Colorless.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
Ali estavam eles, no topo do mundo.
White abriu um sorriso que tomava quase toda a extensão de seu rosto, olhando para sua direita onde Black jazia ao lado da figura enorme de Reshiram – usando o logo da agência em sua camisa, sorrindo alegremente e vitorioso.
Ele tinha conseguido. Tinha realizado seu sonho, salvado o mundo— e tinha cumprido sua promessa com ela. Estava ali, ao seu lado, na frente de todas as milhares de pessoas que conheceram no caminho de suas jornadas...
— White. – Black segurou sua mão, dirigindo seu olhar para ela. A garota sorriu para ele, apertando mais a mão que segurava, prestes a dizer o quanto estava orgulhosa de ele ter conseguido, a abraçá-lo por uma infinidade e não soltar mais-
Um vento forte que levou seu cabelo para frente de seu rosto a teve trazendo suas mãos para cima para afastar suas mechas castanhas, bem à tempo de ver o corpo de Black sendo jogado contra a figura enorme de Reshiram.
— N-não! Espera-! – Ela gritou, correndo em sua direção, uma mão estendida à procura da dele que segurava há minutos antes, só que o quanto mais ela andava, mais a figura dele se afastava, escondida pelas asas do lendário que encolhia e encolhia e encolhia até não ser mais visto-
— BLACK!
White gritou, sentando em sua cama com a respiração ofegante. Seus olhos arregalados olharam em volta, reconhecendo as paredes do hotel em que sempre ficavam em Nimbasa.
Ela tentou tomar fôlego, olhos recaindo-se sobre a outra cama do quarto, já esperando que seu dono estivesse a meio caminho andado com o rosto de preocupação que sempre tinha.
Ao invés disso, nada.
...Ah.
White piscou, voltando seus olhos para seu lençol.
É verdade, não é mesmo. A garota comprimiu o tecido entre suas mãos, levantando-o para cobrir a si mesma. Já se passaram dois anos...
Ela trouxe as pernas para perto de si e apoiou a cabeça nos joelhos, ainda envolta pelo lençol. Havia dias que ela mal se lembrava disso – tão ocupada com as tarefas da agência, correndo de um lado para o outro principalmente agora com o lançamento do PokéWood.
Mas Black se fora, há dois longos anos. Não importa o quanto ela tivesse procurado, o quanto tivesse chorado e gritado para ele voltar – ele se fora, e não havia nada que ela pudesse fazer.
Você prometeu. Ela trouxe o lençol mais para perto, encolhendo-se nele e vendo sua visão borrar. Você prometeu que estaria aqui quando eu precisasse.
Então... Por quê?
— Black... – Ela sussurrou para o vazio do quarto, antes de fechar os olhos.
White podia se fazer de forte todos os dias, ordenar seus empregados por aí e dirigir sua empresa como sempre sonhou em fazer, mas a verdade era simples e cruel.
O mundo sem ele não tinha cor.
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