Coma

1 I Still...


Notas iniciais
Heeeey gente do meu core ♥ Essa one era pra ser uma Kaulitzcest, mas como deu esse treco na categorias de bandas, passei pra original ^^
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São três capítulos pequenos que eu irei postar assim que alguém aparecer ^^ Tem bastante drama e alguém morre. Então se tu n gosta disso, fazer o que? Adeus.
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Ah, e eu to insegura. Espero que gostem e sl, é a primeira vez que eu escrevo algo em terceira pessoa, ae né, vai que ficou ruim demais e e e D:
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Não tenho beta, portanto os erros são só meus.
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Boa Leitura.

O pequeno entrou no quarto, sentindo o cheiro de remédio tão característico invadir suas narinas, fazendo-o sentir-se em casa. Caminhou lentamente até o meio do quarto e sorriu sem vontade, acariciando a face do moreno deitado imóvel naquela cama.

Pegou sua mão e sentiu o calor familiar que o outro transmitia, desejando como nunca antes que ele levantasse daquela cama, que, com o passar dos anos, havia adquirido a forma de seu corpo. Desejou que ele o abraçasse e dissesse que tudo ficaria bem. Que sussurrasse em seu ouvido que todos aqueles anos haviam sido apenas um grande pesadelo e que agora ele estava de volta, e que nunca mais o deixaria.

Só queria que o maior acordasse. Queria que as coisas voltassem ao normal e que eles pudessem voltar a sua casa, que já não detinha mais o cheiro do moreno, devido aos anos que não entrava mais lá.

Queria acordar e ter o corpo do outro colado ao seu e seus braços ao seu redor, como estava acostumado. Queria poder dormir e não se incomodar em acordar cedo e ir para aquele hospital. Queria parar de sentir aquele vazio incomodo no peito e queria o outro consigo.

De olhos abertos, sem aquela atmosfera sufocante em suas voltas e queria, mais do que tudo, que sua esperança infinita fosse mesmo infinita. Queria não ter mais que fingir que acreditava com todas as suas forças que Ethan fosse levantar e já não sabia se era capaz de acordar, dia após dia, com a certeza de que Ethan não acordaria jamais e não sabia, também, se era forte o suficiente para negar aquilo, dizendo veemente para todos que quisessem ouvir que tudo iria dar certo, que o moreno um dia iria acordar, como por um milagre, e que ele era forte. Forte o suficiente para aguentar a dor de ambos.

Queria ter que parar de ser forte o tempo todo – por mais egoísta que aquilo poderia soar -, porque ele não era assim. Ele era aquele tipo de pessoa que se encolhia em seu canto quando as coisas começassem a dar errado. Ele era o que sempre procurava o peito do moreno depois de uma briga e era sempre o que era protegido, nunca o contrario. Nunca protegeu Ethan e nunca havia sido tão forte assim. Nunca ficara tanto tempo responsável por seus sentimentos. Nem quando fora expulso de casa por amar Ethan e nem quando recebeu a noticia que seu pai estava morrendo e não pode ir ao hospital para se despedir.

Tinha sempre o moreno consigo e jamais pensara que perderia aquela coisa que os dois tinham. Queria apenas que... Ethan levantasse dali e o abraçasse, dizendo que tudo ficaria bem e que ele nunca o deixaria novamente. Que Kay nunca ficaria mais do que algumas horas sem ver seu sorriso e que sempre sentiria aquela mão quente passando por seu copo antes e durante a noite.

Queria sua vida de volta. Queria o corpo do moreno ali deitado contra o seu e queria o sorriso dele sempre que acordasse pela manhã. Queria voltar a ser vulnerável e queria poder tirar o mundo de seus ombros. Estava sendo egoísta e sabia disso, mas não conseguia controlar. Ethan era sua base e sem ele, não sabia como seguir em frente.

O loiro saiu de seus pensamentos com a porta do quarto sendo aberta.

-Bom dia. – O médico e, com o passar dos dias, amigo, saudou, fechando a porta do quarto e indo até a cama do moreno, checando os aparelhos.

-Oi. – Kay suspirou, deixando de lado seus pensamentos dolorosos.

-Como está? – Steven, o médico, perguntou colocando a mão no ombro do menor.

-Na mesma. – Respondeu sorrindo fraco, entrelaçando seus dedos nos do moreno deitado.

-Com Ethan passou a noite? – Indagou curioso, olhando para os aparelhos.

-Como sempre. – Suspirou cansado, dando de ombros. – Ele não acordou do nada e nem disse que tudo ficaria bem sabe, então, é, estamos na mesma. – Sorriu sem ter consciência daquele ato. – Definitivamente.

-Pelo o que posso perceber, tem alguém ai com algumas esperanças escapando por seus dedos, não é?

-Tudo bem. – Fez um gesto com a mão, como se aquilo não fosse muito importante. – É só passar alguns dias e ela volta.

-Você sabe que não podemos continuar nessa para sempre, não é? – Indagou, fazendo o pequeno o olhar surpreso. – Você está vendo que as coisas estão começando a complicar e está percebendo que mais cedo ou mais tarde Ethan não vai aguentar.

-Steven, por favor, de novo não... – Iria continuar, mas fora interrompido pelo outro que sentou ao seu lado.

-Você sabe que eu te entendo e que sei que o Ethan é a sua única família Kay, mas nós não podemos continuar com isso. – Murmurou, tentando esconder sua dor. – É desgastante para ele.

-Eu já disse para você não se meter nisso, Steven. – Cortou-o rispidamente, levantando da cama e indo até a janela. – Você não tem nada que ver com nossa vida e eu agradeceria se você não se intrometesse nisso.

-Kay, por favor, abaixa o escudo e deixe-me o ajudar. – Implorou, sabendo que não seria ouvido, como em todas as outras vezes. – Eu simplesmente não aguento mais ver tanta dor em seus olhos! – Praticamente gritou, vendo o menor estremecer.

-Nós já conversamos sobre isso e eu não vou deixar desligarem os aparelhos dele! – Gritou, passando as mãos nervosamente pelo rosto. – Não me importo com minha dor e não quero saber se vou passar o resto de minha vida aqui! Eu vou cuidar dele, assim como ele cuidou de mim desde que eu possa me lembrar!

-Você nunca pensou em como ele sofre? – Contra-atacou, desejando arduamente não ter que falar aquilo para o pequeno.

-Mas... – Murmurou confuso, olhando para o médico. – Você disse que ele não sente dor! – Tremeu com a possibilidade de seu moreno estar sentindo dor.

-E ele não sente, Kay. – Falou pacientemente. – Mas eu tenho certeza que ele está ciente de tudo o que acontece aqui fora e sei que ele sente dor ao ver você assim.

-Se ele está ciente, porque raios ele não acorda?! – Falou desesperado.

-Porque os órgãos dele estão destruídos, pequeno. – Explicou, sentindo o peso da responsabilidade em seus ombros. – E caso um dia ele acorde, duvido muito que ele saia dessa cama.

-Eu não posso – e nem vou – desistir dele. – Falou decisivo, balançando a cabeça em negação e não querendo mais saber daquela conversa.

-Não é desistir dele, baixinho. – Steven suspirou pesado, pegando sua prancheta em cima da cama e olhando o moreno ali deitado. – Você estaria apenas o livrando de tanta dor. Pense nisso.

O médico saiu do quarto, não deixando que o loiro respondesse.

O loirinho ali presente apenas deixou que as lágrimas saíssem, sem se importar se estava sendo fraco ou algo parecido. Não aguentava a ideia de perder Ethan – mesmo que já tivesse o perdido fazia anos. Não conseguia imaginar uma vida onde não pudesse pegar a mão de seu grandão e nem uma vida onde não poderia traçar todas as linhas de seu rosto durante a noite.

Simplesmente doía pensar em uma vida onde o cheiro do moreno não estaria estagnado em seus sentidos e nem um lugar onde teria que, de qualquer jeito, viver sem ele.

Era apenas... insuportável a ideia de perdê-lo completamente.

Notas finais
Então, o que acharam? Ficou ruim demais? D: Seja qual for a opinião de vocês, deixem um review, sim? Nem que seja pra dizer que tá ruim ç.ç k
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Té mais. ♥