Com Você Eternamente

1 Capítulo Único — Para sempre nós dois


Notas iniciais
Oi amores! Estou aqui postando essa fanfic que me deu vontade de escrever! Espero de todo coração que vocês gostem! Não tenham preguiça de ler onegai.
Coloquei algumas músicas, se puderem, coloquem para ler e ouvir baixinho ao mesmo tempo na hora que eu disser, não irão se arrepender ♥ Foram elas que me incentivaram.
Boa leitura ♥

Com você Eternamente

Trilha sonora

O amor é uma força inevitável e imprevisível, que cresce nos mínimos detalhes, e nos faz fortes para superar tudo, até mesmo o tempo.

Em um mundo distante da atualidade, existiam vários reinos, cada um sobrevivendo a sua maneira, tomando terras, matando pessoas. As guerras entre os reinos eram sempre constantes, cada um tentando aumentar seu território e seu poder. Com suas vitórias, os reinos ficavam cada vez mais gananciosos, almejavam grandeza. E perdida em seus livros, escondida em seu quarto em um desses reinos deste mundo, se encontrava Lucy.

Lucy é uma garota meiga, que odiava tudo o que se passava ao seu redor, queria que todas aquelas guerras chegassem ao fim. Deitada no tapete perto da lareira folheava um romance qualquer. O silêncio permanecia dentro do cômodo, tudo o que ouvia era o balanço do enorme relógio ao seu lado. Desviou seu olhar do livro para a janela, e viu o céu radiante lá fora, que parecia desconhecer o mundo sangrento que cobria. Por causa de todos os ataques surpresas, Lucy passava sua vida presa em seu quarto. Pelo menos era isso que seu pai pensava.

Assim que o relógio marcou dez horas da manhã, e espalhou seu som pela casa toda, a loira se levantou fechando seu livro e o pôs de volta na estante. Correu para pegar um agasalho. Essa era a melhor parte de seu dia, quando seu pai saía para treinar e ela podia escapar para o mundo afora. Com passos leves andou pelo vasto castelo até chegar à porta dos fundos. Abriu-a devagarzinho, tentando evitar o rangido que a porta fazia, passou de lado e a fechou delicadamente.

“Ah que brisa gostosa”, pensou abrindo os braços e deixando o vento atravessá-la, bagunçando seu cabelo e balançando seu longo vestido. Ouvindo o som de passos, ergueu seu vestido e correu para o mundo que tanto queria conhecer. Parou em um campo enorme, tentando recuperar seu fôlego. Enxergou um tronco ao longe embaixo de uma árvore. “Um ótimo lugar para me recuperar”. Assim que se aproximava cantava baixinho sua música preferida...

— Wherever you are, I always make you smile, Wherever you are, I'm always by your side… ♪

(Onde você estiver, farei sempre com que sorria, Onde você estiver, estarei sempre ao teu lado...)

Cantou os primeiros trechos, até perceber que o tronco já estava ocupado por um garoto de cabelos rosas, que estava deitado ao longo do tronco, olhando para o céu.

Achou uma péssima ideia se aproximar, no mundo em que vivia não se podia confiar em ninguém, principalmente em um garoto que nunca viu em seu reino. Então lentamente começou a se afastar para o garoto não notá-la, se virou de costas e começou a andar. O garoto ergueu a cabeça e viu aquela linda garota se afastando. Talvez não fosse uma boa ideia, mas que mal uma garota como aquela poderia causar?

— Hei, aonde vai? — perguntou sentando-se no tronco e olhando para as costas da garota que tinhas seus cabelos loiros balançados pelo vento. Essa parou, sentindo um calafrio passando por seu corpo. Repreendia-se por ter ido para fora do castelo. Não conseguia nem continuar andando, nem se virar para o garoto, que continuou dizendo: — Pode se sentar aqui também, não sou tão egoísta para não dividir um espaço do tronco.

A loira se virou vagarosamente, até encontrar os olhos do garoto desconhecido. Ele sorriu amigavelmente. O que fez seu coração acelerar. Era uma reação estranha para si, parecia já conhecê-lo, parecia já ter sentido isso antes. Será que deveria fazer isso? Ele não parecia ser que nem aqueles soldados que só pensavam em matança. Esboçou um sorriso de leve, ainda nervosa com aquela situação.

— Como é seu nome? — o rosado perguntou olhando para ela curioso. Estava realmente interessado em saber quem era aquela garota que já parecia ter visto e que ficava ainda mais linda com suas bochechas levemente coradas.

— Lu-Lucy — gaguejou a resposta, escondendo seu sobrenome para não haver intrigas, aliás ele parecia ser de outro reino. E outro reino queria dizer, guerra. Olhava para baixo, e tinha as mãos juntas em sua frente.

— Hmm... Luce, gostei, me chamo Natsu — alargou seu sorriso novamente, fazendo a garota se derreter por dentro.

— É Lucy... — murmurou concertando seu nome. Natsu? Já não conhecia alguém com esse nome? Que estranho.

— Então Luce, o que a traz a esse campo? Sempre venho aqui e nunca a vi — ignorou a correção da loira e continuou a conversa.

— Ahn... — hesitou. Como poderia dizer que havia escapado de seu castelo para conhecer o mundo afora? O garoto a olhou, vendo o quão confusa a garota ficou com sua pergunta, então resolveu começar dizendo.

— Gosto de sair daqueles muros que me impedem de ver o céu, venho aqui e consigo ver sua imensidão, não é incrível como ele não parece ter fim? — apoiou suas mãos ao seu lado no tronco e olhou para o céu, dizia com um tom sonhador. A garota olhou para o céu e depois voltou a olhar para o garoto e sorriu.

— É mesmo incrível, será que existe algo maior do que o próprio céu? — disse sonhadora também, aquele garoto parecia entendê-la melhor do que qualquer outra pessoa. Aproximou-se mais um pouco do rosado, que a olhou e sorriu de volta.

— Quem sabe... ainda quero conhecer o mundo, já pensou em viajar? Sair em uma aventura sem destino, apenas para sentir o vento diferente das outras regiões? — A garota finalmente se sentou ao seu lado. As palavras do rosado pareciam decifrar todos os sonhos daquela princesa presa em suas tradições.

— Sair em uma aventura? Parece legal... — sussurrou pensativa. Já se sentia confortável ao lado de Natsu, como se o conhecesse há muito tempo.

— Aham, então podíamos ir juntos algum dia né Luce? — A fitou sorridente. A garota o olhou, encantada, podia parecer um sonho impossível, mas com ele suas esperanças pareciam se reerguer. Assentiu com a cabeça e sorriu largamente.

Naquela manhã, dois corações que não podiam se encontrar, acabaram se esbarrando, preenchendo o vazio que continha um no outro. Mal sabiam que essa ligação entre eles, já existia muito antes deles mesmos nascerem.

Depois daquele dia do campo, ambos, Lucy e Natsu, começaram a se encontrar no mesmo lugar, criando um elo que não imaginavam ter. Pareciam criar um mundo próprio deles, sem guerras, sem reinos, sem divisões, e o único sangue era aquele que corria em suas veias quando se encontravam que parecia palpitar de emoção.

— Luce, vem logo! — Natsu apressava sua amiga, puxando-a pela mão para dentro de uma floresta.

— Ai Natsu! Essa floresta me dá medo! — A loira olhava para os lados, vendo aquelas árvores gigantescas que escondiam o sol.

— Não precisa ter medo, eu já te falei, sempre vou te proteger — disse a olhando por alguns momentos e voltou a andar. A garota corou com o comentário que mesmo parecendo tão inocente, fazia seu coração pulsar mais rápido.

Andavam por aquela vegetação densa, pulando galhos, desviando de teias de aranhas e troncos de árvores baixas. E então no meio de toda aquela floresta, um único ponto onde os raios do sol passavam pelas árvores. E bem abaixo de sua luz, uma casa. Toda de madeira, e parecia bem antiga. Mesmo assim havia muitas flores em sua volta.

— O que é isso? — Lucy perguntou ingenuamente, encantada por existir algo dentro de todo aquele verde.

— Uma casa! — Natsu respondeu com seu jeito simples de sempre. A loira o fitou por alguns instantes nada contente por sua resposta óbvia. O rosado sorriu e apertou sua mão. — Eu vinha aqui quando criança, fugindo do castelo, fica bem no centro da floresta, e é o único lugar dela toda que o sol chega — seus olhos brilhavam ao explicar.

— E porque está me mostrando isso? — levou seu olhar da casa para Natsu. Algo já fazia seu coração acelerar.

— Podíamos fingir que é a nossa casa — sorriu para sua parceira. A mesma sorriu de volta.

Então correram para a casa, dentro estava em um ótimo estado, apesar dos móveis estarem um pouco desgastados com o tempo. Conversaram, riram, criando aos poucos mais e mais memórias juntos. Depois de limparem vagamente a casa, animados por toda essa “brincadeira” se jogaram na cama, rindo.

— Sabe o que dizem sobre essa casa? — O rosado começou a contar, chamando a atenção da loira que se virou para o lado, olhando-o.

— O que? — disse com os olhos brilhando de curiosidade. Natsu se virou para ela também sorridente.

— Dizem que há muito tempo atrás, existiam fadas nesta floresta, e um casal que não podia se amar, se encontrava aqui, nesta casa, o amor deles era protegido por essas fadas, por ser sincero e verdadeiro — contava fazendo sons e mexendo os braços dando ação para seu conto.

— E aí, o que aconteceu? — A loira perguntou com expectativa, totalmente envolvida naquela história. Sempre teve paixão por romances.

— Os pais tanto da moça e do rapaz descobriram, e os considerando traidores, mandaram por fogo na floresta enquanto o casal se encontrava nesta casa. — Lucy levou as mãos em sua boca assustada com o desfecho daquela história que parecia tão linda.

— Mas se isso aconteceu mesmo, como a casa ainda está aqui? E a floresta? — questionou curiosa.

— Esse é um dos maiores mistérios dessa história — Natsu olhou para o teto e depois voltou a olhar Lucy — Dizem que as fadas fizeram de tudo para proteger o casal até o fim, e mesmo após eles morrerem, suas almas foram abençoadas pelas fadas, eles ficariam juntos eternamente, não importando o lugar ou a situação, o amor deles sempre iria fazer eles se encontrarem e faria eles ficarem juntos novamente — contava arqueando as sobrancelhas — Um pouco surreal né?

— Achei lindo — A garota deixou algumas lágrimas escaparem, Natsu passou os dedos delicadamente limpando seu rosto e sorriu.

— Não fica assim, é só uma lenda antiga, nem sabem como essa casa continuou aqui — tentou animá-la. Lucy sorriu com ternura.

— Mesmo assim... será que eles estão juntos agora? — perguntou sonhadora.

— Provavelmente sim... eles são ligados pelo destino certo?

Os dois sorriram um para o outro. E mal notaram que perto dali, miniaturas com asas os olhavam sorrindo. “Vocês se encontraram novamente... esse amor verdadeiro continua os ligando em todos os tempos”.

Cada dia que se passava, mais Lucy ansiava por encontrar Natsu. Todas as manhãs, tardes e noites, todo horário possível. Fortalecendo aquele elo entre eles, que parecia cada vez mais resistente. Pareciam necessitar pela presença do outro. Um sentimento novo, o que poderia ser?

Em uma noite após duas semanas desde que se conheceram...

— Vamos mesmo fazer isso? — Lucy tremia ao ver a distância de onde estava até o mar. Eles queriam sentir a sensação de voar, e o gosto salgado do mar.

— Está com medo? — Natsu a olhou, vendo o corpo trêmulo da loira.

— Um pou... — começava a dizer, até sentir Natsu entrelaçar seus dedos. Ela o olhou e ele sorriu.

— E agora? — perguntou. Sentia que tinha que protegê-la sempre.

— Acho que posso fazer isso — sorriu.

Ambos estavam nus. Deixaram suas roupas perto de onde cairiam. Mesmo olhando o corpo um do outro, a inocência em seus olhos fazia tudo aquilo ainda mais especial. Com as mãos apertadas, pegaram impulso daquele pequeno penhasco e pularam.

— Abre os braços! — Natsu gritou enquanto sentiam o vento.

— Isso é muuuuito bom! — Lucy gritou enquanto abria os braços.

Os dois estenderam os braços sem soltar as mãos. E naquele pequeno espaço de tempo, se sentiram como dois pássaros livres de qualquer corrente daquele mundo arrogante. E então sentiram seus corpos mergulharem nas águas agitadas do mar. Soltaram suas mãos por um breve momento para poderem voltar à superfície. Natsu ergueu sua cabeça até então submergida e olhou ao redor a procura de sua companheira.

— Luce? — a chamou e logo a vê perto de si, limpando o rosto. Nadou até ela, tirando os fios perdidos em seu rosto. E logo se encontra com seus olhos castanhos que brilhavam de excitação, e um sorriso encantador.

— Isso foi demais! — falou animada e sorridente. Natsu sorriu.

— Foi incrível, não foi? — disse empolgado.

Começaram a compartilhar todas as sensações, de quase voar, de ter o corpo afundado nas águas, e de poder voltar à superfície. Ambos alegres pelas novas experiências. Nadaram pelo mar, deixaram-se levar por algumas ondas e correntezas. E finalmente enxergaram a praia, onde largaram suas roupas. Tudo estava escuro, e a única luz presente ali era a emitida pela Lua e pelas estrelas. Chegaram à areia, e vestiram suas roupas.

— O céu fica ainda mais lindo a noite não é? — Lucy disse sentada na areia ao lado de Natsu, com os joelhos dobrados e com seus braços os abraçando.

— É verdade, nos faz parecer ainda menores perto dele — Natsu tinha seus braços jogados para trás, o apoiando na areia e suas pernas esticadas. Os dois olhavam para o céu estrelado. Logo teriam que voltar para seus castelos.

— Hoje foi muito bom... — Lucy murmurou com a cabeça baixa — Pena que não podemos compartilhar com ninguém — Natsu a olhou confuso, depois voltou seu olhar para o céu e sorriu.

— O céu inteiro já não basta? — perguntou, fazendo a loira erguer sua cabeça e olhar para ele. Suas frases sempre a fazia ver as coisas de outra forma. — Pensa só, o céu, a lua e as estrelas, todas essas que podemos ver, e mais as que se escondem por aí, tudo ao nosso redor, e principalmente... — Natsu se aproximou, pegando a mão da loira e levando até uma região de seu peito — Meu coração, tudo o que vivemos, está bem compartilhado, não acha? — sorriu.

Lucy sorriu docemente, sendo levada por aquela voz que sempre a acalmava, e a fazia ver como seu mundo pode ser melhor apenas por ouvi-la.

— Tem razão... me lembrarei para sempre de tudo isso... — Natsu alegrou-se por ver sua companheira sorrindo. Não entendia o porquê, mas queria proteger aquele sorriso. O sorriso que o fazia viajar para outro mundo.

— Luce... — Chamou-a. Ela se virou para ele confusa, o olhando, apenas esperando por suas palavras. Mas elas não vieram.

Apenas pôde sentir o suave toque dos lábios dele nos seus. O toque que trouxe a tona sensações desconhecidas. Pareciam vir de outras épocas. Um beijo que explorava cada centímetro de seus corpos, aguçava seus sentidos. Todo cheio de ternura, amor, e estranhamente saudade. Entreabriram seus lábios vagarosamente, sem deixar de sentir cada segundo e o fogo que incendiava seus corações. Suas línguas se encontraram, deslizando uma pela outra. Seus corpos eram tomados por todos os sentimentos que os circundavam, e suas mentes se preenchiam pelo pedido “Por favor, céu, lua, estrelas, façam desse momento, a eternidade”.

Mais alguns dias se passaram, tanto o reino Heartfilia como o reino Dragneel, estavam desconfiando de seus herdeiros. Mas não tinham provas. Então não fizeram nada. E enquanto isso, sem medo, arrependimento ou angustia, dois jovens continuavam a se encontrar em meio àquela floresta.

— Pega na minha mão Luce! — Natsu estava em um galho da árvore acima de Lucy e lhe estendia a mão para subir. A loira segurou na mão de seu amado e aos poucos foi escalando para os galhos mais altos. Às vezes olhava para baixo e sentia um arrepio.

— Natsu, essa foi uma péssima ideia! — Lucy o olhou, vendo ele se agarrar em mais galhos e continuar subindo. Era uma árvore gigantesca.

— Não foi isso que você pensou quando me viu? — O rosado olhou para baixo, cruzando seu olhar com o de Lucy. Era mesmo verdade isso, mas agora aquele garoto “desconhecido” era tudo em sua vida. Seu mundo passou a girar em torno dele.

— Certo, é bom valer a pena... — murmurou se dando por vencida e continuando a subir. Natsu sorriu e voltou a agarrar mais galhos acima de sua cabeça.

Finalmente conseguiam enxergar algo por entre as folhas. Os raios de sol passando. Natsu afastou os pequenos galhos com folhas da árvore, vendo seu fim.

— Chegamos Luce, vem! — Disse a puxando para cima.

A loira ainda estava perdida, porém assim que pôs seus olhos para fora de todos aqueles galhos e folhas, conseguiu ver. Ver toda a floresta. Estavam finalmente no topo da árvore. O céu parecia próximo, os pássaros passavam perto deles, o vento era mais forte.

— UOU... — exclamou surpresa, olhando toda aquela paisagem diferenciada.

— Não é demais? — Natsu via a expressão de sua companheira e sorria ainda mais.

— É... perfeito! — dizia boquiaberta e com os olhos emocionados.

Era mesmo um cenário lindo. Perfeito por sua imensidão. O azul do céu se perdia de vista, assim como o verde da floresta. Podia até mesmo enxergar as ondas do mar se debaterem. Natsu pegou em sua mão.

— Ainda vamos viajar e conhecer o mundo além do que podemos enxergar hoje — disse sonhador, olhando ao redor.

— Vamos sim, tocar terras diferentes, podemos até tocar as estrelas, o que acha? — Lucy sorria docemente para Natsu. Que se encantava com a simplicidade da loira.

— Acho que vai ser incrível — se aproximou e selou seus lábios — Com você vou para qualquer lugar — sussurrou ao afastar novamente seus lábios. Lucy sorriu e apertou mais a mão de seu companheiro.

— Por você vou para qualquer lugar... — Sussurrou de volta. E assim naquele fim de tarde, com o sol se pondo, eles juntaram seus lábios mais uma, duas, incontáveis vezes.

“O amor surge em todas as suas formas, juntando dois corações de maneira imprevisível, os transformando, e os fazendo ver como seus sonhos parecem pequenos perto da imensidão de seus sentimentos.”

Sinto que nos conhecemos há tanto tempo... — Lucy murmurou se aconchegando no peito de Natsu na cama daquela velha casa de madeira.

Quatro dias se passaram desde que subiram até o topo da árvore. Com os reinos desconfiados, começaram a se encontrar poucas vezes por semana. Não queriam problemas. Queriam poder estar juntos para sempre.

— Também sinto isso, no momento em que te vi naquele campo, pensei já ter te visto antes — Natsu sussurrou envolvendo sua amada em seus braços. Lucy ergueu o olhar para encontrar o de Natsu.

— Será que somos tipo reencarnações daquela história que você contou? — disse brincalhona, arrancando um sorriso do rosado.

— Isso ia ser bem interessante — respondeu rindo — Imagina, as fadas devem estar bem nervosas por ter que nos proteger, já pulamos de um penhasco, e já subimos em uma árvore imensa! — continuou brincando. A loira riu também.

— Sinto muito sua falta... — Fechou os olhos e se encolheu nos braços de Natsu.

— Eu também... queria que todos esses reinos explodissem para poder ficar com você... — murmurou dando um selinho na testa de Lucy. Essa deu uma risada baixa, e ergueu sua cabeça para beijar seu amado.

— Eu te amo Natsu... — disse separando seus lábios e o olhando nos olhos.

— Eu também te amo Luce... e tenho certeza que se tivemos outras vidas, eu te amei em todas elas... — a abraçou forte.

Nesse momento nada mais importava, apenas eles. E seus corações que pareciam se unir em um. A noite caia, mas eles não ligavam, aproveitavam cada segundo juntos. Beijavam-se como se o mundo fosse acabar e então no fundo de seus corações, algo começava a mudar.

— Luce... — murmurou entre os beijos — Estou sentindo algo estranho... — A mesma o olhou preocupada.

— O que houve? — perguntou, sem tirar os olhos dele. Suas pernas estavam entrelaçadas. Afastaram-se apenas o suficiente para poderem se olhar.

— Não sei, meu corpo tá esquentando, será que é normal? — continuou e a beijou mais uma vez.

— O meu também... e quando eu te beijo, sinto ele latejar... — passou a mão pelos cabelos rosados, puxando a cabeça de Natsu para si e o beijando outra vez.

— Seu coração tá acelerado? — disse levando uma das mãos até o canto do peito de Lucy.

— Está...porque será? — sussurrou no lábio de Natsu.

— Não sei... o meu também está... só sei que quero te beijar ainda mais... — A puxou para si e a beijou. Um beijo mais intenso do que estavam acostumados, mais desesperado.

A loira cedia aos carinhos do rosado, que passava suas mãos quentes por seu corpo. Não entendiam o que impulsionavam eles a fazerem isso. Mas alguma força fazia eles se desejarem, e pareciam saber exatamente o que fazer, como se não fosse a primeira vez.

— Mmm Natsu... — Lucy gemeu baixinho, enquanto Natsu mordia seu pescoço de leve e o lambia logo em seguida.

Natsu já estava em cima de Lucy, a acariciando delicadamente, mas com vontade. Deixavam-se levar por aquelas sensações. Guiados por seus corações ainda tão inocentes. O rosado desabotoou o vestido da amada devagarzinho, a olhando atentamente, como se pedisse autorização por seus atos. E o arrancou. A loira desajeitadamente tirou a camisa de Natsu e a colocou do lado. Eles se olharam, como se uma conexão existisse entre seus olhares. Eles queriam aquilo. Seus olhares profundos diziam isso quando se cruzaram.

Foram vagarosamente se desfazendo de suas roupas, entre beijos, caricias, mordidas e toques. Quando finalmente se encontraram sem nada. Seus corpos queimavam. Ardiam em desejo, atração, paixão. Natsu se posicionou em cima de Lucy, encaixando seus corpos e entrelaçando seus dedos.

— Eu te amo... — sussurrou baixinho no ouvido da loira que estremeceu.

— Eu também te amo... para sempre — respondeu aos sentimentos do garoto. Que se aproximava aos poucos e a preenchia.

— Para sempre...

Suas palavras são trocadas por gemidos, prazer e delírio. O atrito de seus corpos fazia tudo girar. Esquentar. Natsu a penetrava devagar. Lucy o agarrava nas costas, gemendo em seu ombro. O doce balanço de seus corpos em sincronia. O doce gosto da entrega. Do amor consolidado. E ao cederem aos seus desejos podiam sentir, que já estavam entregues há muito tempo. Seus lábios se tocavam entre as investidas. O suor escorria de seus corpos. O amor fluía, preenchendo o cômodo.

Naquela floresta normalmente silenciosa podia se ouvir, bem em seu centro, a agitação de dois corações, e de duas almas que se uniam novamente.

Após sua noite de amor, Lucy voltou para seu castelo. Sentia todo seu corpo vibrar. Sentia-se entrega por completo a aquele que tanto amava. Assim que adentrou no castelo vagarosamente como sempre, encontrou aquele que menos esperava.

— Onde você estava filha? — O rei dos Heartfilias a olha intensamente. Praticamente já a julgando apenas com o olhar. Nessa hora o corpo da loira estremeceu. Ele havia chego mais cedo.

— E-eu... apenas fui andar um pouco — gaguejou nervosa. Seu estômago de revirava de medo. Seu pai, Jude, a pegou pelo pulso com os olhos furiosos.

— É bom não estar mentindo garota — disse em um tom sério e rígido. A garota se encolheu e assim que teve seu pulso solto começou a andar em direção a seu quarto — Vai gostar de ouvir, parece que o herdeiro dos Dragneel tem ido à uma casa no meio da floresta, iremos amanhã criar uma emboscada! — Lucy parou na hora de andar, sentindo seu coração se comprimir — Finalmente seremos o maior reino de toda Fiore! — Seu pai riu e se retirou.

“Não, não, não pode ser” pensava aflita. Como descobriram? Teria que dar um jeito de avisar seu amado. Sabia que se fizesse isso, todos do reino a condenariam. Mas não era isso que importava, não poderia se imaginar em um mundo sem Natsu. Poderiam finalmente fugir em uma aventura como sempre sonharam. Não sabia o que faria, mas teria que fazer algo de qualquer forma.

E então assim que o dia amanheceu, Lucy pegou suas coisas decidida a sacrificar tudo por seu amor. Natsu a estaria esperando na casa como sempre. Viu diversos soldados se preparando para ir lá. Seu sangue gelava. O medo a tomava, mas não deixaria que matassem o amor de sua vida. Passou escondida pelas patrulhas e correu para a floresta.

[...]

O rosado esperava por sua amada na casa de madeira, onde criaram a maioria de suas recordações. Estava ansioso para vê-la, a noite anterior havia sido incrível. Pôde experimentar diversas novas sensações e outras que já pareciam estar em seu corpo. Assim que ouviu o som de passos correu para fora da casa a fim de encontrá-la, mas não foi isso que encontrou.

— Pai? O que está fazendo aqui? — seus olhos se arregalaram, estava surpreso. Sentia um mau pressentimento sobre isso.

— Olá filho, soube que a garota do Heartfilia viria para cá, você já sabia e veio na frente? Esse é meu garoto! — Igneel, o rei do reino Dragneel, disse pondo a mão no ombro de seu filho.

Esse gelou com seu toque. Eles iriam matá-la. Não podia deixar isso acontecer. Mas se via sem escapatória, vários soldados de seu reino se aproximavam. Teria que tirá-los dali e logo. Porém antes de pensar em uma solução ouviu passos apressados em sua direção. “Não, não, por favor, ela não”.

— NATSU! — Lucy apareceu com algumas malas passando pelas árvores. Mas paralisou assim que viu todos aqueles soldados. O coração de Natsu se reprimia. Igneel sorriu friamente.

— Matem-na! — ordenou e assim, seus soldados ergueram suas armas. Um momento de agonia. Desespero.

Lucy estava petrificada, totalmente sem ação. “O que está acontecen...”. O som estridente das armas ecoou pela floresta. Os pássaros voavam assustados com o som. E antes de fechar os olhos pode ver em câmera lenta, Natsu entrando em sua frente, a olhando, sorrindo. “Natsu?”

— Fico feliz por ter te encontrado nesse mundo...Luce...

— AAAAAAAAAAAAAAAAAH! — gritou soltando suas malas e fechando os olhos.

Natsu sentiu seu corpo sendo perfurado assim que entrou na frente de Lucy. Que abriu os olhos e viu o sangue de seu amor escorrendo pela grama da floresta. Seu coração parecia ser esmagado.

— NÃÃAAO! — Seus olhos se desesperaram. “Não, não, não, não” Negava em sua mente, enquanto lágrimas escorriam descontroladamente por seu rosto. Correu até Natsu, ficando ao seu lado. — Meu amor, meu amor... fica comigo.

O sangue de Natsu se espalhava rapidamente, trocando o verde por vermelho. Igneel mandou todos abaixarem as armas, confuso pela reação de seu filho. E logo o batalhão do reino Heartfilia se aproximou. Olhando toda aquela cena desastrosa. Disseram algumas palavras que foram ignoradas por aquele casal que se separava mais uma vez.

— Ei Luce... — a voz fraca e rouca de Natsu a chamou, enquanto sentia as lágrimas de Lucy caírem em seu corpo ensaguentado — Lem...lembra quando você... per...perguntou... se po...poderia exis...tir... algo mai...maior que o céu? — Continuou dizendo ao lado de sua amada que não parava de chorar.

— Lembro Natsu... claro que lembro... — respondeu rapidamente, sem conter o choro e os soluços. Sentiu Natsu apertar sua mão levemente.

— Nosso amor... nosso amor... é maior... — sorriu levando a mão de sua amada para perto de seu rosto.

A loira soluçava ao ver o amor de sua vida usando suas forças restantes para dizer essas palavras. Sentia seu mundo cair. As lágrimas caiam desesperadamente. Porque tinha que ser assim?

— MATEM-NA SEUS IDIOTAS! — Igneel voltou a gritar. O som dos tiros voltou a fazer parte daquele cenário. O corpo de Lucy é acertado por todos os lados, caindo ao lado do corpo de seu amado.

Um tiroteiro sem fim entre os dois reinos então começou. E entre os tiros, corpos e sangue derramado. Lucy e Natsu seguravam as mãos até o fim. Natsu sorriu fracamente para sua parceira que já estava quase sem forças.

— A gente... ainda vai... se encontrar Luce... — murmurou a olhando, por mais que seus olhos teimavam em fechar.

— Vou estar... te esperando Natsu... — sorriu fracamente sem largar a mão de seu rosado.

— Vamos finalmente... tocar as estrelas... juntos.

E então naquela floresta que se tornou sombria, Natsu e Lucy deixaram suas vidas, tendo suas últimas promessas testemunhadas pelo céu que iluminava aquela região única da floresta. E se pelo menos por alguns minutos aqueles soldados pudessem ouvir seus corações, escutariam um bater de asas não tão longe dali, que abençoava novamente aquelas almas apaixonadas.

A morte pode ser um fim para tudo, menos para o amor, um amor verdadeiro e mais forte que o próprio tempo. Dois corações que se tornaram um, esse dia tocaram o céu juntos. O amor nos muda, nos transforma, nos faz acreditar em magia, e fez aquele casal ansiar pelo dia que poderiam novamente se encontrar e finalmente ficar juntos.

400 anos depois...

Em um bosque no meio de Tóquio, uma garota de cabelos loiros lia as plaquinhas de explicação em frente de uma casinha de madeira.

— Nossa que história triste — pensou alto, após ler a história trágica de um casal que se encontrava nessa casa há muito tempo atrás.

— Também achei, será que essas coisas existem mesmo? — um garoto de cabelos rosas se aproximou.

— Quem sabe... o mundo é tão misterioso — respondeu ainda olhando para a placa.

— Como você se chama? — o garoto continuou, curioso em conhecer aquela linda garota, que apenas podia ver os cabelos balançados pelo vento. A loira o olhou sorridente.

— Sou a Lucy

— Luce, legal, sou o Natsu.

Se olharam por um breve momento, um vento passou entre eles, trazendo consigo lembranças de um mundo antigo. Uma sensação estranha os invadia. E ao mesmo tempo disseram:

— Eu já te conheço...? — se olharam e começaram a rir por dizerem o mesmo e ao mesmo tempo.

— Às vezes é só coincidência né? — Lucy sorriu docemente — Bom... tenho que ir... — disse vendo suas amigas se afastarem.

— Tudo bem... sinto que ainda vamos nos encontrar Luce... — sorriu com ternura. Sentindo seu coração dizendo as palavras por si. Lucy começou a andar se afastando, mas antes o olhou mais uma vez.

— Vou estar esperando — Não sabia o porque dessas palavras, elas simplesmente saíram.

E então cada um tomou seu rumo, ao contrário do outro, aguardando pelo dia em que seus caminhos se encontrariam novamente. E seus corações poderiam finalmente encontrar a paz.

...

Perto dali, olhando aquela cena de longe, estranhas miniaturas, sorriram e voaram até o mais alto dos céus, deixando o destino cuidar daquelas almas a tanto tempo perdidas. “Agora é com vocês... Lucy Heartfilia e Natsu Dragneel”

Pelas ruas de Tóquio, Natsu murmurava baixinho, uma música que não saia de seus pensamentos, desde que nasceu escutava uma voz cantando para ele:

— Whatever you say, kimi wo omou kimochi, I promise you "forever" right now… ♪

(O que quer que você diga, estará sempre no meu pensamento, Te prometo a eternidade neste momento...)

O amor ultrapassa barreiras inimagináveis, e quando você menos esperar, ele vai aparecer e te fazer sentir como se seu coração já pertencesse a outra pessoa há muito tempo.

Mas é claro, são apenas lendas...

Ainda temos um longo caminho à nossa frente,

Aconteça o que acontecer, sempre,

Até a morte, fique comigo

Nós seguiremos em frente...

The end...

or the beginning?

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥
Obrigada a vocês que leram até o final ♥
Eles realmente tocaram as estrelas né? haha E o Natsu terminou completando os trechos que a Lucy cantou no começo ~
Mereço reviews ou recomendações? ♥
Ps. O Nyah tá ferrando meu espaçamento T_T gomem ne
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!