lembrar dela. Até em meus pensamentos ela se fazia presente, não conseguia esquece-la, e como poderia? Três anos vivemos um para o outro, juntando memórias, para ela acabar tudo em uma noite.
Olhando-me no espelho, via quase o reflexo de um estranho. Os olhos inchados, quase completamente fechados. A barba já rarefeita, o cabelo todo bagunçado e disforme. Novamente ela invadiu minha mente. Agora a lembrança do dia em que nos beijamos pela primeira vez.
Comecei a gritar. Quebrar tudo no banheiro.
— Vadia. Sua vadia. Por que fez isso comigo? Por que? — gritei xingando-a.
Vi então seu reflexo no espelho sorrindo friamente:
— Por que ainda está aqui? — gritei socando o espelho. Olhei minha mão, ela ardia, o sangue escorria pelos cortes e o cheiro de sangue invadiu o banheiro.
Vi novamente seu rosto no espelho quebrado, nosso amor se quebrou em muitos pedaços.

POV's Autor
Seoul, 25 de Janeiro de 2003
~ 11:58 pm
Youngjae não conseguia mais se manter sóbrio por mais de um dia, vivia bebendo todas as noites.
— Mais uma garrafa! — pediu embriagado ao balconista, já era sua sexta garrafa. Sentia sua cabeça girar e seus olhos não focavam mais com precisão, ainda sentia-se tonto mas como Seulgi ainda estava em seus pensamentos, percebeu que não havia álcool suficiente correndo no seu sangue. Precisava demais para esquecer aquela cujo derrubou seu mundo.
— Já está bom Youngjae- Himchan um de seus amigos, o havia acompanhado. Na verdade seus amigos se articularam para que Youngjae não voltasse sozinho para casa daquele jeito, cambaleando bêbado. Na noite passada, JongUp evitou que Youngjae fumasse droga, era capaz de, da forma como ele estava, ter uma overdose e destruir com a própria vida.
— Ela...aquela puta. Vadia. Porra, eu a amo — ele começou a chorar. Batia a cabeça na bancada da mesa.
— Por favor. Melhor você levar seu amigo para casa — sussurrou o balconista no ouvido de Himchan — Ele já chegou no limite! — Himchan acenou com a cabeça em afirmação.
— Hyung. Olha pra mim! — Youngjae pegou rosto de Himchan, obrigando a olha-lo.
— Eu dava tudo à ela. Nunca a trai, vivia pra ela. E aquela vadia resolveu fazer isso comigo! Hyung! O que há de errado comigo? — perguntou desesperado passando as mãos no cabelo.
— Olhe. Eu tinha comprado isso para ela — Youngjae se atrapalhou tirando a pequena caixa de veludo do bolso. Seus sentidos estavam confusos por causa do álcool.
— É lindo não é? Não é? Ela iria amar. Sei que sim. Ela gosta de cordão, e este iria ficar lindo em seu pescoço delicado — disse enquanto mostrava o cordão que havia demorado horas para escolher no mesmo dia do término do namoro. Um cordão delicado, dourado com um pingente do símbolo do infinito.
Himchan sentia tristeza por seu companheiro estar assim. Youngjae era uma pessoa tão dedicada, tanto no trabalho como nos estudos. Um bom filho e um ótimo amigo. Odiava vê-lo assim, ele não merecia isso. Quando Yongguk ficou de vigia-lo à duas noites atrás, Youngjae havia arranjado uma briga com uns caras na rua. Ele se deixou apanhar, parecia que a dor que sentia não lhe permitia pensar em nada, nem nela. Yongguk chegou para apartar a briga e teve que convencer os outros que seu amigo estava bêbado, a sorte que apenas entenderam e foram embora. Até quando ele vai continuar afundando?
— Ficaria lindo nela. Ela amaria... — então a tristeza tomou conta dele novamente, mas logo Youngjae explodiu.
— Vadia! — cuspiu com uma enorme fúria — Jogou tudo o que vivemos no lixo. Quem ela pensa que é? — se levantou — Ela vai ter que me ouvir! — garantiu pegando seu telefone. Fizera isto na semana passada, ficou ligando para ela muitas vezes, e deixando várias mensagens de voz, uma pedindo que voltassem, que ainda a amava, outras perguntando o por quê disso tudo, e em última instância, gritando e a xingando de todos os nomes possíveis.
— Isso não vai adiantar! — Himchan falou tomando seu telefone — Vamos! Por hoje já chega! — pegou Youngjae pelo braço ajudando-o a andar, já que ele apenas cambaleava.
— Hyung! Por que isso está acontecendo comigo?
Himchan não sabia o que responder.
— Vamos que você já está muito bêbado.
Himchan deixou Youngjae na cama. Havia lágrimas em seus olhos. Seu amigo dormiu chorando. Aquilo o fez ficar mais triste.
— Fique bem amigo! — sussurrou e foi embora.

POV's Youngjae
Seoul, 19 de Fevereiro de 2003
Estava em um labirinto. Havia me perdido, mas não importava o quanto andasse, continuava perdido no mesmo lugar.
Em uma das curvas do labirinto, vi um forma que brilhava. Era uma mulher, quando ela riu percebi imediatamente que se tratava de Seulgi.
Corri para alcança-la, precisava encontrar ela, mas a perdi muitas vezes até chegar encurrala-la.
— Não fuja mais. Eu te amo! — disse para Seulgi — Você respira dentro de mim! — falei me aproximando.
Tudo começou a ficar desfocado, não conseguia mais ver seu rosto.
— Seulgi! O que está acontecendo? — quanto mais chegava perto, sua imagem parecia ficar mais translúcida, até não restar quase nada de seu corpo.
— Me desculpe! — começou a falar com um voz espectral — Não consigo impedir!
— Não! Não! Por favor! — pedi chorando já sabendo o que ela falaria.
— Só consigo te olhar desse jeito! — e por fim sua imagem se foi completamente.
Ajoelhei no chão, me derramando em lágrimas. Meu coração parecia ter sido destruído em pedaços.
Levantei de uma vez só da cama, minha cabeça doía, como se estivesse prestes a explodir. Senti meu estômago revirar e fui para o banheiro, me agachei no vaso pondo tudo para fora.
Todos os dias eram assim agora. Bebia a noite e jogava tudo fora pela manhã.Tinha que por um fim à isso. Hoje mesmo.
~ 9:21 pm
Havia subido no parapeito do ponte Mapo, um grande rio passava por baixo. O frio castigava os dedos das minhas mãos sem luvas e sentia meu rosto congelado.
Todo esse frio me lembrou Seulgi, ele não chegou nem perto da frieza com que ela me jogou fora e foi embora.
Tirei a caixinha e a abri pegando o colar entre as mãos. Era tão delicado como ela, e bonito, e reluzente, e precioso. Estava chorando mas não senti as lágrimas descendo. Elas caem e eu não sinto nada.
Tirei da mochila nossas fotos, as que usei naquele dia. Estou preso em memórias com você e preciso me livrar delas.
— Pre...ciso...dar um fim nis...so. Nesse senti...mento. Nessa do...r! — sussurrei com os dentes batendo.
Peguei uma foto por vez e comecei a rasgar, jogando os pedaços no rio. Preciso rasgar as memórias que tinha com você. Por fim, fiquei com apenas a gargantilha em mãos. Levantei para que ela ficasse a poucos centímetros do meu rosto.
— Real...mente teria fi...cado lind..o em vo...cê!
Não vou me prender ao passado. O futuro está na minha frente, esperando para ser mudado e o presente para ser vivido.
Levantei ficando em pé no parapeito.
— Adeus! — disse segurando o colar, levei meu braço atrás para lançar. Quando joguei o colar algo deu errado.
Um vento forte soprou contra meu corpo, ele foi tombando para frente, tentei recuperar o equilíbrio, mas era tarde demais.
De repente senti como se caísse em câmera lenta. O céu cada vez mais ia se afastando, assim como a ponte. Tentei em vão alcançar, me agarrar em algo, mas nada havia. Apenas um vazio e uma escuridão sem fim, a neve caia junto comigo.
Assim que terminaria?
Não haveria mas presente para mim, nem futuro. Fechei os olhos. Estava com medo, muito medo.
Me ajudem. Por favor.
O frio me arrebatou assim que cai no rio. A água fria estava por todos os lados e parecia se apossar do meu corpo. Não conseguia sentir mas nada, tentei nadar mas o frio endureceu meus movimentos, o frio havia me tirado isso. A única coisa que ainda conseguia era manter minha respiração presa, o que estava me deixando vivo ainda e consciente, não sei por quanto tempo.
Mas minha impotência veio rápido de mais, não aguentava segurar por mais temp. Aos poucos a água fria foi invadindo meus pulmões e minha consciência se esvaziando. Não havia nada a fazer
Era o fim!

POV'S AUTOR
Seoul, 03 de Setembro de 2007
No dia do acidente, Youngjae havia sido visto quando caiu no rio, uma pessoa que passava dera rapidamente a volta para ir pela margem do rio tentar salva-lo. Foi o que disse em seu depoimento na delegacia. O delegado perguntou se o vítima havia se jogado, lhe dissera que não, que pelo que pode ver, o rapaz havia se desequilibrado quando se levantava. Foi uma infelicidade.
O jovem foi resgatado quase sem nenhum sinai vital, rapidamente levado ao hospital. Houve inúmeras tentativas de acorda-lo mas devido o tempo que passou mergulhado com a água entrando em seus pulmões, além da hipotermia que ele veio a sofrer, a água do lago estava com uma temperatura baixa demais, isso afetou várias atividades neuronais, o cérebro acabou colocando-o em coma como forma de proteção, foi uma milagre ele não vir a falecer.
Youngjae estava sendo auxiliado por aparelhos para continuar vivo, era o que o sustentava durante o coma. Agora só restava torcer e esperar que ele acordasse.
— Alguma melhora? — o doutor perguntou a enfermaria de plantão.
— Nenhuma! — disse assim que checou o paciente, a planilha, os sinais vitais e o monitor.
Não houve nenhuma melhora visível para os médicos, não sabiam ao menos se Youngjae estava consciente, se conseguia ouvir ou sentir alguma coisa. Vários testes haviam sido feitos, mas sem qualquer sucesso por menor que seja
— Precisamos falar com seu guardião! — disse o doutor
" Estou acordado, posso ouvir vocês ", Youngjae gritava sem sua voz ser ouvida. " Me ajudem, estou cansado daqui, não aguento mais, me ajudem ".
Infelizmente apesar do esforço que colocava, ele não conseguia fazer nenhum movimento perceptível ou falar algo para provar que estava consciente para aqueles a sua frente.
Ele passará os anos no meio de uma completa escuridão, sozinho, apenas ouvindo tudo ao seu redor, não tinha como se mover. Não sentia nada do mundo físico.
Youngjae chorava e as lágrimas caíam. Não importava o quanto tentava, mesmo lutando para acordar, ele permanecia no mesmo lugar.
Foi então que Youngjae à viu. O único ponto de luz no meio de tudo.
" — Seulgi! — Youngjae sorriu e ela fez o mesmo "
" — Segura minha mão! Se você fizer isso, sei que vou acordar! — ele estendia sua mão tentando alcança-lá, mas então Seulgi desapareceu deixando tudo em repleta escuridão novamente".
Youngjae não aguentava mais, estava cansado de tudo, sentia seu coração queimado. Não conseguia mais segurar tudo isso. Agora estava desistindo e com isso sua consciência foi indo embora junto com a dor.
O medidor cardíaco começou a apitar sem pausa nenhuma, não havia mais frequência cardíaca. Aquele paciente não estava mais entre os vivos. Não houve nada que o médico pudesse fazer.
— Hora da morte, 19:36 — sussurrou o doutor.
Lá fora, a chuva caía como nunca, enquanto o trovões tocavam sua melodia mesclado-se a do som que vinha do monitor.

Notas finais
Então. O que acharam? Gostaram? Não gostaram? Deixem seus comentários ;)
Até a próxima One Shot ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!