Com amor, com afeto.

17 A verdadeira princesa.


Ponto de vista de America White

Era sexta-feira! Que felicidade, que dia lindo, que dia maravilhoso... Peraí, se hoje é sexta, amanhã é...

– O BAILE. AI MEU DEUS. O BAILE. — Disse, ou melhor, gritei, acordando Gabe, em seguida.

– Meu Deus, sua louca. Que que tem o baile? É amanhã sim. E...? — Gabe disse, coçando os olhos e bocejando.

– Oras, não está evidente? É amanhã que eu vou ter que dançar com aquele estrupício chamado Harvey Madley.

Gabe começou a rir e levantou, cambaleando até o banheiro. Sim, é uma suíte. Obrigada, Família Real.

– Você devia era agradecer a Deus por ter essa oportunidade. Sabe quantas garotas sonham em dançar com o cantor do momento? Centenas, milhares. Centenas de milhares!

Revirei os olhos, mas apesar disso, eu sabia que aquilo era a mais pura verdade. Harvey era realmente um dos maiores cantores da Inglaterra naquele momento e eu sabia que várias pessoas estariam vendo tudo aquilo. Milhares de pessoas me observando. Tudo que eu nunca quis.

– Obrigada por me ajudar, Gabe. Valeu mesmo.

Foi a vez dele revirar os olhos.

– Você viu o vestido que eu fiz pra você?

Voltei os olhos para os de Gabe, surpresa. Então ele já tinha feito. É claro que eu não estava acostumada a usar vestidos maravilhosamente bem feitos ou sofisticados demais, mas eu queria arrasar nesse baile, sim. Queria que a princesinha sem sal ficasse no chinelo. Peraí... America, é você mesmo?

– Você já fez? Ai. Meu. Deus. Cadê, cadê, cadê?

Gabe franziu a testa, demonstrando sua expressão confusa.

– Como assim a linda e maravilhosa America, vulgo ' God save the queen', quer ver o vestido que eu fiz pra ela? — Assenti, sorrindo abertamente. — Por que?

– Eu... eu quero deixar a princesinha sem sal no chinelo, Gabe. Quero muito.

Assim que eu terminei de dizer isso, Gabe começou a gargalhar. Tanto, que teve que sentar na cama pra não levar uma queda.

– Meu Deus! Então o ciúme tomou conta de ti mesmo, hein menina?

– Ciúme? Claro que não. Só acho que depois de ontem, ela vai me subestimar por eu não ter sido muito sofisticada esses dias, então quero surpreender.

– Eu acho que você quer surpreender outra pessoa, mas tudo bem. Vou buscar o vestido.

Fiquei sentada na cama enquanto ele mexia na mala que tinha trazido, esperando uma coisa maravilhosa já que tinha sido feito pelo Gabe e, quando vi o vestido eu simplesmente parei. Era lindo. Tinha vários tons de azul, fazendo um degradê e também tinha o comprimento certo e ficaria perfeito, eu tinha certeza. Além disso, tinha brilho em todo canto e era isso que eu queria pra mim naquela noite. Brilhar e ofuscar. Ou não.

– Eu... Amei, Gabe. Não sei nem como agradecer.

Ele sorriu, me abraçando.

– Agradeça arrasando amanhã e por favor, nada de estragar esse vestido, ok? Ele vai ficar aqui, guardadinho.

Assenti, sorrindo.

– Gabe.

– Hum?

– Tô com saudade do H. — Disse, colocando a cabeça no ombro de Gabe.

Ele começou a mexer nos meus cabelos e ficamos ali, em silêncio por algum tempo, até que ele o quebrou.

– Por que não manda um e-mail? Meri está de férias dos fãs, não do misterioso H.

Sorri, lembrando de todos os e-mails que já tínhamos trocado. Era incrível o fato de que nós dois nos conhecíamos há tão pouco tempo e não trocávamos tantas informações pessoais assim, mas já conhecíamos os anseios e os desejos de cada um dos lados. Eu gosto disso nele. E tenho muita vontade de poder ver os olhos verdes algum dia, de pertinho.

– Eu não posso. Hoje não. O imbecil do Madley marcou um ensaio de última hora e tem que ser hoje já que amanhã não vamos nem nos ver.

Gabe assentiu.

– Então, assim que você voltar da viagem, meu amor, você manda um e-mail todo apaixonado pra ele, ok?

Comecei a rir e assenti.

***

Ponto de vista da Autora

Harvey acordou olhando para o teto e permaneceu assim alguns minutos até que tomasse a coragem necessária para, enfim, levantar. Escovou os dentes, tomou banho e vestiu uma roupa simples para explorar o jardim do castelo que tinha visto ontem com Aurora. Por gostar demais do lugar, prometeu pra si mesmo que amanhã retornaria com mais calma e exploraria mais alguns lugares do enorme jardim Real.

Desceu todas as escadas. Deu um belo e sonoro ' Bom dia ' à todos e finalmente chegou ao seu destino. O jardim era realmente belo e bem cultivado, ele tinha que admitir. Ficou observando as flores e andando, até que ouviu uma voz. Cantando.

'America?' , pensou.

E, sim. America estava sentada em um banquinho, observando atentamente o lugar e cantando baixinho uma canção, que Harvey logo identificou como 'Give me love' do cantor Ed Sheeran.

– Ed é muito bom mesmo. — Ele disse, assustando a garota, que ficou vermelha ao perceber que estava sendo observada.

– Faz tempo que está aí?

– Não muito. — Disse, sentando. — E você?

– Também não.

O silêncio então, instalou-se ali e America quebrou-o.

– Vamos mesmo fazer o ensaio hoje?

– Se você puder...

– Posso, posso sim. Não aguento mais ouvir o Gabe dizendo que está ansiosíssimo com o baile.

O garoto sorriu e ficou em silêncio novamente.

– Olha, America, eu...

– Sr. Madley? Srta. White? Bom dia. — Disse Aurora, interrompendo Harvey, que sorriu e dirigiu-se até ela.

– Bom dia, princesa.

– Bom dia, Aurélia. — America disse, rindo ironicamente.

– Aurora, querida. Aurora.

– Não faz diferença, amor.

– Pra mim faz.

– Que pena.

Harvey segurou o riso e percebeu que uma garota se aproximava. Notou ser uma criada, por conta de suas roupas menos sofisticadas e sorriu ao vê-la.

– Bom dia, Sr. Madley e Srta. White. — A garota disse, baixinho.

Aparentava ter uns treze anos e era linda. Olhos negros e cabelos da mesma cor e uma pele morena linda.

– Bom dia. — Os dois responderam, em coro.

– Quem te deu permissão pra vir até aqui, criada insolente? — Aurora disse, fazendo com que os outros dois ali presentes se espantassem.

– D-desculpa, Srta. Bender, é que eu... Bom, pediram para vocês voltarem pois o café será servido.

– Pois da próxima vez, eu não desculparei não.

– Escuta aqui você acha que é melhor do que todo mundo, não é? Eu não vou deixar que maltrate a menina de forma alguma, ouviu bem? — America disse, indo até a garotinha e abraçando-a. — Você está bem, querida? Quer vir comigo? — Perguntou, baixinho.

Harvey apenas observava, perplexo e não sabia se se admirava mais com a honestidade de America ou com a arrogância de Aurora, que olhava firmemente para a primeira.

– Eu mando nesse castelo. Eu mando nesses criados. Posso mandá-los embora a hora que quiser, como quiser, sempre que quiser. Não preciso de motivos. E você não vai querer me dar um. — Ela disse, se aproximando de America, que sorria para a garotinha ali.

– O-obrigada, Srta. White, mas ela tem razão. Eu sou só uma criada mesmo.

– Pare com isso. Você é linda e não é porque socialmente está numa camada mais baixa que merece menos atenção ou algo do tipo, ok? Sempre que precisar, procure a America. Eu estarei sempre aqui. — Ela disse, fazendo uma espécie de toque com as mãos da garotinha que sorriu e seguiu, amedrontada e esperançosa para o castelo.

– Você me paga, America White. Você me paga. — Aurora disse, saindo e deixando America e Harvey sozinhos novamente.

Harvey sorriu de lado, pegou a mão de America e a beijou.

– Um beijo para uma verdadeira princesa.

E saiu, deixando America ali, sorrindo também.

Notas finais
Ai, amores, só eu amei esse capítulo? Momento fofo de Harvey e America. ^^ Não acham? Enfim, estou querendo fazer um grupo no Facebook para a Fic. Acham uma boa ideia? Eu acho que sim. Se eu fizer, aviso pra vocês. Essa semana ganhamos mais duas recomendações! OMG. Que felicidade. Obrigada às lindas e maravilhosas Eulália Selene e Just another serial killer! Hoje é jogo do Brasil. Quem mais está ansioso? Eu estou ansiosa demais! Por que, além de ser jogo do Brasil, é na minha cidade! YAY FORTALEZA. :) Enfim, bom jogo pra nós e que dê tudo certo. America e Harvey estão na torcida. Beijos de luz, - N.