Colors

1 01. Welcome to Corona, losers.


Notas iniciais
Prazer, eu sempre quis escrever uma fanfic do The Big Four desde meados de 2013, mas nunca encontrei maturidade suficiente para tal. Agora, também não tenho (risos) kakakak Enfim, espero que gostem, é uma fanfic apenas para expressar meu amor por esse quarteto. Seeya! ♥

— Soluço, você já pegou as meias, meu filho ? — Meu pai, Stoico, perguntava enquanto — de uma só vez — carregava duas caixas grandes. — Dizem que em Corona é muito frio.

— Peguei, sim.

— Relaxa, tio Stoico. — Jack saiu do caminhão, sorrindo para meu pai em seguida. — Não deve ser tão frio quanto esse fim de mundo. E além disso, é só algumas horas de carro até lá. O clima deve ser parecido.

— Corona fica muito acima do nível do mar, Jack. É mais frio.

— Odeio o quanto você é nerd. — Joguei uma caixa em seus braços para que calasse a boca. Ele guardou a última e fechamos o caminhão. Dei uma última olhada na cidadezinha onde nasci e cresci e não pude conter um suspiro.

Eu e Jack terminamos o Ensino Médio há apenas três meses e há alguns dias recebemos a notícia de que havíamos passado em uma prestigiada faculdade, mas que fica em Corona. No começo, meu pai e Noel não gostavam nem um pouco da ideia. Dois adolescentes de dezessete anos sozinhos na cidade grande? Nem pensar. Mas, graças a grande lábia que o jovem Frost possuí, conseguimos a permissão.

E então que começa os problemas.

Bem, o preço do lote em Corona é altíssimo e apartamentos perto da faculdade estavam todos ocupados. Bem, menos um. Havia duas camas vazias e estavam urgentemente precisando de vagas. E então, acabou que eu e Jack preenchemos. Não sabemos quem são, já que falamos apenas com a mãe de um dos moradores de lá. E, sinceramente, isso me deixa muito nervoso.

— Ei, Arroto. Para de viajar e se despede do teu velho, já estamos de saída. — E entrou no carro, puxando papo com o motorista. Olhei para o meu pai e apenas demos um abraço silencioso.

— Não se preocupe, pai. Seu filho magricela vai se sair bem lá. Eu acho.

— Pare com isso, Soluço — E me deu um murrinho as costas. Doeu, claro que doeu. Qualquer contato físico de Stoico resulta em hematomas, mas decidi sofrer calado. — Você é um garoto esperto. Vai se dar bem.

As palavras de meu pai remoíam dentro da minha cabeça, me deixando assustado. Estávamos bem perto da cidade e parecia que eu iria vomitar todo meu café da manhã. Jack já tinha cansado de falar com o motorista, então apenas aproveitava a música que tocava na rádio.

— Vocês estão indo para estudar ? — O senhor me perguntou e eu assenti logo em seguida. — Isso é bom. O ensino de Corona é bom, e dizem que os anos da faculdade aqui são os melhores.

— Há muitas gatas em Corona ? — Jack foi direto e fez o motorista cair na gargalhada.

— As mulheres de lá são lindas, pode apostar.

— Agora isso tá ficando bom demais pra ser verdade.

— Você não tem jeito — Senti o meu celular vibrar no bolso e peguei o aparelho, que mostrava que um número desconhecido estava ligando. Atendi, receoso. — Alô?

— Alô? Esse é o telefone do... Soluço? — Uma voz feminina falou do outro lado, me deixando assustado. Jack me olhava com interesse do outro lado do banco. — Oi?

— Ah, sim.. Sou eu. Quem pergunta?

— Ah, que ótimo! Prazer, eu sou Rapunzel, sua colega de quarto. — Quase engasguei e Jack também. Quero dizer, eu não tinha noção de que iríamos dividir o quarto com uma garota. — Eu só queria avisar que as chaves vão estar debaixo do vaso de orquídeas, eu vou chegar um pouco atrasada em casa. Ok ?

— T-tudo bem. — Ela desligou e fiquei encarando o telefone.

— Hoje é o melhor dia da minha vida — Jack estava todo sorrisos do meu lado — Acredita que vamos dividir o apartamento com uma mina? Espero muito que seja gata, que aí, tô feito.

— Se você tentar flertar com a dona da casa, ela vai expulsar a gente.

— Claro que não! Ninguém resiste a... — Ele olhou para frente e deixou o queixo cair, então, olhei também.

Como era linda a cidade de Corona.

— Sejam bem-vindos, garotos.

Nunca havia visto algo do tipo. Digo, Berk é industrializada, mas é excessivamente pequena. Aqui, não. Há prédios imensos por todos os lados e muitos carros em todas as esquinas.

— Eu estou me sentindo um caipira. Totalmente.

O caminhão andou por mais alguns minutos e logo estacionou em frente a um prédio não tão sofisticado quanto os do centro da cidade, mas ainda assim, bonito.

— Eu vou chamar os empregados para ajudar a descarregar, pode demorar alguns minutos. Subam e vão ver a colega de quarto. — Ele piscou, me deixando corado.

— Pode deixar! — Jack me pegou pelo pulso e saiu quase correndo para dentro, parando apenas para dar os documentos necessários na recepção e nosso comprovante de morador. Assim que ela nos liberou, ele correu comigo pelas escadas até o quarto andar e parou no apartamento 143.

— Você não está nervoso ? — Perguntei, enquanto ele levantava a orquídea branca e já ia enfiando as chaves.

— Não mesmo, digo, estamos apenas começando nossa vida aqui. — A porta se abriu e um grande apartamento se fez diante de nossos olhos. Entramos, deixando a porta aberta por trás. Jack assoviou. — Uau, que casarão. Estamos com a sorte grande, hein.

— Bem, talvez... — Olhei para trás e soltei um grito, mas não pude acompanhar o que aconteceu. Só vi Jack caído no chão com as mãos na cabeça e uma ruiva segurando um livro pesado nas mãos, que acabara de usar para bater no meu melhor amigo, muito ameaçadora.

— Quem são vocês? — Rosnou, me deixando com calafrios.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.