Com você é mais divertido
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Aquilo me pegou de surpresa, Poseidon jamais tinha me tratado daquela maneira, aliais jamais tinha tratado ninguém daquela maneira, realmente algo muito importante tinha acontecido.
– O que ouve com ele? – Apolo foi o primeiro a se pronunciar.
– Eu não sei. – falei ainda sem reação.
– Deve tá irritadinho por ter levado um fora de alguma ninfa. – disse Atena em deboche.
Daquele dia em diante eu passei a observa-lo, sabia que algo tinha acontecido, a mais ou menos um mês atrás ele era só felicidade, conversava e brincava com todos ate mesmo com Zeus, e agora ele era reservado, raramente aparecia no Olimpo e quando aparecia falava apenas o necessário. Um ano havia se passado, sua aparência estava diferente, o cabelo estava maior, assim como a barba para fazer, sua expressão demostrava abatimento, e sua presença irradiava solidão. E aquilo me machucava bastante... Tentei me aproximar varias vezes dele, mas ele sempre conseguia me evitar...
Três anos, três anos se passaram e nada tinha mudado apenas piorado, beber uísque tinha se tornado um habito e eu estava cansada de vê-lo daquela forma, se destruindo cada vez mais. Depois da reunião daquele dia antes dele sair eu me aproximei dele.
– Vem comigo. – disse firme, segurando seu pulso e o puxando para o jardim. Devido à surpresa ele não se recusou e caminhou comigo. Procurei o local mais reservado e o joguei no banco. – Dessa vez você não vai fugir, pode gritar, mas só vai sair daqui quando me contar o que estar acontecendo, ouviu. – disse bem seria e autoritária olhando no fundo daqueles olhos verdes que em outros momentos foram mais felizes do que agora.
– Afrodite, por favor... – sua voz era de tristeza.
– Poseidon me escuta, sou sua amiga e você sabe disso, venho te observando por três anos e em toda a minha vida que não é pequena nunca lhe vi dessa maneira, nem mesmo quando você corria atrás da Atena. Sei que por algum motivo seu coração estar destruído, eu consigo sentir isso vindo de você, não porque sou a deusa do amor, mas porque todo seu corpo demostra isso. Tentei durante esses anos deixa você superar sozinho, mas não estar adiantando e eu não suporto mais ver meu amigo se destruindo no álcool e nessa imensa tristeza e solidão... – ele baixou a cabeça e deixou algumas lagrima caírem. – Por favor, conversa comigo. – pedi em um sussurro. Por alguns minutos ele apenas chorou. E eu o respeitei, sabia que ele precisava daquilo.
– A cinco anos atrás, depois de ter minha ultima briga com Atena, fui esfriar minha cabeça no mundo mortal em uma praia em Malibu, pra minha surpresa naquele dia encontrei uma garota quase em alto mar em uma prancha de surf chorando compulsivamente, no mesmo momento meu instinto foi de consola-la e foi isso que fiz, assim como eu aquela garota estava machucada e juntos um consertou o outro, e foi assim que nasceu nossa amizade, ela era uma pessoa maravilhosa, inteligente, gentil e me fazia sorrir a todo momento, coisa que naquele tempo eu já não fazia. – ele fez uma pausa suspirou e continuou. – Eu sabia que não deveria me envolver com ela por ser uma mortal, mas eu não consegui, sempre tentei deixar oculto meu lado imortal, e ela tinha conhecimento que eu escondia algo, mas mesmo assim continuou sendo minha amiga... Naquele mês nós nos divertimos bastante e foi um dos melhores meses daquele ano.
– Sim eu lembro, foi a primeira vez que te vi feliz depois de muito tempo.
– Foi naquele ano que ganhei esse colar. – ele segurou o colar do seu pescoço que sempre usava. – Então as férias dela acabaram e ela voltou para sua rotina e só voltaria a me ver no ano seguinte. Aquele foi o ano mais demora da minha vida.
– Lembro-me bem da sua inquietude. – sorri. – Agora entendo porque você pediu um intervalo naquela reunião, foi o dia que ela voltou não foi?
– Sim, quando apareci na agua ela estava lá ainda mais linda, do jeitinho que eu lembrava, e quando eu a abracei notei o quando tinha sentido saudades dela. Naquele mês nós nos tornamos ainda mais próximos, aproveitávamos cada segundo juntos, à necessidade que sentíamos da presença um do outro era inexplicável... – novamente ele baixou a cabeça e suspirou. – No entanto o destino não é meu amigo e brincou novamente com meu coração, no dia em que a convidei para um encontro ela teve que ir embora, não embora para voltar nas próximas férias, mas realmente embora para nunca mais voltar... – a dor em sua voz me angustiava e pela primeira vez eu não sabia o que dizer.
Mas continuei ali o escutado, e ele me contou tudo com riquezas de detalhes e conversar, eu sorria junto com ele relembrando dos momentos engraçados que eles tiveram, uma verdadeira historia de amor.
Dois anos se passaram e ele estava melhor, ainda não era o homem alegre e brincalhão, mas já se socializava com outras pessoas. Hoje Dionísio iria realizar uma festa no Olimpo, e com muita insistência minha Poseidon aceitou meu convite.
– Hoje nós vamos nos divertir ok! – disse animadamente para o moreno ao meu lado.
– Acredito que não tenho outra saída. – ele revirou os olhos e suspirou.
– Não, não tem. – disse rindo. – Agora vamos.
Entramos na festa e estava bem animada, musica eletrônica e show de luzes. Todos os deuses estavam ali e bem ao centro a atenção era Apolo e Hermes dançando com outras deusas menores, perto da mesa de comida avistei Atena e Ártemis conversando e perto do bar Zeus, Hera, Hades e Perséfone. O clima entre eles estavam bom, à conversa era social.
– Olha quem decidiu aparecer! – exclamou Hades quando nos aproximamos. – Tudo bom irmão? – perguntou dando um tapinha nas costas de Poseidon.
– Tudo sim. – o moreno respondeu com um sorriso forçado.
– Não esperava pela sua presença estou surpreso por te ver aqui irmão. – Zeus falou.
– Culpa exclusiva e totalmente de Afrodite. – ele disse pegando um copo de uísque e virando de uma só vez.
– Exatamente! Hoje Poseidon é exclusivo e totalmente meu... – eu disse vibrante e com sorriso maroto, Hades assobiou...
Zeus, Hera e Perséfone apenas riram. Poseidon pegou outra dose de uísque, mas antes que ele virasse, peguei o copo de sua mão e eu mesmo virei. Ele me olhou com uma sobrancelha levantada e com um sorriso de lado. E eu sorri, pois um pequeno sorriso eu já tinha arrancado dele.
– Agora vamos, porque a noite estar só começando. – disse puxando sua mão e indo para o centro do salão.
Junto com os meninos dançamos por horas, depois de mais algumas doses de uísque Poseidon estava mais leve e já se permitia rir das loucuras de Apolo, eu estava feliz por conseguir fazer ele se divertir um pouco. Deixei-o lá com os meninos e fui até as meninas onde Perséfone também estava.
– E ai queridas tudo bom? — disse beijando e abraçando cada uma.
– Olá Afrodite. – disseram juntas.
– Então Afrodite você e o Poseidon...? – perguntou Perséfone com um sorriso cheio de intenções.
– O que? – perguntei olhando dela para o moreno com um sorriso sacana. – Ah não, somos apenas amigos mesmo. Você sabe que meu coração pertence a outro. – digo rindo.
– Hum... sei... – disse ela rindo.
– Não é o que parece, chegaram juntos e quase não se largaram – debochou Atena, e se não conhecêssemos o ódio que ela tem por Poseidon diríamos que era ciúmes.
– Se não te conhecesse diria que estar com ciúmes Ateninha. – eu falo e as meninas concordam rindo e ela cruza os braços com raiva.
– Olá meninas! – cumprimentou Poseidon se aproximando e me abraçando de lado. Vi quando Perséfone me olhou com um sorrisinho maroto. – Tudo bom?
– Olá Poseidon tudo bom. – diz Artêmis educadamente.
– Sim, sim tudo bom. – Perséfone fala ainda com um sorrisinho bobo e eu reviro os olhos.
– Olha se não é o peixinho, decidiu sair do aquário? – Atena falou zombando e na mesma hora senti Poseidon ficar rígido ao meu lado, e em um segundo vi seu olhar mudar da alegria para tristeza e no outro ele se virar e sair empurrando as pessoas para abrir caminhar e sair daquele lugar.
– Com tantos apelidos você tinha que escolher justo esse Atena! – falo indignada. – Muito obrigada! – e saio deixando elas perplexas.
Corro na direção que Poseidon saiu e consigo o alcançar próximo ao jardim, seguro seu braço e ele se vira para me olhar cheio de tristeza e antes que ele pudesse dizer alguma coisa eu comecei.
– Só vou falar uma vez e quero que você escute bem. – digo bem seria o encarando. – Seja em qual canto do universo que a sua garota esteja, ela jamais iria querer ver você vivendo dessa maneira que tem vivido nos últimos anos, então supere isso e volte a ser o homem alegre e brincalhão que você era ouviu?! – para minha surpresa ele sorriu, um sorriso verdadeiro e me abraçou.
– Obrigado Afrodite por ser minha amiga e se importar comigo. – ele fala, eu não aguento e me desmancho em lagrimas não me condenem, sou a deusa do amor e choro por qualquer motivo.
Depois daquele dia, nós dois nos tornamos ainda mais amigos e agora que ele estava passando um tempo em seu palácio aqui no Olimpo eu aproveitava para lhe perturbar todos os dias. Hoje era uma sexta feira e o dia estava maravilhoso onde poderíamos estar em qualquer lugar que não fosse à sala dos tronos em reunião, mas a vida de um deus nem sempre e só alegria, também temos nossas obrigações, por isso estávamos todos nós ali.
Eu estava no centro da sala relatando minhas atividades a Zeus quando do nada sinto um sentimento de alegria, paro de falar por alguns segundos e olho todos ali presentes ate ver um sorriso que há muito tempo não via no rosto de Poseidon e no minuto seguinte o vejo sumir da sala. Sinto uma magia de amor que me deixa levemente tonta.
– Está tudo bem Afrodite? – pergunta Zeus me olhando assim como todos.
– Sim... Foi só uma pequena tontura... – mas logo em seguida uma nova onda de poder ainda mais forte me atinge e só não vou ao chão, pois Apolo aparece do meu lado me segurando.
– Não parece apenas uma tontura. – fala Zeus e eu abro o maior sorriso possível deixando todos confusos.
– Realmente não é apenas uma tontura, por eu ser a deusa do amor sempre sinto quando um novo amor nasce, e posso dizer que acabou de nascer um amor e muito forte por sinal. – digo radiante de felicidade por saber de quem era aquele sinal amor.
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