- Escuta Tho. — Cutuquei seu ombro.

- Diz, Manu. — Ele brincava com meu cabelo.

- Espera. — Levantei e conferi se o Pe Lanza ainda estava com o chuveiro ligado. — tudo limpo. — sorri.

- Pensei que você ia fazer outra coisa. — Ele gargalhou.

- Thomas ! — gritei e dei um soco de brincadeira no ombro dele. — Então... Tem uma coisa que a Alícia disse, que eu estou intrigada, mesmo.- Encostei no ombro dele, aumentando o volume da televisão.

- Tinha que vir da Alícia. — Ele deu um sorriso irresistível

- Então... Ela disse que pelo jeito que o Pe Lanza olha pra mim...

- Eu também acho. — Ele me cortou.

- Você sabe do que eu estou falando? — peguei uma almofada e deitei no colo dele

- Sim, que o Pe Lanza pode estar se apaixonando por você. — ele passava a mão em meus cabelos

Arregalei os olhos, quando ouvi a porta do banheiro sendo destrancada.

- Quando você for embora, eu falo com ele. — Thomas sussurrou fingindo estar assistindo televisão;

- Mas não fala que eu pedi, ou alguma coisa assim. — Também sussurrei.

- Fica tranquila. — Ele sorriu de novo.

Fiquei olhando o piercing dele, é, eu queria ter um!

- Posso dormir aqui de novo? — Fiz bico. — Se eu voltar pra casa, vou ficar sozinha lá.

- Ah! — Thomas sacou.

- Mas não tem ninguém na sua casa? — Disse o Lanza, só de cueca box, secando o rosto com a toalha do hotel. OLHA A INTIMIDADE, GAROTO!

Puxei a mão do thomas para os meus olhos.

- Melhor prevenir antes que eu vomitar. — Eu disse e Thomas soltou uma risada. — É, não tem ninguém na minha casa, Lanza. — Olhei para o Thomas, perguntando apenas pelo olhar se eu contava para ele ou não.

Ele deu uma leve balançada negativa com a cabeça. Lanza parecia não ter sacado nada.

- Onde você furou o lábio? — Apontei para sua boca.

- Se quiser eu te levo lá amanhã. — ele agora brincava com minha mão

- Isso quer dizer que eu posso dormir com vocês?

- Claro que sim! — Pe Lanza disse colocando uma calça branca. — Ah Manu, a gente vai fazer um shows no México. — Ele juntou as mãos.

- México? — engasguei, arregalando os olhos. — e eu vou ter que ir junto?

- Sim. — ele sentou do meu lado também. — Afinal, você é nossa cantora oficial.

- Eu morro de medo de avião. — Ainda arregalava os olhos

- Bate aqui. — thomas levantou a mão

- Eu seguro a mão de vocês, amorzinhos. — Pe Lanza fez biquinho e eu sorri. — Falando nisso, adorei o mortal pra trás que você deu, Manu.

- Foda né? — Eu brincava com o óculos do Lanza — Eu preciso muito usar óculos. Não consigo ler nada daqui. — Forcei meus olhos tentando ler a legenda do seriado americano que passava na televisão.

Pe Lanza tirou seus óculos e colocou em mim, nunca tinha enxergado tão bem assim.

- Meu Deus ! O mundo é HD ! — brinquei. -Toma. — Tirei o óculos e ia colocando na mão dele

- Fica pra você. — Ele sorriu.

Ele pegou a mochila dele, e tirou de lá outra caixinha de óculos. Era igual ao que ele me deu, só que com a armação branca.

- Obrigada ! — Sorri e dei um beijo em sua bochecha sentindo aquele maravilhoso perfume de sempre.

Voltei para o lado de Thomas e o Lanza estava vermelho.

- Ficou bem em você. — Lanza sorriu e pegou o celular.

- Espera, o que você vai fazer? — levantei um sombrancelha

- Tirar uma foto e colocar no Twitter.

Fiz uma careta e um coração com a mão, e Lanza bateu a foto.

- Parece uma Pe Lanza. — Thomas riu.

- Sempre consegui fazer as caretas do Lanza. — eu ri. — já pensei em virar cover. — gargalhei.

Ficamos conversando mais um pouco, papo vai papo vem, a energia acaba.

- DEUS QUE SUSTO! — pulei no colo do Lanza. — aliás, que perfume você usa?

- Segredo do Lanza. — Só ouvi a voz dele, pois estava tudo escuro.

- THOMAS CADÊ VOCÊ? — eu ficava passando a mão no ar, sem desgrudar do Lanza.

Não sei, eu sempre tive medo de quando a luz acabava, eu era meio paranóica. E isso aumentou de lá pra cá...

Pe Lanza pegou um de seus celulares e ligou a lanterna.

- Espera, que cheiro é esse? — senti um cheiro muito forte.

Lanza apontou seu celular para a porta. Entrava muita FUMAÇA.