Coloring The Life - Um Restart Na Vida
18 Nunca Vai Ter Fim
- É muito estranho ver você de roupa preta. — Disse para Lanza, com a voz rouca.
- Eu não vou te deixar sozinha nisso. — Ele sorriu, enquanto ajeitava sua camiseta preta.
É, era o velório da minha mãe. Lanza e Thomas prometeram que iriam comigo e com Alícia, e estavam nos dando muito apoio. Eu e o Lanza tínhamos meio que "esquecido" o que rolou entre a gente.
- Emo? — Alícia abriu um pouco a porta do quarto do Pedro. — Vamos? — Ela estava abatida, Estava na cara que ela também tinha chorado, muito.
Eu queria botar tudo aquilo para fora... Chorar horas e horas, mas eu não conseguia. Era como se estivesse tudo entalado. Tinha tudo se formado uma bola de neve, que eu não conseguia mais distinguir uma coisa de outra.
Coloquei meus óculos escuros, para disfarçar meu rosto, que estava mais branco do que já era. Pedro vestiu um casaco preto, e depois me aconchegou em seu ombro quando estávamos andando até o carro.
- Manuella... — Colocaram a mão no meu ombro, era Leni. — Leve isso. — Ela sorriu, com rosas brancas na mão.
- Obrigada. — Lhe dei um abraço.
Seu abraço me aconchegava, lembrava muito o da minha mãe.
Saímos da casa do Lanza, que, para nossa surpresa, estava cercada de paparazzis acho que, entrevistadores, alguma coisa assim.
- Pe, eu não vou falar nada, tudo bem? — sussurrei em seu ouvido.
- Relaxa. — Ele sorriu e fez tchauzinho para algumas câmeras. Entramos num carro preto, com insulfilm que não nos deixavam ver uma sombra sequer.
- Manu, é semana que vem que viajamos para o méxico. — Thomas disse, mexendo no celular.
- O quê? — engasguei.
- É Manu, a gente te falou, lembra? — Lanza brincava com meu rabo de cavalo que eu havia feito em meu cabelo.
- É mesmo... — Disse, apavorada. — Falando nisso, cadê o Pe Lu e o Koba?
- O Pe Lu e a Larissa, a namorada dele foram almoçar no Koba. — Lanza disse.
Ficamos conversando mais um pouco, até chegarmos no cemitério. Desci de lá, já com lágrimas dos olhos. Lanza me abraçou e fomos andando juntos. Alícia estava de cabeça baixa, com a mão do Thomas em seu ombro. Encontrei alguns familiares meus, que eu não era nada próxima. Além de uma menina menor, acho que era uma prima minha e da Alícia, que quase desmaiou quando viu os dois meninos com a gente.
- Não acredito que não vi minha mãe pela última vez. — Disse com a voz chorosa.
- Mas ela sempre vai estar aqui ó. — Lanza apontou para o lado esquerdo do meu peito.
Eu apenas sorri e me aconcheguei nos braços dele. Eu chorava demais, não aguentava ver minha mãe assim... Mas agora não daria mais, já tinha acontecido... Minha vida era assim agora!
Eu olhei para Alícia, que estava muito pra baixo também. Minha mãe era o anjo da vida dela, minha tia sempre foi muito estourada, nunca teve paciência para Alícia. Sempre resolvia as coisas no tapa, na porrada, Alícia tinha marcas até hoje. E minha mãe já salvou muitas vezes Alícia de minha tia. Então, quando minha mãe foi para o hospital, ela sempre me dizia, que encontrava abrigo no sorriso dos meninos, que ela nunca imaginou que um dia iria os encontrar.
Já estava feito, minha mãe estava agora debaixo de sete palmos de terra. Era o fim da minha vida também. Ou seria, o recomeço? Eu estava chorando quando Lanza começou a cantar no meu ouvido, me segurando em seus braços.
- Eu tenho medo, Manu. — Lanza sussurrou em meu ouvido.
- Medo do quê? — sussurrei, entre soluços.
- De perder você agora. — ele continuava falando em meu ouvido, me arrepiando. — Afinal, o seu motivo era sua mãe, não era? — Ele fitou o chão.
- Era. — Eu me virei para ele. — Mas agora eu tenho outros. — sorri.
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