Colégio Interno.
11 ...Beijar..o..Bill.?
Tom sentiu alguem o puxar para dentro de um quarto que mais era usado como sotão.
-Mas o caral..Bill..?
-Shh.. Voce é louco.. como faz essas coisas Tom? Hellman vai matar voce.. vao te expulsar..
Bill abaixou o rosto, era obvio que estava preocupado, nao queria perder Tom..
-Ei.. -disse Tom enquanto erguia o rosto de Bill — Relaxa..nao vai acontecer nada..só vou passar uma semana trancado no quarto..e lavando ate o teto, mas vale a pena..
-Vale..?
Tom aproximou-se de Bill e sorriu.
-Vale..assim..voce ja sabe o tamanho que vai ter que aguentar..
-Co-como?
Tom selou os labios de Bill e iniciaram um..
-TOM KAULITZ!
-FILHO DA PUTA! EU NAO VOU COSEGUIR BEIJAR O BILL NUNCA ASSIM!
Tom saiu correndo novamente enquanto Bill entortava a cabeça, completamente confuso e repetia pra si.
-... Beijar..o Bill..?
A situação foi controlada , mas era incrivel como Tom nao mudava com Bill, ele era legal, quando estavam sozinhos, e dava a impressao que correspondia os sentimentos do de topete, mas quando estava no meio dos amigos, Tom era estupido, era como se tivesse que manter uma imagem de fodão maior do que ele ja era. Porque no fim, o jeito de Tom nunca ia mudar, ele sempre seria 'o cara' em qualquer lugar, mas Bill esperava que o jeito dele mudasse, consigo.O intervalo tinha passado e desde o meio do ano, os alunos nao eram mais obrigados a se sentarem com as pessoas de seus quartos, tranquilizando a mente de Tom e o coraçao de Bill.
- Não entendo Billy..voce sempre fica sozinho, lendo esse livro.. do que se trata?
- Ah.. oi Polly.. ( Polly era o tipo de garota meiga, estudada que sempre usava maquiagens leve e tinha um belo sorriso no rosto.. que engava perfeitamente, ja que ela estava ali por ser uma bela de uma estelionataria )- É o meu diario.. eu sempre fico lendo as coisas do meu passado..
-Pra que? Todo mundo que esta aqui quer mesmo é esquecer o passado..
-É, eu sei.. mas sabe, a coisas que voce nao pode esquecer, coisas que determinam quem voce é, e se voce esquecer, voce vai ficar perdido dentro de voce mesmo..e eu nao quero isso..- disse Bill fitando a correntinha pendurada no pescoço de Polly
-Polly se sentou tentando fechar os labios.
-Voce fala bonito..Mas qual sua historia?
-Como assim?
-Porque veio parar aqui?
-Ah.. bom, a minha mae me mandou.
.-Nossa, isso é ruim..mas voce nao tem pulseira, entao nunca matou ninguem ou tem o virus da raiva.
Os dois riram.
-É, eu só quero sair daqui logo..voltar pra casa.. ser como era antes..
- Como sua mae se chama?
-Simone.. e eu tenho uma irma, Emily.
-Ah..Bill, eu tenho que ir ali na mesa da Mary, ja volto ok?
-Ok..
Bill fitou a mesa de Mary, quer dizer..a mesa de Tom e logo voltou a ler seu diario.
-Bom, eu descori que aquilo é o diario dele, que ele nao é gay porque olhou pros meus seios, a mae dele chama Simone e a irma dele Emily.
-O QUE?
Tom deu um soco na mesa, nao podia ser coicidencia, nao podia.Tom levantou-se e olhou para todos na mesa.
-Ninguem vai vir atras de mim. Firmeza?
Tom estava bufante e ninguem se atreveria a desobedece-lo naquele momento, Tom dirigiu-se ao quarto e vasculhou as coisas de Bill, realmente, nao era nenhuma coicidencia, Bill era filho de Simy, sua 'mae' e que deveria conciderar Bill como um irmao..mas..
-É impossivel.. — disse Tom ja deixando lagriimas rolarem por seu rosto, lagrimas ardidas pelo tempo que nao escorriam.-Ah Billy..eu nunca..nunca vou deixar ninguem mais tocar em voce..
Tom apertou os punhos e cerrou os olhos, ele amava Bill, ja estava ciente disso, mas estar ciente, nao significava que ele aceitasse isso.
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